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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Lição 07 - Adoração nos Salmos - Lição - Auxiliar - Comentários de Vários Autores

Lição 7

6 a 13 de agosto

 



Adoração nos Salmos

 

Casa Publicadora Brasileira – Lição dos adultos 732011

 


Resumo da Lição


Texto-chave: 
Salmo 84:1, 2

 

O aluno deverá...
Conhecer: A grande variedade de emoções e temas, pessoais e comunitários, abordados nos Salmos.
Sentir: Necessidade de expressar os mesmos lamentos ardorosos e elevados louvores desses cânticos de adoração profundamente pessoais.
Fazer: Usar o simbolismo do santuário nos Salmos para se ligar ao Criador, Juiz, Cordeiro sacrifical e Rei.


Esboço
I. Saber: Os hinos indicam a batida do coração

A. Como os Salmos tratam os muitos problemas que nos incomodam pessoalmente e como Igreja?
B. Qual é a importância de abordar temas tão variados como história, injustiça social, traição pessoal, lei, criação e juízo eterno nos cânticos de adoração congregacional?


II. Sentir: Da lamentação à celebração
A. Como os Salmos ajudam a expressar os mais profundos clamores do coração? Por que é importante se conectar pessoalmente com Deus, dessa forma íntima e intensa?
B. Como os Salmos proporcionam um importante recurso para a adoração coletiva? Como os temas dos Salmos ajudam a unir e fortalecer a comunidade, em sua busca de um relacionamento comunitário com Deus?


III. Fazer: Simbolismo do santuário
Não é difícil imaginar quantos salmos eram utilizados no contexto da adoração no santuário por causa do uso de imagens do santuário em muitos deles. No entanto, que papel vital o simbolismo do santuário desempenha hoje em nossa adoração pessoal e nos cultos da igreja?


Resumo: Os Salmos expressam os clamores do coração dos que buscam a Deus em um diálogo vivo, de súplicas, promessas, bênçãos, louvor e celebração.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Is 52–55

 

VERSO PARA MEMORIZAR: "Como é agradável o lugar da Tua habitação, Senhor dos Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo" (Sl 84: 1, 2, NVI).


Leituras da semana: Sl 20:3
4954:67378:1-890:1, 2100:1-5141:2

 

A palavra hebraica traduzida como "Salmos" vem de uma raiz que significa "cantar com acompanhamento instrumental". Portanto, os salmos eram canções que estavam intrinsecamente envolvidas com a adoração em Israel. Embora tenhamos as letras (os textos dos salmos), não temos as músicas. Como seria fascinante ouvir essas canções, em sua língua original, cantadas com suas melodias originais!


Os Salmos são ricos e profundos, abrangendo uma ampla variedade de temas e emoções, tratando de tudo, desde a história do povo de Israel à dor mais íntima e pessoal do salmista. Nesse sentido, eles falam a nós porque, embora como Igreja, sejamos parte da longa história que remonta a Israel, também temos nossa dor pessoal. É difícil não nos identificarmos, em um momento ou outro, com algumas das angústias expressas nos Salmos. Ao mesmo tempo, porém, é fundamental que estendamos a mão e nos apeguemos à esperança manifestada neles.


Nesta semana, estudaremos os Salmos e alguns dos temas encontrados neles, e como esses temas se relacionam com a questão da adoração e o que isso significa para nós hoje.

 


 

Domingo

Ano Bíblico: Is 56–58


Adoremos o Senhor, nosso criador

 

Os salmos de louvor descrevem quