terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Carta ao Pr. Natanel Rinaldi – Parte 1

Carta ao Pr. Natanel Rinaldi – Parte 1

Libertador San Martín, Entre Rios – Argentina

07/02/2010

Caro Pr. Natanel Rinaldi:

Depois de escrever a algumas pessoas que necessitavam de aconselhamento espiritual, separei um tempo para responder as suas colocações, postá-las no www.namiradaverdade.com.br e enviá-las para o moderador do site www.advir.com.br

Antes de tudo, é natural que eu fique descontente com sua postura e, em alguns momentos, veja desonestidade em suas argumentações. Afinal, suas palavras não são em tom agradável. Mas, isso é coisa de momento e, enquanto o senhor e eu não formos glorificados na volta gloriosa de Cristo, sempre teremos o risco de deixarmos o lado humano "falar mais alto" em alguns momentos.

O senhor repetidas vezes chama a Sra. White – uma das fundadoras do adventismo e minha irmã na fé – de FALSA. E isso, com "base" em suas opiniões pessoas e no uso indevido de citações dela. Como não quer que eu fique chateado? Sou ser humano e não tenho coração de ferro. Por isso, posso voltar a repetir: o fato de em certos momentos ver desonestidade de sua parte, não significa que eu o considere assim em todas as circunstâncias e nas demais esferas em que atua.

É uma leitura com pressupostos preconceituosos que o faz achar que o comparei a Balaão, ao citar Judas 1:10-11. Leia o contexto de minha resposta as suas acusações e veja que O PENSAMENTO QUE UTILIZEI de Judas foi para concluir o seguinte: "O Pr. Natanael difama aquilo que não conhece". Nada mais. Portanto, seu "tiro" na última resposta saiu pela culatra. Qualquer leitor atento que compare nossos textos perceberá isso.

Outra coisa que é gritante: o pastor usa de um recurso que nada tem a ver com a apologética séria: costuma SAIR PELA TANGENTE trazendo à tona outras questões que não estão em discussão. Quem não percebe que o senhor, por não poder me apresentar dados históricos que comprovem suas equivocadas interpretações de nossa história, não possui argumentação sólida? Trazer assuntos novos em um bom debate é saudável. Porém, primeiro todos os pontos levantados nos debates precedentes precisam ser abordados, para que haja conhecimento mútuo, correções e até pedidos de desculpas de ambas as partes (isso também é uma forma de respeitar ao leitor). Pense nisso com carinho. CONVIDO AO PASTOR E A CADA LEITOR a compararem nossas respostas e ver que nem 20% do que refutei recebeu na realidade uma tréplica. Apesar de o analfabetismo funcional ser ainda grande em nosso País, não pense pastor que as pessoas não verão essa sua técnica (usada de forma consciente ou não – quem sou eu para julgar) de forma escancarada.

A seguir, abordarei o restante de nossa discussão em tópicos (As declarações que estiverem entre aspas são afirmações do Pr. Rinaldi) para facilitar a vida de nossos leitores. No site do "Na Mira da Verdade" (www.namiradaverdade.com.br) a resposta será em partes, devido ao tamanho do texto.

 

 

SOBRE O LIVRO "ESTUDANDO JUNTOS"

Vamos considerar alguns pontos:

1. Não vejo lógica na sua atitude de julgar os adventistas como "proselitistas" sendo que faz a mesma coisa. Sim: diante de outras igrejas ou movimentos religiosos, se o senhor convencer alguém a ir para a sua congregação, também será considerado um "pescador no aquário dos outros". Sua crítica nesse quesito não existiria se colocasse a mão na própria consciência;

2. Realmente, nós adventistas estudamos a Bíblia com irmãos de outras igrejas e quereremos que congreguem conosco. E não vemos mal algum nisso, pois, é uma de nossas crenças FUNDAMENTAIS que os filhos de Deus estão em todas as igrejas (ou não igrejas). Leia isso na página 13 do Manual da Igreja Adventista e não em fontes secundárias.

É exatamente nosso senso de missão – de que devemos ensinar a todos sobre as três mensagens de Apocalipse 14:6-12 – que nos impulsiona a estudar a Bíblia com Batistas, Pentecostais, Católicos, Espíritas, Budistas, Ateus, Agnósticos, Muçulmanos, etc.

E, se a pessoa decidir-se por congregar conosco, maravilhoso. Caso não, o carinho e a amizade têm que permanecer. Foram muitas as vezes em que tive diálogos amistosos com irmãos de outras igrejas que, ao aceitarem doutrinas adventistas, preferiram ficar em suas congregações. Se um dia Deus colocar um deles em seu caminho, pergunte se em algum momento o chamei de "filho de babilônia". Creio que o Senhor Deus congregará todo o povo dEle num só rebanho (João 10:16; Apocalipse 18:4), mas, não no momento que eu ou qualquer adventista ache que deva ser. O trabalho de reunir os filhos de Deus é obra do Divino Espírito Santo.

3. Há um abismo entre nós e as Testemunhas de Jeová também nesse sentido (um colega seu desafortunadamente comparou nossas doutrinas com as deles… Sobre isso ele terá a devida resposta). Eles têm manuais para debaterem com as pessoas, de forma agressiva muitas vezes (hoje, vários deles têm mudado um pouco tal atitude) e, nós adventistas, tivemos a felicidade de termos em nossas mãos o "Estudando Juntos" não para debater, mas, para nos aproximarmos das pessoas para o estudo da Palavra de Deus. Nosso desejo é não é vivermos em inimizade com irmãos de outras confissões religiosas, pois, isso seria até diabólico. Temos a contribuir com o cristianismo ao ensinarmos algumas verdades esquecidas. Que mal há em querermos reparti-las com as pessoas? Se TODOS os movimentos religiosos (e até filosóficos) fazem isso, por que apenas os adventistas merecem ser adjetivados como "proselitistas"?

"Por que polemizar sobre o sábado se as duas maiores doutrinas adventistas são: 1) O juízo Investigativo e 2) O Santuário celestial que é centro da fé adventista?"

É SUA a interpretação de que as doutrinas em comum a serem utilizadas num estudo bíblico são pontos "secundários". Se um adventista julgar a salvação pela graça como "secundária", não pode ser um adventista. Estudar doutrinas em comum é uma forma de juntos vermos que há pontos em que concordamos. Se o senhor conversar com grandes evangelistas cristãos como um dos presidentes da Sociedade Trinitariana no Brasil (o conheci há alguns anos e hoje não sei se ele exerce a mesma função), aprenderá com eles que, em qualquer diálogo, as doutrinas discordantes ficam para depois. Essa é a forma que ele adota para estudar a Bíblia com os judeus. Se o senhor, pastor Rinaldi, chega de cara para um judeu dizendo que ela não será salvo por que não acredita em Jesus e nem no Novo Testamento (não me refiro aos judeus messiânicos), tenho que lhe dizer que ainda não sabe como proceder corretamente com tal pessoa por quem Jesus morreu.

Também é incrível que o senhor se utilize de O GRANDE CONFLITO para encontrar uma "contradição" nas estratégicas adventistas e para afirmar que "o centro da fé adventista" são apenas duas doutrinas. É de pasmar tal atitude por pelo menos três motivos:

1. O CENTRO de nossa fé é o Senhor Jesus. Sendo que o pastor citou um texto de Ellen White fora do contexto (como é de seu costume), transcreverei um dela para que fique evidente a prova:

"Precisamos muito menos controvérsia e muito mais apresentação de Cristo. Nosso Redentor é o centro de toda a nossa fé e esperança"O Colportor Evangelista, 42.

As doutrinas do juízo investigativo e do santuário celestial só são importantes SE apontarem para CRISTO! Assim como todas as demais 26 doutrinas fundamentais adventistas (ler o livro "Nisto Cremos" – Casa Publicadora Brasileira), as duas que o pastor citou GIRAM EM TORNO DO SALVADOR.

Com este tipo de argumentação, não está o pastor Natanael demonstrando falta de conhecimento a respeito de nossas crenças fundamentais e, assim, levando outras pessoas a se enganarem a respeito de nós? Cuidado, pastor Rinaldi: Deus está nos Céus e julgará todas as nossas obras e intenções (Eclesiastes 12:12; Romanos 14:12).

"Já imaginou um crente batista ouvir falar que a obra da redenção não foi concluída na cruz e que cada cristão deve saber que essa obra do Juizo Investigativo vai terminar um pouco antes da vinda de Jesus e que os livros serão abertos para saber se tais pessoas serão ou não salvas? E que só se salvarão quando seus pecados forem lançados sobre Satanás e, que, só quando Satanás for aniquilado, os pecados dos adventistas serão cancelados?"

Sim: vários crentes batistas e de outras denominações religiosas ouviram a respeito de nossa doutrina e, QUANDO A ENTENDERAM, nada viram de aberrante na mesma. O Dr. Walter Martin, referência no meio apologético (tanto que o Instituto Cristão de Pesquisas – ICP – tem o nome dele) ESTUDOU PESSOALMENTE com líderes adventistas por volta da década de 50 e concluiu que não somos sectários por causa de nossa doutrina sobre o juízo. Se o senhor realmente seguisse o exemplo do Dr. Martin, o ICP apresentaria os adventistas de outra maneira. Claro que não é obrigado a concordar com todas as nossas crenças. Mas, no mínimo, não listaria a igreja Adventista entre as grandes seitas.

Quanto à apresentação de nossa doutrina, NUNCA tivemos medo de ensiná-la, pois, a mesma é bíblica. Lembro-me que há anos lhe enviei um estudo sobre o juízo investigativo. E, em TV e rádio já expliquei o assunto de forma cristocêntrica para milhares de evangélicos esclarecidos.

Trabalho em veículos de comunicação de massa pastor Rinaldi. E, por meses seguidos, abordei tal doutrina. Sua afirmação de que não ensinamos isso de forma aberta é, portanto, inverídica.

O teólogo Luterano J. A. Seiss também acredita em um juízo investigativo. Irá acusá-lo de sectário por isso? (Desculpe-me a repetição do pensamento dele, mas, se faz necessária):

"A ressurreição e as mudanças que acontecem num abrir e fechar de olhos sobre os vivos são os frutos e a corporificação do juízo antecedente. São as conseqüências do juízo realizado em relação a eles. Estritamente falando, os homens não são ressuscitados para que venha o juízo. A ressurreição e a trasladação são produtos do juízo previamente efetuado. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro porque eles já foram julgados aptos para estar com Cristo, e os santos vivos serão reunidos com eles nas nuvens, porque já foram julgados santos e vencedores sobre o mundo" – The Apocalypse, 136 (Grifos acrescentados).

Basta QUERER entender a doutrina da forma correta e qualquer preconceito desaparecerá.

 

"Meu Deus, que assombro! E eu que li na Bíblia que meus pecados foram lançados sobre Jesus!!! (2 Co 5.19; 1 Pe 2.24) Será que me enganei na leitura da Bíblia? Imagine pensam que meus pecados foram lançados sobre Jesus e os adventistas me esclarecem que serão meus pecados lançados sobre Satanás…"

Creio em todos os textos que apresentou e amo Isaías 53, o capítulo mais evangélico do NT (na opinião de alguns). Mas, tenho que discordar da maneira como o senhor tenta "convencer" as pessoas de que nossa crença a respeito do bode azazel em Levítico 16 torna satanás "co-participante" do plano de salvação. Vamos esclarecer as coisas como elas realmente são. Para isso, disponibilizarei no www.namiradaverdade.com.br uma exegese sobre Levítico 16:10 aos amados leitores – e ao pastor – para verem se realmente azazel pode ser um símbolo de Cristo.

Resumidamente, eis nossa crença a respeito do bode azazel:

  1. Os pecados da humanidade são lançados sobre Cristo para PERDÃO dos pecados (1 Pedro 2:24);
  2. Os pecados são lançados sobre azazel para RESPONSABILIZÁ-LO pelos pecados que levou os outros a cometerem. (Por isso, satanás será ESMAGADO, como afirma Romanos 16:20). Sendo que em um juízo ALGUÉM tem que ser o responsável por um delito, é incoerente tirar satanás de cena do Dia da Expiação (que é um Dia de Juízo). Isso seria tentar "livrar a barra dele".
  3. O termo "expiar" nesse contexto, portanto, só pode ser corretamente entendido se levarmos em conta que:

(1) O nome "azazel" se refere a um "demônio do deserto". Eis algumas fontes não-adventistas: (as demais, no artigo que disponibilizo)

a. Dictionary of the Old Testament: Pentateuch;

 

b. Neophyti 1, III. Levitico. Targum Palestinense – (MS de La Biblioteca Vaticana. Barcelona, 1971), 110, 498. Autoria de, Alejandro Diez Macho.

 

c. Targum (mesmo não sendo nossa regra de fé, nos auxilia a compreendermos o termo no contexto judaico referente ao Dia da Expiação)

 

d. The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge: "Partindo do fato de que há um contraste entre expressões 'para Jeová' e 'para Azazel', supõem muitos que Azazel seja um nome oposto a Jeová, um monstro do deserto, um demônio, ou diretamente Satanás… O contraste entre 'para Jeová' e 'para Azazel' favorece a interpretação de Azazel como substantivo próprio, sugerindo em si mesmo, uma referência a Satanás."

Aqui estão alguns dos melhores comentários do mundo. Quem conhece algo sobre teologia sabe disso.

(2) Se entendermos que o termo expiação, aplicado a azazel, é no sentido PUNITIVO. Azazel (satanás) levará nossos pecados no sentido de ser o responsável pela origem dos mesmos. Não "expiará" os pecados das pessoas no mesmo sentido que Cristo por que tal bode NÃO É SACRIFICADO. Só com derramamento de sangue inocente há perdão (Hebreus 9:22).

Mais detalhes sobre o assunto poderão ser vistos no link onde disponibilizei o estudo sobre azazel.

E, desse modo, seu motivo para tanto "assombro" é exagero, pastor Rinaldi. Acalme-se…

"Juízo Investigativo é o que Paulo ensina na celebração da Ceia do Senhor com relação aos participantes" (1 Coríntios 11)…

Não, pastor: em 1 Coríntios 11, no contexto da Santa Ceia, Paulo fale de um exame individual e não de JULGAMENTO. Não sei de onde o senhor tirou uma coisa dessas, pois, só Deus pode julgar alguém (João 5:22) no sentido judicial.

Na verdade, Paulo fala de um juízo investigativo em Romanos 14:12, 2 Coríntios 5:10, 1 Timóteo 5:25, 1 Tessalonicenses 4:13-18… O senhor pode estar pensando que escrevi uma aberração teológica, mas, esse não é o fato. Se Deus virá retribuir a cada um segundo as suas obras e ressuscitar quem for digno, um juízo prévio tem que ter sido realizado diante dos anjos, que não são oniscientes e precisam estar informados do conflito entre o bem e o mal. Tanto que Pedro afirmou: "A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar." 1 Pedro 1:12.

O juízo de investigação não é para acusar o crente, mas: (1) para Deus mostrar aos anjos quem DE VERDADE O segue (Ler Romanos 3:4; 1 Pedro 4:17), (2) condenar o poder representado pelo chifre pequeno (Daniel 7) e (3) dar reino definitivamente aos santos! (Ler todo o capítulo de Daniel 7). Quem ler a literatura adventista e nos acusar de tornarmos a salvação "incompleta" por causa da doutrina do juízo de investigação é preconceituoso ou não soube ler.

A doutrina do juízo investigativo nos mostra um Deus disposto a "colocar os pratos na mesa" diante o universo; um Deus que não está "de férias" no Céu…

"A Bíblia fala de Juízo Executivo como acontecimento escatológico futuro: Mateus 25:31…"

Sim. Mas, não apenas em sentido escatológico:

"Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" 1 Pedro 4:17.

Por isso, com base na Bíblia, os Adventistas do Sétimo Dia entendem a doutrina do Juízo em um sentido amplo (três fases: Investigativa, Milenar e Executiva), que afeta não apenas nossa vida futura, mas, presente.

Colocar a doutrina como um acontecimento apenas futuro é perigoso por que todo ser humano pecador tem a tendência de deixar a decisão por Cristo "para depois". Se todos tiverem consciência que desde já podem ser vindicados (ou condenados, se não aceitam a Cristo), terão alegria ou sentirão a responsabilidade de um compromisso de verdade com Deus.

Não é por acaso que Cristo e Pedro aconselharam:

"Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor." Mateus 24:42.

"Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão." 2 Pedro 3:11-12.

"Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis" 2 Pedro 3:14.

Aqui lemos todos os conselhos em uma linguagem presente e emergencial.

"Depois saem de nossas igrejas dando risadas de nós e fazendo sarcasmo com a nossa ingenuidade."

Nunca fiz isso e não vi adventista algum fazer. Se o fez, o problema é entre tal pessoa e Deus. Em meus sermões exalto o conhecimento bíblico de irmãos de outras igrejas e faço questão de citar grandes comentaristas evangélicos – mesmo que não concordemos em certos pontos. Se eu e outros adventistas considerássemos os evangélicos "ingênuos" como o senhor diz (com o nítido objetivo de jogar os irmãos contra nós), não poderíamos nem mesmo ter faculdades de teologia, com grades curriculares que constem estudos de autores renomados que não são de nosso meio.

Quanto a sua aplicação de 2 Coríntios 11:14, 15 aos adventistas, deixo que os leitores tirem as próprias conclusões.

As demais afirmações suas sobre proselitismo e o "fazer-se de membro de mesma igreja", já foram abordadas em tópicos anteriores.

UMA IGREJA QUE NÃO NASCEU EM UM MILHARAL

(E se o tivesse que problema haveria nisso?)

A afirmação a seguir do Pr. Rinaldi é de deixar pasmo qualquer cristão comprometido com a verdade e que tenha amor pelos que não tiveram a oportunidade de estudar: "Imagine um crente evangélico saber que a igreja adventista nasceu de uma visão descabida ocorrida num milharal!"

 

Por amor à verdade e aos leitores, o senhor terá que ser desmentido mais uma vez:

1. O processo formativo da Igreja Adventista foi de 1830 a 1863 (e continua, pois, o conhecimento não é estático). Portanto, atribuir a origem de nosso movimento apenas à visão que Hiram Edson teve, é uma distorção histórica violenta;

2. Se o senhor não lesse só  a página 50 do "História do Adventismo", jamais colocaria na boca do historiador Maxwell a afirmação de que nossa igreja nasceu "apenas" da visão no milharal (além disso: Deus se comunica com os filhos dEle onde quiser). Quem conhece o livro supracitado sabe que JAMAIS Maxwell está acusando os adventistas de não seguirem aquilo que eles mesmos sempre ensinaram! Até o fim da vida ele creu no juízo investigativo e fazia bom uso do texto de Hebreus 7:25 – pois considerava também Hebreus 8:1, 2 (texto que o senhor parece não querer ler). Sobre a ascensão de Cristo, cremos que Ele, a partir da ressurreição, foi ao Santuário para inaugurar (a dedicação do santuário pode ser vista na última parte de Daniel 9:24 – no termo unção – e é simbolizada pela unção do santuário terrestre depois que foi construído – Êxodo 30:26-29; cap. 40) a obra dEle; voltou para o planeta (onde ficou 40 dias) e, depois, subiu definitivamente para o Santuário Celestial. Isso é o que diz Maxwell e TODOS os livros adventistas sobre o assunto.

ELIPSE (consciente ou não) foi o que o pastor fez novamente…

O senhor deveria é ficar assombrado por, em suas duas últimas respostas, deixar claro para os leitores que uma pessoa sem maior escolaridade (como o pastor se referiu a Ellen White na outra vez) e fazendeira (Hiram Edson) não pode receber revelações de Deus ou ter capacidade de fazer algo pelo ministério dEle. O pastor deveria se sentir envergonhado em afirmar esse tipo de coisa sendo que: "A revelação das tuas [de Deus] palavras esclarece e dá entendimento aos simples." Salmo 119:130.

Não vejo como cristãs palavras como essas, de sua parte:

"Quem era o cidadão chamado Hirã Edson? Algum mestre em teologia? Não." (Como se Deus falasse apenas a doutores em teologia…)

De que maneira os irmãos de todas as igrejas – que têm familiares que aprenderam a ler na própria Bíblia (inclusive minha avó) por não terem tido outras oportunidades – irão ver o seu ministério pastoral? Isso não lhe preocupa?

Com esse tipo de comentário preconceituoso, está se comprometendo diante de um vasto público cristão, Pr. Rinaldi.

"Agora, Leandro, segure-se na cadeira se estiver sentado para ler a injúria lançada sobre a obra expiatória de Jesus: "Assim eles desenvolveram a triunfante conclusão: AO TEREM OS PECADORES AO LONGO DOS SÉCULOS BUSCADO O PERDÃO, JESUS TEM LEVADO O REGISTRO DE SEUS PECADOS CONFESSADOS AO LUGAR SANTO, ONDE TEM CONTAMINADO O SANTUÁRIO CELESTIAL" (Ibidem, p. 65,66) (maiúsculo e grifo meus)

 

"Socorre-me, Leandro! Não acredito que o mesmo homem e somente ele viu Jesus sozinho entrar no santíssimo do céu em 22 de outubro de 1844, agora, me deixa estupefato com a declaração demoníaca (considerada triunfante) que o preciosíssimo sangue de Cristo, que nos lava dos nossos pecados: "(Apocalipse 1:5) Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,", esteja contaminando o santuário celestial.!!!"

 

Caro pastor: não acredito em seu analfabetismo funcional. Mas, pergunto: como o senhor "conseguiu" ler que "o sangue de Cristo contamina o santuário celestial" sendo que Hiram Edson diz que é o registro dos pecados dos seres humanos que o faz?!

Sem maiores comentários…

Quanto à necessidade da purificação do santuário celestial (no sentido correto da palavra), leia Hebreus 9:23 (e, se tiver outra interpretação, apresente-a para discussão):

"Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores."

E assim, todos os textos que o senhor colocou no tópico "O uso do sangue no Antigo Testamento" perdem o sentido (no contexto de suas ideias) por causa de sua leitura desatenta…

"E você, Leandro, vem com essa bobagem e estupidez de querer me "subornar" com seus argumentos pueris de figuras de linguagem chamadas "elipses" para me fazer calar? Cai fora, moço, conheço a manha adventista há muito mais tempo do que você. Cito referências de publicações adventistas com consciência e responsabilidade."

 

Como visto anteriormente, as elipses por sua parte continuaram… E, ficou demonstrado (e ficará mais evidente ainda no decorrer da presente resposta) que o uso que o senhor faz de nossa literatura é BEM irresponsável e não condizente com o espírito cristão.

"Vai dizer que ignorava que os seus irmãos adventistas nunca ficaram decepcionados com o ensino herético de EGW sobre preconceito racial como procurou me convencer? O Artigo publicado na Revista Adventista até hoje está causando discórdia dentro da Igreja. E cuidado com o preconceito de cor. Dá cadeia e v. s. sabe disso."

 

Peço-lhe algumas coisas:

1. Enumere-me durante a história adventista os irmãos negros que entenderam a declaração de Ellen White – sobre o casamento entre brancos e negros – como preconceituosa.

2. Informe-me a respeito de algum processo jurídico contra Ellen White no decorrer de todos esses anos;

3. Prove-me que a citação da Sra. White não visava o bem das próprias pessoas NAQUELE contexto social abolicionista vivido nos EUA, ao final do séc. XIX;

4. Comprove para todos os leitores, com base nas informações a seguir, que Ellen White era racista:

"Um apelo de sua pena, em 1891, seguido em 1895 e 1896 por artigos publicados na Review and Herald, estimulou os esforços educacionais e evangelísticos em favor dos negros e deu origem a uma obra na qual seu próprio filho, Tiago Edson, tomou parte ativa. Ele produziu um livro que seria usado para (1) levantar fundos (2) ensinar analfabetos a ler e (3) ensinar as verdades bíblicas em linguagem simples. Ele fazia uso de um barco (Morning Star) para evangelizar os descendentes dos escravos.

"EGW estava interessada no desenvolvimento de esforços missionários que produzisse eficientes resultados em comunidades brancas e negras e enviou aos obreiros desse campo muitas mensagens de conselhos e ânimos. Além disso, ela salientou de modo claro que "O nome do negro está escrito no livro da vida, junto do nome do branco. Todos são um em Cristo. O nascimento, a posição, nacionalidade ou cor não podem elevar nem degradar os homens. O caráter é que faz o homem. Se um pele-vermelha, um chinês ou africano rende o coração a Deus em obediência e fé, Jesus não o ama menos por causa de sua cor. Chama-lhe Seu irmão muito amado" – The Southern Work, pág. 8, escrito em 20 de março de 1891." (Citado em "Serviço Cristão", p. 218).

"Além disso, afirmou que os que "menosprezam um irmão por causa de sua cor estão menosprezando a Cristo" – Douglass, Mensageira do Senhor, 214 (Grifos meus).

Tais fatos provam que Ellen nunca foi racista. Sua dedicação e também de seu filho no auxílio dessas pessoas são uma prova irrefutável.

5. Conte aos seus leitores os resultados da resposta do Pr. Tércio Sarli, assinada pelo Dr. Timm, no cartório de Jundiaí, às acusações de um articulista já mencionado… A justiça nos deu direto de resposta às infames acusações de racismo por parte de uma revista que o senhor conhece. Por que "esconde" isso dos irmãos? Imagino que deva ser pelo ódio que ficou quando o Dr. Timm destruiu um por um dos argumentos da referida revista.

Falarei com Dr. Timm para me repassar a resposta dele e, assim, irei informar aos irmãos sobre a verdade dos fatos, já que senhor não tem o desejo de fazê-lo.

Impressionante a sua parcialidade… Não sei em que escola apologética aprendeu isso.

E ainda sou "obrigado" a ler no site onde postaram sua resposta que o senhor "é sem dúvida um dos maiores apologistas cristãos brasileiros"…

"Quis me convencer de que EGW não declarou o dia e a hora da volta de Jesus e o fez apenas para animar seus irmãos que passavam por tribulações? Engole V. S. essa evasiva? Fica convencido dessa bobagem?"

 

Deixo aos leitores o julgamento, pois, o que escrevi sobre o assunto é suficiente para se entender a declaração dela e seu contexto exato. E, além disso, seu desrespeito está tão transparente que até mesmo os membros de sua igreja irão aconselhá-lo a mudar.

"Continua V. S.: "Outra informação importante e que evitará que o público evangélico veja-o como uma pessoa desinformada sobre nossa história denominacional é a de que Ellen White não elaborou o ensino do juízo investigativo

 

"Ora, ora Leandro, se ela não elaborou o ensino do juízo investigativo, segundo sua declaração, não significa que ela não tivesse apoiado o ensino".

Concordo. Ela escreveu inúmeras vezes sobre o juízo investigativo (nos escritos dela, o termo "juízo investigativo" aparece 32 vezes e, "juízo de investigação", 22). O que abordei na resposta anterior não teve o objetivo de dizer que ela "não apoiava" tal doutrina, mas, mostrar às pessoas que o senhor apresentou mais um erro histórico em atribuir A ELA a "invenção" do ensino.

Não deu certo sua tentativa de se defender do erro histórico de que "EGW foi quem elaborou a doutrina do juízo investigativo"… Terá que se justificar de outra forma diante do público pensante. Na sua última resposta, de maneira CLARA afirmou que ela "inventou" a doutrina em questão, lhe informei que:

1. Foi o milerita JOSIAS LITCH que desenvolveu a idéia em 1840 e a publicou em 1841, antes mesmo do grande desapontamento de 1844. Ele escreveu: "nenhum tribunal humano pensaria em executar juízo sobre um réu sem antes julgá-lo; muito menos Deus" (TIMM, 2000).

2. Já o termo foi usado pela primeira vez por E. Everts, em 1º de janeiro de 1857.

Explique tal contradição de sua parte. Ou, reconheça que errou – o que seria demonstração de humildade cristã.

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A VISÃO DO MILHARAL: UMA "VÁLVULA DE ESCAPE"?

"Interessante" o fato de o senhor usar o mesmo argumento dos ateus, quando querem desmerecer o cristianismo. Muitos deles afirmam que os apóstolos "inventaram" a ressurreição de Cristo devido à grande desilusão que tiveram. E o senhor, mesmo não sendo ateu, age como um ao questionar o surgimento do adventismo por causa da visão de Edson.

Gosto muito das obras apologéticas do Dr. Norman Geisler (mesmo não concordando com várias ideias dele), especialmente do livro Não Tenho Fé Suficiente para ser ateu, onde ele refuta o tal argumento ateístico dizendo que os apóstolos (1) morreram por aquela causa e (2) foram testemunhas oculares dos fatos.

Com o adventismo aconteceu algo parecido, Pr. Rinaldi. Seria muito incoerente os pioneiros de nosso movimento (como Tiago White – para citar apenas um exemplo – que, todos os dias, após os trabalhos no campo, caminhava cerca de 30 km para enviar para outros lugares do mundo os artigos que publicada) dedicarem a vida a um ministério que não fez a diferença na vida deles (a ponto de transformá-los mesmo e os colocar aos pés de Cristo). E, é mais incoerente ainda o senhor acusar Hiram Edson de usar a visão como "válvula de escape" sendo que TIVERAM TESTEMUNHAS OCULARES dos eventos que envolveu o adventismo naquele período.

Veja que a mesma acusação que se faz ao movimento adventista "se pode" fazer ao cristianismo como um todo.

Portanto, as suas afirmações no presente tópico – e as declarações dos ateus – são irrelevantes, ilógicas e insustentáveis.

"Como aceitar essa idéia maluca de que Jesus entrou no Santo dos Santos do santuário celestial em 22 de outubro de 1844 se como Sumo Sacerdote não tinha nada que fazer no lugar santo a partir do ano 31 AD. e ficar lá retido por 1813 (31+1813= 1844)?

 

"Jesus entrou no Santo dos Santos do santuário celestial 40 dias depois da sua ressurreição."

Como Cristo "não tinha nada para fazer" se a função sacerdotal era (1) interceder – 1 Timóteo 2:5 e (2) julgar? (Compare Levítico 16 com João 5:22). Estude o ritual do santuário na Bíblia; perceba que em Êxodo 25:8, 40 o santuário terrestre [com suas cerimônias] passou a existir por causa de um "modelo" que foi apresentado por Deus a Moisés. A realidade do lugar santo tem que ter um cumprimento no ministério de Cristo, pastor Rinaldi. Do contrário, o sacerdócio no lugar santo do santuário terrestre não teria significado algum para o povo de Israel, que aprendia do evangelho através de tais símbolos (Hebreus 4:2).

Apresentarei um resumo:

1. O sacerdócio do Antigo Testamento apontava para o sacerdócio de Cristo no lugar santo (Hebreus 8:3-6) como nosso intercessor (1 João 2:1, 2). Se Cristo foi diretamente para o santíssimo A FIM DE MINISTRAR, em que momento da história se cumpriu a realidade do lugar santo do santuário?

 

2. O sumo sacerdócio do Antigo Testamento apontava para o sumo sacerdócio de Jesus, onde, além de ser nosso intercessor (Ele NUNCA o deixou de ser), acumulou a função de juiz (lembre-se que o Dia da Expiação, quando o sumo sacerdote entrava no santíssimo, era um "dia de juízo" para os hebreus). João 5:22 apresenta-nos o Salvador em Sua função judicial.

Nós adventistas não negamos que, por ocasião de Sua ida para o Céu, Cristo foi diretamente ao santíssimo. O detalhe é que Ele o foi para a "inauguração" do santuário, e, depois (quanto voltou de nosso planeta), foi para o lugar santo realizar sua obra ao lado do Pai.

Além disso, nada há na Bíblia que mostre Deus ser "estático", como ensinava Aristóteles. O ministério de Jesus no lugar santo do santuário não O deixou "trancafiado" no local. E, quem disse que o trono de Deus Pai não poderia ser mudado de lugar (do santo para o santíssimo) por ocasião de 1844? Afinal, em Daniel 7:9 percebemos que o trono de Deus é móvel. Isso não é fantasia: é aceitar a Palavra de Deus como ela é (Agora o senhor pode entender o porquê de o autor de Hebreus – para eu, Paulo – pôde escrever que Cristo já estava ao lado do Pai).

Aceito os textos que citou pastor Rinaldi. Porém, discordo da forma como interpreta, sem levar em conta a profecia dos 2300 anos de Daniel 8:14 (profecia essa que os protestantes não questionavam até o século 19 em referência ao poder representado pelo chifre pequeno…), o livro de Levítico e o sermão aos Hebreus.

Unicamente outubro de 1844 dá sentido à profecia de Daniel 8 e 9. E, se não estudarmos a doutrina no contexto dos livros que mencionei, será impossível a entendermos e desfrutarmos das maravilhas que aprendemos, entre elas: a de que nosso intercessor é nosso juiz ao mesmo tempo e que, por isso, se permanecermos ao lado dEle, nossa vitória é garantida!

HEBREUS 6:19

 

Não deveria usar tal texto de forma dogmática para ensinar que Cristo não teve um ministério no lugar santo do santuário celestial (o senhor está tentando "demolir" parte do sagrado templo de Deus… O FATO DE HAVER UM LUGAR SANTÍSSIMO NO CÉU PRESSUPÕE A EXISTÊNCIA E IMPORTÂNCIA DO LUGAR SANTO. Lembre-se que Apocalipse 21:22 não ensina que Deus irá "destruir" algo bom que fez no Céu, mas que santuário perderá sua função salvífica, pois, todos estaremos no Céu).

A palavra véu (grego katapetasma) possui 3 significados. Por isso, não se pode dizer categoricamente que Jesus entrou diretamente no santíssimo. No Novo Testamento ela aparece seis vezes:

1. Três para se referir ao véu do templo que se rasgou quando Cristo morreu (Mateus 27:51; Marcos 15:38; Lucas 23:45);

2. Três vezes é usada no livro de Hebreus (6:19; 9:3; 10:20).

Na Septuaginta pastor Rinaldi, quando os 70 tradutores se referiram ao santuário, usaram a palavra katapetasma para descrever:

(1) A cortina que separava o lugar santo do lugar santíssimo (Êxodo 26:31,33);

(2) A cortina da porta do tabernáculo (Êxodo 26:37; 36:37; Números 3:26);

(3) A cortina de entrada do átrio (Êxodo 38:18).

Perceba pastor que não podemos fazer doutrina, com base em Hebreus 6:19, sobre "onde Cristo entrou por ocasião da ascensão dEle". Além disso, O PROPÓSITO DO AUTOR é outro: mostrar que todo o crente tem acesso direto a Cristo no Santuário. Paulo (ou outro escritor, se preferir) não está preocupado em dizer em que lugar do santuário Cristo foi ao subir aos Céus. Mesmo por que, como conhecedor de todo o ritual, sabia muito bem que a existência de um lugar santíssimo pressupõe (como afirmei) a existência do lugar santo. Isso era muito claro na mente dos hebreus.

Poderemos analisar isso com mais detalhes, noutra ocasião.

 

HEBREUS 9:12

Esse é outro texto muito usado – e não apenas pelo senhor – para tentar "desmerecer" a doutrina do santuário celestial. Porém, uma análise com um pouco mais de detalhes é o suficiente para demonstrar que ele dá é força ao ensinamento bíblico como pregamos.

A seguir, transcreverei uma de uma resposta que já tinha elaborada sobre Hebreus 9:12. Em alguns aspectos terei que repetir algumas coisas, pois, ao fazer o mesmo, o pastor me coloca em uma condição importante: a de explicar novamente um conceito que não é ensinado aos irmãos evangélicos.

Creio que tal resposta também servirá para ajudar ao senhor – e a todos os leitores – a verem que não temos dúvida alguma de que Cristo nos purificou de nossos pecados (e nos purifica sempre que pecamos e vamos a Ele com confissão e arrependimento – 1 João 1:9)

Realmente, o sacrifício de Jesus foi perfeito e suficiente para pagar por nossos pecados de uma vez por todas, sem precisar que Ele morra uma segunda vez (Hebreus 9:24-28).

Mesmo assim, a expiação de Cristo na cruz é parte do processo de salvação estabelecido por Deus (Hebreus 9:14), que envolve a santificação, a Glorificação e, obviamente, o ministério sumo sacerdotal de Jesus no Santuário Celestial (como já vimos – Ler Hebreus 8:1, 2, especialmente).

Apesar de Jesus ter nos proporcionado o perdão quando morreu em nosso lugar, isto não significa que não seja necessária a realização de um juízo investigativo a fim de vindicar o caráter dos santos antes da volta dEle. Se estudarmos Daniel 7, que trata deste juízo precedente à volta de Cristo (para que Ele possa "dar a cada um segundo as suas obras" – Mateus 16:27 – é necessário que todos os casos tenham sido decididos) perceberemos que o julgamento faz parte das boas novas, pois "os santos recebem repetidamente a promessa de libertação em sintonia com o julgamento" (MAXWELL. Uma Nova Era Segundo As Profecias Do Apocalipse, 361.)

Sendo assim, esse juízo na verdade será uma bênção para o povo de Deus, além de servir para que o universo comprove que os filhos de Deus de coração aceitaram o sacrifício de Jesus continuam firmes na fé. Se alguém abandonou o Salvador, Seu sangue não poderá expiar tais pecados e, assim, terá o nome tirado do livro da vida (1 Coríntios 15:1-2; 2 Pedro 2:20-22; 1 Coríntios 9:27; 10:12, Apocalipse 3:5; Êxodo 32:32-33 – se o nome pode ser riscado do livro da vida antes da volta de Jesus, um juízo prévio foi realizado).

Deste modo, vemos que o juízo investigativo é fundamental para que todo o universo esteja informado sobre o modo de Deus lidar com o pecador (lemos sobre o interesse dos anjos no plano de salvação em 1 Pedro 1:12).

Voltemos a Hebreus 9:12. O texto pode ser mais bem traduzido (e isso não é apenas adventistas que afirmam) levando-se em conta o CONTEXTO em que se encontra no sermão aos Hebreus.

Ao invés de constar "santos dos santos" deveria estar "santuário" em Hebreus 9:12. Motivo: a palavra grega mais usada (veja: não é a única) para "santos dos santos" é hágia hagíon e não aparece nesse texto de Hebreus. Vê-se o termo ta hágia, que é melhor traduzido (repito: NESSE contexto) por "santuário". A versão Almeida, Revista e Corrigida acertadamente verteu o versículo para a seguinte maneira: "nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção."

Jesus quer dizer perante todos os anjos e seres de outros mundos durante o juízo investigativo que você e eu, pastor Rinaldi, somos dignos da salvação por que nosso cristianismo não é apenas de aparências. Nada mais que isso. Não há necessidade de temer o juízo (e desmerecer a doutrina) se estamos com o Salvador e entendemos a essência do ensinamento.

"Confesso, Leandro, que ao escrever esses versículos bíblicos dei "Glória a Deus por não ser adventista".

Não deveria fazer isso, pois, escreveu tais textos de forma descontextualizada.

Particularmente, prefiro dar glórias a Deus por TUDO o que Ele e faz na minha vida e pela conversão das pessoas. Não vejo razões para "glorificá-Lo" por não ser de um movimento religioso.

"Pergunto: há alguma elipse na minha resposta, ou queria que escrevesse todo o capítulo do livro em tela?"

 

Referente a sua resposta baseada no livro o Grande Conflito, nesse caso o senhor não fez uma elipse gramatical, mas, uma elipse ideológica, pois, considerou a doutrina do santuário levando-se em conta a ideia de apenas um livro da autora (e de um autor adventista), sem estudar O TÔDO. O que escrevi nas páginas anteriores pode auxiliá-lo nisso. Porém, uma pesquisa mais acurada, em livros especializados, surtirá muito mais efeito.

ELLEN WHITE: A PAPISA DO ADVENTISMO?

Informe aos leitores onde ficou a cadeira papal de Ellen White; qual adventista se ajoelhou diante dela ou beijou-lhe a mão como se ela fosse representante de Deus na terra…

E, outra pergunta (entre as muitas que já lhe fiz e para as quais não obtive resposta): com base nas citações dela a seguir, ainda terá a coragem de afirmar que para nós Ellen White é "papisa", sendo que não seguimos tradições de homens? (Mateus 15:3, 9)

"A Bíblia é a única regra de fé e doutrina. E não há nada mais apropriado para vigorizar a mente e fortalecer o intelecto do que o estudo da Palavra de Deus. Não há outro livro que seja tão poderoso para elevar os pensamentos e dar vigor às faculdades como as vastas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma grandeza de entendimento, uma nobreza de caráter e uma firmeza de propósito que raramente se vêem nestes tempos." – Fundamentos da Educação Cristã, 126 (o capítulo TODO fala do valor do estudo da Bíblia).

"Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos "últimos dias"; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica. Assim tratou Deus com Pedro, quando estava para enviá-lo a pregar aos gentios." – Primeiros Escritos, pág. 78 (Aqui o senhor pode até mesmo entender a função profética de Ellen White para os adventistas: levar-nos à Palavra e NUNCA estar no lugar dela).

JEANINE SAUTRON: O MODELO DE ADVENTISMO PARA RINALDI

Como é infantil sua forma de vir para um debate. Acredita ser correto usar uma pessoa como referência a fim de GENERALIZAR todas as outras que fazem parte do adventismo? E como se não bastasse, o senhor faz uma acusação terrível (que, de acordo com suas próprias palavras, mereceria cadeia): "NOTA: Por que os adventistas rejeitam o pedido de profetisa Jeanine Sautron? Seria porque ela é negra?"

Esse é o "grande apologista brasileiro", caro leitor!

Vou lhe dar informações históricas de quem conhece o assunto. A seguir, um artigo do Dr. Timm (por anos foi professor de História da Igreja):

O Pretenso Dom Profético de Jeanine Sautron

a) Jeanine Sautron nasceu em 1947, na ilha francesa da Reunião, perto de Madagascar, no Oceano Índico, sendo por vários anos membro da Igreja Adventista de S. Julien, França, não muito distante de Genebra, Suíça. Foi a partir de 1985 que Jeanine começou a divulgar seus sonhos e visões através de fitas cassete e em forma transcrita. O conteúdo dessas revelações foi cuidadosamente avaliado pela Comissão da Igreja de S. Julien, pela Associação Franco-Suíça da IASD e pelo Ellen G. White Estate, da Associação Geral [Se o senhor, pastor Rinaldi, soubesse da seriedade como a igreja adventista lida com o assunto do dom profético, não teria escrito coisas tão maldosas]. Não conseguindo obter o reconhecimento oficial da denominação como profetiza verdadeira, Jeanine passou a acusar a liderança da Igreja de apostasia. Apesar de excluída da igreja em 15 de junho de 1991, Jeanine continuou divulgando seus sonhos e visões em várias línguas (francês, inglês, espanhol, português, etc.).

b) No Brasil, os assim chamados "Adventistas do Sétimo Dia, os Remanescentes" possuem sua sede nacional em Brasília, DF, e qualificam seu nome com a frase: "Não filiados a qualquer tipo de igreja adventista do 7º dia nem às suas organizações ecumênicas." Seu líder no país é Oseas Maurer, natural de São Francisco do Sul, SC, ex-ancião da IASD Central de Brasília, que aposentou-se como alto-funcionário do Banco do Brasil. Entre as publicações do movimento em português destacam-se os 2 volumes da obra Sonhos e visões de Jeanine Sautron.1 Cartazes têm sido afixados em postes de iluminação pública e muros de várias cidades brasileiras, sem qualquer autorização municipal, marcando o fechamento da porta da graça para o ano 2005 e acusando publicamente o papa de ser a besta do Apocalipse.2

c) A mensagem fundamental do movimento está baseada em uma sucessão cronológica de datas, dentre as quais se destacam as seguintes:

1888 – começou o alto clamor para a IASD;

1988 – começou o julgamento dos vivos, que durou sete anos (32 anos para a IASD e 32 anos para o mundo);

1991 – terminou o julgamento dos vivos para a IASD, que foi rejeitada e vomitada (somente 5% dos adventistas foram aprovados e pertencerão aos 144.000), e começou o alto clamor para o mundo;

2005 – fechamento da porta da graça.

d) O movimento também ensina, entre outras coisas, (1) que "a IASD tornou-se Babilônia, a partir da década de 1960, porque se uniu ao estado, ao papado, ao ecumenismo, mudou suas doutrinas, deixou o mundo entrar na igreja, adotou o pentecostalismo da Celebration Church, está usando técnicas espíritas e pagãs de programação neuro-linguísticas nas pregações e, finalmente, recusou a verdade enviada do céu a ela" através da Sra. White e da Sra. Sautron; (2) que "os remanescentes vivos devem agora se abster de todo produto animal e também do sexo…"; e (3) que Jones e Waggoner são as duas testemunhas de Apocalipse 11:3, que ressuscitarão "para pertencer aos 144.000″.

e) Os adeptos desse movimento desconhecem completamente as advertências inspiradas quanto a marcação de datas para os eventos finais (ver Mt 24:36, 42, 44; 25:13; At 1:6-7). Ellen White é clara em afirmar que "o tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será."3 "Deus não nos revelou o tempo em que esta mensagem será concluída, ou quando terá fim o tempo de graça."4

"Quanto mais freqüentemente se marcar um tempo definido para o segundo advento, e mais amplamente for ele ensinado, tanto mais se satisfazem os propósitos de Satanás."5

f) É inacreditável como os adeptos desse movimento não vêem qualquer dificuldade em identificar E. J. Waggoner e A. T. Jones, que morreram em apostasia6, como as duas testemunhas de Apocalipse 11:3, e como fazendo parte dos 144.000! Se eles estão qualificados a fazer parte desse grupo, por que outros apóstatas também não estariam?

Referências bibliográficas:

 

1 Sonhos e visões de Jeanine Sautron: mensagens completas até setembro de 1995, 2 vols. (Brasília, DF: Centro Evangelístico Sonhos e Visões, 1995).

2 Contrastar com Ellen G. White, Obreiros evangélicos, 5ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993), 372-380.

3 Idem, Primeiros Escritos, 3ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), 75.

4 Idem, Mensagens Escolhidas, 2ª ed. (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), 1:191; ver também 185-192.

5 Idem, O Grande Conflito, 457.

6 Ver: E. de Oliveira, A Mão de Deus ao Leme, 194-206; George R. Knight, From 1888 to Apostasy: The Case of A. T. Jones (Washington, DC: Review and Herald, 1987).

 

Fonte: Alberto R. Timm, "Movimentos, Tendências e Interpretações Particulares na Igreja Adventista do Sétimo Dia do Brasil (1980-1999). Apostila de classe, pp. 18-20. Disponível em: http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/07/dom_profetico_jeanine.pdf

A respeito de sua "nota" (de que os Adventistas da Promessa não creem em EGW), nada tenho a ver com eles, do mesmo modo que o senhor não é culpado por alguns pentecostais (que mantêm contato comigo) afirmarem que o Espírito Santo não é Deus.

Seus "critérios" não são nada criteriosos…

"Amigo, Leandro, admiro sua atitude que reflete um tipo de amizade fingida ao chamar esse membro da Assembléia de Deus de irmão. É a característica de todo o adventista; A chamando esse senhor. de irmão, mesmo sendo , da Assembléia de Deus…É como nos diz Ubaldo Torres de Araújo. Um adventista que se presa vê motivo maior em ganhar um membro de igreja evangélica para o adventismo, do que ganhar um homem perdido sem Cristo para sua grei."

Ainda bem que meu amado amigo Robson Alves (e todos os evangélicos que fazem parte de meu círculo de amizades) não me consideram fingido. Ele me conhece melhor que o senhor – que não esteve presente em minha amizade com tal irmão, que beira os 10 anos. Os irmãos que acessam o blog do Na Mira sabem como sou, das verdades que defendo, das mentiras com as quais não partilho e do respeito por cada um deles. Seria muito benéfico para a sua vida espiritual dar atenção ao conselho de Jesus Cristo em Mateus 7:1-5:

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.  Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?  Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?  Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão."

Deveria também conhecer nossas estratégicas evangelísticas para não afirmar tamanho disparate (de que só "ganhamos membros de igrejas evangélicas"). A qual relatório da Divisão Sul-americana (Sede da Igreja para a América do Sul) o pastor teve acesso para determinar a classe religiosa das pessoas que aderem ao adventismo?

"Já expôs ao mesmo irmão Robson que Ellen Gould White nos seus dias se antecipou aos astronautas dos nossos dias visitando outros mundos siderais?"

 

Sim: Ele conhece bem os escritos da Sra. White e até os leu. O irmão Alves também sabe que um profeta de Deus (canônico ou não) pode se antecipar à ciência, pois, ele estudou Daniel 2, 7, 8 (surgimento dos impérios mundiais); Jó 26:7 (a Terra é suspensa sobre o nada), 28:25 (o ar tem peso), Salmo 139:12-16 (processo embrionário), etc.

E Robson não tem dificuldades em aceitar o sobrenatural, ao contrário dos ateus… O caso deles é justificável de certo modo, mas, o seu, como pastor… Fica complicado.

Por último: Robson também sabe que os habitantes dos outros mundos a quem Ellen White se referiu não são seres humanos, ainda mais pessoas desse planeta… Leia 1 Coríntios 4:9, analisando o termo grego para "mundo". E: dê atenção ao comentário de Ellen White sobre os textos que citou (Romanos 3:23; 5:12) para "comprovar" se na visão ele teve o propósito de se referir a seres humanos de nosso mundo pecaminoso:

"… Olhando para nós mesmos em busca de justiça, para encontrar a aceitação diante de Deus, olhamos para o lugar errado, "porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Rom. 3:23. Devemos olhar para Jesus, porque "todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem". II Cor. 3:18. Deveis encontrar vossa inteireza contemplando o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." – Fé e Obras, 108 (que bom texto para refutar sua afirmação de que os adventistas são legalistas…)

"Deus ama os anjos, sem pecado, que fazem o Seu serviço e são obedientes a todas as Suas ordens, mas Ele não lhes concede graça. Esses seres celestiais nada sabem acerca de graça; nunca tiveram dela necessidade, pois nunca pecaram. A graça é um atributo de Deus, manifestado a seres humanos imerecedores" – Nos Lugares Celestiais (Meditação Matinal de 1968), 34.

Onde se pôde ler ela falando de seres humanos não pecadores? Sua imaginação é muito fértil.

"Não encontrei ainda um adventista que iniciasse uma polêmica comigo começando pela doutrina do Juízo Investigativo."

Aos adventistas que lerem esse desafio de Rinaldi e que já debateram com ele sobre o assunto (inclusive eu, há anos), por favor, escrevam para mim, para "refrescarmos" a memória do pastor.

Estou à disposição para discutir sobre qualquer doutrina bíblica. Assim como o irmão Azenilto Brito, que já esmigalhou toda a sua argumentação, mas, que não teve as respostas dele publicadas nos sites onde publica seus artigos.

Solicitarei a ele as respostas que lhe deu sobre o assunto… Quem sabe isso também o ajude a lembrar que vários adventistas já tentaram abordar tal doutrina com o senhor.

"Digo-lhe em resposta que leio alguns dos comentaristas bíblicos citados, mas não me vejo obrigado a segui-los. Não sou um autômato. Raciocino."

 

Aqui me dirijo ao leitor, primeiramente para informar-lhe do contexto dessa citação. Mencionei vários autores evangélicos que não usam a parábola (vejam bem: PARÁBOLA) do rico e lázaro (Lucas 16:19-31) como evidência de "vida após a morte" para perguntar ao pastor Rinaldi se tais homens também deveriam ser considerados sectários. Ele não me respondeu e foi "para o outro lado da sala"…

Assim como o pastor, também sou autônomo e pensante o suficiente para ter minhas próprias convicções. Não questionei isso em sua pessoa, mas, o fato de nos acusar de sermos "hereges" por não crermos que o relato do rico e lázaro é literal. Não fuja do CENTRO daquilo que começamos a discutir, pastor Natanael.

Concordo plenamente com o que disse o autor do "História do Adventismo" (pág. 125, da edição que transcreveu) e acrescento: a doutrina do sono da alma é uma proteção contra o espiritismo. Tanto que um membro de sua denominação religiosa abordou-me em um debate da seguinte maneira: "saí de minha igreja por que vi no kardecismo mais coerência. Afinal, ambos – cristianismo e espiritismo – partilham da crença da imortalidade da alma. Apenas Kardec foi mais detalhado em sua exposição".

É pouca coisa pastor Natanael eu ter que ouvir e ler uma coisa dessas? E com ares doutorais o senhor defende a doutrina da imortalidade da alma (em seus artigos) sem a necessidade de comermos da árvore da vida! (Gênesis 3:22-24; Apocalipse 22:2) Só Deus para entender isso.

Por isso, faço minhas as palavras do professor Otoniel Mota, pastor Presbiteriano:

"A doutrina da imperecibilidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho. A doutrina de uma natureza simples, una, indivisível, etc., não se mantém diante das concepções psicológicas modernas e da teoria da mais racional acerca da propagação do ser humano, corpo e alma" – Meu Credo Escatológico, 3.

CONCLUSÃO, PERGUNTA FINAL E PEDIDO

O senhor, pastor Rinaldi:

1. Não respondeu aos meus questionamentos;

2. Usa uma técnica "apologética" – que é a menção a outros temas – para desviar a mente dos leitores do assunto em pauta;

3. Desconhece totalmente a história do movimento adventista;

4. Não sabe da essência de nossas doutrinas;

5. Julga as pessoas sem as conhecer;

6. Lê nos textos coisas que não existem;

7. Continua fazendo elipses (mesmo que sejam ideológicas);

8. E tem um ódio dos adventistas que irá fazer muito mal as suas emoções.

Espero que em nosso próximo diálogo não leia palavras tão duras como as que escreveu. E, que baseie melhor sua argumentação em dados (contextualizados) e não em ataques pessoais – para que sua reputação de apologista não caia ainda mais…

Deixo-lhe um texto bíblico para sua reflexão, bem como para a análise de todos os leitores que acompanham a presente discussão:

"O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina." Provérbios 18:17.

Enquanto Deus me der a vida, todas as suas acusações (e de muitos outros) serão refutadas. Ao voltar de meu Mestrado (que comecei nesse ano) continuarei um projeto que tem o objetivo de refutar TODOS os seus artigos contra os adventistas. Ainda teremos muito que "conversar"…

Agora, a pergunta final: Por que sites tão prestigiados como do CACP e do ICP não abrem aos seus leitores – que não concordam com suas crenças – o espaço para contestarem seus artigos e matérias, assim como o www.namiradaverdade.com.br ?

Por último, o pedido: atenha-se apenas aos assuntos que estão em pauta. Depois que esmiuçarmos os mesmos, aí sim poderemos seguir analisando outras questões suas. Vamos fechar o círculo para depois abrirmos um novo. Desse modo, o senhor não se desvia novamente do tema…

Meu e-mail está disponível ao pastor e a qualquer pessoa que queira obter maiores esclarecimentos: leandro.quadros@novotempo.org.br

Deus ilumine sua mente (Salmo 119:18) e, acalme seu coração (Mateus 11:28-30),

Leandro Quadros.

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O pastor Nozima do blog "Reforma e Carisma" afirmou: "será o último texto que pretendo escrever ao professor Leandro Quadros, do "Na Mira da Verdade".". É uma pena que se desista tão facilmente de um bom debate pela falta de argumentos bíblicos. Como disse no meu blog um irmão que foi calvinista (e que hoje partilha da verdadeira alegria de saber que é salvo): "fui presbiteriano por mais de 50 anos de minha vida (estou com 56), e NUNCA VI DISCUTIREM ESSA TESE de uma forma ampla, aberta, e baseando-se na Bíblia. É uma pena.". Concordo com ele.

Mas, vamos aos comentários do pastor, que inclusive quis me dar aulas de jornalismo. Como jornalista que está concluindo uma pós-graduação em jornalismo científico JAMAIS irei me negar a aprender algo sobre o assunto. O problema é que o pastor escreveu com "ares doutorais" e com algumas técnicas de comunicação bem indutivas, que levam o leitor (não atento) a pensar que ele tem autoridade final sobre o assunto e direito de menosprezar um oponente.

A partir de agora, irei me dirigir diretamente a ele. Espero que o debate lhe ajude, amigo (a) leitor (a), a tirar suas próprias conclusões e ver (1) quem apresenta a Bíblia e (2) quais as intenções por trás de cada um de nós.

Pastor Nozima:

Também sou jornalista por formação e o senhor sabe – tanto quanto eu – que produzir textos grandes quanto pequenos é um talento. Compartilho da mesma ideia que o senhor de que textos curtos são mais fáceis de ser lidos (especialmente na Web) e sei que a escrita de ver sem ordem direta: sujeito + verbo + predicado. Uma das últimas matérias que estou cursando em minha pós-graduação trata exatamente disso (Oficina de Redação Jornalística e Multimídia II).

O tamanho dos textos muitas vezes expressa o grau de informação necessária para o público interessado no assunto. E, como o senhor respondeu ao meu artigo em cinco páginas de Word (seu texto também foi grande), decidi fazer o mesmo. Em matéria bíblica, nós jornalistas precisamos sim ser concisos quanto às palavras, mas JAMAIS quanto às Verdades. Jornalistas cristãos que se preocupam com a salvação de pessoas darão a elas todas as informações importantes – mesmo que a característica do veículo seja a sinterização. Se nos sites especializados em jornalismo científico esse princípio é seguido (não da forma religiosa, é claro), será que nós cristãos não devemos fazer o mesmo quando o assunto é a Verdade da Palavra de Deus e a salvação eterna dos outros? Reflita com carinho.

A quantidade de textos

Meu objetivo não foi querer assustar ninguém com o título do meu último artigo. Pelo contrário: quis passar às pessoas a ideia de que o calvinismo defendido pelo senhor e pelo irmão Clóvis não possui embasamento bíblico. E quem leu nossos artigos (veja opiniões no meu blog) percebeu que a doutrina defendida pelo irmão (com 12 textos descontextualizados) não tem cabimento. Os poucos textos bíblicos que apresentou (e li nos seus posts posteriores) são versos que falam da predestinação como eu aceito e NADA têm a ver com a predestinação determinista que, nas palavras do Desembargador Aldemiro, que entrou no blog para comentar sobre o assunto, é uma "doutrina tão absurda e indigna do caráter de Deus". Ele não escreveu isso com autoridade que tem de Desembargador, mas, como um fiel e profundo estudante da Bíblia.

Sua afirmação de que "O importante é a força do argumento, não a quantidade de textos ou o tamanho do artigo" é verdadeiro em parte. Isso por que vários textos bíblicos sobre um mesmo assunto precisam ser considerados para que cheguemos à conclusões corretas ao interpretarmos a Palavra de Deus.

Até o momento, o senhor, além de não refutar os textos bíblicos que apresentei, não respondeu a quase nenhuma das perguntas retóricas e argumentativas que lhe fiz.

Sobre o seu tom no artigo

Não creio que sua forma de me chamar de "ignorante" tenha levado em conta o outro significado do termo. Em suas palavras no restante de todo material isso é visível.

Seria melhor o senhor reconhecer que deixou levar-se pelos sentimentos do que tentar tapar o sol com a peneira. Eu reconheci que não me expressei corretamente em relação ao termo TULIP – tanto que lhe expliquei o que houve. Mas, nesta parte do material parece que o pastor ignorou isso para tentar deixar na mente do público que não conheço o calvinismo.

Conheço o calvinismo e muitos que o abandonaram.

Sobre a publicação de seu comentário, vejo desinformação de sua parte (não usarei o mesmo termo por ter duplo significado). Seu comentário fui publicado no meu blog. Basta conferir o link: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/wp-admin/edit-comments.php?s=ignor%C3%A2ncia&mode=detail&comment_status=all&pagegen_timestamp=2009-11-11+11%3A49%3A17&_total=3014&_per_page=20&_page=1&action=-1&comment_type=all&action2=-1

Sem falar que divulguei o nome do blog de Clóvis para que todos lessem. Até tenho depoimentos de irmãos que acessaram lá e puderam conferir.

Em um post no Cinco Solas informei o porquê de não ter respondido suas considerações "na hora que o senhor queria": tenho no blog cerca de 1200 pessoas para atender no momento, 300 e-mails de dúvidas para responder, além de produzir programas de rádio e TV que sejam suficientes para os meses de janeiro e fevereiro. Além disso, faço uma pós-graduação, estou no projeto de elaboração de um livro… E começarei um mestrado no início do ano. Portanto, seu questionamento é totalmente sem fundamento. Como não tenho somente os seus textos para refutar, é claro que não poderei dar respostas instantâneas. Para eu, o mais importante é ler tudo o que escreve e responder biblicamente. Se rapidez em responder fosse um tipo de desrespeito, todos os meus internautas iriam se sentir assim porque não consigo atender todos – em um blog que, mesmo sendo novíssimo, está com mais de 1000 acessos por dias.

Espero contar com sua compreensão.

No seu parágrafo a seguir, o pastor tentou fazer o mesmo que os membros do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) fazem para justificar a forma como tratam os que pensam diferente: argumentou com base nas atitudes de Paulo diante de hereges.

"Quanto à minha paciência, já a demonstro em me dispor a ler seus textos e respondê-los. Mas gostaria de ver o que o senhor acha da paciência de Paulo. Afinal, ao se referir a um grupo que ensinava aos gálatas inovações ao Evangelho, o apóstolo não hesitou em amaldiçoar os hereges…"

Isso me deixou claro duas coisas:

1) Que o senhor me considera um herege;
2) Que o apóstolo falava com todos da mesma forma.

Primeiro, não sou um herege. Compartilho das doutrinas fundamentais do cristianismo mesmo como adventista tendo doutrinas distintivas.

Segundo: Os textos que citou de Paulo demonstram a maneira dele lidar com pessoas que não aceitavam de forma algumas as exortações dEle ou que viessem pregar outro evangelho. A maneira como o apóstolo lidava com um errante ou membro da igreja que tivesse "no reino de satanás" (no mundo) era essa:

"Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um." Atos 20:31.

"Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados." 1 Coríntios 4:14.

"Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão." 2 Tessalonicenses 3:15.

Com toda a sinceridade, pastor Nozima: gostaria de ter sentido isso em suas palavras desde a primeira vez que me abordou. O senhor não pode usar Paulo para justificar a sua falta de respeito para comigo.

"O seu texto, de 12 páginas, já me pareceu enorme e confuso. Talvez seja uma limitação minha de leitura, mas essa impressão foi comum a outros blogueiros do lado calvinista".

Para eu, o seu texto não me pareceu confuso, mas, sem base bíblica, filosófica e com pouca argumentação. Esse também foi o comentário de vários blogueiros não-calvinistas (adventistas ou não).

Não vi uma boa "justificativa" em sua "não abordagem" de todos os pontos que apresentei. Primeiro porque não estou aqui para "ganhar uma discussão", como o pastor. Minha tarefa é mostrar a Bíblia como ela é independente de credos ou confissões. O senhor não abordou todos os pontos por falta de tempo (sei que a agenda de um pastor é cheia) ou por não ter argumentos para isso. Não irei o julgar, pois, isso não compete e mim, outro pecador. Deus sabe os reais motivos.

Uma "amostragem" só se torna sólida quando resiste ao argumento e apresenta evidências bíblicas contextualizadas na própria Escritura.

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=637

Outra resposta ao Pr. Helder Nozima – Parte 2

Outra resposta ao Pr. Helder Nozima – Parte 2

by leandro.quadros on 26/12/09 at 1:51 am

Outra resposta ao Pr. Helder Nozima – Parte 2

"Fico por aqui. Talvez você me diga que não são repetições, que são ideias parecidas, mas não idênticas, que elas reforçam a argumentação. Tudo bem, é uma estratégia de discussão. Não é a minha, mas tudo bem".

Realmente meu irmão, os argumentos não são repetitivos por apresentarem textos diferentes (com ideias parecidas, mas, outros pensamentos que valeriam a pena serem avaliados). Mas, respeito a sua forma de discutir o assunto.

"Mas, quem persevera até o fim… são os eleitos. Quem era da igreja e apostata nunca foi eleito. Como diz 1 João 2:19 – "Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos".

"Não preciso listar aqui os versículos que ensinam que os eleitos não perdem a salvação. O blog Teologia e Vida já fez isso por mim. O artigo pode ser lido aqui. Mas, se a batalha é ganha pela quantidade, copio a lista deles".

Pastor: aqui vejo uma grande contradição. Se apenas os eleitos perseveram até o fim, como me explica 2 Pedro 1:10? (noutra ocasião vou listar uma quantidade ENORME de textos que mostram o contrário do que disse).

"Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum." 2 Pedro 1:10.

Vamos fazer uma exegese do texto pastor, juntos, com calma:

1) Pedro escreve o verso para os irmãos – os eleitos;
2) Pedro diz que os eleitos devem ser cada vez mais diligentes;
3) Pedro aconselha aos eleitos a CONFIRMAREM a vocação E ELEIÇÃO.
4) E, nos dá a razão: por que "procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum". Isso indica que os eleitos podem tropeçar se não se mantiverem ao lado de Jesus.

Vamos analisar alguns termos do verso:

a) Procurai com diligência (na NIV, empenhar-se). Para uma pessoa se empenhar, isso requer atitude, que requer livre-arbítrio (veja bem: o livre-arbítrio não é a capacidade de querer a salvação. Quem desperta isso é Deus. Uso o termo em referência à liberdade de escolha para fazer o que é certo ou errado. O Espírito Santo nos capacita a isso).

b) Confirmar a eleição. Aqui é dito que os eleitos devem confirmar a eleição. Portanto, a argumentação de que "os que perseveram são só os eleitos" é infundada com base nesse versículo.

c) Procedendo assim. Na NVI, está a conjunção "se". Claramente Pedro diz que há uma condição para o eleito não tropeçar!

Agora, vamos a outro texto que encontrei em minha leitura bíblica: 2 Pedro 1:13:

"Penso que, enquanto eu viver, é justo que faça com que vocês lembrem dessas coisas." (NTLH)

Se o eleito não pudesse escolher se afastar de Deus, é irrelevante Pedro relembrá-lo de que tem de "confirmar a eleição" (verso 10).

E o apóstolo Pedro não pára por aqui. Veja os textos a seguir (grifos acrescentados):

"Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal." 2 Pedro 2:20-22.

O texto perderia todo o sentido se a tese calvinista fosse a verdadeira. Prefiro ficar com as Escrituras.

"Vós, pois, amados [eleitos], prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno." 2 Pedro 3:17-18.

Pedro complementa ensinando que:

1) O eleito um dia escapou das contaminações do mundo mediante o conhecimento de Cristo;
2) Se ele se deixar enredar de novo, irá se perder;
3) O eleito precisa estar prevenido, acautelar-se para não ser arrastado pelo erro.
4) O eleito não deve cair da sua firmeza e precisa crescer na graça e no conhecimento de Jesus.

Pastor! Como o calvinismo resistirá ao peso da evidência bíblica? Só com a segunda carta de Pedro já é possível desmantelar toda a argumentação determinista da predestinação. Peço que ore a Deus a ler esses textos; peça a Ele para lhe mostrar as ideias centrais, os conselhos do apóstolo aos eleitos. Verá que novos horizontes teológicos se abrirão a sua frente.

Portanto, concordo, aceito e creio nos cerca de 38 textos bíblicos que listou (sem comentar. Só refutaria um a um se o pastor comentasse um a um ou tivesse distorcido-os). Discordo é do costume de outros irmãos listarem tais textos e ignorarem esses acima de Pedro (entre outros).

Como pastor o senhor sabe, uma doutrina é estabelecida com o conjunto de textos que tratam do mesmo assunto. Se aliarmos os 38 textos que o senhor citou com apenas esses de Pedro, chegaremos ao pensamento equilibrado de que:

Deus predestina todos para se salvarem. O ser humano é totalmente depravado e não pode ir atrás da salvação. Todavia, o Espírito Santo proporciona ao ser humano a liberdade de escolha. E, adverte aos eleitos de que eles podem cair SE não permanecerem no Senhor. O problema não está na eleição de Deus, mas, no pecador que pode escolher entrar pela porta estreita ou pela porta larga (Mateus 7:13, 14).

O uso de Berkouwer e outros autores

1) Como pastor, aponte-me uma alguma orientação acadêmica para que, mesmo fazendo da Bíblia minha única regra de fé e prática, não possa citar o que outros estudiosos dizem sobre o assunto;

2) Como jornalista, mostre-me que o uso de outras fontes, para que haja o cruzamento entre elas, é errado, sendo isso uma lição primária que aprendemos na Universidade: "As práticas de cruzar informações e de ouvir o outro lado baseiam-se nos conceitos de que todo fato comporta mais de uma versão e de que o julgamento desse fato não compete ao jornalista, mas ao leitor… a ausência, mesmo justificada, de um dos enfoques em uma reportagem [nesse caso, em nossos textos informativos na área teológica] sugere desleixo do jornalista e negligência do jornal [em relação a nós, blog]" – Manual da Redação da Folha de São Paulo. 2001, p. 27.

Devemos usar o jornalismo para comunicar a Bíblia. Ambos podem se harmonizar se soubermos priorizar aquilo que Deus quer que seja comunicado.

Usei tanto a Bíblia – e o senhor e Clóvis usaram tão pouco a princípio – que decidi chamar a atenção de vocês com outros autores. E isso não é errado do ponto de vista acadêmico. Cruzei vossas informações com as deles para que o leitor veja as incoerências e tire as próprias conclusões.

Não é correto fugir de sua responsabilidade com esse tipo de argumento, pois, o senhor irá expor-se desnecessariamente diante dos internautas. Claro: parte dos calvinistas – inclusive Clóvis – que dizem que o senhor está "demolindo-me" já está cegada e, para eles, será indiferente o que afirmo. Mas que o Espírito Santo falará à consciência de todos… O fará, com certeza! Essa é minha esperança. Não estou aqui para "mostrar se tenho conhecimento ou não", mas, levá-lo (bem como ao irmão Clóvis) a um profundo estudo da Bíblia.

Harmonia entre a depravação humana e o livre-arbítrio

O pastor disse que Romanos 3:10-12 "desmonta" minha tese. Vejamos o que a Bíblia tem a dizer a respeito do assunto, levando-se em conta Romanos 3, 5:12 e 1 Coríntios 10:12.

O determinismo rígido ensina que, apesar de Adão ter livre-arbítrio (Romanos 5:12), os seres humanos são tão pecadores que o pecado os escravizou de modo que não são livres para atender a Deus. Como disse Norman Geilser em sua Enciclopédia de Apologética – respostas aos críticos da fé cristã, p. 503 (Editora Vida, 2002):

"Mas essa posição é contrária ao chamado constante de Deus a que os homens se arrependam (Lc 13.13; At 2.28) e creiam (p.ex., Jo 3.16; 3.36; At 16.31), e às afirmações diretas de que até os incrédulos têm a habilidade de reagir à graça de Deus (Mt 23.37; Jo 7:17; Rm. 7:18; 1Co 9.17; Fm 14; 1Pe 5.2).
"Esse argumento [determinismo rígido, ensinado pelos calvinistas] prossegue afirmando que, se os humanos têm a capacidade de atender, então a salvação não é pela graça (Ef 2.8, 9), mas pelo esforço humano. No entanto, isso é um engano com relação à natureza da fé. A habilidade de uma pessoa receber o dom gracioso da salvação não é o mesmo que trabalhar por ele. Pensar assim é dar crédito a quem recebe o dom, e não ao Doador, que o dá graciosamente".

Mesmo não concordando com o Dr. Geisler em certos pontos doutrinários, considero essa argumentação dele bem elaborada e irrefutável.

"Como isso se encaixa na predestinação? Simples. Uma vez que todos os homens estão mortos (obrigado por citar Romanos 5:12, professor!), todos são incapazes de irem até Deus. Se Deus esperasse que algum ser humano escolhesse a graça, ninguém faria isso. Então, já que todos nasceram mortos por causa de Adão, Deus escolhe salvar a alguns.

Repare, professor, que a vida é dada enquanto os eleitos ainda estão mortos:

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. (Efésios 2:1)"

Desde o início dos meus artigos qualquer leitor atento pôde perceber que minha posição (e da maioria dos cristãos sérios que estudam a Bíblia) é a de que DEUS sempre toma a iniciativa para salvar o homem (Basta ler Gênesis 3). E que Ele realmente tem que eleger a humanidade para a salvação, pois, sozinhos não temos como ir a Deus. Sua argumentação aqui foi "chover no molhado".

O que a Bíblia NEGA – e esse é o ponto que discuto – que Deus "vai com a cara de uns e não com a de outros". Isso é impossível de se harmonizar com todo o plano de salvação, inclusive textos como Ezequiel 18:23, 32.

Seu pilar da depravação total do ser humano está correto. Agora, o da predestinação… Foi construído sobre a areia…

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=641

Outra resposta ao Pr. Helder Nozima – Parte 3

Outra resposta ao Pr. Helder Nozima – Parte 3

by leandro.quadros on 26/12/09 at 2:05 am

Outra resposta ao Pr. Helder Nozima – Parte 3

Romanos 9

Como pastor o senhor sabe que a perícope do texto precisa ser analisada por completo antes de se chegar a uma conclusão doutrinária. Se o senhor ler somente Romanos 9, chegará à absurda conclusão de que Deus "endurece" pessoas para se perderem (que coisa horrível). Caso dedique um tempo para estudar – se ideias preconcebidas – Romanos 9 ao capítulo 11, as coisas ficarão claras como o Sol ao meio-dia.

Um breve estudo sobre o capítulo está disponível no meu blog, caso queira ler.

Depois comentarei com o senhor sobre os idiomatismos hebraicos, que devem ser de seu conhecimento.

Salmo 5:4 e Romanos 2:11

Qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico percebe que a sua doutrina da predestinação determinista FERE sim tais versos da Palavra de Deus. Preocupa-me o fato de o senhor querer argumentar apenas filosoficamente e não biblicamente… Mas, vou seguindo sua linha, com acréscimo de textos bíblicos, pois, baseio minha fé na Revelação de Deus e não "no que eu acho".

Vamos as suas frases bem infundadas biblicamente:

"O primeiro versículo não cabe…a não ser que o professor considere que Deus usar o Seu poder de escolha seja algo maligno. Mas, e quanto à acepção de pessoas?"

O primeiro versículo cabe sim, pois, usar o poder de escolha PARA FAZER O MAL A OUTRO POR TODA A ETERNIDADE é sim maligno. Como Deus não o faz, seu "tiro" foi MUITO longe. Aceite o Salmo 5:4 e não reexplique-o com base no que o senhor quer que ele ensine.

"Olha, sinceramente, Deus faz acepção de pessoas é no arminianismo. Se a predestinação é por presciência, então Deus escolheria com base em algumas qualidades que as pessoas teriam ou não, no caso, a fé, por exemplo. Acepção de pessoas é favorecer a uns e prejudicar a outros com base em alguma qualidade que a pessoa tenha".

Aqui o irmão demonstra desconhecimento da teologia Adventista sobre o assunto e fez uma confusão de pensamento… Você afirma que DEUS predestina pessoas para se salvarem e para se perderem; e agora diz que a predestinação não é pela presciência? Como assim? Para Ele "escolher" quem irá para o Céu "ou não", é claro que usa da presciência.

A nossa teologia ensina que Deus escolhe todas as pessoas para a salvação (João 3:16) e que nem todas aceitarão permanecer predestinadas (Apocalipse 20:8, 9). Isso NADA tem a ver com eleger alguém "com base em suas qualidades".

Ainda espero uma explicação melhor de sua parte sobre Romanos 2:11, pois, fazer acepção de pessoas é sim favorecer e prejudicar outros, INDEPENDENTE da qualidade da pessoa (nesse caso da doutrina Calvinista). Se Deus escolhe uns para se salvarem e outros para se perderem, isso é acepção de pessoas, pois Ele levou algo em conta na Sua mente infinita para dizer quem irá para o Céu ou para o lago de fogo.

Em Tiago a acepção de pessoas era favorecer os ricos. Mas, Romanos 2:11 não trata de riquezas e sim de um princípio IMUTÁVEL do caráter de DEUS: ELE NÃO ESCOLHE QUEM IRÁ SE PERDER. É a pessoa que o faz.

Se Ele fizesse tamanha barbaridade, seria um Deus masoquista, pois, em Ezequiel 18:23 e 32 ele (1) DIZ QUE NÃO TEM PRAZER NA MORTE DO PERVERSO e (2) DESEJA QUE ELE SE CONVERTA. Ora, se Ele não tem prazer na perdição de alguém, como poderá DETERMINAR isso? A Soberania de Deus não age independente do amor dEle, pastor Nozima!

No seu desejo de defender o calvinismo o pastor está expondo muitas contradições. Isso está o expondo, nem necessidade.

Provérbios 16:4

Aqui o senhor negou de forma aberta os estudos de grandes exegetas sobre o texto.

A seguir, disponibilizarei ao pastor o estudo do falecido Prof. de Grego, Pedro Apolinário. Encontra-se no livro "Leia e Compreenda Melhor a Bíblia" (1985). Espero que analise com carinho.

"É princípio primário de interpretação, que se um texto é difícil, ele deve ser comparado com outros que sejam mais fáceis para esclarecê-lo. Jamais esquecer que a Bíblia se explica pela própria Bíblia.

"Se lermos Eclesiastes 7:29: "Eis que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias" saberemos que Deus não podia criar perversos.

"Provérbios 16:4 será bem compreendido atentando para o livre arbítrio, a possibilidade do homem escolher entre o bem e o mal. Deus não é o originador do mal, mas se o homem escolhe praticar o mal, Deus haverá de destruí-lo.

"Joseph Angus declarou sobre esta passagem:

"A idéia de que os ímpios foram criados para poderem ser condenados, a qual alguns julgam estar compreendida nesta passagem, não se conforma com inumeráveis lugares da Escritura (Sal. 145:9; Ez 18:23; II Pedro 3:9). A significação, portanto, daquele texto é a de que todo o mal contribui para a glória de Deus e promove a realização dos seus insondáveis desígnios". História, Doutrina e Interpretação da Bíblia, pág. 153.

"Há pessoas que citam Provérbios 16:4 e Romanos 9:15 a 24 como prova de que a Bíblia ensina que algumas pessoas não podem ser salvas. Esta conclusão é totalmente errada diante de uma infinidade de passagens, como por exemplo João 3:16.

"Wilcox dando resposta a esta pergunta: Prov. 16:4 e Rom. 9: 15 a 24 não ensinam que algumas pessoas não podem ser salvas? Afirmou:

"Não; Deus salva o caráter; e chama toda alma a possuir um caráter que possa ser salvo. O primeiro texto simplesmente ensina que todas as coisas se encaixam no plano de Deus. Os ímpios pertencerão ao dia da ira, mas Deus não compele ninguém a ser ímpio. Veja seu juramento em Ezequiel 33:11.

"Deus teria glorificado Seu nome através da submissão de Faraó se o monarca egípcio houvesse se submetido, da mesma forma que fez através de Nabucodonosor e Ciro. Ele o suscitou e o colocou no trono para este propósito. Faraó não quis se submeter, por isso o Espírito de Deus o entregou à dureza de coração. Deus, porém, trouxe glória próprio apesar da teimosia do rei.

"Estude uma expressão em Romanos 9:15. De quem é a vontade de Deus ter misericórdia? 'E faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos'. Ex. 20:6. Esperamos isso; mas sobre que outra classe é a vontade de Deus mostrar compaixão e misericórdia? (Isaías 55:7; Ezeq. 33:11). Deus não está totalizando quando diz 'todo aquele que crê' em João 3:16 e 'quem quiser' em Apoc. 22:7?"

Não há necessidade de dizer mais nada sobre Provérbios 16:4…

2 Pedro 2:7, 8

Para compreender a frase "para o que também foram postos", é importante ler o verso 6 (regra da Hermenêutica: deixar a Bíblia interpretar a si mesma):

"Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado." 1 Pedro 2:6.

Os desobedientes "foram postos" nessa condição não por Deus, mas por causa dos que não creram na Pedra Angular – Jesus. O Criador não pede que seres humanos transgridam a Lei dEle (1 João 3:4 afirma que "pecado é a transgressão da Lei". Como Deus iria criar pessoas para a desobediência? Ele seria um pecador por levar outros ao pecado – algo absurdo), mas, exorta à obediência. Basta ler os Dez Mandamentos em Êxodo 20. Se Ele predestinasse alguns para desobedecerem, por que o convite para que TODOS obedeçam? Por que o convite para que os ímpios se convertam?

"Bom, o senhor pode se arrogar autoridade suficiente para dizer que Salomão, Paulo e Pedro criam em uma "aberração teológica". Paciência. Não sabia que discutia com alguém mais sábio que Salomão e que entendeu melhor o Evangelho do que os apóstolos Paulo e Pedro, a ponto de dizer que o ensino deles é uma aberração. Diz o senhor"

Sua insinuação é de cunho pessoal e, como cristão, não devo permitir o ser tentado a lhe dar a respostas que merece (segundo minha natureza pecaminosa). Mas, um comentário será útil para que os internautas vejam o que está por trás do seu tipo de argumentação.

Quando alguém, num debate, DEIXA O CAMPO DAS IDEIAS e começa a atacar A PESSOA, ela está sem recursos para defender aquilo que acredita. Sim: vários apologistas modernos atacam o indivíduo por que se veem tão acuados pelas verdades da Bíblia que acham "mais fácil" menosprezar a pessoa ao invés de pedir a Deus humildade para reconhecer o erro e abandoná-lo.

Pr. Nozima: ore a Deus por sua mudança. Ficará ruim para sua imagem continuar com esse tom, pois, além de demonstrar não possuir embasamento bíblico, manifesta arrogância, desrespeito para com seu oponente (doutrinário) e também desrespeito para com os internautas que são bem inteligentes a ponto de verem que o senhor está "apelando".

Espero não demorar a postar as respostas as suas demais considerações. Como estou em férias e irei para a Argentina, onde começarei um Mestrado em Teologia, ficarei menos tempo na internet. Mas, pode ter certeza de que terá todas as respostas as suas considerações.

Detalhe: não precisa a todo o momento postar no meu blog suas "palhinhas desafiadoras", pois, irei lhe respondendo na medida de minhas possibilidades. Não há necessidade de me provocar. E isso nem é correto.

Essa foi a resposta a duas das nove partes que escreveu. Enquanto respondo as demais, vá analisando essas com a ajuda de Deus, a fim de que coloque as Escrituras acima de qualquer credo ou ideias apaixonadas.

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=643

“Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei ‘Glória a Deus’ por não ser adventista” – Parte 1

"Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei 'Glória a Deus' por não ser adventista" – Parte 1

by leandro.quadros on 06/02/10 at 11:25 pm

Libertador San Martín, Entre Rios – Argentina
07/02/2010

Caro Pr. Natanel Rinaldi:

Depois de escrever a algumas pessoas que necessitavam de aconselhamento espiritual, separei um tempo para responder as suas colocações, postá-las no www.namiradaverdade.com.br e enviá-las para o moderador do site www.advir.com.br

Antes de tudo, é natural que eu fique descontente com sua postura e, em alguns momentos, veja desonestidade em suas argumentações. Afinal, suas palavras não são em tom agradável. Mas, isso é coisa de momento e, enquanto o senhor e eu não formos glorificados na volta gloriosa de Cristo, sempre teremos o risco de deixarmos o lado humano "falar mais alto" em alguns momentos.

O senhor repetidas vezes chama a Sra. White – uma das fundadoras do adventismo e minha irmã na fé – de FALSA. E isso, com "base" em suas opiniões pessoas e no uso indevido de citações dela. Como não quer que eu fique chateado? Sou ser humano e não tenho coração de ferro. Por isso, posso voltar a repetir: o fato de em certos momentos ver desonestidade de sua parte, não significa que eu o considere assim em todas as circunstâncias e nas demais esferas em que atua.

É uma leitura com pressupostos preconceituosos que o faz achar que o comparei a Balaão, ao citar Judas 1:10-11. Leia o contexto de minha resposta as suas acusações e veja que O PENSAMENTO QUE UTILIZEI de Judas foi para concluir o seguinte: "O Pr. Natanael difama aquilo que não conhece". Nada mais. Portanto, seu "tiro" na última resposta saiu pela culatra. Qualquer leitor atento que compare nossos textos perceberá isso.

Outra coisa que é gritante: o pastor usa de um recurso que nada tem a ver com a apologética séria: costuma SAIR PELA TANGENTE trazendo à tona outras questões que não estão em discussão. Quem não percebe que o senhor, por não poder me apresentar dados históricos que comprovem suas equivocadas interpretações de nossa história, não possui argumentação sólida? Trazer assuntos novos em um bom debate é saudável. Porém, primeiro todos os pontos levantados nos debates precedentes precisam ser abordados, para que haja conhecimento mútuo, correções e até pedidos de desculpas de ambas as partes (isso também é uma forma de respeitar ao leitor). Pense nisso com carinho. CONVIDO AO PASTOR E A CADA LEITOR a compararem nossas respostas e ver que nem 20% do que refutei recebeu na realidade uma tréplica. Apesar de o analfabetismo funcional ser ainda grande em nosso País, não pense pastor que as pessoas não verão essa sua técnica (usada de forma consciente ou não – quem sou eu para julgar) de forma escancarada.

A seguir, abordarei o restante de nossa discussão em tópicos (As declarações que estiverem entre aspas são afirmações do Pr. Rinaldi) para facilitar a vida de nossos leitores. No site do "Na Mira da Verdade" (www.namiradaverdade.com.br) a resposta será em partes, devido ao tamanho do texto.

SOBRE O LIVRO "ESTUDANDO JUNTOS"

Vamos considerar alguns pontos:

1. Não vejo lógica na sua atitude de julgar os adventistas como "proselitistas" sendo que faz a mesma coisa. Sim: diante de outras igrejas ou movimentos religiosos, se o senhor convencer alguém a ir para a sua congregação, também será considerado um "pescador no aquário dos outros". Sua crítica nesse quesito não existiria se colocasse a mão na própria consciência;

2. Realmente, nós adventistas estudamos a Bíblia com irmãos de outras igrejas e quereremos que congreguem conosco. E não vemos mal algum nisso, pois, é uma de nossas crenças FUNDAMENTAIS que os filhos de Deus estão em todas as igrejas (ou não igrejas). Leia isso na página 13 do Manual da Igreja Adventista e não em fontes secundárias.

É exatamente nosso senso de missão – de que devemos ensinar a todos sobre as três mensagens de Apocalipse 14:6-12 – que nos impulsiona a estudar a Bíblia com Batistas, Pentecostais, Católicos, Espíritas, Budistas, Ateus, Agnósticos, Muçulmanos, etc.

E, se a pessoa decidir-se por congregar conosco, maravilhoso. Caso não, o carinho e a amizade têm que permanecer. Foram muitas as vezes em que tive diálogos amistosos com irmãos de outras igrejas que, ao aceitarem doutrinas adventistas, preferiram ficar em suas congregações. Se um dia Deus colocar um deles em seu caminho, pergunte se em algum momento o chamei de "filho de babilônia". Creio que o Senhor Deus congregará todo o povo dEle num só rebanho (João 10:16; Apocalipse 18:4), mas, não no momento que eu ou qualquer adventista ache que deva ser. O trabalho de reunir os filhos de Deus é obra do Divino Espírito Santo.

3. Há um abismo entre nós e as Testemunhas de Jeová também nesse sentido (um colega seu desafortunadamente comparou nossas doutrinas com as deles… Sobre isso ele terá a devida resposta). Eles têm manuais para debaterem com as pessoas, de forma agressiva muitas vezes (hoje, vários deles têm mudado um pouco tal atitude) e, nós adventistas, tivemos a felicidade de termos em nossas mãos o "Estudando Juntos" não para debater, mas, para nos aproximarmos das pessoas para o estudo da Palavra de Deus. Nosso desejo é não é vivermos em inimizade com irmãos de outras confissões religiosas, pois, isso seria até diabólico. Temos a contribuir com o cristianismo ao ensinarmos algumas verdades esquecidas. Que mal há em querermos reparti-las com as pessoas? Se TODOS os movimentos religiosos (e até filosóficos) fazem isso, por que apenas os adventistas merecem ser adjetivados como "proselitistas"?

"Por que polemizar sobre o sábado se as duas maiores doutrinas adventistas são: 1) O juízo Investigativo e 2) O Santuário celestial que é centro da fé adventista?"

É SUA a interpretação de que as doutrinas em comum a serem utilizadas num estudo bíblico são pontos "secundários". Se um adventista julgar a salvação pela graça como "secundária", não pode ser um adventista. Estudar doutrinas em comum é uma forma de juntos vermos que há pontos em que concordamos. Se o senhor conversar com grandes evangelistas cristãos como um dos presidentes da Sociedade Trinitariana no Brasil (o conheci há alguns anos e hoje não sei se ele exerce a mesma função), aprenderá com eles que, em qualquer diálogo, as doutrinas discordantes ficam para depois. Essa é a forma que ele adota para estudar a Bíblia com os judeus. Se o senhor, pastor Rinaldi, chega de cara para um judeu dizendo que ela não será salvo por que não acredita em Jesus e nem no Novo Testamento (não me refiro aos judeus messiânicos), tenho que lhe dizer que ainda não sabe como proceder corretamente com tal pessoa por quem Jesus morreu.

Também é incrível que o senhor se utilize de O GRANDE CONFLITO para encontrar uma "contradição" nas estratégicas adventistas e para afirmar que "o centro da fé adventista" são apenas duas doutrinas. É de pasmar tal atitude por pelo menos três motivos:

1. O CENTRO de nossa fé é o Senhor Jesus. Sendo que o pastor citou um texto de Ellen White fora do contexto (como é de seu costume), transcreverei um dela para que fique evidente a prova:

"Precisamos muito menos controvérsia e muito mais apresentação de Cristo. Nosso Redentor é o centro de toda a nossa fé e esperança" – O Colportor Evangelista, 42.

As doutrinas do juízo investigativo e do santuário celestial só são importantes SE apontarem para CRISTO! Assim como todas as demais 26 doutrinas fundamentais adventistas (ler o livro "Nisto Cremos" – Casa Publicadora Brasileira), as duas que o pastor citou GIRAM EM TORNO DO SALVADOR.

Com este tipo de argumentação, não está o pastor Natanael demonstrando falta de conhecimento a respeito de nossas crenças fundamentais e, assim, levando outras pessoas a se enganarem a respeito de nós? Cuidado, pastor Rinaldi: Deus está nos Céus e julgará todas as nossas obras e intenções (Eclesiastes 12:12; Romanos 14:12).

"Já imaginou um crente batista ouvir falar que a obra da redenção não foi concluída na cruz e que cada cristão deve saber que essa obra do Juizo Investigativo vai terminar um pouco antes da vinda de Jesus e que os livros serão abertos para saber se tais pessoas serão ou não salvas? E que só se salvarão quando seus pecados forem lançados sobre Satanás e, que, só quando Satanás for aniquilado, os pecados dos adventistas serão cancelados?"

Sim: vários crentes batistas e de outras denominações religiosas ouviram a respeito de nossa doutrina e, QUANDO A ENTENDERAM, nada viram de aberrante na mesma. O Dr. Walter Martin, referência no meio apologético (tanto que o Instituto Cristão de Pesquisas – ICP – tem o nome dele) ESTUDOU PESSOALMENTE com líderes adventistas por volta da década de 50 e concluiu que não somos sectários por causa de nossa doutrina sobre o juízo. Se o senhor realmente seguisse o exemplo do Dr. Martin, o ICP apresentaria os adventistas de outra maneira. Claro que não é obrigado a concordar com todas as nossas crenças. Mas, no mínimo, não listaria a igreja Adventista entre as grandes seitas.

Quanto à apresentação de nossa doutrina, NUNCA tivemos medo de ensiná-la, pois, a mesma é bíblica. Lembro-me que há anos lhe enviei um estudo sobre o juízo investigativo. E, em TV e rádio já expliquei o assunto de forma cristocêntrica para milhares de evangélicos esclarecidos.

Trabalho em veículos de comunicação de massa pastor Rinaldi. E, por meses seguidos, abordei tal doutrina. Sua afirmação de que não ensinamos isso de forma aberta é, portanto, inverídica.

O teólogo Luterano J. A. Seiss também acredita em um juízo investigativo. Irá acusá-lo de sectário por isso? (Desculpe-me a repetição do pensamento dele, mas, se faz necessária):

"A ressurreição e as mudanças que acontecem num abrir e fechar de olhos sobre os vivos são os frutos e a corporificação do juízo antecedente. São as conseqüências do juízo realizado em relação a eles. Estritamente falando, os homens não são ressuscitados para que venha o juízo. A ressurreição e a trasladação são produtos do juízo previamente efetuado. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro porque eles já foram julgados aptos para estar com Cristo, e os santos vivos serão reunidos com eles nas nuvens, porque já foram julgados santos e vencedores sobre o mundo" - The Apocalypse, 136 (Grifos acrescentados).

Basta QUERER entender a doutrina da forma correta e qualquer preconceito desaparecerá.

"Meu Deus, que assombro! E eu que li na Bíblia que meus pecados foram lançados sobre Jesus!!! (2 Co 5.19; 1 Pe 2.24) Será que me enganei na leitura da Bíblia? Imagine pensam que meus pecados foram lançados sobre Jesus e os adventistas me esclarecem que serão meus pecados lançados sobre Satanás…"

Creio em todos os textos que apresentou e amo Isaías 53, o capítulo mais evangélico do NT (na opinião de alguns). Mas, tenho que discordar da maneira como o senhor tenta "convencer" as pessoas de que nossa crença a respeito do bode azazel em Levítico 16 torna satanás "co-participante" do plano de salvação. Vamos esclarecer as coisas como elas realmente são. Para isso, disponibilizarei no www.namiradaverdade.com.br uma exegese sobre Levítico 16:10 aos amados leitores – e ao pastor – para verem se realmente azazel pode ser um símbolo de Cristo.

Resumidamente, eis nossa crença a respeito do bode azazel:

1. Os pecados da humanidade são lançados sobre Cristo para PERDÃO dos pecados (1 Pedro 2:24);

2. Os pecados são lançados sobre azazel para RESPONSABILIZÁ-LO pelos pecados que levou os outros a cometerem. (Por isso, satanás será ESMAGADO, como afirma Romanos 16:20). Sendo que em um juízo ALGUÉM tem que ser o responsável por um delito, é incoerente tirar satanás de cena do Dia da Expiação (que é um Dia de Juízo). Isso seria tentar "livrar a barra dele".

3. O termo "expiar" nesse contexto, portanto, só pode ser corretamente entendido se levarmos em conta que:

(1) O nome "azazel" se refere a um "demônio do deserto". Eis algumas fontes não-adventistas: (as demais, no artigo que disponibilizo)

a. Dictionary of the Old Testament: Pentateuch;

b. Neophyti 1, III. Levitico. Targum Palestinense – (MS de La Biblioteca Vaticana. Barcelona, 1971), 110, 498. Autoria de, Alejandro Diez Macho.

c. Targum (mesmo não sendo nossa regra de fé, nos auxilia a compreendermos o termo no contexto judaico referente ao Dia da Expiação)

d. The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge:

"Partindo do fato de que há um contraste entre expressões 'para Jeová' e 'para Azazel', supõem muitos que Azazel seja um nome oposto a Jeová, um monstro do deserto, um demônio, ou diretamente Satanás… O contraste entre 'para Jeová' e 'para Azazel' favorece a interpretação de Azazel como substantivo próprio, sugerindo em si mesmo, uma referência a Satanás."

Aqui estão alguns dos melhores comentários do mundo. Quem conhece algo sobre teologia sabe disso.

(2) Se entendermos que o termo expiação, aplicado a azazel, é no sentido PUNITIVO. Azazel (satanás) levará nossos pecados no sentido de ser o responsável pela origem dos mesmos. Não "expiará" os pecados das pessoas no mesmo sentido que Cristo por que tal bode NÃO É SACRIFICADO. Só com derramamento de sangue inocente há perdão (Hebreus 9:22).

Mais detalhes sobre o assunto poderão ser vistos no link onde disponibilizarei o estudo sobre azazel.

E, desse modo, seu motivo para tanto "assombro" é exagero, pastor Rinaldi. Acalme-se…

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=655

“Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei ‘Glória a Deus’ por não ser adventista” – Parte 2

"Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei 'Glória a Deus' por não ser adventista" – Parte 2

by leandro.quadros on 06/02/10 at 11:34 pm

"Juízo Investigativo é o que Paulo ensina na celebração da Ceia do Senhor com relação aos participantes" (1 Coríntios 11)…

Não, pastor: em 1 Coríntios 11, no contexto da Santa Ceia, Paulo fale de um exame individual e não de JULGAMENTO. Não sei de onde o senhor tirou uma coisa dessas, pois, só Deus pode julgar alguém (João 5:22) no sentido judicial.

Na verdade, Paulo fala de um juízo investigativo em Romanos 14:12, 2 Coríntios 5:10, 1 Timóteo 5:25, 1 Tessalonicenses 4:13-18… O senhor pode estar pensando que escrevi uma aberração teológica, mas, esse não é o fato. Se Deus virá retribuir a cada um segundo as suas obras e ressuscitar quem for digno, um juízo prévio tem que ter sido realizado diante dos anjos, que não são oniscientes e precisam estar informados do conflito entre o bem e o mal. Tanto que Pedro afirmou: "A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar." 1 Pedro 1:12.

O juízo de investigação não é para acusar o crente, mas: (1) para Deus mostrar aos anjos quem DE VERDADE O segue (Ler Romanos 3:4; 1 Pedro 4:17), (2) condenar o poder representado pelo chifre pequeno (Daniel 7) e (3) dar reino definitivamente aos santos! (Ler todo o capítulo de Daniel 7). Quem ler a literatura adventista e nos acusar de tornarmos a salvação "incompleta" por causa da doutrina do juízo de investigação é preconceituoso ou não soube ler.

A doutrina do juízo investigativo nos mostra um Deus disposto a "colocar os pratos na mesa" diante o universo; um Deus que não está "de férias" no Céu…

"A Bíblia fala de Juízo Executivo como acontecimento escatológico futuro: Mateus 25:31…"

Sim. Mas, não apenas em sentido escatológico:

"Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" 1 Pedro 4:17.

Por isso, com base na Bíblia, os Adventistas do Sétimo Dia entendem a doutrina do Juízo em um sentido amplo (três fases: Investigativa, Milenar e Executiva), que afeta não apenas nossa vida futura, mas, presente.

Colocar a doutrina como um acontecimento apenas futuro é perigoso por que todo ser humano pecador tem a tendência de deixar a decisão por Cristo "para depois". Se todos tiverem consciência que desde já podem ser vindicados (ou condenados, se não aceitam a Cristo), terão alegria ou sentirão a responsabilidade de um compromisso de verdade com Deus.

Não é por acaso que Cristo e Pedro aconselharam:

"Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor." Mateus 24:42.

"Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão." 2 Pedro 3:11-12.

"Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis" 2 Pedro 3:14.

Aqui lemos todos os conselhos em uma linguagem presente e emergencial.

"Depois saem de nossas igrejas dando risadas de nós e fazendo sarcasmo com a nossa ingenuidade."

Nunca fiz isso e não vi adventista algum fazer. Se o fez, o problema é entre tal pessoa e Deus. Em meus sermões exalto o conhecimento bíblico de irmãos de outras igrejas e faço questão de citar grandes comentaristas evangélicos – mesmo que não concordemos em certos pontos. Se eu e outros adventistas considerássemos os evangélicos "ingênuos" como o senhor diz (com o nítido objetivo de jogar os irmãos contra nós), não poderíamos nem mesmo ter faculdades de teologia, com grades curriculares que constem estudos de autores renomados que não são de nosso meio.

Quanto a sua aplicação de 2 Coríntios 11:14, 15 aos adventistas, deixo que os leitores tirem as próprias conclusões.

As demais afirmações suas sobre proselitismo e o "fazer-se de membro de mesma igreja", já foram abordadas em tópicos anteriores.

UMA IGREJA QUE NÃO NASCEU EM UM MILHARAL
(E se o tivesse que problema haveria nisso?)

A afirmação a seguir do Pr. Rinaldi é de deixar pasmo qualquer cristão comprometido com a verdade e que tenha amor pelos que não tiveram a oportunidade de estudar: "Imagine um crente evangélico saber que a igreja adventista nasceu de uma visão descabida ocorrida num milharal!"

Por amor à verdade e aos leitores, o senhor terá que ser desmentido mais uma vez:

1. O processo formativo da Igreja Adventista foi de 1830 a 1863 (e continua, pois, o conhecimento não é estático). Portanto, atribuir a origem de nosso movimento apenas à visão que Hiram Edson teve, é uma distorção histórica violenta;

2. Se o senhor não lesse só a página 50 do "História do Adventismo", jamais colocaria na boca do historiador Maxwell a afirmação de que nossa igreja nasceu "apenas" da visão no milharal (além disso: Deus se comunica com os filhos dEle onde quiser). Quem conhece o livro supracitado sabe que JAMAIS Maxwell está acusando os adventistas de não seguirem aquilo que eles mesmos sempre ensinaram! Até o fim da vida ele creu no juízo investigativo e fazia bom uso do texto de Hebreus 7:25 – pois considerava também Hebreus 8:1, 2 (texto que o senhor parece não querer ler). Sobre a ascensão de Cristo, cremos que Ele, a partir da ressurreição, foi ao Santuário para inaugurar (a dedicação do santuário pode ser vista na última parte de Daniel 9:24 – no termo unção – e é simbolizada pela unção do santuário terrestre depois que foi construído – Êxodo 30:26-29; cap. 40) a obra dEle; voltou para o planeta (onde ficou 40 dias) e, depois, subiu definitivamente para o Santuário Celestial. Isso é o que diz Maxwell e TODOS os livros adventistas sobre o assunto.

ELIPSE (consciente ou não) foi o que o pastor fez novamente…

O senhor deveria é ficar assombrado por, em suas duas últimas respostas, deixar claro para os leitores que uma pessoa sem maior escolaridade (como o pastor se referiu a Ellen White na outra vez) e fazendeira (Hiram Edson) não pode receber revelações de Deus ou ter capacidade de fazer algo pelo ministério dEle. O pastor deveria se sentir envergonhado em afirmar esse tipo de coisa sendo que: "A revelação das tuas [de Deus] palavras esclarece e dá entendimento aos simples." Salmo 119:130.

Não vejo como cristãs palavras como essas, de sua parte:

"Quem era o cidadão chamado Hirã Edson? Algum mestre em teologia? Não." (Como se Deus falasse apenas a doutores em teologia…)

De que maneira os irmãos de todas as igrejas – que têm familiares que aprenderam a ler na própria Bíblia (inclusive minha avó) por não terem tido outras oportunidades – irão ver o seu ministério pastoral? Isso não lhe preocupa?

Com esse tipo de comentário preconceituoso, está se comprometendo diante de um vasto público cristão, Pr. Rinaldi.

"Agora, Leandro, segure-se na cadeira se estiver sentado para ler a injúria lançada sobre a obra expiatória de Jesus: "Assim eles desenvolveram a triunfante conclusão: AO TEREM OS PECADORES AO LONGO DOS SÉCULOS BUSCADO O PERDÃO, JESUS TEM LEVADO O REGISTRO DE SEUS PECADOS CONFESSADOS AO LUGAR SANTO, ONDE TEM CONTAMINADO O SANTUÁRIO CELESTIAL" (Ibidem, p. 65,66) (maiúsculo e grifo meus)

"Socorre-me, Leandro! Não acredito que o mesmo homem e somente ele viu Jesus sozinho entrar no santíssimo do céu em 22 de outubro de 1844, agora, me deixa estupefato com a declaração demoníaca (considerada triunfante) que o preciosíssimo sangue de Cristo, que nos lava dos nossos pecados: "(Apocalipse 1:5) Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,", esteja contaminando o santuário celestial.!!!"

Caro pastor: não acredito em seu analfabetismo funcional. Mas, pergunto: como o senhor "conseguiu" ler que "o sangue de Cristo contamina o santuário celestial" sendo que Hiram Edson diz que é o registro dos pecados dos seres humanos que o faz?!

Sem maiores comentários…

Quanto à necessidade da purificação do santuário celestial (no sentido correto da palavra), leia Hebreus 9:23 (e, se tiver outra interpretação, apresente-a para discussão):

"Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores."

E assim, todos os textos que o senhor colocou no tópico "O uso do sangue no Antigo Testamento" perdem o sentido (no contexto de suas ideias) por causa de sua leitura desatenta…

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=658

“Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei ‘Glória a Deus’ por não ser adventista” – Parte 3

"Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei 'Glória a Deus' por não ser adventista" – Parte 3

by leandro.quadros on 06/02/10 at 11:41 pm

"E você, Leandro, vem com essa bobagem e estupidez de querer me "subornar" com seus argumentos pueris de figuras de linguagem chamadas "elipses" para me fazer calar? Cai fora, moço, conheço a manha adventista há muito mais tempo do que você. Cito referências de publicações adventistas com consciência e responsabilidade."

Como visto anteriormente, as elipses por sua parte continuaram… E, ficou demonstrado (e ficará mais evidente ainda no decorrer da presente resposta) que o uso que o senhor faz de nossa literatura é BEM irresponsável e não condizente com o espírito cristão.

"Vai dizer que ignorava que os seus irmãos adventistas nunca ficaram decepcionados com o ensino herético de EGW sobre preconceito racial como procurou me convencer? O Artigo publicado na Revista Adventista até hoje está causando discórdia dentro da Igreja. E cuidado com o preconceito de cor. Dá cadeia e v. s. sabe disso."

Peço-lhe algumas coisas:

1. Enumere-me durante a história adventista os irmãos negros que entenderam a declaração de Ellen White – sobre o casamento entre brancos e negros – como preconceituosa.

2. Informe-me a respeito de algum processo jurídico contra Ellen White no decorrer de todos esses anos;

3. Prove-me que a citação da Sra. White não visava o bem das próprias pessoas NAQUELE contexto social abolicionista vivido nos EUA, ao final do séc. XIX;

4. Comprove para todos os leitores, com base nas informações a seguir, que Ellen White era racista:

"Um apelo de sua pena, em 1891, seguido em 1895 e 1896 por artigos publicados na Review and Herald, estimulou os esforços educacionais e evangelísticos em favor dos negros e deu origem a uma obra na qual seu próprio filho, Tiago Edson, tomou parte ativa. Ele produziu um livro que seria usado para (1) levantar fundos (2) ensinar analfabetos a ler e (3) ensinar as verdades bíblicas em linguagem simples. Ele fazia uso de um barco (Morning Star) para evangelizar os descendentes dos escravos.

"EGW estava interessada no desenvolvimento de esforços missionários que produzisse eficientes resultados em comunidades brancas e negras e enviou aos obreiros desse campo muitas mensagens de conselhos e ânimos. Além disso, ela salientou de modo claro que "O nome do negro está escrito no livro da vida, junto do nome do branco. Todos são um em Cristo. O nascimento, a posição, nacionalidade ou cor não podem elevar nem degradar os homens. O caráter é que faz o homem. Se um pele-vermelha, um chinês ou africano rende o coração a Deus em obediência e fé, Jesus não o ama menos por causa de sua cor. Chama-lhe Seu irmão muito amado" - The Southern Work, pág. 8, escrito em 20 de março de 1891." (Citado em "Serviço Cristão", p. 218).

"Além disso, afirmou que os que "menosprezam um irmão por causa de sua cor estão menosprezando a Cristo" - Douglass, Mensageira do Senhor, 214 (Grifos meus).

Tais fatos provam que Ellen nunca foi racista. Sua dedicação e também de seu filho no auxílio dessas pessoas são uma prova irrefutável.

5. Conte aos seus leitores os resultados da resposta do Pr. Tércio Sarli, assinada pelo Dr. Timm, no cartório de Jundiaí, às acusações de um articulista já mencionado… A justiça nos deu direto de resposta às infames acusações de racismo por parte de uma revista que o senhor conhece. Por que "esconde" isso dos irmãos? Imagino que deva ser pelo ódio que ficou quando o Dr. Timm destruiu um por um dos argumentos da referida revista.

Falarei com Dr. Timm para me repassar a resposta dele e, assim, irei informar aos irmãos sobre a verdade dos fatos, já que senhor não tem o desejo de fazê-lo.

Impressionante a sua parcialidade… Não sei em que escola apologética aprendeu isso.

E ainda sou "obrigado" a ler no site onde postaram sua resposta que o senhor "é sem dúvida um dos maiores apologistas cristãos brasileiros"…

"Quis me convencer de que EGW não declarou o dia e a hora da volta de Jesus e o fez apenas para animar seus irmãos que passavam por tribulações? Engole V. S. essa evasiva? Fica convencido dessa bobagem?"

Deixo aos leitores o julgamento, pois, o que escrevi sobre o assunto é suficiente para se entender a declaração dela e seu contexto exato. E, além disso, seu desrespeito está tão transparente que até mesmo os membros de sua igreja irão aconselhá-lo a mudar.

"Continua V. S.: "Outra informação importante e que evitará que o público evangélico veja-o como uma pessoa desinformada sobre nossa história denominacional é a de que Ellen White não elaborou o ensino do juízo investigativo

"Ora, ora Leandro, se ela não elaborou o ensino do juízo investigativo, segundo sua declaração, não significa que ela não tivesse apoiado o ensino".

Concordo. Ela escreveu inúmeras vezes sobre o juízo investigativo (nos escritos dela, o termo "juízo investigativo" aparece 32 vezes e, "juízo de investigação", 22). O que abordei na resposta anterior não teve o objetivo de dizer que ela "não apoiava" tal doutrina, mas, mostrar às pessoas que o senhor apresentou mais um erro histórico em atribuir A ELA a "invenção" do ensino.

Não deu certo sua tentativa de se defender do erro histórico de que "EGW foi quem elaborou a doutrina do juízo investigativo"… Terá que se justificar de outra forma diante do público pensante. Na sua última resposta, de maneira CLARA afirmou que ela "inventou" a doutrina em questão, lhe informei que:

1. Foi o milerita JOSIAS LITCH que desenvolveu a idéia em 1840 e a publicou em 1841, antes mesmo do grande desapontamento de 1844. Ele escreveu: "nenhum tribunal humano pensaria em executar juízo sobre um réu sem antes julgá-lo; muito menos Deus" (TIMM, 2000).

2. Já o termo foi usado pela primeira vez por E. Everts, em 1º de janeiro de 1857.

Explique tal contradição de sua parte. Ou, reconheça que errou – o que seria demonstração de humildade cristã.

A VISÃO DO MILHARAL: UMA "VÁLVULA DE ESCAPE"?

"Interessante" o fato de o senhor usar o mesmo argumento dos ateus, quando querem desmerecer o cristianismo. Muitos deles afirmam que os apóstolos "inventaram" a ressurreição de Cristo devido à grande desilusão que tiveram. E o senhor, mesmo não sendo ateu, age como um ao questionar o surgimento do adventismo por causa da visão de Edson.

Gosto muito das obras apologéticas do Dr. Norman Geisler (mesmo não concordando com várias ideias dele), especialmente do livro Não Tenho Fé Suficiente para ser ateu, onde ele refuta o tal argumento ateístico dizendo que os apóstolos (1) morreram por aquela causa e (2) foram testemunhas oculares dos fatos.

Com o adventismo aconteceu algo parecido, Pr. Rinaldi. Seria muito incoerente os pioneiros de nosso movimento (como Tiago White – para citar apenas um exemplo – que, todos os dias, após os trabalhos no campo, caminhava cerca de 30 km para enviar para outros lugares do mundo os artigos que publicada) dedicarem a vida a um ministério que não fez a diferença na vida deles (a ponto de transformá-los mesmo e os colocar aos pés de Cristo). E, é mais incoerente ainda o senhor acusar Hiram Edson de usar a visão como "válvula de escape" sendo que TIVERAM TESTEMUNHAS OCULARES dos eventos que envolveu o adventismo naquele período.

Veja que a mesma acusação que se faz ao movimento adventista "se pode" fazer ao cristianismo como um todo.

Portanto, as suas afirmações no presente tópico – e as declarações dos ateus – são irrelevantes, ilógicas e insustentáveis.

"Como aceitar essa idéia maluca de que Jesus entrou no Santo dos Santos do santuário celestial em 22 de outubro de 1844 se como Sumo Sacerdote não tinha nada que fazer no lugar santo a partir do ano 31 AD. e ficar lá retido por 1813 (31+1813= 1844)?

"Jesus entrou no Santo dos Santos do santuário celestial 40 dias depois da sua ressurreição."

Como Cristo "não tinha nada para fazer" se a função sacerdotal era (1) interceder – 1 Timóteo 2:5 e (2) julgar? (Compare Levítico 16 com João 5:22). Estude o ritual do santuário na Bíblia; perceba que em Êxodo 25:8, 40 o santuário terrestre [com suas cerimônias] passou a existir por causa de um "modelo" que foi apresentado por Deus a Moisés. A realidade do lugar santo tem que ter um cumprimento no ministério de Cristo, pastor Rinaldi. Do contrário, o sacerdócio no lugar santo do santuário terrestre não teria significado algum para o povo de Israel, que aprendia do evangelho através de tais símbolos (Hebreus 4:2).

Apresentarei um resumo:

1. O sacerdócio do Antigo Testamento apontava para o sacerdócio de Cristo no lugar santo (Hebreus 8:3-6) como nosso intercessor (1 João 2:1, 2). Se Cristo foi diretamente para o santíssimo A FIM DE MINISTRAR, em que momento da história se cumpriu a realidade do lugar santo do santuário?

2. O sumo sacerdócio do Antigo Testamento apontava para o sumo sacerdócio de Jesus, onde, além de ser nosso intercessor (Ele NUNCA o deixou de ser), acumulou a função de juiz (lembre-se que o Dia da Expiação, quando o sumo sacerdote entrava no santíssimo, era um "dia de juízo" para os hebreus). João 5:22 apresenta-nos o Salvador em Sua função judicial.

Nós adventistas não negamos que, por ocasião de Sua ida para o Céu, Cristo foi diretamente ao santíssimo. O detalhe é que Ele o foi para a "inauguração" do santuário, e, depois (quanto voltou de nosso planeta), foi para o lugar santo realizar sua obra ao lado do Pai.

Além disso, nada há na Bíblia que mostre Deus ser "estático", como ensinava Aristóteles. O ministério de Jesus no lugar santo do santuário não O deixou "trancafiado" no local. E, quem disse que o trono de Deus Pai não poderia ser mudado de lugar (do santo para o santíssimo) por ocasião de 1844? Afinal, em Daniel 7:9 percebemos que o trono de Deus é móvel. Isso não é fantasia: é aceitar a Palavra de Deus como ela é (Agora o senhor pode entender o porquê de o autor de Hebreus – para eu, Paulo – pôde escrever que Cristo já estava ao lado do Pai).

Aceito os textos que citou pastor Rinaldi. Porém, discordo da forma como interpreta, sem levar em conta a profecia dos 2300 anos de Daniel 8:14 (profecia essa que os protestantes não questionavam até o século 19 em referência ao poder representado pelo chifre pequeno…), o livro de Levítico e o sermão aos Hebreus.

Unicamente outubro de 1844 dá sentido à profecia de Daniel 8 e 9. E, se não estudarmos a doutrina no contexto dos livros que mencionei, será impossível a entendermos e desfrutarmos das maravilhas que aprendemos, entre elas: a de que nosso intercessor é nosso juiz ao mesmo tempo e que, por isso, se permanecermos ao lado dEle, nossa vitória é garantida!

HEBREUS 6:19

Não deveria usar tal texto de forma dogmática para ensinar que Cristo não teve um ministério no lugar santo do santuário celestial (o senhor está tentando "demolir" parte do sagrado templo de Deus… O FATO DE HAVER UM LUGAR SANTÍSSIMO NO CÉU PRESSUPÕE A EXISTÊNCIA E IMPORTÂNCIA DO LUGAR SANTO. Lembre-se que Apocalipse 21:22 não ensina que Deus irá "destruir" algo bom que fez no Céu, mas que santuário perderá sua função salvífica, pois, todos estaremos no Céu).

A palavra véu (grego katapetasma) possui 3 significados. Por isso, não se pode dizer categoricamente que Jesus entrou diretamente no santíssimo. No Novo Testamento ela aparece seis vezes:

1. Três para se referir ao véu do templo que se rasgou quando Cristo morreu (Mateus 27:51; Marcos 15:38; Lucas 23:45);

2. Três vezes é usada no livro de Hebreus (6:19; 9:3; 10:20).

Na Septuaginta pastor Rinaldi, quando os 70 tradutores se referiram ao santuário, usaram a palavra katapetasma para descrever:

(1) A cortina que separava o lugar santo do lugar santíssimo (Êxodo 26:31,33);

(2) A cortina da porta do tabernáculo (Êxodo 26:37; 36:37; Números 3:26);

(3) A cortina de entrada do átrio (Êxodo 38:18).

Perceba pastor que não podemos fazer doutrina, com base em Hebreus 6:19, sobre "onde Cristo entrou por ocasião da ascensão dEle". Além disso, O PROPÓSITO DO AUTOR é outro: mostrar que todo o crente tem acesso direto a Cristo no Santuário. Paulo (ou outro escritor, se preferir) não está preocupado em dizer em que lugar do santuário Cristo foi ao subir aos Céus. Mesmo por que, como conhecedor de todo o ritual, sabia muito bem que a existência de um lugar santíssimo pressupõe (como afirmei) a existência do lugar santo. Isso era muito claro na mente dos hebreus.

Poderemos analisar isso com mais detalhes, noutra ocasião.

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=660

“Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei ‘Glória a Deus’ por não ser adventista” – Parte 4

"Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei 'Glória a Deus' por não ser adventista" – Parte 4

by leandro.quadros on 06/02/10 at 11:51 pm

HEBREUS 9:12

Esse é outro texto muito usado – e não apenas pelo senhor – para tentar "desmerecer" a doutrina do santuário celestial. Porém, uma análise com um pouco mais de detalhes é o suficiente para demonstrar que ele dá é força ao ensinamento bíblico como pregamos.

A seguir, transcreverei uma de uma resposta que já tinha elaborada sobre Hebreus 9:12. Em alguns aspectos terei que repetir algumas coisas, pois, ao fazer o mesmo, o pastor me coloca em uma condição importante: a de explicar novamente um conceito que não é ensinado aos irmãos evangélicos.

Creio que tal resposta também servirá para ajudar ao senhor – e a todos os leitores – a verem que não temos dúvida alguma de que Cristo nos purificou de nossos pecados (e nos purifica sempre que pecamos e vamos a Ele com confissão e arrependimento – 1 João 1:9)

Realmente, o sacrifício de Jesus foi perfeito e suficiente para pagar por nossos pecados de uma vez por todas, sem precisar que Ele morra uma segunda vez (Hebreus 9:24-28).

Mesmo assim, a expiação de Cristo na cruz é parte do processo de salvação estabelecido por Deus (Hebreus 9:14), que envolve a santificação, a Glorificação e, obviamente, o ministério sumo sacerdotal de Jesus no Santuário Celestial (como já vimos – Ler Hebreus 8:1, 2, especialmente).

Apesar de Jesus ter nos proporcionado o perdão quando morreu em nosso lugar, isto não significa que não seja necessária a realização de um juízo investigativo a fim de vindicar o caráter dos santos antes da volta dEle. Se estudarmos Daniel 7, que trata deste juízo precedente à volta de Cristo (para que Ele possa "dar a cada um segundo as suas obras" – Mateus 16:27 – é necessário que todos os casos tenham sido decididos) perceberemos que o julgamento faz parte das boas novas, pois "os santos recebem repetidamente a promessa de libertação em sintonia com o julgamento" (MAXWELL. Uma Nova Era Segundo As Profecias Do Apocalipse, 361.)

Sendo assim, esse juízo na verdade será uma bênção para o povo de Deus, além de servir para que o universo comprove que os filhos de Deus de coração aceitaram o sacrifício de Jesus continuam firmes na fé. Se alguém abandonou o Salvador, Seu sangue não poderá expiar tais pecados e, assim, terá o nome tirado do livro da vida (1 Coríntios 15:1-2; 2 Pedro 2:20-22; 1 Coríntios 9:27; 10:12, Apocalipse 3:5; Êxodo 32:32-33 – se o nome pode ser riscado do livro da vida antes da volta de Jesus, um juízo prévio foi realizado).

Deste modo, vemos que o juízo investigativo é fundamental para que todo o universo esteja informado sobre o modo de Deus lidar com o pecador (lemos sobre o interesse dos anjos no plano de salvação em 1 Pedro 1:12).

Voltemos a Hebreus 9:12. O texto pode ser mais bem traduzido (e isso não é apenas adventistas que afirmam) levando-se em conta o CONTEXTO em que se encontra no sermão aos Hebreus.

Ao invés de constar "santos dos santos" deveria estar "santuário" em Hebreus 9:12. Motivo: a palavra grega mais usada (veja: não é a única) para "santos dos santos" é hágia hagíon e não aparece nesse texto de Hebreus. Vê-se o termo ta hágia, que é melhor traduzido (repito: NESSE contexto) por "santuário". A versão Almeida, Revista e Corrigida acertadamente verteu o versículo para a seguinte maneira: "nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção."

Jesus quer dizer perante todos os anjos e seres de outros mundos durante o juízo investigativo que você e eu, pastor Rinaldi, somos dignos da salvação por que nosso cristianismo não é apenas de aparências. Nada mais que isso. Não há necessidade de temer o juízo (e desmerecer a doutrina) se estamos com o Salvador e entendemos a essência do ensinamento.

"Confesso, Leandro, que ao escrever esses versículos bíblicos dei "Glória a Deus por não ser adventista".

Não deveria fazer isso, pois, escreveu tais textos de forma descontextualizada.

Particularmente, prefiro dar glórias a Deus por TUDO o que Ele e faz na minha vida e pela conversão das pessoas. Não vejo razões para "glorificá-Lo" por não ser de um movimento religioso.

"Pergunto: há alguma elipse na minha resposta, ou queria que escrevesse todo o capítulo do livro em tela?"

Referente a sua resposta baseada no livro o Grande Conflito, nesse caso o senhor não fez uma elipse gramatical, mas, uma elipse ideológica, pois, considerou a doutrina do santuário levando-se em conta a ideia de apenas um livro da autora (e de um autor adventista), sem estudar O TÔDO. O que escrevi nas páginas anteriores pode auxiliá-lo nisso. Porém, uma pesquisa mais acurada, em livros especializados, surtirá muito mais efeito.

ELLEN WHITE: A PAPISA DO ADVENTISMO?

Informe aos leitores onde ficou a cadeira papal de Ellen White; qual adventista se ajoelhou diante dela ou beijou-lhe a mão como se ela fosse representante de Deus na terra…

E, outra pergunta (entre as muitas que já lhe fiz e para as quais não obtive resposta): com base nas citações dela a seguir, ainda terá a coragem de afirmar que para nós Ellen White é "papisa", sendo que não seguimos tradições de homens? (Mateus 15:3, 9)

"A Bíblia é a única regra de fé e doutrina. E não há nada mais apropriado para vigorizar a mente e fortalecer o intelecto do que o estudo da Palavra de Deus. Não há outro livro que seja tão poderoso para elevar os pensamentos e dar vigor às faculdades como as vastas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma grandeza de entendimento, uma nobreza de caráter e uma firmeza de propósito que raramente se vêem nestes tempos." – Fundamentos da Educação Cristã, 126 (o capítulo TODO fala do valor do estudo da Bíblia).

"Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos "últimos dias"; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica. Assim tratou Deus com Pedro, quando estava para enviá-lo a pregar aos gentios." – Primeiros Escritos, pág. 78 (Aqui o senhor pode até mesmo entender a função profética de Ellen White para os adventistas: levar-nos à Palavra e NUNCA estar no lugar dela).

JEANINE SAUTRON: O MODELO DE ADVENTISMO PARA RINALDI

Como é infantil sua forma de vir para um debate. Acredita ser correto usar uma pessoa como referência a fim de GENERALIZAR todas as outras que fazem parte do adventismo? E como se não bastasse, o senhor faz uma acusação terrível (que, de acordo com suas próprias palavras, mereceria cadeia): "NOTA: Por que os adventistas rejeitam o pedido de profetisa Jeanine Sautron? Seria porque ela é negra?"

Esse é o "grande apologista brasileiro", caro leitor!

Vou lhe dar informações históricas de quem conhece o assunto. A seguir, um artigo do Dr. Timm (por anos foi professor de História da Igreja):

O Pretenso Dom Profético de Jeanine Sautron

a) Jeanine Sautron nasceu em 1947, na ilha francesa da Reunião, perto de Madagascar, no Oceano Índico, sendo por vários anos membro da Igreja Adventista de S. Julien, França, não muito distante de Genebra, Suíça. Foi a partir de 1985 que Jeanine começou a divulgar seus sonhos e visões através de fitas cassete e em forma transcrita. O conteúdo dessas revelações foi cuidadosamente avaliado pela Comissão da Igreja de S. Julien, pela Associação Franco-Suíça da IASD e pelo Ellen G. White Estate, da Associação Geral [Se o senhor, pastor Rinaldi, soubesse da seriedade como a igreja adventista lida com o assunto do dom profético, não teria escrito coisas tão maldosas]. Não conseguindo obter o reconhecimento oficial da denominação como profetiza verdadeira, Jeanine passou a acusar a liderança da Igreja de apostasia. Apesar de excluída da igreja em 15 de junho de 1991, Jeanine continuou divulgando seus sonhos e visões em várias línguas (francês, inglês, espanhol, português, etc.).

b) No Brasil, os assim chamados "Adventistas do Sétimo Dia, os Remanescentes" possuem sua sede nacional em Brasília, DF, e qualificam seu nome com a frase: "Não filiados a qualquer tipo de igreja adventista do 7º dia nem às suas organizações ecumênicas." Seu líder no país é Oseas Maurer, natural de São Francisco do Sul, SC, ex-ancião da IASD Central de Brasília, que aposentou-se como alto-funcionário do Banco do Brasil. Entre as publicações do movimento em português destacam-se os 2 volumes da obra Sonhos e visões de Jeanine Sautron.1 Cartazes têm sido afixados em postes de iluminação pública e muros de várias cidades brasileiras, sem qualquer autorização municipal, marcando o fechamento da porta da graça para o ano 2005 e acusando publicamente o papa de ser a besta do Apocalipse.2

c) A mensagem fundamental do movimento está baseada em uma sucessão cronológica de datas, dentre as quais se destacam as seguintes:

1888 – começou o alto clamor para a IASD;
1988 – começou o julgamento dos vivos, que durou sete anos (32 anos para a IASD e 32 anos para o mundo);
1991 – terminou o julgamento dos vivos para a IASD, que foi rejeitada e vomitada (somente 5% dos adventistas foram aprovados e pertencerão aos 144.000), e começou o alto clamor para o mundo;
2005 – fechamento da porta da graça.

d) O movimento também ensina, entre outras coisas, (1) que "a IASD tornou-se Babilônia, a partir da década de 1960, porque se uniu ao estado, ao papado, ao ecumenismo, mudou suas doutrinas, deixou o mundo entrar na igreja, adotou o pentecostalismo da Celebration Church, está usando técnicas espíritas e pagãs de programação neuro-linguísticas nas pregações e, finalmente, recusou a verdade enviada do céu a ela" através da Sra. White e da Sra. Sautron; (2) que "os remanescentes vivos devem agora se abster de todo produto animal e também do sexo…"; e (3) que Jones e Waggoner são as duas testemunhas de Apocalipse 11:3, que ressuscitarão "para pertencer aos 144.000″.

e) Os adeptos desse movimento desconhecem completamente as advertências inspiradas quanto a marcação de datas para os eventos finais (ver Mt 24:36, 42, 44; 25:13; At 1:6-7). Ellen White é clara em afirmar que "o tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será."3 "Deus não nos revelou o tempo em que esta mensagem será concluída, ou quando terá fim o tempo de graça."4

"Quanto mais freqüentemente se marcar um tempo definido para o segundo advento, e mais amplamente for ele ensinado, tanto mais se satisfazem os propósitos de Satanás."5

f) É inacreditável como os adeptos desse movimento não vêem qualquer dificuldade em identificar E. J. Waggoner e A. T. Jones, que morreram em apostasia6, como as duas testemunhas de Apocalipse 11:3, e como fazendo parte dos 144.000! Se eles estão qualificados a fazer parte desse grupo, por que outros apóstatas também não estariam?

Referências bibliográficas:

1 Sonhos e visões de Jeanine Sautron: mensagens completas até setembro de 1995, 2 vols. (Brasília, DF: Centro Evangelístico Sonhos e Visões, 1995).

2 Contrastar com Ellen G. White, Obreiros evangélicos, 5ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993), 372-380.

3 Idem, Primeiros Escritos, 3ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), 75.

4 Idem, Mensagens Escolhidas, 2ª ed. (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), 1:191; ver também 185-192.

5 Idem, O Grande Conflito, 457.

6 Ver: E. de Oliveira, A Mão de Deus ao Leme, 194-206; George R. Knight, From 1888 to Apostasy: The Case of A. T. Jones (Washington, DC: Review and Herald, 1987).

Fonte: Alberto R. Timm, "Movimentos, Tendências e Interpretações Particulares na Igreja Adventista do Sétimo Dia do Brasil (1980-1999). Apostila de classe, pp. 18-20. Disponível em: http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/07/dom_profetico_jeanine.pdf

A respeito de sua "nota" (de que os Adventistas da Promessa não creem em EGW), nada tenho a ver com eles, do mesmo modo que o senhor não é culpado por alguns pentecostais (que mantêm contato comigo) afirmarem que o Espírito Santo não é Deus.

Seus "critérios" não são nada criteriosos…

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=662

“Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei ‘Glória a Deus’ por não ser adventista” – Parte 5

"Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei 'Glória a Deus' por não ser adventista" – Parte 5

by leandro.quadros on 07/02/10 at 12:01 am

"Amigo, Leandro, admiro sua atitude que reflete um tipo de amizade fingida ao chamar esse membro da Assembléia de Deus de irmão. É a característica de todo o adventista; A chamando esse senhor. de irmão, mesmo sendo , da Assembléia de Deus…É como nos diz Ubaldo Torres de Araújo. Um adventista que se presa vê motivo maior em ganhar um membro de igreja evangélica para o adventismo, do que ganhar um homem perdido sem Cristo para sua grei."

Ainda bem que meu amado amigo Robson Alves (e todos os evangélicos que fazem parte de meu círculo de amizades) não me consideram fingido. Ele me conhece melhor que o senhor – que não esteve presente em minha amizade com tal irmão, que beira os 10 anos. Os irmãos que acessam o blog do Na Mira sabem como sou, das verdades que defendo, das mentiras com as quais não partilho e do respeito por cada um deles. Seria muito benéfico para a sua vida espiritual dar atenção ao conselho de Jesus Cristo em Mateus 7:1-5:

"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão."

Deveria também conhecer nossas estratégicas evangelísticas para não afirmar tamanho disparate (de que só "ganhamos membros de igrejas evangélicas"). A qual relatório da Divisão Sul-americana (Sede da Igreja para a América do Sul) o pastor teve acesso para determinar a classe religiosa das pessoas que aderem ao adventismo?

"Já expôs ao mesmo irmão Robson que Ellen Gould White nos seus dias se antecipou aos astronautas dos nossos dias visitando outros mundos siderais?"

Sim: Ele conhece bem os escritos da Sra. White e até os leu. O irmão Alves também sabe que um profeta de Deus (canônico ou não) pode se antecipar à ciência, pois, ele estudou Daniel 2, 7, 8 (surgimento dos impérios mundiais); Jó 26:7 (a Terra é suspensa sobre o nada), 28:25 (o ar tem peso), Salmo 139:12-16 (processo embrionário), etc.

E Robson não tem dificuldades em aceitar o sobrenatural, ao contrário dos ateus… O caso deles é justificável de certo modo, mas, o seu, como pastor… Fica complicado.

Por último: Robson também sabe que os habitantes dos outros mundos a quem Ellen White se referiu não são seres humanos, ainda mais pessoas desse planeta… Leia 1 Coríntios 4:9, analisando o termo grego para "mundo". E: dê atenção ao comentário de Ellen White sobre os textos que citou (Romanos 3:23; 5:12) para "comprovar" se na visão ele teve o propósito de se referir a seres humanos de nosso mundo pecaminoso:

"… Olhando para nós mesmos em busca de justiça, para encontrar a aceitação diante de Deus, olhamos para o lugar errado, "porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Rom. 3:23. Devemos olhar para Jesus, porque "todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem". II Cor. 3:18. Deveis encontrar vossa inteireza contemplando o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." – Fé e Obras, 108 (que bom texto para refutar sua afirmação de que os adventistas são legalistas…)

"Deus ama os anjos, sem pecado, que fazem o Seu serviço e são obedientes a todas as Suas ordens, mas Ele não lhes concede graça. Esses seres celestiais nada sabem acerca de graça; nunca tiveram dela necessidade, pois nunca pecaram. A graça é um atributo de Deus, manifestado a seres humanos imerecedores" - Nos Lugares Celestiais (Meditação Matinal de 1968), 34.

Onde se pôde ler ela falando de seres humanos não pecadores? Sua imaginação é muito fértil.

"Não encontrei ainda um adventista que iniciasse uma polêmica comigo começando pela doutrina do Juízo Investigativo."

Aos adventistas que lerem esse desafio de Rinaldi e que já debateram com ele sobre o assunto (inclusive eu, há anos), por favor, escrevam para mim, para "refrescarmos" a memória do pastor.

Estou à disposição para discutir sobre qualquer doutrina bíblica. Assim como o irmão Azenilto Brito, que já esmigalhou toda a sua argumentação, mas, que não teve as respostas dele publicadas nos sites onde publica seus artigos.

Solicitarei a ele as respostas que lhe deu sobre o assunto… Quem sabe isso também o ajude a lembrar que vários adventistas já tentaram abordar tal doutrina com o senhor.

"Digo-lhe em resposta que leio alguns dos comentaristas bíblicos citados, mas não me vejo obrigado a segui-los. Não sou um autômato. Raciocino."

Aqui me dirijo ao leitor, primeiramente para informar-lhe do contexto dessa citação. Mencionei vários autores evangélicos que não usam a parábola (vejam bem: PARÁBOLA) do rico e lázaro (Lucas 16:19-31) como evidência de "vida após a morte" para perguntar ao pastor Rinaldi se tais homens também deveriam ser considerados sectários. Ele não me respondeu e foi "para o outro lado da sala"…

Assim como o pastor, também sou autônomo e pensante o suficiente para ter minhas próprias convicções. Não questionei isso em sua pessoa, mas, o fato de nos acusar de sermos "hereges" por não crermos que o relato do rico e lázaro é literal. Não fuja do CENTRO daquilo que começamos a discutir, pastor Natanael.

Concordo plenamente com o que disse o autor do "História do Adventismo" (pág. 125, da edição que transcreveu) e acrescento: a doutrina do sono da alma é uma proteção contra o espiritismo. Tanto que um membro de sua denominação religiosa abordou-me em um debate da seguinte maneira: "saí de minha igreja por que vi no kardecismo mais coerência. Afinal, ambos – cristianismo e espiritismo – partilham da crença da imortalidade da alma. Apenas Kardec foi mais detalhado em sua exposição".

É pouca coisa pastor Natanael eu ter que ouvir e ler uma coisa dessas? E com ares doutorais o senhor defende a doutrina da imortalidade da alma (em seus artigos) sem a necessidade de comermos da árvore da vida! (Gênesis 3:22-24; Apocalipse 22:2) Só Deus para entender isso.

Por isso, faço minhas as palavras do professor Otoniel Mota, pastor Presbiteriano:

"A doutrina da imperecibilidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho. A doutrina de uma natureza simples, una, indivisível, etc., não se mantém diante das concepções psicológicas modernas e da teoria da mais racional acerca da propagação do ser humano, corpo e alma" - Meu Credo Escatológico, 3.

CONCLUSÃO, PERGUNTA FINAL E PEDIDO

O senhor, pastor Rinaldi:

1. Não respondeu aos meus questionamentos;
2. Usa uma técnica "apologética" – que é a menção a outros temas – para desviar a mente dos leitores do assunto em pauta;
3. Desconhece totalmente a história do movimento adventista;
4. Não sabe da essência de nossas doutrinas;
5. Julga as pessoas sem as conhecer;
6. Lê nos textos coisas que não existem;
7. Continua fazendo elipses (mesmo que sejam ideológicas);
8. E tem um ódio dos adventistas que irá fazer muito mal as suas emoções.

Espero que em nosso próximo diálogo não leia palavras tão duras como as que escreveu. E, que baseie melhor sua argumentação em dados (contextualizados) e não em ataques pessoais – para que sua reputação de apologista não caia ainda mais…

Deixo-lhe um texto bíblico para sua reflexão, bem como para a análise de todos os leitores que acompanham a presente discussão:

"O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina." Provérbios 18:17.

Enquanto Deus me der a vida, todas as suas acusações (e de muitos outros) serão refutadas. Ao voltar de meu Mestrado (que comecei nesse ano) continuarei um projeto que tem o objetivo de refutar TODOS os seus artigos contra os adventistas. Ainda teremos muito que "conversar"…

Agora, a pergunta final: Por que sites tão prestigiados como do CACP e do ICP não abrem aos seus leitores – que não concordam com suas crenças – o espaço para contestarem seus artigos e matérias, assim como o www.namiradaverdade.com.br ?

Por último, o pedido: atenha-se apenas aos assuntos que estão em pauta. Depois que esmiuçarmos os mesmos, aí sim poderemos seguir analisando outras questões suas. Vamos fechar o círculo para depois abrirmos um novo. Desse modo, o senhor não se desvia novamente do tema…

Meu e-mail está disponível ao pastor e a qualquer pessoa que queira obter maiores esclarecimentos: leandro.quadros@novotempo.org.br

Deus ilumine sua mente (Salmo 119:18) e, acalme seu coração (Mateus 11:28-30),

Leandro Quadros.

FONTE: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=665

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A igreja toma uma posição musical. Aleluia!

A igreja toma uma posição musical. Aleluia!

Instrumentos de percussão na música sacra

Como sabemos, a música é, hoje, assunto complexo, e facilmente se cai num ou noutro extremo. Essa complexidade se deve grandemente ao fato de a música fazer parte da cultura dos povos, sendo usada tanto em ocasiões festivas seculares quanto no âmbito religioso. Mas nos cumpre perguntar: O que vale para um ambiente secular seria também apropriado para uma ocasião de culto? A Bíblia tem parâmetros que podem responder a essa pergunta e nortear a escolha da música a ser usada no momento do culto, quando Deus é adorado.
Devido ao emprego cada vez maior de instrumentos de percussão nos cultos evangélicos e católicos, poderíamos perguntar: Quão apropriado são esses instrumentos na música sacra? Seria apenas questão de gosto ou uma questão bíblico-teológica?

Na música secular – Analisemos, primeiramente, a música fora do ambiente do templo, ou seja, música secular, de entretenimento ou de celebração por algum evento. Nesse tipo de música, praticamente todo o tipo de instrumentos era usado, inclusive a dança. Um exemplo é o de Davi, em sua primeira tentativa de trazer a arca para Jerusalém. Em 1 Crônicas 13:8, é mencionado que esse rei conduziu o cortejo "com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamborins, com címbalos e com trombetas". E 2 Samuel 6:14 informa que "Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor". Essa dança nada tinha que ver com a dança moderna, nem era sensual, mas consistia em pulos de alegria (tipo da dança que ocorreu quando o filho pródigo voltou (cf. Lucas 15:25), e na ocasião em que os guerreiros egípcios se afogaram no Mar Vermelho e Miriã conduziu um grupo de mulheres com "danças e tamborins" (ver Êxodo 15:20)

Na música secular ou de entretenimento, usavam-se instrumentos de percussão, como o tamborim, às vezes traduzido por "adufe" (no hebraico,toph – pequeno tambor de mão, ou pandeiro), usado para acompanhar, ritmadamente, a música e a dança, nas festividades e cortejos (Gn 3:27; Êx 15:20; Jz 11:34; 1Sm 10:5; 18:6; 2Sm 6:5; Sl 149:3; 150:4, etc.).

Na música sacra – Em se tratando de música sacra, apresentada no culto em louvor a Deus, vê-se que tambores e tamborins (o mesmo que adufes) ficaram de fora da música sacra, apresentada no templo, uma vez que estavam associados ao culto pagão e por fazerem parte da música secular, de comemoração ou entretenimento. Eles foram proibidos no templo, mas admitidos fora dele em festividades e encontros sociais. Isso indica que não eram maus em si mesmos, mas não eram tocados no templo justamente por sua associação com o entretenimento secular.

A ausência de instrumentos de percussão é vista na música sacra instituída pelo rei Davi, a qual era composta de música vocal (cantores) (1Cr 15:16, 19-22), instrumentos de cordas, como alaúdes e harpas (15:16,20,21) e instrumentos de sopro, como trombetas (15:24). A exceção fica por conta dos "címbalos" (metsiltayim) (15:16,19) – dois pequenos pratos, usados pelo líder da música para marcar o fim de uma estrofe, e não para ritmar a música. O vocábulo Selah (pausa?), que aparece em muitos salmos, pode indicar o momento em que eram tocados os címbalos.

A mesma preocupação em se deixar de fora tambores e tamborins pode ser vista no restabelecimento do culto a Deus, empreendido pelo rei Ezequias: "Também estabeleceu os levitas na Casa do Senhor com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do Senhor, por intermédio de Seus profetas" (2Cr 29:25, itálicos acrescentados). Esse texto nos mostra que a proibição de instrumentos de percussão, como tambores e tamborins, na música sacra, não surgiu da cabeça de nenhum músico humano, mas do próprio Deus. O mesmo procedimento foi adotado no tempo de Esdras e Neemias (ver Ed 3:10 e Ne 12:27,36).

Versos bíblicos e uso de tamborins – Os defensores do uso de bateria na igreja geralmente citam a Bíblia em apoio às suas ideias. Mas será que tais versos apoiam o emprego de instrumentos de percussão na igreja? Vejamos os principais:

1- Miriã e outras mulheres dançando com tamborins (Êx 15:20).
Como já foi mencionado, tamborins eram permitidos na música secular israelita, usados em ocasiões de alegria e entretenimento. Miriã e as demais mulheres não estavam fazendo um culto, mas cantando e dançando de alegria pela morte dos guerreiros egípcios, afogados no Mar Vermelho.

2- Uso de tamborins por um grupo de profetas em Gibeá-Eloim (1Sm 10:5).
Esse texto indica que tamborins eram usados na música sacra antes das diretrizes instituídas pelo rei Davi (ver outro exemplo no salmo 68:24,25). A partir dessas diretrizes, tamborins não são mais permitidos na música sacra israelita, por causa de sua associação com ritos pagãos.

3- A menção aos tamborins na primeira tentativa em levar a arca para Jerusalém (1Cr 13:8).
Nessa ocasião, não se tratava de um culto a Deus, mas se celebrava o transporte da arca para Jerusalém. Era uma ocasião de alegria, celebrada com danças (pulos de contentamento) e músicas de uma banda instrumental, que incluía tamborins.

4- Teria Deus preparado tamborins e pífaros para Lúcifer? (Ez 28:13).
"A obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados" (Ez 28:13, na versão Almeida Revista e Corrigida).

Ezequiel 28:13, na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, diz que Deus preparou os "engastes" e "ornamentos" para Lúcifer. A palavra "engaste", no hebraico é "toph" e tanto pode se referir a "tambor de mão", "pandeiro", quanto à "garra ou guarnição de metal que segura uma pedra preciosa". Já "ornamentos" é tradução da palavra hebraica "néqeb", que também tem dois significados: "pífaro/flauta", mas também "cavidade", na qual se fixa uma pedra preciosa.

Gramaticalmente, as duas palavras acima podem se referir tanto a instrumentos musicais quanto à obra de joalheria. Com duas possibilidades de tradução, seria melhor traduzi-las à luz do contexto, que não é o de instrumentos musicais, mas de enfeites com ouro e pedras preciosas (conforme os versos 13, 14, 16 indicam). A versão Almeida Revista e Atualizada fez bem em traduzi-as como "engastes" e "ornamentos".

5- A menção a adufes (tamborins) nos salmos 149 (v. 3) e 150 (v. 4).
É verdade que tamborins (ou adufes) são mencionados nesses salmos. Mas, seria sua menção um indicativo de que devam ser usados na música sacra no culto divino? Deve-se notar que esses dois salmos não constituem um manual indicador dos tipos de instrumentos que devem ou não fazer parte da música sacra. A finalidade deles pode ser sintetizada com o último verso do salmo 150: "Todo ser que respira louve ao Senhor". Ou seja, tudo e todos devem louvar o Criador. Se os encararmos como um manual, então a música sacra deveria ser apresentada nos "leitos" (149:5), com os músicos portando "espadas de dois gumes" (v. 6) e louvando ao Senhor "no firmamento" (150:1), lugar ao qual os anjos têm acesso e de onde podem louvar o Criador.

Conclusão – Algumas lições podem ser tiradas do que foi exposto acima:
1- A partir das orientações divinas, dadas ao rei Davi, instrumentos de percussão (com exceção para os címbalos) foram proibidos na música sacra do templo, devido à associação deles com o culto pagão.

2- A música sacra era precipuamente vocal, sendo acompanhada por instrumentos de cordas e de sopro (por exemplo, trombetas). Os instrumentos deveriam apenas acompanhar a música cantada e não encobri-la.

3- A ausência de instrumentos de percussão e danças na música do templo indica uma distinção entre a música secular e a empregada no serviço da casa de Deus. Não havia música ritmada, pois o templo não era um clube ou um lugar de entretenimento social, mas um lugar de culto.

4- A música na igreja deve ser diferente da música secular, porque a igreja, como o antigo templo, é a casa de Deus e não um lugar de entretenimento. Instrumentos de percussão estimulam fisicamente e são inapropriados para a música na igreja hoje, como o foram para a música do templo no antigo Israel.

A propósito, a Sra. Ellen White teve uma visão sobre a condição do povo de Deus nos dias finais, e seria benéfico a nossa vida espiritual levar em consideração essa advertência da mensageira do Senhor:
"As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal confusão e ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificadora verdade para este tempo. Teria sido melhor não misturar a adoração ao Senhor com música do que usar instrumentos musicais para fazer a obra que seria introduzida em nossas reuniões campais, como me foi apresentada em janeiro último. A verdade para este tempo não necessita disso para conseguir a conversão de pessoas. Uma balbúrdia de barulho fere os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma benção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para provocar um carnaval, e isso é chamado de ação do Espírito Santo.[...]

"Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto. A mesma espécie de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844. Fizeram-se as mesmas espécies de representações. Os homens ficaram exaltados, e eram movidos por um poder que pensavam ser o poder de Deus. […]

"Não entrarei em toda a triste história; é demasiado. Mas em janeiro último o Senhor mostrou-me que seriam introduzidas em nossas reuniões campais teorias e métodos errôneos, e que a história do passado se repetiria. Senti-me grandemente afita. Fui instruída a dizer que, nessas demonstrações, acham-se presentes demônios em forma de homens, trabalhando com todo o engenho que Satanás pode empregar para tornar a verdade desagradável às pessoas sensatas; que o inimigo estava procurando arranjar as coisas de maneira que as reuniões campais, que têm sido o meio de levar a verdade da terceira mensagem angélica perante as multidões, venham a perder sua força e influência.

"A mensagem do terceiro anjo deve ser dada em linhas direitas. Importa que seja conservada isenta de todo traço das vulgares, infelizes invenções das teorias humanas, preparadas pelo pai da mentira, e disfarçadas, como a serpente brilhante empregada por Satanás como meio de enganar a nossos primeiros pais. Assim busca Satanás pôr seu selo sobre a obra que Deus quer que se destaque em pureza.

"O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e variedade de sons como me foram apresentados em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual devidamente dirigida seria um louvor e glória a Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.

"Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida. Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de que todos entendam. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera" (Mensagens Escolhidas, v.2, p.36-38, itálicos acrescentados).

Ozeas C. Moura é doutor em Teologia Bíblica. Trabalha como editor na Casa Publicadora Brasileira, em Tatuí, SP.
Revista Adventista – Dezembro de 2009

Lição 06 - O fruto do Espírito é amabilidade - Comentário de Gilson Nery

Lição 06. Primeiro trimestre. 30/01 a 06/02/10

Comentário de Gilson Nery

Esc. Sabatina.

 

 O fruto do Espírito é amabilidade.

 

De Jesus Cristo, o Filho Amado de Deus, está escrito: "Ele é totalmente desejável." ( Cant. 5:16 ), "...Quão amável, És;" ( Cant. 1:16 ); Maravilhoso..., Príncipe da Paz, ( Isa. 9:6 ); Manso e Humilde de coração ( Mt. 11:29, e, que, o Seu "Estandarte sobre nós é o amor. ( Cant. 2:4 ); Ele, portanto, é o nosso Exemplo do que seja, ou, a definição viva e personificada da palavra, Amabilidade, ou seja, segundo a nossa definição gramatical da palavra, "amável:" Digno de ser amado; que procura agradar; atencioso; de trato ameno; agradável; simples; lhano, etc. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, mas, não devemos  nunca confundir amabilidade, fruto do Espírito, com negligência ao dever de chamar o pecado pelo nome, e, dependendo do caso e das circunstâncias, cumprir o nosso dever as vezes amargo e espinhoso, com autoridade e repreensão, tanto para quem fala, como que ouve a repreensão; mesmo detestando agir assim, Jesus Cristo, quando não havia outro recurso, apelava para este expediente estranho a Sua índole e caráter; ver Lc. 13:32; Mt. 23:13-33; comparar com Isa. 28:21 e Gl. 2:11-14; veja, também, João 2:13-16; Mt. 21:12-13; Observação: João 2:13-16 é referente a primeira purificação do templo, e, Mt. 21:12-13, se refere a segunda purificação do Santuário de Deus aqui na terra. Amabilidade, portanto, nem sempre significa um comportamento agradável para com todos, e, existe até mesmo um "ai," da parte de Jesus Cristo, sobre os que sempre são aprovados por todos os homens devido a sacrificarem os seus deveres de dar advertências, com a finalidade de agradar a todos. Veja Lc. 6:26. O Espírito Santo cria nas pessoas nascidas de novo, uma índole amável, como Jesus era amável, mas nem mesmo Jesus Cristo, a Amabilidade em Pessoa, conseguiu agradar a todos, aliás, a grande maioria não O achava amável ou agradável, especialmente os da liderança de Sua igreja e do Seu Estado.

 

Verso para memorizar: O cristão precisa ser dotado de compaixão; misericórdia; bondade; humildade; mansidão e longanimidade e, exercer estas qualidades, tanto para os amigos como para com os inimigos, sem negligenciar o seu dever de dar as advertências que precisam serem dadas, ordenadas na Palavra de Deus e, quando for necessário e as circunstâncias exigirem, fazer isso, com autoridade como Jesus Cristo fez, Seus profetas e apóstolos e Seus discípulos o fizeram e, foi por este motivo que foram perseguidos e mortos.

 

Parte de domingo. Modelo de amabilidade.

Pert. 01 –

 

a – Assim como Deus é Perfeito em Sua esfera divina, a Sua Graça e o Seu poder pode nos tornar perfeitos em nossa esfera humana e, o processo que Deus usa para operar em nós esta perfeição, chama-se: justificação por imputação da justiça de Cristo e, justificação por comunicação desta mesma justiça que nós recebemos através de uma fé que nos foi dada como um dom divino. Pela imputação da justiça de Cristo em nós em apenas alguns momentos, quando cremos em Cristo como nosso Substituto e Penhor, Deus nos considera tão perfeitos como Jesus Cristo é Perfeito, mesmo estando nós ainda, a anos luzes de distância desta perfeição, e, é, no processo diário da comunicação desta justiça de Cristo, também através da fé, que Deus nos faz perfeitos empiricamente em um processo de adaptação ao Céu, que é igual a santificação.

b – Na realidade e, em um sentido teológico mais profundo, Deus nos faz primeiro Seus filhos, para que depois possamos ser perfeitos, é o mesmo sentido das palavras que Deus falou a Abraão: "Anda em Minha Presença e ser perfeito." Gen. 17:1.

c – Para  Deus, perfeição absoluta, para nós perfeição relativa.

 

Parte de segunda feira. Benignidade por um "cão morto."

 

Perg. 02 – Como Mefibosete, um dia faremos parte da mesa do Rei dos reis e Soberano de todo o Universo e, literalmente, seremos Seus hóspedes por toda a eternidade, o pecado nos tornou como cães mortos, mas a vitória de Cristo sobre o pecado e o Seu sangue derramado por nós, nos tornou os seres mais importantes do Universo, nada e ninguém pode igualar o valor que temos por sermos redimidos pelo sangue de Cristo.

Perg. 03 – Nós não amamos a Deus para sermos perdoados, pelo contrario, Ele nos amou primeiro. I João 4:19. Deus nos amou de tal maneira que deu tudo o que tinha em Seus Tesouros para nos comprar de volta para Ele, por isso O amamos. Poderíamos dizer: "Onde o pecado abundou superabundou o perdão e o amor de Deus, por isso O amamos. Comp. c/ Rom. 5:20.

 

Parte de terça feira. Palavras amáveis ( Nem sempre ) , Ef. 4:32.

 

Perg. 04 – Por via de regra e por índole, o cristão escolhe as palavras e o modo como estas precisam ser proferidas adaptando-as as circunstâncias e as classes de pessoas, como Jesus Cristo fez em Seu ministério terrestre e, conforme já comentado acima. Segundo este texto citado, as palavras do cristão são comparáveeis a arvore de vida porque mesmo quando ele profere com autoridade e rigor a verdade da Palavra de Deus, o seu objetivo é salvar e não destruir, a Bíblia fala de uma qualidade de ira que não é considerada pecado ( Ef. 4:26 ) mas, mesmo esta não deve perdurar até o por do sol. Nossas palavras precisam sempre serem amáveis, mas isso nem sempre é possível, conforme vimos no ministério de Cristo, Seus profetas e apóstolos.

 

Parte de quarta feira. Benignidade retribuída ( Lc. 6:38 ).

 

Perg. 05 – Medidas e medidas sem medidas.  É dever de todo cristão amar os seus inimigos, mas não é dever dos cristãos gostar dos seus inimigos. Deus ama e é Benigno para com todos, mas Ele não gosta de todos, mas em hipótese alguma, nós devemos odiar os nossos inimigos, mas nos é lícito odiar as más ações destes nossos inimigos.

 

Parte de quinta feira.  Vista a amabilidade. ( Cl. 3:12-14 ).

 

Perg. 07 – Somos declarados perfeitos sem sermos perfeitos para sermos perfeitos em amor e bondade pelo poder da Graça de Cristo; note que este texto nos informa que o amor é o vínculo da perfeição; o amor, portanto, deve ser a mola impelente em nossas ações e em nossos relacionamentos com Deus e o nosso próximo.

Nota da pergunta 07 – Devemos nos humilhar até o pó perante Deus, porque, na realidade nós não passamos de pó pois dele viemos e, para ele voltaremos, sim voltaremos, mas apenas por alguns momentos pois Deus nos trará de volta de lá. Amém! O cristão é humilde mas não se orgulha de ser humilde e, também, não é bobo dos outros e muito menos bobo da Coorte; o cristão é bondoso mas o é com inteligência e prudência; o cristão é cortes, mas não é palhaço dos outros; compassivo mas enérgico em sua santidade; piedoso mas não vive implorando piedade da humanidade para poder viver. Etc.

 

 

Pág. 77 – Hospedar estranhos ?!? Hoje em dia é preciso primeiro nos certificarmos se eles são anjos de verdade e de santidade, em outras palavras: se são anjos bons ou maus.

 

Que possamos, pelo poder da Graça, sermos amáveis sem negligenciarmos o dever de, quando preciso, e em atos esporádicos e estranhos, chamarmos o pecado pelo nome s sobre nome, como Jesus fez. Amém!

 

Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.

E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.

Estado de S. Paulo.Brasil.

 Classe Universitários

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FONTE: http://www.oestadio.com/escola_GNcoment6.htm

Comentário da Lição 07 - Bondade - Escola no Ar

1º Trimestre de 2010 - O Fruto do Espírito
Comentário da Lição 07 - Bondade

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Sábado, 6/2/2010 - › INTRODUÇÃO

"Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos". – Ef 2:10 – Nova Versão Internacional.

Sempre que Paulo usa o termo – agathosune – é para transmitir a idéia da qualidade de generosidade e ação gentil para com outras pessoas. A bondade destrói o espírito de dissensões e facções. Quando a bondade domina o coração e a mente, não há lugar para partidarismos que geram conflitos e malquerências.

Demorando-nos em analisar a vida de Jesus, encontraremos uma seqüência interminável de atos de bondade. Jesus não desprezava o mais humilde ser humano como não omitia os mais elevados da sociedade. Assim como se detinha com terna solicitude e bondade sobre o esquife de uma pobre viúva, que perdera seu único filho, acompanhava com o mesmo espírito o comandante aflito, pela perda da filha amada. Tal como ouvia com bondosa atenção as inquietudes de um príncipe, também recolhia em seu regaço meninos e meninas para acalmar seus temores infantis.

Aquele que recebe esta graça do Espírito, tornar-se-á semelhante a Jesus, transformando-se em caudal de bênção transbordando em atos de bondade para com seus semelhantes.

Lutero faz esta síntese da pessoa que desenvolve esta graça do Espírito; "Uma pessoa é bondosa quando se dispõe a ajudar àqueles que estão em necessidade". – Novo Testamento Interpretado, vol. 4, pág. 511.

Bondade é a qualidade moral de caráter que destrói o espírito de dissensões e facções. A pessoa bondosa não abriga o espírito de partidarismos ou de grupos privilegiados. Ela vê a todos os semelhantes com o mesmo olhar de amor e bondosa compreensão. Em cada ser humano encontra um próximo necessitado de auxílio e carente de gestos de bondade.

Pense: "Ele ama a justiça e a retidão; a terra está cheia da bondade do Senhor". – Sl 33:5 – Nova Versão Internacional.

Desafio: "Jesus respondeu: 'Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de ter estado com vocês durante tanto temp? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: 'Mostra-nos o Pai:'" – Jo 14: 9 - Nova Versão Internacional.



Domingo, 7/2/2010 - › DEUS É BOM

Muitos são os textos bíblicos que proclamam e exaltam o atributo de Deus: Bom. Como acontece com todos os atributos do caráter de Deus, Ele não tem bondade, mas Ele é bom. Hoje podemos ter alguma coisa, amanhã já não. O que temos, podemos deixar de ter. Quando a Escritura declara que Deus é, isto significa que faz parte dEle, sem a possibilidade de deixar de ser. "De fato, eu, o Senhor, não mudo". "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre". - Ml 3:6 e Hb 13:8 – Nova Versão Internacional

Davi possuía muitos motivos para exaltar esse atributo do caráter de Deus. Em um de seus Salmos declara: "Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia". – Sl 34:8 – Nova Versão Internacional.

Ele apresenta algumas razões que justificam esta sua forte convicção. Afirma que Deus o livrou de todos os temores; (verso 4); concede alegria radiante, sem decepções, para todos que o buscam; (verso 5); libertou-o de todas as suas tribulações; (verso 6); envia Seu anjo de guarda para todos que o temem; (verso 7); supre as necessidades de todos os Seus santos; (versos 9 e 10); concede dias felizes para os que seguem Seus princípios de conduta; (versos 11-14); socorre nos momentos difíceis; (verso 15); o Senhor está perto quando a tristeza aflige Seus filhos e quando a adversidade sobrevêm; (versos 17-20); redime e perdoa os que nEle se refugiam. (verso 22).

Certamente seria muito importante para o nosso crescimento espiritual e a compreensão de nosso relacionamento com Deus, relembrar pelo menos algumas das circunstâncias em que sentimos com muita força e certeza que Deus mostrou de maneira evidente o atributo de Sua bondade.

Pense: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". - Mt 11:28-30 – Nova Versão Internacional.

Desafio: "Bom e justo é o Senhor; por isso mostra o caminho aos pecadores". – Sl 25:8 – Nova Versão Internacional



Segunda-Feira, 8/2/2010 - › TODOS PECARAM

Para o moço rico Jesus respondeu: "Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus". – Mc 10:18 – Nova Versão Internacional.

Em sua carta aos Romanos, Paulo escreveu: "Não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer". Rm 3:12 – Nova Versão Internacional.

O que significa ser bom e fazer o bem? No sentido absoluto significa praticar todos os atos sem uma mancha de egoísmo, de obter benefícios próprios, de alcançar louvor e exaltação pessoais. Sob o domínio do pecado não há ninguém capaz de viver essa experiência. O pecado corrompeu e continua corrompendo todos os que são escravos de seu poder. "Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis". – Rm 3:12.

Somente Deus é bom absoluto. Porque nEle não habita pecado. Deus não tem bondade, Ele é bom. "Disse Deus a Moisés: 'Eu Sou o que Sou'". – Ex 3:14. Jesus desafiou os seus acusadores: "Qual de vocês pode me acusar de algum pecado?" - Jo 8:46 – Nova Versão Internacional.

O apóstolo Paulo assegura: "Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus". - Rm 3:23 – Nova Versão Internacional. Todos, em conseqüência do pecado de Adão, nascem em iniqüidade e destituídos da glória de Deus. A glória de Deus são os atributos de Seu caráter, que foram depravados no caráter do homem em conseqüência do pecado. Por Sua graça, perdão e justificação, Ele quer novamente comunicar e desenvolver estes atributos no caráter do homem mediante a atuação do Espírito Santo. PENSE – "O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal" - Gn 6:5 – Nova Versão Internacional.

Pense: "O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal" - Gn 6:5 – Nova Versão Internacional.

Desafio: "Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia". – Sl 34:8 – Almeida Revista e Atualizada.



Terça-Feira, 9/2/2010 - › A LEI E A BONDADE DE DEUS

Qual a função da lei moral no processo de salvação? Como funcionou o processo no Velho Testamento? A lei moral orientava a conduta, acusava o pecado e logo a seguir oferecia perdão, perdoava e justificava? A lei moral possuía as funções de condenar à morte e de conceder graça? Inconcebível por ser incoerente! Um código nunca pode exercer as funções de acusar e perdoar, porque não tem consciência para ajuizar. Orientar, sim. As leis são estabelecidas para dizer o que pode e o que não pode ser praticado. São estabelecidas por alguém que pensa, avalia e determina o que deve orientar a conduta. A lei moral foi estabelecida por Deus para orientar a conduta de Suas criaturas. Portanto, a função da lei moral é orientar a conduta, acusar e evidenciar o pecado, mas nunca, nunca perdoar e justificar e, portanto, nunca pode salvar.

Paulo também entende deste modo a função da lei moral: "Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçaras". - Rm 7:7 – Imprensa Bíblica do Brasil. A lei moral ilumina a mente do pecador para que possa compreender o que é e o que não é pecado, para viver em harmonia com o Autor da lei.

Abraão viveu os princípios da lei moral e foi agraciado com o título de pai da fé. Abraão, Jó, Moisés, Davi, Isaias, Daniel, todos os que criam e praticavam os rituais do santuário, todos eles entendiam os dois aspectos básicos da eterna aliança para salvar o pecador: a graça, oferecendo o perdão, a justificação e a reconciliação por meio do substituto; a lei, determinando a conduta de todos os que aceitavam o plano da graça.

Pense: "Todavia, se estais cumprindo a lei real segundo a escritura: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem. Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores". - Tg 2:8 e 9 - Imprensa Bíblica do Brasil.

Desafio: "Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!" - Rm 7:24 e 25 – Nova Versão Internacional.



Quarta-Feira, 10/2/2010 - › ANDANDO EM BONDADE

Paulo faz uma declaração esclarecedora para compreendermos o que é bom e o que é mal: "Sei que nada de bom habita mim, isto é, na minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo... Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim ". – Rm 7:18 e 20 – Nova Versão Internacional.

Paulo arrazoa que nada de bom habita nele, mas o pecado que é mal, habita nele. O pecado que é mal, corrompeu o bom que Deus implantou em nós. Em razão desta ação do pecado, passamos a viver em desarmonia com Deus e sem condições para fazer o que é bom.

Paulo fala como se fosse pagão vendido ao pecado, para dizer que antes de ter o conhecimento da lei moral, praticava toda a sorte de pecados e, contudo vivia. Mas quando tomou conhecimento da lei moral, também tomou conhecimento do pecado e deu-se conta que fora enganado pelo pecado, que o induziu a praticar tudo o que a lei moral declara como mau e pecaminoso. Como pela lei moral, foi nele despertada a realidade do pecado, faz a categórica declaração: "a lei é santa, e o mandamento, santo e justo e bom". – Rm 7:12.

Esta é uma declaração significativa. "A lei é santa, e o mandamento, santo, justo e bom". A lei moral, transcrição do caráter de Deus, é boa, pois não foi corrompida pelo pecado, mas acusa o pecado do pecador.

Paulo levanta a pergunta: Acaso foi a lei moral, que é boa, espiritual e santa que me matou. Absolutamente não. Mas o pecado contra o qual a lei moral adverte, que é sobremaneira maligno e mortal, este causou a morte. Porém, perdoado e justificado por Jesus, a lei moral é o instrumento bom e espiritual que determina a conduta no sentido de agradar a Deus, e é pela obediência a ela, que caminhamos em bondade.

Pense: "Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum; pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte; a fim de que pelo mandamento se mostrasse sobremaneira maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado". - Rm 7:13 e 14 Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: "Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável". – Sl 51:10 – Nova Versão Internacional.



Quinta-Feira, 11/2/2010 - › BONDADE EXPRESSA

A verdade é que em qualquer direcionamento, para o bem ou para o mal, é o relacionamento que determina a conduta que é expressa em atos. Dos discípulos de Jesus foi dito: "Reconhecendo que eram companheiros de Jesus". - At 4:13 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Quando a amizade com Jesus é real, a influência de Seu caráter atua sobre o caráter do homem de tal modo que passa a viver os princípios que Jesus vive. Todos os princípios que ensinam a conduta correta, em um mundo onde existe o errado, são atributos inerentes de Seu caráter, Sua Pessoa, da Trindade.

Como o relacionamento gera a conduta à semelhança daquele a quem se entrega, se esse alguém é Jesus, então a genuína bondade e todos os atributos-princípios de Seu caráter, são comunicados ao caráter do homem pelo Espírito Santo e este os expressa em seu relacionamento com os outros.

Há aqueles que consideram Tiago como alguém que não entendia perfeitamente o plano da salvação e por este motivo fez as declarações em sua epístola. Lutero qualificou a carta de Tiago como a carta de palha por conter os argumentos sobre as obras. No entanto, Paulo, o campeão da justiça pela fé, apresenta os mesmos argumentos de Tiago. Escrevendo a Tito, faz estas declarações: "Professam conhecer a Deus, mas negam isso com suas obras. São abomináveis, rebeldes, inaptos para qualquer boa obra... a fim de que todos os que depositaram sua fé em Deus se esforcem por serem exímios nas boas obras. Eis o que é bom e útil para todos". - Tt 1:16 e 3:8 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

"Fé em Deus e exímios nas boas obras". Sem dúvida é preciso entender que Deus não salva ninguém para a inatividade, mas para o envolvimento em favor de outros expressando-o pela prática de boas obras.

Pense: "Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos". – Ef 2:10 – Nova Versão Internacional.

Desafio: "Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras". - Tt 2:14 – Nova Versão Internacional.



Sexta-Feira, 12/2/2010 - › ESTUDO ADICIONAL

O propósito de Deus é que, como filhos, transmitamos ao mundo uma imagem perfeita do caráter de Cristo. "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus". - Mt 5:16 - Almeida Revista e Atualizada. Como está o nosso testemunho pessoal em atos de bondade? Fala a favor de Cristo?

"'Quando o fruto se mostra maduro, mete-lhe a foice, porque é chegada a ceifa.' Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua Igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus". - Parábolas de Jesus, pág. 69.

Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então Ele virá. Como está a nossa prática espiritual? É apenas de lábios, ou encontra raízes profundas em nosso coração culminando em demonstrações inequívocas de bondade em nossa dedicação a Cristo e Sua causa?

Talvez um dos grandes problemas de nossa experiência espiritual está na convicção de que esta é uma questão de consciência pessoal, individual. Cada um está livre em decidir seu modo de conduta em questões espirituais. Mas, o modelo é um só. Não deveria o mesmo modelo modelar condutas idênticas? Certamente como membros da mesma comunidade espiritual não nos tornaremos iguais, mas sem dúvida, desenvolveremos a unidade pela qual.Jesus orou: "para que sejam um, como nós o somos." - Jo 17:22 – Almeida Revista e Atualizada

Pense: "Ele nos incumbiu da realização de uma grande tarefa. Façamo-la com exatidão e determinação. Mostremos por nossa vida o que por nós fez a verdade". – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 51

Desafio: "'Por que você me chama bom?', respondeu Jesus. 'Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus'". – Lc 18:19 – Nova Versão Internacional. 



Conheça o autor
Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

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Comentario da Lección 07 - El fruto del Espíritu es bondad - "La Escuela en el Aire" (Escola no Ar)

1to Trimestre del 2010 - EL FRUTO DEL ESPÍRITU
Comentario da Lección 07 - El fruto del Espíritu es bondad

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Sabado, 6/2/2010 - › El Fruto del Espíritu es Bondad 

"Porque somos hechura suya, creados en Cristo Jesús para buenas obras, las cuales Dios preparó de antemano para que anduviésemos en ellas". - Efesios 2:10.

INTRODUCCIÓN – Siempre que Pablo usa el término – agathosune – es para trasmitir la idea de cualidad, generosidad y acción gentil para con otras personas. La bondad destruye el espíritu de disensión y de facciones. Cuando la bondad domina el corazón y la mente, no hay lugar para partidarismos que generan conflictos y animosidades.

Estudiando cuidadosamente y analizando la vida de Jesús, encontraremos una secuencia interminable de actos de bondad. Jesús no despreciaba al ser humano por más humilde que fuese como no omitía a los más elevados de la sociedad. Así como se detenía con tierna solicitud y bondad sobre el féretro de una pobre viuda, que perdiera a su único hijo, o acompañaba con el mismo espíritu al comandante afligido, por la pérdida de su hija amada. Tal como oía con bondadosa atención las inquietudes de un príncipe, también los acogía en su regazo niños y niñas para calmar sus temores infantiles.

Aquél que recibe esta gracia del Espíritu, se tornará semejante a Jesús transformándose en caudal de bendición transbordando en actos bondadosos para con sus semejantes.

Lutero hace este síntesis de la persona que desarrolla esta gracia del Espíritu: "Una persona es bondadosa cuando se dispone a ayudar a aquellos que están en necesidad". - Nuevo Testamento Interpretado, vol 4, páq. 511.

Bondad es la calidad moral de carácter que destruye el espíritu de disensiones o partidarismos. La persona bondadosa no abriga el espíritu de partidarismos o de grupos privilegiados. El ve a todos los semejantes con la misma mirada de amor y bondadosa comprensión. En cada ser humano encuentra un prójimo necesitado de auxilio y carente de una mano bondadosa.

Piense: "El Señor ama la justicia y el derecho; llena está la tierra de su amor" – Salmos 33:5 – Nueva Versión Internacional.

Desafio: "¡Pero, Felipe! ¿Tanto tiempo llevo ya entre ustedes, y todavía no me conoces? El que me ha visto a mí, ha visto al Padre. ¿Cómo puedes decirme: "Muéstranos al Padre"? – Juan 14:9 – NVI.



Domingo, 7/2/2010 - › Dios es Bueno

Muchos son los textos Bíblicos que proclaman y exaltan los atributos de Dios: "Dios es Bueno", Pero como sucede con todos los atributos del carácter de Dios, Él no tiene bondad, sino que Él es Bondad, Él es "Bueno". Hoy podemos tener alguna cosa, mañana ya no. Lo que tenemos podemos dejar de tener. Cuando las Escrituras declaran que Dios "Es", esto significa que hace parte de Él sin la posibilidad de dejar de ser. "De hecho, Yo el Señor no cambio", "Jesús Cristo es el mismo, ayer, hoy y para siempre". Malaquías 3:6 y Hebreos 13:8 – NVI.

David tenía muchos motivos para exaltar esos atributos del carácter de Dios. En uno de sus Salmos declara: "Prueben y vean que el Señor es bueno; dichosos los que en él se refugian". – Salmos 34:8 – NVI.

Él presenta algunas razones que justifican para esta su fuerte convicción. Afirma que Dios los libró de todos sus temores,- vs. 4; concede alegría radiante, sin decepciones para todos los que lo buscan, vs. 5; lo libró de todas sus tribulaciones, vs. 6; envía su ángel de la guarda para todos los que le temen, vs. 7; suple las necesidades de todos sus santos, vs. 9 y 10; concede días felices para los que siguen sus principios de conducta, vs. 11–14; socorre en los momentos difíciles, vs. 15; el Señor está cerca cuando la tristeza aflige a sus hijos y cuando la adversidad sobreviene, vs. 17-20; redime y perdona a los que se refugian en Él. vs. 22. 

Ciertamente sería muy importante para nuestro crecimiento espiritual y la comprensión de nuestras relaciones con Dios, recordar por lo menos algunas de las circunstancias en que sentimos con mucha fuerza y certeza que Dios nos mostró de manera evidente el atributo de su bondad. 

Piense: "Vengan a mí todos ustedes que están cansados y agobiados, y yo les daré descanso. Carguen con mi yugo y aprendan de mí, pues yo soy apacible y humilde de corazón, y encontrarán descanso para su alma. Porque mi yugo es suave y mi carga es liviana". – Mateo 11:28-30 – NVI.

Desafio: "Bueno y justo es el Señor; por eso les muestra a los pecadores el camino". – Salmos 25:8 – NVI.



Lunes, 8/2/2010 - › Todos Hemos Pecado 

Al joven rico, Jesús le respondió: ¿Por qué me llamas bueno? —Respondió Jesús—. Nadie es bueno sino sólo Dios". – Marcos 10:18 NVI.

En su carta a los Romanos, Pablo escribió: "Todos se han descarriado, a una se han corrompido. No hay nadie que haga lo bueno; ¡no hay uno solo!" – Romanos 3:12 – NVI.

¿Qué es lo que significa ser bueno y hacer el bien? En el sentido absoluto significa practicar todos las acciones sin una mancha de egoísmo, de obtener beneficios propios, de alcanzar alabanzas y exaltación personales. Bajo el dominio del pecado no hay nadie capaz de vivir esa experiencia. El pecado corrompió y continúa corrompiendo a todos los que son esclavos de su poder. "Todos se desviaron se tornaron juntamente inútiles". Romanos 3:12.

Solamente Dios es bueno en absoluto. Porque en Él no habita pecado. Dios no tiene bondad, Él es bondad. Dios le dice a Moisés "Yo Soy el que Soy" – Éxodo 3:14. Jesús desafió a sus acusadores: ¿Quién de ustedes me acusa de algún pecado? – Juan 8:46 – NVI.

El apóstol Pablo asegura: "Pues todos han pecado y están privados de la gloria de Dios", - Romanos 3:23 NVI. – Todos, como consecuencia del pecado de Adán, nacen en iniquidad y destituidos de la gloria de Dios. La gloria de Dios son los atributos de su carácter; que en el carácter del hombre fueron depravados como consecuencia del pecado. Por su gracia, perdón y justificación, Él quiere nuevamente comunicar y restaurar estos atributos en el carácter del hombre a través de la acción del Espíritu Santo;

Piense: "El Señor vio que la perversidad del hombre había aumentado en la tierra y que toda la inclinación de los pensamientos de su corazón era siempre y solamente para el mal". – Génesis 6:5 – NVI.

Desafio: "!Oh ! Probad y ved que El Señor es Bueno; Bienaventurado el hombre que se refugia en Él. Salmos 34:8 – ARA..



Martes, 9/2/2010 - › La Ley de Dios y la Bondad

Cuál es la función de la ley moral en el proceso de la salvación?. ¿Cómo funcionó el proceso en el Antiguo Testamento? ¿La ley moral orientaba la conducta, acusaba el pecado y luego ofrecía el perdón, perdonaba y justificaba? ¿La ley moral poseía las funciones de condenar a muerte y de conceder gracia? ¡Inconcebible por ser incoherente!. - Un código nunca puede ejercer las funciones de acusar y perdonar, porque no tiene consciencia para juzgar. Orientar, sí. Las leyes son establecidas para decir lo que puede y lo que no puede ser practicado. Son establecidas por alguien que piensa, evalúa y determina lo que debe orientar como norma de conducta. La ley moral fue establecida por Dios para orientar la conducta de sus criaturas. Por tanto, la función de la ley moral es orientar la conducta, acusar y evidenciar el pecado, pero nunca, nunca puede perdonar ni justificar, y por lo tanto, nunca puede salvar.

Pablo también entiende de este modo la función de la ley moral: "¿Qué diremos, pues? ¿La ley es pecado? En ninguna manera. Pero yo no conocí el pecado sino por la ley; porque tampoco conociera la codicia, si la ley no dijera: No codiciarás". – Romanos 7:7 – RV, La ley moral ilumina la mente del pecador para que pueda comprender lo que es y lo que no es pecado, para vivir en armonía con el Autor de la ley.

Abrahán vivió los principios de la ley moral y fue agraciado con el título de padre de la fe. Abrahán, Job, Moisés, David, Isaías, Daniel, y todos los que creían y practicaban los rituales del santuario, todos ellos entendían los dos aspectos básicos de la eterna alianza para salvar al pecador: La gracia ofreciendo el perdón, la justificación y la reconciliación por medio del sustituto. La ley determinando la conducta de todos los que aceptaban el plan de la gracia salvadora.

Piense: "Si en verdad cumplís la ley real, conforme a la Escritura: Amarás a tu prójimo como a ti mismo, bien hacéis; pero si hacéis acepción de personas, cometéis pecado, y quedáis convictos por la ley como transgresores". – Santiago 2:8-9 – RV.

Desafio: "Soy un pobre miserable! ¿Quién me librará de este cuerpo mortal? ¡Gracias a Dios por medio de Jesucristo nuestro Señor!". – Romanos 7:24-25 - NVI.



Miercoles, 10/2/2010 - › Andar en la Bondad

soy capaz de hacerlo. De hecho, no hago el bien que quiero, sino el mal que no quiero. Y si hago lo que no quiero, ya no soy yo quien lo hace sino el pecado que habita en mí". – Romanos 7:18 – 20 – NVI.

Pablo razona que nada bueno habita en él, mas el pecado que es malo, habita en él. El pecado que es malo corrompió lo bueno que Dios implantó en nosotros. En razón de esta acción del pecado, pasamos a vivir en desarmonía con Dios y sin condiciones para hacer lo que es bueno.

Pablo habla como si fuese pagano vendido al pecado, para decir que antes de haber tenido el conocimiento de la ley moral, practicaba toda suerte de pecados y, con todo vivía. Pero cuando tuvo conocimiento de la ley moral, también tuvo conocimiento del pecado y se dio cuenta que había sido engañado por el pecado, que lo indujo a practicar todo lo que la ley moral declara como malo y pecaminoso. Como por la ley moral, fue despertado en él la realidad del pecado, hace la categórica declaración: "La ley es santo, justo y bueno". – Romanos 7:12.

Esta es una declaración significativa: La ley es santa, y el mandamiento, santo, justo y bueno". La ley moral que es la transcripción del carácter de Dios, es buena, pues no fue corrompida por el pecado, más acusa el pecado del pecador.

Pablo levanta la pregunta: ¿Acaso fue la ley moral que es buena, espiritual y santa que me mató? Absolutamente no. Más el pecado contra el cual la ley moral advierte, es sobremanera maligno y mortal, este causó la muerte. Sin embargo, perdonado y justificado por Jesús, la ley moral es un instrumento bueno y espiritual que determina la conducta en el sentido de agradar a Dios, y es por la obediencia a ella, que caminamos en bondad.

Piense: " ¿Acaso lo bueno se me tornó en muerte?" De ningún modo; por el contrario, el pecado para revelarse como pecado, por medio de una cosa buena, me causó la muerte; a fin de que por el mandamiento se mostrase en sobremanera maligno. Porque bien sabemos que la ley es espiritual; yo todavía soy carnal, vendido a la esclavitud del pecado". – Romanos 7:13 y 14 – ARA.

Desafio: "Crea en mí, ¡oh Dios!, un corazón limpio, Y renueva un espíritu recto dentro de mí". – Salmos 51:10 – NVI.



Jueves, 11/2/2010 - › Expresar la Bondad 

La verdad es que cualquier dirección que tomemos, ya sea para el bien o para el mal, es nuestra relación que determina la conducta que se manifestará en actos. De los discípulos de Jesús se dice: "Que les reconocían que habían estado con Jesús". Hechos 4:13 – RV.

Cuando la amistad con Jesús es real, la influencia de su carácter actúa sobre el carácter del hombre de tal modo que pasa a vivir los principios que Jesús vive. Todos los principios que enseñan la conducta correcta, en un mundo donde existe la maldad, son los atributos inherentes del carácter de las Personas de la Trinidad.

Como la relación genera la conducta a la semejanza de aquél a quién se entrega, y si ese alguien es Jesús, entonces la genuina bondad, y todos los atributos-principios de su carácter, son comunicados al carácter del hombre por su Espíritu Santo y este los expresa en su relación con los otros.

Hay aquellos que consideran a Santiago como alguien que no entendía perfectamente el plan de salvación y por este motivo hizo las declaraciones en su epístola. Lutero calificó la carta de Santiago como la carta de paja por contener los argumentos sobre las obras. Sin embargo, Pablo, el campeón de la justicia por la fe, presenta los mismos argumentos que Santiago. Escribiendo a Tito, hace estas declaraciones: "Profesan conocer a Dios, mas niegan eso con sus obras. Son abominables, rebeldes, inaptos para cualquier buena obra… a fin de que todos los que depositaron su fe en Dios se esfuercen por ser eximios en las buenas obras. He aquí lo que es bueno y útil para todos". – Tito 1:16 y 3:8 – Traducción Ecuménica de la Biblia.

"Fe en Dios y eximios en las buenas obras". Sin duda es necesario entender que Dios no salva a nadie para la inactividad, más para asumir responsabilidades a favor de los otros expresándolo por la práctica de buenas obras.

Piense: "Porque somos hechura de Dios, creados en Cristo Jesús para buenas obras, las cuales Dios dispuso de antemano a fin de que las pongamos en práctica". – Efesios 2:10 – NVI.

Desafio: "Él se entregó por nosotros para rescatarnos de toda maldad y purificar para sí un pueblo elegido, dedicado a hacer el bien". – Tito 2:14 – NVI.



Viernes, 12/2/2010 - › Estudio Adicional

El propósito de Dios es que, como hijos, trasmitamos al mundo una imagen perfecta del carácter de Cristo. "Hagan brillar su luz delante de todos, para que ellos puedan ver las buenas obras de ustedes y alaben al Padre que está en el cielo". – Mateo 5:16 – NVI. ¿Cómo está nuestro testimonio personal en acciones de bondad? ¿Habla a favor de Cristo?.

"Cuando el fruto se muestra maduro, métele la hoz, porque es llegada la siega". Cristo aguarda con ferviente deseo la manifestación de si mismo en su iglesia. Cuando el carácter de Cristo se reproduzca perfectamente en su pueblo entonces Él vendrá para reclamarlos como suyos". – Parábolas de Jesús, página 69.

Cuando el carácter de Cristo se reproduzca perfectamente en su pueblo, entonces Él vendrá ¿Cómo está nuestra práctica espiritual? ¿Es apenas de labios o encuentra raíces profundas en nuestro corazón culminando en demostraciones inequívocas de bondad en nuestra dedicación a Cristo y a su causa?

Talvez uno de los grandes problemas de nuestra experiencia espiritual está en la convicción de que esta es una cuestión de consciencia personal, individual. Cada uno es libre para decidir su modo de conducta en cuestiones espirituales. Mas el modelo es uno solo. ¿No debería el mismo modelo modelar conductas idénticas?. Ciertamente como miembros de la misma comunidad espiritual no nos tornaremos iguales, pero sin duda desarrollaremos la unidad por la cual Jesús oró: "Para que sean uno, como nosotros lo somos". Juan 17:22 - ARA.

Piense: "Nos ha confiado una gran obra. Hagámosla con exactitud y resolución. Demostremos por nuestra vida lo que la verdad ha hecho para nosotros". – Testimonios Selectos, vol 3, pág. 51.

Desafio: "¿Por qué me llamas bueno? —Respondió Jesús—. Nadie es bueno sino solo Dios". – Lucas 18:19 – NVI.



Conozca lo autor
Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

Conozca lo traduor
Daniel Román Roque
Después de servir en Adra Perú por algunos años, Dios me continúa dando la oportunidad de Servirle aquí en Brasil traduciendo los textos de los comentarios de las Lecciones de la Escuela Sabática, producidos por pastores para "La Escuela en el Aire" (Escola no Ar). Por lo que quedo infinitamente agradecido a nuestro Padre Celestial por aún poderle servir.

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7. la bontà

06/02/2010

7. la bontà

6 - 12 febbraio

Letture: Salmo 51:10,11; Giovanni 14:9; Romani 3:12-20; 7:7-12; Tito 2:14; Ebrei 1:2,3

 

«Infatti siamo opera sua, essendo stati creati in Cristo Gesù per fare le opere buone, che Dio ha precedentemente preparate affinché le pratichiamo» Efesini 2:10

 

Nella Scrittura, «bontà» non implica solo comportarsi in maniera corretta, ma anche evitare il male. La bontà è la santità messa in pratica, il nostro agire; in caso contrario non si potrebbe proprio parlare di bontà.

Tale parola deriva dal termine greco agathosyne (bontà), che in Galati 5:22 indica una bontà attiva, propositiva, addirittura audace. Più che di eccellenza del carattere si deve parlare di personalità sotto tensione, che esprime se stessa con opere buone. Si sente spesso parlare di persone dal «cuore buono» o dall'«animo buono». Se questo concetto è problematico da un punto di visto teologico (cfr. Ger 17:9), lo è ancora di più sul piano concreto.

Un «cuore» o un «animo» buono in sé non significano nulla, se non si esprimono con azioni positive, con atti pratici e generosi che fanno del bene ad altri. Le buone intenzioni, i pensieri garbati e le motivazioni positive sono apprezzabili e hanno la loro importanza, ma alla fine dei conti, bontà, significa fare il bene.

Se la pensassimo in maniera diversa, inganneremmo noi stessi.

Nella Bibbia, il senso più profondo e assoluto di bontà viene abbinato esclusivamente a Dio. Anche se il termine è usato liberamente in varie occasioni, sebbene ci siano individui buoni e malvagi (Mt 5:45), malgrado i cristiani abbiano la possibilità di fare opere buone (Ef 2:10) e ogni cosa creata da Dio sia reputata «molto buona» (Gn 1:31), Gesù afferma che Dio soltanto è «buono» (Mc 10:18). Solo la sua bontà è assoluta; tutti gli altri gradi di questo attributo hanno come parametro questo ideale assoluto.

 

In che modo la bontà divina può rivelarsi nelle nostre vite? Esodo 33:19; Salmo 25:8; 86:5; 107:21; Naum 1:7; Romani 8:28

 

 Dio, però, non ci dice solo che egli è buono, ma ci ha dimostrato questa sua qualità in vari modi. La possiamo cogliere, per esempio, nella creazione: nonostante un mondo corrotto, la malattia, la pestilenza, i disastri naturali, la bontà di Dio si esprime ancora nella natura.

Pensiamo poi ai rapporti umani, all'amore, all'interesse e all'attenzione per i bisogni degli altri. Siamo capaci di questi straordinari e positivi sentimenti solo perché Dio ci ha creati con questo potenziale innato, e lo ha fatto perché egli è buono. Anche la sessualità, per quanto deturpata e pervertita oltre l'immaginabile, rivela, senza alcun dubbio nel proprio nocciolo duro e nella propria essenza, la bontà divina e il suo amore per gli esseri umani.

 

Qual è la principale rivelazione della bontà divina trasmessa all'umanità? Giovanni 14:9; Ebrei 1:2,3

 

 In che modo, malgrado le prove che hai affrontato, hai avuto la consapevolezza personale della bontà di Dio nella tua vita?

Leggere Romani 3:12-20. In che modo vedi manifestarsi intorno a te la realtà di queste parole? E nella tua vita?

 

 

 

Se c'è una cosa triste nella vita è vedere persone dotate e di talento, carismatiche e affascinanti, di grandi capacità, che spesso vengono etichettate «buone» quando, nei fatti, sono marce fino al midollo.

Come il temine «amore», anche la parola «bene» può essere buttata lì con troppa facilità, fino a farle perdere l'originale significato. Se ricordiamo bene l'idea della bontà divina, potremo capire meglio in cosa consista realmente, e idealmente, la bontà umana.

 

Quante volte i non credenti dicono di non capire queste discussioni cristiane sulla natura corrotta degli uomini? Non esistono, in fondo, persone che fanno del bene, esprimono benevolenza, altruismo e un amore senza secondi fini? Non abbiamo tutti noi conosciuto individui di questo tipo? Come risponderesti a questa obiezione?

 

 Lo scrittore russo Fëdor Dostoevskij ha scritto un libro sulla sua permanenza in una prigione siberiana, che ospitava alcuni dei peggiori criminali dell'intera nazione; tra di loro, c'era chi aveva commesso delitti efferati e inimmaginabili. Eppure, Dostoevskij racconta come a volte questi uomini fossero in grado di compiere gesti di grande umanità e generosità. Il punto è che anche i soggetti più malvagi possono compiere buone azioni. E all'opposto, a chi non è mai capitato di vedere persone davvero brave agire, sotto pressione, in maniera pessima?

 

E tu, non sei in grado di fare azioni generose e altruiste? Ma anche di commettere gesti malvagi? Dalla risposta, non emerge forse il grande bisogno di avere Gesù?

Leggere Romani 7:7-12. Quale questione relativa alla legge solleva Paolo? Perché sottolinea che la legge è santa?

 

 Il difficile rapporto di alcuni con la legge di Dio è provocato dal fraintendimento del suo ruolo nel piano della salvezza. Quando ci rechiamo dal medico per un'indisposizione, deve esserci una diagnosi prima di poter iniziare la cura. La legge di Dio serve non solo da parametro, ma svolge anche una funzione diagnostica nel processo della salvezza. Paolo dice semplicemente che senza la legge non avrebbe mai saputo cosa fosse il peccato; la legge, quindi, individua la diagnosi: siamo tutti peccatori. Senza di essa, avremmo pochi incentivi a recarci da Gesù per guarire.

Nel piano della salvezza la legge di Dio è indispensabile, perché in sua assenza non c'è peccato e senza peccato viene meno la necessità di un Salvatore.

 

Nel Salmo 40:8, Davide scrive: «Dio mio, desidero fare la tua volontà, la tua legge è dentro il mio cuore». Perché, allora, per alcuni osservarla è un gran peso?

 

 Talvolta identifichiamo la legge con la proibizione: «Tu non…». E in parte è anche vero; ma, allo steso tempo, c'è un numero infinitamente superiore di cose che possiamo fare rispetto a quelle che ci sono vietate. Pensiamo anche a tutti i benefici pratici legati al rispetto della legge di Dio; alle varie opportunità grazie alle quali migliorare la qualità della nostra vita da subito. Non abbiamo sufficiente fiducia nella bontà di Dio per sapere che se egli vieta una cosa vuol dire che per noi sarebbe dannosa?

 

Trovi faticoso osservare la legge? Se sì, perché? Se la Bibbia dice che il rispetto della legge è un piacere, in cosa sbagliamo se la viviamo come un peso?

«Può un Cusita cambiare la sua pelle o un leopardo le sue macchie? Solo allora anche voi, abituati come siete a fare il male, potrete fare il bene» Geremia 13:23

 

Il testo appena letto sottolinea un aspetto molto semplice della natura umana, ovvero, che i cambiamenti del carattere non avvengono facilmente, soprattutto nei lati negativi. Se teniamo presente questa considerazione, forse possiamo comprendere meglio perché il concetto biblico di bontà sia immensamente più profondo e più ristretto rispetto a quanto avviene normalmente nel mondo. Il frutto dello Spirito che si chiama bontà è più interiore, sfiora ogni pensiero, parola, gesto della persona devota. Ciò esige che debbano esserci motivi giusti prima di definire «buona» qualsiasi azione. Significa che la persona buona è quella dalla quale la giustizia (il giusto comportamento) scaturisce dall'intima devozione e dall'amore per Dio.

 

«O Dio, crea in me un cuore puro e rinnova dentro di me uno spirito ben saldo» (Sal 51:10). «Come potrà il giovane render pura la sua via? Badando a essa mediante la tua parola» (Sal 119:9). A proposito di come diventare «buoni», qual è il messaggio di questi passi?

 

 Confronta questi testi con quanto dice l'apostolo Paolo in Romani 7:18. Quale legame riesci a cogliere?

 

 In Romani 7 Paolo esprime tutto il suo disappunto perché, malgrado le migliori intenzioni, non ha in sé sufficiente forza per fare il bene (vv. 18,19). Ma nel capitolo successivo, i primi 4 versetti, rivela il segreto cristiano per risolvere il suo dilemma. Di cosa si tratta? Che cosa significa «camminare secondo lo Spirito»? Come lo si realizza?

 

È giusto riconoscere la nostra condizione di peccatori bisognosi della grazia, ed essere consapevoli che le buone opere non ci possono salvare. Ma allo stesso tempo, perché occorre fare attenzione e non utilizzare questo insegnamento come scusa per poter vivere secondo le richieste della carne? Perché, se ti riconosci in un atteggiamento del genere, vuol dire che ti trovi su un terreno «minato»?

Se non si può dire che siamo salvati per le opere, è però corretto affermare che, in qualità di figli riscattati dal sangue di Cristo, siamo salvati affinché le nostre esistenze possano manifestare comportamenti positivi. Gesù sottolineò che, così come un albero lo si riconosce dai frutti, anche noi saremo conosciuti per il tipo di vita che condurremo. Il Maestro sposta l'importanza delle buone opere su un piano più elevato, quando dichiara che a quanti non fanno buone opere sarà precluso l'ingresso nel regno dei cieli (Mt 25:41-46).

 

Leggere Efesini 2:10 e Tito 2:14. Quale messaggio in comune trasmettono i due passi e perché è importante per chiunque professare il nome di Cristo?

 

 Tutti gli esseri umani, in quanto tali, sono peccatori; tutti hanno violato la legge di Dio e hanno bisogno di un Salvatore. Ma allo stesso tempo, nella Bibbia ci viene promesso che arrendendoci a Gesù, scegliendo di vivere secondo lo Spirito e non secondo la carne, potremo vincere e vivere in modo da riflettere la bontà del Signore. Potremo vivere in quella che Paolo chiama la «novità di vita» (Rm 6:4), perché se per fede siamo «stati sepolti» con Cristo «mediante il battesimo nella sua morte», possiamo anche noi fare «conto di essere morti al peccato, ma viventi a Dio, in Cristo Gesù» (v. 11).

Abbiamo la possibilità di essere «buoni» nel senso biblico del termine, non «buoni» tanto da meritare la salvezza, ma nel senso che il nostro cuore, le nostre motivazioni e le nostre gesta rivelino al mondo la realtà del Dio che diciamo di servire. Sicuramente occorrerà molto tempo per poter rinunciare al nostro io e una grande forza di volontà per metterci al servizio del prossimo; sarà una battaglia quotidiana contro la carne e ci vorrà un cuore umile e un sentimento di pentimento ogni volta che sbaglieremo; ma possiamo e dobbiamo vivere secondo quella fede che dichiariamo.

 

Ritieni di essere nelle condizioni di accedere alle promesse di una vita cristiana vittoriosa? Che cosa ti trattiene dal rivendicare ciò che è tuo, che ti è stato offerto a così alto prezzo?

«Non è solo con la predicazione della verità e con la distribuzione di opuscoli che dobbiamo testimoniare di Dio. Ricordiamoci che una vita cristiana è il più potente argomento che possa essere addotto in favore del cristianesimo e che un carattere cristiano di poco valore provoca nel mondo un danno maggiore di quello provocato da un carattere mondano» - 9T, p. 21.

«Il segno distintivo dei cristiani non è qualcosa di esteriore. Non consiste nel portare una croce o una corona, ma si rivela attraverso l'unione dell'uomo con Dio. Tramite la potenza della sua grazia, manifestata dalla trasformazione del carattere, il mondo si deve convincere che Dio ha inviato suo Figlio per riscattarli. Nessun influsso esercita una potenza maggiore sullo spirito umano di quello di una vita altruistica. L'argomentazione più importante in favore del Vangelo è la vita di un cristiano buono e amabile» - MH, p. 470 [255].

 

Domande per la discussione

1.       Discutere nella classe le varie risposte alla domanda di domenica: il modo in cui Dio vi ha rivelato la sua bontà.

2.       Come possiamo praticamente esprimere e rivelare la bontà di Dio agli altri? La tua chiesa fa del bene nel quartiere in cui sorge? Se si dovesse trasferire, qualcuno ne sentirebbe la mancanza?

3.       La Bibbia dice che la legge di Dio è santa. Quale uso distorto può farla diventare una cosa negativa e quali sono le conseguenze tristi di tale distorsione?

4.       Riflettere su questo antico dilemma filosofico: una cosa viene reputata buona perché lo dice Dio, oppure Dio la reputa buona perché è già buona?

FONTE: http://avventisti.it/sito/bibbia_dettagli.asp?id=472

Lesson 7 - The Fruit of the Spirit is Goodness (Mark 10, Romans 3 & 7)

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Lesson 7 - The Fruit of the Spirit is Goodness (Mark 10, Romans 3 & 7)

Introduction: Last week, I heard a speaker talk about the time after you end your schooling. In general, I liked being in school - especially college. It was fun to learn. It was great to be in charge of your own schedule. When grades came out you had feedback on the quality of your work. What happens after that? The speaker asked us to imagine that after college we were actually expected to do something with what we learned! Imagine that! If you regularly read these lessons, you are in "college." We are learning about what the Bible says. Our study this week is about actually doing something about what we learn from the Bible. Let's dive right in and learn more about goodness!

  1. God is Good, All the Time.


Read
 Mark 10:17-18. Our Lord says that only God is good. Should we forget the rest of this study about goodness and go turn on the television?


Wait a minute, I thought we agreed that Jesus is God? Is Jesus saying He is not God?


Does the question of whether Jesus is God have anything to do with the question of going to heaven? (Who, but God, has complete knowledge of the qualifications to enter heaven? I think Jesus is challenging the sincerity of this man's question. I don't think Jesus is denying He is God.)


Read
 Mark 10:19-20. Our Lord now tells us that keeping the commandments (works) is the path to heaven. Does the this man keep the commandments? (According to him, yes. He is qualified for heaven!)


Read Mark 10:21. Where is this found in the Ten Commandments?


Is Jesus one of those guys you don't want to play games with because He changes the rules whenever you are winning?


Read
 Mark 10:22-26. The disciples were amazed to hear that those who had been blessed by God with earthly wealth somehow were less likely to be blessed by God with eternal life. How does anything that Jesus has said make any sense? Let's go through Jesus' statements.


What do the Ten Commandments have to do with taking money from those who have earned it and giving it to those who have not? (When the rich man answered that he had always kept the Ten Commandments, he spoke of his own efforts. By asking him to give away his money, Jesus was asking him to rely on God rather than the money produced by his own efforts.)


Is Jesus telling us that we must keep the Ten Commandments to go to heaven? Is giving up all of our stuff part of the Ten Commandments? (Recall that Jesus first told the rich man "only God is good." Reason was to have the rich man acknowledge that Jesus was God. When Jesus asked the rich man to sell his stuff and follow Jesus, that was a request to depend wholly on Jesus. The first commandment (
 Exodus 20:3) says we should have no gods before the true God. By choosing money over Jesus, the rich man showed he was not keeping even the first of the Ten Commandments.)


When Jesus said (
 Mark 10:21) "one thing you lack," He apparently meant the rich man lacked the first thing when it came to keeping the Ten Commandments! What kind of score do you think you have in keeping the Ten Commandments?


Read
 Mark 10:27. What does this teach us about goodness? (Only God is good. Any goodness we have comes from God, we cannot produce it by our own efforts.)


Is effort not involved at all? Would it not take the most determined effort for this man to give away his money?


What if God asked you to give away your best car? Not everything, just your car.
How difficult a decision would that be?


Read Romans 3:19-20. Paul and the rich man who questioned Jesus seem to have two different views of the Ten Commandments. After the rich man spoke with Jesus, would he agree with Paul? (Yes. Jesus gave the rich man a deeper insight into what it meant to keep the Commandments. Instead of thinking that he kept the commandments, the rich man was silenced and sad. Paul tells us that if we understand the Commandments, we become conscious of the extent of our sins.)


Must we, like the rich man who came to Jesus, come to God to more clearly understand the vast gulf between our actions and true goodness?


What do Jesus and Paul teach us about the nature of goodness? (Only God is good. Our first step towards goodness is recognize our need to depend on God.)


Humans are Good, All the Time?


Read
 Romans 7:7-9. If sin is dead apart from the law, then it would be important to get rid of the law, right?


There are many Christians who do not think the law has any relationship to their new covenant life today. Are they right? Or, are they like the rich man who came to Jesus to find out what he needed to do to enter heaven? (Read
 Romans 7:13. The rich man did not understand the sinful nature of his heart, he did not understand the depth of the law's requirements. The same is true of anyone who ignores the law. They are incapable of understanding their true lack of goodness.)


Read
 Romans 7:14-20. Are good works, is goodness, just impossible for us?


Is Paul sounding like your children - "he made me do it?" (Paul does say that "sin made me do it." But his point is not to create blame, but rather to show that it is essential to recognize the sin in our life.)


Read
 Romans 7:24-25 and Romans 8:1-4. It appears that goodness is possible afterall. What is the key to it? (Claiming the perfect life of Jesus in place of our life. Living according to the Spirit. "But the fruit of the Spirit is ... kindness." Galatians 5:22!)


Read Romans 8:5. What does this text tell us is goodness? (Setting our mind on what the Spirit desires. I think we have the first two steps to goodness. Depending on God, and then setting our mind on what God desires in our life.)


Read
 Romans 8:12-14. Will our goodness increase? Can our "goodness rating" improve? (When Paul writes of putting to "death the misdeeds of the body" he is talking about reducing the bad actions in our life. Being good starts with the proper mental attitude of dependence on God, but living a life in the Spirit means there will be concrete improvements in our life.)


How can we set our mind on what the Spirit desires? Is this just a declaration on our part? A gritting of our teeth? Concentrating? (Read
 Psalms 119:9-11. The clearest way to set our mind on God's will is to read His will - the Bible! A second way is to constantly invite the Holy Spirit to guide our decision-making. The two methods will not conflict with each other.)


Read
 Ephesians 2:8-10. What is the reason for our creation? (To do good works! To show goodness.)


What percentage of your time is used to do good works? If that is the reason for your creation, how are you living up to your purpose?


If the last question staggered you, and you want to increase your good works time, how would you do it? (The same process we discussed. Depend on God, live in the Spirit, learn God's will by reading His word. The answer is not "do more good works," but seek God's will in doing more good works. Ask God to open up these opportunities for you.)


Read
 Titus 2:11-14. In case my last suggestion seemed a little vague, what are the concrete points of action that we find here? (God's offer of salvation teaches us to say "No" to the passions and ungodliness of the world, and "Yes," to self-control, upright and Godly lives.)


What kind of attitude can the Spirit give us when it comes to goodness? (As living in the power of the Holy Spirit purifies us, we become eager to do God's will - i.e., live a life of goodness.)


Read
 Titus 2:15. I've followed this command in this lesson, friend, how about you? Will you teach that the life of the Christian is not just enjoying grace, but having a desire to live through the Spirit a life of goodness. Unlike the rich man, will you decide to depend upon God, set your mind on what the Spirit desires and live a life of goodness?


Next week: The Fruit of the Spirit is Faithfulness.

 

FONTE: http://www.gobible.org/study/594.php

Étude 07 - Le fruit de l’Esprit est : bienveillance (Marc 10, Romains 3 & 7)

Étude 07 - Le fruit de l'Esprit est : bienveillance (Marc 10, Romains 3 & 7)

Thème : Le fruit de l'Esprit

SAMEDI, 06 FÉVRIER 2010 17:22

Copyright © 2009, Bruce N. Cameron, J.D. Toutes les références bibliques se réfèrent à la version Nouvelle Bible Second (NBS), 2002, sauf indication contraire. Des réponses suggérées sont placées entre parenthèses. Cette étude est publiée sur Internet à l'adresse http://www.etudesbibliques.net.

 

Introduction : La semaine dernière j'ai entendu un présentateur parler de la fin des études. De façon générale j'aimais être à l'école - et spécialement au collège. C'était amusant d'apprendre. C'était formidable d'être responsable de son propre emploi du temps. Lorsque les évaluations arrivaient, nous avions un feedback sur la qualité de notre travail. Qu'arrive-t-il ensuite ? Le présentateur nous demandait d'imaginer qu'après le collège nous étions en réalité sensé faire quelque chose avec ce que nous avions appris ! Imaginez-vous cela ! Si vous lisez ces études régulièrement, vous êtes au "collège". Nous apprenons ce que dit la Bible. Notre étude de cette semaine porte sur le fait de faire quelque chose en rapport avec ce que nous avons appris de la Bible. Débutons notre étude et apprenons-en davantage sur la bienveillance !

 

I.       Dieu est bon, constamment

 

1.     Lisez Marc 10:17-18. Notre Seigneur dit que seul Dieu est bon. Devons-nous oublier le reste de cette étude sur la bienveillance et allumer la télévision ?

 

a.      Attendez une minute, je pensais que nous étions d'accord que Jésus est Dieu. Jésus dit-il qu'il n'est pas Dieu ?

b.      La question de savoir si Jésus est Dieu a-t-elle un rapport avec le fait d'aller au ciel ? (Qui, mis à part Dieu, a une connaissance complète des qualifications pour entrer dans le ciel ? Je pense que Jésus défie la sincérité de la question de cet homme. Je ne pense pas que Jésus renie qu'il est Dieu.)

2.     Lisez Marc 10:19-20. Notre Seigneur nous dit maintenant que le fait de garder les commandements (œuvres) est le chemin qui mène au ciel. Cet homme garde-t-il les commandements ? (D'après lui, oui. Il est qualifié pour le ciel !)

 

3.     Lisez Marc 10:21. Où cela se trouve-t-il dans les Dix Commandements ?

 

a.      Jésus est-il l'une de ces personnes avec lesquelles vous n'aimez pas jouer parce qu'il change les règles quand vous être en train de gagner ?

4.     Lisez Marc 10:22-26. Les disciples sont étonnés d'entendre que ceux qui sont bénis par Dieu avec des richesses terrestres sont moins susceptibles d'être bénis par Dieu en ce qui concerne la vie éternelle. Y a-t-il un moindre sens dans ce que dit Jésus ? Parcourons les déclarations de Jésus.

a.      Quel rapport ont les Dix Commandements avec le fait de prendre de l'argent à ceux qui l'ont gagné et le donner à ceux qui n'en ont pas ? (Quand l'homme riche a répondu qu'il avait toujours gardé les Dix Commandements, il parlait de ses propres efforts. En lui demandant de se séparer de ses biens, Jésus lui demandait de compter sur Dieu plutôt que sur l'argent produit par ses propres efforts.)

 

b.      Jésus nous dit-il que nous devons garder les Dix Commandements pour aller au ciel ? Le fait de donner tous nos biens fait-il partie des Dix Commandements ? (Rappelez-vous que Jésus a premièrement dit à l'homme riche "seul Dieu est bon". La raison était que l'homme riche reconnaisse que Jésus est Dieu. Quand Jésus demande à l'homme riche de vendre ses biens et de le suivre, il s'agissait en fait d'une requête pour dépendre entièrement de Jésus. Le premier commandement (Exode 20:3) dit que nous ne devons avoir aucun autre dieu devant le vrai Dieu. En choisissant l'argent avant Jésus, l'homme riche a montré qu'il ne gardait pas même le premier des Dix Commandements.)

 

i.      Quand Jésus dit "il te manque une seule chose" (Marc 10:21), il veut apparemment dire qu'il manque déjà à l'homme riche la première chose pour garder les Dix Commandements ! Quel score pensez-vous avoir en ce qui concerne le respect des Dix Commandements ?

5.     Lisez Marc 10:27. Que cela nous apprend-il sur la bienveillance ? (Seul Dieu est bon. Toute la bienveillance que nous pouvons avoir vient de Dieu, nous ne pouvons pas la produire par nos propres efforts.)

a.      N'y a-t-il aucun effort à faire ? L'effort le plus déterminé n'aurait-il pas été nécessaire à l'homme riche pour se séparer de son argent ?

 

i.      Qu'en serait-il si Dieu vous demandait de vous séparer de votre plus belle voiture ? Non pas tous vos biens, seulement votre voiture. Dans quelle mesure la décision serait-elle difficile ?

 

6.     Lisez Romains 3:19-20. Paul et l'homme riche qui a questionné Jésus semblent avoir deux vues différentes sur les Dix Commandements. Après avoir parlé à Jésus, l'homme riche serait-il d'accord avec Paul ? (Oui. Jésus a donné à l'homme riche une vision plus profonde sur ce que signifie le fait de garder les Commandements. Au lieu de penser qu'il avait gardé les commandements, l'homme riche était silencieux et triste. Paul nous dit que si nous comprenons les Commandements, nous devenons conscients de l'étendue de nos péchés.)

a.      Devons-nous, comme l'homme riche qui est allé à Jésus, venir à Dieu pour comprendre plus clairement le vaste fossé qui existe entre nos actions et la vraie bienveillance ?

b.      Que nous enseignent Jésus et Paul quant à la nature de la bienveillance ? (Seul Dieu est bon. Le premier pas vers la bienveillance est de reconnaître à quel point nous dépendons de Dieu).

 

II.     Les humains sont bons, constamment ?

 

1.     Lisez Romains 7:7-9. Si le péché est la mort en dehors de la loi, alors il serait important de se débarrasser de la loi, n'est-ce pas ?

a.      Il y a beaucoup de chrétiens qui ne pensent pas que la loi ait une quelconque relation avec leur vie d'aujourd'hui sous la nouvelle alliance. Ont-ils raison ? Ou alors, sont-ils comme le jeune homme riche qui est venu vers Jésus pour trouver ce qui lui manquait pour entrer dans le ciel ? (Lisez Romains 7:13. Le jeune homme riche n'a pas compris la nature pécheresse de son cœur, il n'a pas compris la profondeur des exigences de la loi. Il en est de même pour quiconque ignore la loi. Ils sont incapables de comprendre leur véritable manque de bienveillance.)

2.     Lisez Romains 7:14-20. Est-ce que les œuvres bonnes, comme la bienveillance, sont juste inatteignables pour nous ?

 

a.      Paul parle-t-il comme vos enfants "c'est lui qui m'a fait faire ça" ? (Paul dit que "le péché me fait faire cela". Mais son but n'est pas de créer un blâme, mais plutôt de montrer qu'il est essentiel de reconnaître le péché dans notre vie.

 

3.     Lisez Romains 7:24-25 et Romains 8:1-4. Il semble bien qu'après tout la bienveillance est possible. Quelle en est la clé ? (Revendiquer la vie parfaite de Jésus à la place de notre vie. "Quant au fruit de l'Esprit, c'est : ..., bienveillance" (Galates 5 :22) !)

4.     Lisez Romains 8:5. Que nous dit ce texte sur la bienveillance ? (Il faut programmer notre pensée sur ce que l'Esprit désire. Je pense qu'il y a là les deux premiers pas pour atteindre la bienveillance. Dépendre de Dieu et accorder notre pensée à la volonté de Dieu dans notre vie.)

5.     Lisez Romains 8:12-14. La bienveillance va grandir en nous ? Le "taux de bienveillance" peut-il augmenter ? (Lorsque Paul écrit de faire "mourir les agissements du corps", il dit de réduire nos mauvaises actions dans notre vie. Être bienveillants commence avec notre propre attitude mentale de dépendance de Dieu, mais vivre par l'Esprit signifie qu'il y aura des améliorations concrètes dans notre vie.)

 

6.     Comment ajuster notre pensée aux désirs de l'Esprit ? Est-ce simplement une déclaration de notre part ? Faut-il serrer les dents ? Se concentrer ? (Lisez Psaumes 119:9-11. La manière la plus explicite d'ajuster nos pensées à la volonté de Dieu est de lire sa volonté - la Bible ! Une deuxième manière est d'inviter constamment l'Esprit saint à nous guider dans nos prises de décisions. Les deux méthodes ne sont pas en opposition l'une avec l'autre.)

 

7.     Lisez Éphésiens 2:8-10. Quelle est la raison de notre création ? (Pour des œuvres bonnes ! Pour montrer sa bienveillance.)

a.      Quel pourcentage de notre temps est consacré aux œuvres bonnes ? Si telle est la raison de notre création, comment vivons-nous pour l'accomplir ?

i.      Si la dernière question vous a étonné, et que vous désirez augmenter le temps pour vos œuvres bonnes, comment comptez-vous vous y prendre ? (Par le même processus dont nous avons parlé. Dépendre de Dieu, vivre dans l'Esprit, apprendre à connaître la volonté de Dieu en lisant sa Parole. La réponse n'est pas "fais plus de bonnes œuvres", mais recherchez la volonté de Dieu en faisant plus de bonnes œuvres. Demandez à Dieu d'ouvrir ces opportunités pour vous.)

 

8.     Lisez Tite 2:11-14. Au cas où ma dernière suggestion semblait un peu vague, quels sont les points concrets d'action que nous trouvons ici ? (L'offre du salut de la part de Dieu nous enseigne à dire "Non" aux passions et à l'impiété du monde, et "Oui" à une vie intègre et pieuse.

 

a.      Quel genre d'attitude peut nous donner l'Esprit quand il s'agit de bienveillance ? (De la même façon que vivre dans la puissance de l'Esprit saint nous purifie, nous devenons alors impatients de faire la volonté de Dieu, c'est à dire de vivre une vie de bienveillance.)

9.     Lisez Tite 2:15. Cher ami, j'ai suivi ce commandement dans cette leçon, qu'en est-il de vous ? Voulez-vous apprendre que la vie du chrétien n'est pas simplement de jouir de la grâce, mais d'avoir un désir de vivre par l'Esprit une vie de bienveillance ? Contrairement à l'homme riche, voulez-vous décider de dépendre de Dieu, d'ajuster vos pensées à la volonté de l'Esprit et de vivre une vie de bienveillance ?

III.    La semaine prochaine : Le fruit de l'Esprit est : foi.

 

FONTE: http://www.etudesbibliques.net/index.php?option=com_content&view=article&id=439:etude-07-le-fruit-de-lesprit-est--bienveillance-marc-10-romains-3-a-7&catid=67:le-fruit-de-lesprit&Itemid=18

Урок 7 - Памятный текст: <<Ибо мы - Его творение, созданы во Христе Иисусе на добрые дела, которые Бог предназначил нам исполнять>> (Еф.2:10).

Урок 7                         Плод Духа - милосердие                                                    6 - 12 февраля 2010 г.

 

Памятный текст: «Ибо мы - Его творение, созданы во Христе Иисусе на добрые дела, которые Бог предназначил нам исполнять» (Еф.2:10).

                           

Бог благ

1. Что такое милосердие с Библейской точки зрения? Подтвердите Библейскими текстами.

а) Милосердие – это Божественное качество, проявляемое в добрых делах и необходимое для прославления Бога; это святость, проявленная на практике, характер, проявляющий себя в добрых делах.

Иметь добрые намерения, хорошие мотивы и мысли - неплохо, и они играют свою роль, но доброе сердце открывается в добрых поступках, в конкретных практических делах, приносящих пользу другим.

б) Пс.33:15, с.583 - в Священном Писании «милосердие» включает в себя не только правильное поведение, но и уклонение от зла.

2. В чем выражается Божье милосердие, явленное людям? Что является самой лучшей иллюстрацией Божьего милосердия? Иов.33:24, с.561; Пл.Иер.3:22-23, с.801; Мф.20:34, с.24; Мк.1:41, с.39; Ин.14:9, с.120; 2 Кор.1:3, с.219; Евр.1:2,3, с.263.

Самой лучшей иллюстрацией Божьего милосердия является жизнь Иисуса, пришедшего явить славу Божью.

3. Пс.33:9, с.583 ср. с. Лк.18:18-19, с.88 - что означает «Бог благ»? Как вкусить Его благость? Почему только Божья благость абсолютна? Что сделал Иисус, дабы помочь людям увидеть благость Его Отца?

 

Человеческая природа: Все согрешили

1. Иер.13:23, с.750 – какова человеческая природа? Что это значит? Как окружающая нас реальность свидетельствует об истинности этих слов? Рим.3:12-20, с.190.

Слово «хороший», как и слово  «любовь», так небрежно используемое, потеряло свое первоначальное значение. Если мы помним о милосердии Бога, нам легче понять, что такое человеческое милосердие в идеале и на практике.

2. Почему даже самые плохие люди порой могут делать добрые дела, а хорошие люди под давлением обстоятельств совершают плохие поступки? Разве не существует хороших людей, проявляющих, не будучи христианами, доброту, бескорыстие и безусловную любовь? Зачем говорить о греховной природе человека?

Подумайте о человеческих взаимоотношениях, любви, заботе о других. Мы способны на такие удивительные отношения только потому, что Господь создал нас с потенциалом для них, и Он совершил это потому, что благ.

3. Как обстоит дело с вами? Способны ли вы на добрые и великодушные поступки? А на жестокость и вред? Что ваш ответ открывает о вас самих и о вашей нужде в Иисусе?

 

Божий Закон и милосердие

1. Пс.18:8, с.576; Пс.39:9, с.587; Рим.7:7-12, с.194 – какова роль Закона в плане спасения? Что значит Заповедь «добра»? Какова практическая польза соблюдения Закона Божьего? Как он улучшает качество нашей жизни здесь и сейчас? Почему послушание Закону является добрым делом?

а) Писание сравнивает Закон с солнцем, указателем, жизненной картой, золотом, бриллиантом среди изумрудов. Божий Закон согревает наши сердца, объединяет и показывает путь к радости. Не хватит восторженных слов, чтобы описать чудеса и величие Закона Божьего. Однако Рим.7 напоминает нам, что у этого чудесного Закона есть ограничения. Он является учителем, зеркалом, показывающим добро и праведность. Он открывает благой и совершенный Божий характер, но сам Закон не может спасти нас, сделать хорошими и праведными. Нам нужен Спаситель, Который выполнит за нас и в нас требования Закона Божьего.

б) Без Закона мы не знали бы, что такое грех. Закон же ставит диагноз в процессе нашего спасения, показывая, что все мы грешники. Без такого диагноза у человека не было бы побуждения приходить к Иисусу за исцелением.

2. В Плане спасения Закон Божий необходим, ибо без Закона нет греха, а без греха нет нужды в Спасителе. Почему же некоторые люди считают, что соблюдение Закона - это бремя, свод запретов «не делай»? Считаете ли вы соблюдение Закона бременем? Если да, то почему? Если Библия говорит, что исполнение Закона приносит удовольствие, то в чем мы поступаем неправильно, если для нас Закон - бремя?

Нам следует доверять доброте Бога, понимая: если Он запрещает что-то, то это не послужит нам во благо. Какие Библейские истории могут подтвердить это? Например, ср. Исх.20:14, с.79 с 2 Цар.11, с.337.

3. Как Христос может спасти нас? Почему только Он может это сделать?

 

Проявление милосердия

1. Еф.2:4-10, с.235; Тит.2:11-14, с.260 и Евр.13:20-21, с.274 – почему и как добрые дела связаны с воплощением, жертвой, воскресением и вознесением Иисуса Христа?

а) Как человеческие существа, все мы являемся грешниками. Мы нарушили Божий Закон и нуждаемся в Спасителе. Если мы покоримся Иисусу, решим жить по Духу, а не по плоти, то сможем победить и жить жизнью, отражающей Божье милосердие. Мы сможем «ходить в обновленной жизни», ибо верой «погреблись с Ним крещением в смерть» и почитаем «себя мертвыми для греха, живыми же для Бога во Христе Иисусе, Господе нашем» (Рим.6:4,11, с.193).

б) Как купленные кровью дети Бога, мы спасены, дабы в нашей жизни могли проявляться добрые дела. Иисус подчеркнул: как дерево узнают по его плодам, так и нас будут узнавать по нашему образу жизни. Он показал важность добрых дел, когда заявил, что люди, в жизни которых не хватает добрых дел, не войдут в Царство Небесное (Мф.25:41-46, с.32).

в) Наши сердца, мотивы и дела открывают миру Бога, Которому мы верим и служим. Необходима смерть для себя и желание служить другим, ежедневная борьба с плотью, смиренное сердце и готовность раскаяться, когда падаем. Мы можем и должны жить верой, которую исповедуем.

2. Рим.7:18, с.194 - несмотря на свои лучшие намерения, у нас нет сил творить доброе. Как преодолеть эти затруднения? Рим.8:1-17, с.194 (все начинается с помышлений!) Что значит «жить по Духу»? Как это происходит? Иак.4:4, с.171; 1 Кор.2:14, с.205; Гал.5:16-26, с.233. Что может побудить нас делать добро? Деян.10:37-38, с.143. Как мы можем стать милосердными и добрыми? Пс.50:12-13, с.592; Пс.118:9, с.625.

«Символом христианства является не наружный знак, не крест на груди или венец на голове, но союз человека c Богом. Сила Его благодати, явленная в преображении нашего характера, убедит мир, что Бог послал Своего Сына как Искупителя. Никакое другое влияние, окружающее человеческую душу, не имеет такой силы, как влияние бескорыстной жизни. Самый сильный аргумент в пользу Евангелия - это любящий и открытый людям христианин» (Е. Уайт. Служение исцеления, с. 470).

3. Добрые дела представляют для нас две возможные опасности: гордыня и спасение по делам.

а) Почему гордыня при выполнении добрых дел является формой законничества и самоправедности?

Плод Духа милосердие касается каждой мысли, каждого слова и действия благочестивого человека. Прежде чем мы сможем назвать какой-либо поступок милосердным, необходимо, чтобы его мотивы были правильными. Милосердный человек - это тот, чья праведность (правильные дела) исходит из внутреннего посвящения и любви к Богу.

б) Еф.2:8-9, с.235 – почему добрые дела не спасают нас? Тем не менее, какое место они занимают в христианской жизни?

в) Знание того, что мы не спасаемся делами, не может извинить нашу жизнь по плоти.

«Сама христоподобная жизнь служит убедительнейшим свидетельством в пользу христианства, а недостойный характер христианина приносит больше вреда, чем жизнь мирских людей» (Е. Уайт. Свидетельства для Церкви, том 9, с.21). Если мы знаем Бога и Его благие пути только по слухам, благодаря тому, что мы слышали или читали о Нем, но никогда не испытывали в своей жизни Его преобразующую силу, прощение и обновляющую благодать, Он лишь сможет сказать нам: «Я никогда не знал вас». Без личного опыта все наши познания не помогут нам стать преображенными исцеляющей силой любви и благости Бога.

г) Как христиане избегают этих ловушек (гордыни и спасения по делам)?

4. Что общего и какова разница между Мф.7:19-29, с.7 и Мф.25:41-46, с.32?

Мф.7 описывает деревья, не приносящие доброго плода, а значит, приносящие плоды худые (третьего не дано! - Мф.12:33, с.14), т.е. делающих то, чего Бог не одобряет, хотя сами они считают, что поступают правильно;

Мф.25 описывает бесплодие, т.е. не делающих то, чего Он повелевает. Но итог жизни тех и других одинаков (ср.Мф.7:23 и Мф.25:41,46).

5. Поразмышляйте над цитатой: «Господь претендует на их умственную и физическую силу; но они слишком часто утаивают ее от Бога и отдают миру» (Е. Уайт. Свидетельства для Церкви, т. 4, с. 613). Что это значит? Какие добрые дела мы делаем скорее для мира, чем для Бога? Поскольку Христос претендует на вашу умственную и физическую силу, на ваше время, как вы можете признать это Его право?

6. Как получить силу Божью в своей жизни? Следующий список взят из книги Е. Уайт «Свидетельства для Церкви» (т.5, с.221,222). Поразмышляйте над ним:

а) Обратите внимание на предостережения и наставления Святого Духа. б) Прилагайте искренние усилия, чтобы обрести ваше небесное наследие. в) Пожертвуйте всем необходимым, чтобы приобрести характер Христа. г) Обретите мир с Богом. д) Полагайтесь на Божьи обетования. е) Оставьте тот путь, которым Бог запретил вам идти. ж) Используйте преимущества, предлагаемые Богом. з) Применяйте Божьи средства от греха. и) Отвергните себя и следуйте примеру Христа как в трудностях, так и в хорошие времена.

 

Уроки, выводы

1. Какой уровень интеллекта и образования нужно иметь, чтобы делать добро? Как бескорыстное совершение добрых дел оказывает положительное влияние и на дающего, и на принимающего?

2. Ин.15:1-7, с.121 – как притча Иисуса Христа иллюстрирует основные мысли пройденного урока?

а) Мы были предназначены для добрых дел, но сами по себе не можем делать ничего доброго, т.е. приносить хорошие плоды. Для того, чтобы плодоносить, мы должны пребывать во Христе. Для совершения добрых дел нам необходимо так объединиться с Христом, как ветви соединены с лозой. Когда мы объединяем свою слабость с Его силой, свою пустоту с Его полнотой, тогда будем иметь ум Христов. Связь с жизнью Христа, Его силой, Его властью, чтобы приносить плод, – это постоянная связь, как сок, постоянно текущий от корней к верхушкам веток. Когда мы пребываем во Христе, совершение добрых дел для нас будет так же естественно, как для плодового дерева – плодоношение.

б) Бог обеспечил нас всем необходимым на Небе и на Земле, чтобы мы приносили плод. Если мы не приносим плод, значит должны отвечать за последствия, как и бесплодная смоковница.

3. Каким образом мы как отдельные люди, так и Церковь в целом, можем на практике явить Божье милосердие окружающим? Занимается ли ваша община благотворительностью? Если бы вашей общине пришлось переехать, скучали бы о ней соседи?

4. Как Бог открыл вам Свое милосердие? Как вы, несмотря на испытания, познали милосердие Бога к вам? Как можете отражать Божественное милосердие в своей жизни? Какую работу Бог поручил лично вам совершить для Него? Как вы можете принести этот плод?

5. Пл.Иер.3:22-23, с.801 – как вы понимаете ст.23? Обновляется ли ежедневно ваше милосердие к людям?

6. Раздайте в вашем классе Библейские тексты о Божьем Законе и милосердии. Как связаны между собой Божий Закон и милосердие? Какова роль того и другого в нашей жизни?

 

Вывод: В добрых делах проявляется христианская жизнь. Бескорыстно сделанные, они благословляют и дающего, и получающего. Дела милосердия могут быть малыми в глазах мира, но они великие в глазах Бога, когда совершаются для Его чести и славы.

 

Светлана, svettor@yandex.ru

 

Для размышления: Как связаны Божий Закон и милосердие? Какова роль того и другого в нашей жизни?

 

Закон Господа

 

Втор.8:11 Берегись, чтобы ты не забыл Господа, Бога твоего, не соблюдая заповедей Его, и законов Его, и постановлений Его, которые сегодня заповедую тебе.

Втор.11:1 Итак люби Господа, Бога твоего, и соблюдай, что повелено Им соблюдать, и постановления Его и законы Его и заповеди Его во все дни.

Втор.17:19 и пусть он будет у него, и пусть он читает его во все дни жизни своей, дабы научался бояться Господа, Бога своего, и старался исполнять все слова закона сего и постановления сии;

Втор.28:58 Если не будешь стараться исполнять все слова закона сего, написанные в книге сей, и не будешь бояться сего славного и страшного имени Господа Бога твоего…..

Втор.30:10 …..если будешь слушать гласа Господа Бога твоего, соблюдая заповеди Его и постановления Его, написанные в сей книге закона, и если обратишься к Господу Богу твоему всем сердцем твоим и всею душею твоею.

Втор.30:16 [Я], который заповедую тебе сегодня, любить Господа Бога твоего, ходить по путям Его и исполнять заповеди Его и постановления Его и законы Его, то будешь жить и размножишься, и благословит тебя Господь Бог твой на земле, в которую ты идешь, чтоб овладеть ею;

Втор.31:11 когда весь Израиль придет явиться пред лице Господа Бога твоего на место, которое изберет [Господь], читай сей закон пред всем Израилем вслух его;

Втор.31:12 собери народ, мужей и жен, и детей, и пришельцев твоих, которые будут в жилищах твоих, чтоб они слушали и учились, и чтобы боялись Господа Бога вашего, и старались исполнять все слова закона сего;

Втор.31:26 возьмите сию книгу закона и положите ее одесную ковчега завета Господа Бога вашего, и она там будет свидетельством против тебя;

Иис.Нав.22:5 только старайтесь тщательно исполнять заповеди и закон, который завещал вам Моисей, раб Господень: любить Господа Бога вашего, ходить всеми путями Его, хранить заповеди Его, прилепляться к Нему и служить Ему всем сердцем вашим и всею душею вашею.

3 Цар.2:3 и храни завет Господа Бога твоего, ходя путями Его и соблюдая уставы Его и заповеди Его, и определения Его и постановления Его, как написано в законе Моисеевом, чтобы быть тебе благоразумным во всем, что ни будешь делать, и везде, куда ни обратишься;

4 Цар.10:31 Но Ииуй не старался ходить в законе Господа Бога Израилева, от всего сердца. Он не отступал от грехов Иеровоама, который ввел Израиля в грех.

1 Пар.22:12 Да даст тебе Господь смысл и разум, и поставит тебя над Израилем; и соблюди закон Господа Бога твоего.

2 Пар.14:4 и повелел Иудеям взыскать Господа Бога отцов своих, и исполнять закон [Его] и заповеди;

2 Пар.26:18 и воспротивились Озии царю и сказали ему: не тебе, Озия, кадить Господу; это [дело] священников, сынов Аароновых, посвященных для каждения; выйди из святилища, ибо ты поступил беззаконно, и не [будет] тебе это в честь у Господа Бога.

2 Пар.29:6 Ибо отцы наши поступали беззаконно, и делали неугодное в очах Господа Бога нашего, и оставили Его, и отвратили они лица свои от жилища Господня, и оборотились спиною,

Ездр.7:6 сей Ездра вышел из Вавилона. Он был книжник, сведущий в законе Моисеевом, который дал Господь Бог Израилев. И дал ему царь все по желанию его, так как рука Господа Бога его [была] над ним.

19. Неем.9:3 И стояли на своем месте, и четверть дня читали из книги закона Господа Бога своего, и четверть исповедывались и поклонялись Господу Богу своему.

Неем.10:29 пристали к братьям своим, к почетнейшим из них, и вступили в обязательство с клятвою и проклятием - поступать по закону Божию, который дан рукою Моисея, раба Божия, и соблюдать и исполнять все заповеди Господа Бога нашего, и уставы Его и предписания Его,

Ис.1:10 Слушайте слово Господне, князья Содомские; внимай закону Бога нашего, народ Гоморрский!

24. Ис.2:3 И пойдут многие народы и скажут: придите, и взойдем на гору Господню, в дом Бога Иаковлева, и научит Он нас Своим путям и будем ходить по стезям Его; ибо от Сиона выйдет закон, и слово Господне - из Иерусалима.

Иер.5:4 И сказал я [сам в себе]: это, может быть, бедняки; они глупы, потому что не знают пути Господня, закона Бога своего;

Иер.5:5 пойду я к знатным и поговорю с ними, ибо они знают путь Господень, закон Бога своего. Но и они все сокрушили ярмо, расторгли узы.

Дан.9:10 и не слушали гласа Господа Бога нашего, чтобы поступать по законам Его, которые Он дал нам через рабов Своих, пророков.

Дан.9:13 Как написано в законе Моисея, так все это бедствие постигло нас; но мы не умоляли Господа Бога нашего, чтобы нам обратиться от беззаконий наших и уразуметь истину Твою.

Мих.4:2 И пойдут многие народы и скажут: придите, и взойдем на гору Господню и в дом Бога Иаковлева, и Он научит нас путям Своим, и будем ходить по стезям Его, ибо от Сиона выйдет закон и слово Господне - из Иерусалима.

 

Божье милосердие

 

Исх.22:27 ибо она есть единственный покров у него, она - одеяние тела его: в чем будет он спать? итак, когда он возопиет ко Мне, Я услышу, ибо Я милосерд.

Исх.34:6 И прошел Господь пред лицем его и возгласил: Господь, Господь, Бог человеколюбивый и милосердый, долготерпеливый и многомилостивый и истинный,

Втор.4:31 Господь, Бог твой, есть Бог милосердый; Он не оставит тебя и не погубит тебя, и не забудет завета с отцами твоими, который Он клятвою утвердил им.

Втор.30:3 тогда Господь Бог твой возвратит пленных твоих и умилосердится над тобою, и опять соберет тебя от всех народов, между которыми рассеет тебя Господь Бог твой.

Втор.32:36 Но Господь будет судить народ Свой и над рабами Своими умилосердится, когда Он увидит, что рука их ослабела, и не стало ни заключенных, ни оставшихся [вне].

2 Цар.24:14 И сказал Давид Гаду: тяжело мне очень; но пусть впаду я в руки Господа, ибо велико милосердие Его; только бы в руки человеческие не впасть мне.

4 Цар.13:23 Но Господь умилосердился над ними, и помиловал их, и обратился к ним ради завета Своего с Авраамом, Исааком и Иаковом, и не хотел истребить их, и не отверг их от лица Своего доныне.

2 Пар.30:9 Когда вы обратитесь к Господу, тогда братья ваши и дети ваши [будут] в милости у пленивших их и возвратятся в землю сию, ибо благ и милосерд Господь Бог ваш и не отвратит лица от вас, если вы обратитесь к Нему.

Неем.9:17 не захотели повиноваться и не вспомнили чудных дел Твоих, которые Ты делал с ними, и держали шею свою упруго, и, по упорству своему, поставили над собою вождя, чтобы возвратиться в рабство свое. Но Ты Бог, любящий прощать, благий и милосердый, долготерпеливый и многомилостивый, и Ты не оставил их.

Неем.9:27-28 И Ты отдал их в руки врагов их, которые теснили их. Но когда, в тесное для них время, они взывали к Тебе, Ты выслушивал их с небес и, по великому милосердию Твоему, давал им спасителей, и они спасали их от рук врагов их. Когда же успокаивались, то снова начинали делать зло пред лицем Твоим, и Ты отдавал их в руки неприятелей их, и они господствовали над ними. Но когда они опять взывали к Тебе, Ты выслушивал их с небес и, по великому милосердию Твоему, избавлял их многократно.

Неем.9:31 Но, по великому милосердию Твоему, Ты не истребил их до конца, и не оставлял их, потому что Ты Бог благий и милостивый.

Иов.33:24 [Бог] умилосердится над ним и скажет: освободи его от могилы; Я нашел умилостивление.

Пс.50:3 Помилуй меня, Боже, по великой милости Твоей, и по множеству щедрот Твоих изгладь беззакония мои.

Пс.71:13 Будет милосерд к нищему и убогому, и души убогих спасет;

Пс.84:2 Господи! Ты умилосердился к земле Твоей, возвратил плен Иакова;

Пс.85:5 ибо Ты, Господи, благ и милосерд и многомилостив ко всем, призывающим Тебя.

Пс.101:14 Ты восстанешь, умилосердишься над Сионом, ибо время помиловать его, - ибо пришло время;

Пс.111:4 Во тьме восходит свет правым; благ он и милосерд и праведен.

Пс.114:5 Милостив Господь и праведен, и милосерд Бог наш.

Пс.134:14 Ибо Господь будет судить народ Свой и над рабами Своими умилосердится.

Прит.11:17 Человек милосердый благотворит душе своей, а жестокосердый разрушает плоть свою.

Прит.14:21 Кто презирает ближнего своего, тот грешит; а кто милосерд к бедным, тот блажен.

Прит.16:6 Милосердием и правдою очищается грех, и страх Господень отводит от зла.

Прит.22:9 Милосердый будет благословляем, потому что дает бедному от хлеба своего.

Ис.63:7 Воспомяну милости Господни и славу Господню за все, что Господь даровал нам, и великую благость [Его] к дому Израилеву, какую оказал Он ему по милосердию Своему и по множеству щедрот Своих.

Иер.16:13 За это выброшу вас из земли сей в землю, которой не знали ни вы, ни отцы ваши, и там будете служить иным богам день и ночь; ибо Я не окажу вам милосердия.

Иер.31:20 Не дорогой ли у Меня сын Ефрем? не любимое ли дитя? ибо, как только заговорю о нем, всегда с любовью воспоминаю о нем; внутренность Моя возмущается за него; умилосержусь над ним, говорит Господь.

Плач.3:22 по милости Господа мы не исчезли, ибо милосердие Его не истощилось.

Дан.4:24 Посему, царь, да будет благоугоден тебе совет мой: искупи грехи твои правдою и беззакония твои милосердием к бедным; вот чем может продлиться мир твой.

Дан.9:18 Приклони, Боже мой, ухо Твое и услыши, открой очи Твои и воззри на опустошения наши и на город, на котором наречено имя Твое; ибо мы повергаем моления наши пред Тобою, уповая не на праведность нашу, но на Твое великое милосердие.

Ос.2:19 И обручу тебя Мне навек, и обручу тебя Мне в правде и суде, в благости и милосердии.

Ос.4:1 Слушайте слово Господне, сыны Израилевы; ибо суд у Господа с жителями сей земли, потому что нет ни истины, ни милосердия, ни Богопознания на земле.

Ос.14:4 … у Тебя милосердие для сирот.

Иоил.2:13 Раздирайте сердца ваши, а не одежды ваши, и обратитесь к Господу Богу вашему; ибо Он благ и милосерд, долготерпелив и многомилостив и сожалеет о бедствии.

Ион.2:9 Чтущие суетных и ложных [богов] оставили Милосердого своего,

Ион.3:9 Кто знает, может быть, еще Бог умилосердится и отвратит от нас пылающий гнев Свой, и мы не погибнем".

Ион.4:2 И молился он Господу и сказал: о, Господи! не это ли говорил я, когда еще был в стране моей? Потому я и побежал в Фарсис, ибо знал, что Ты Бог благий и милосердый, долготерпеливый и многомилостивый и сожалеешь о бедствии.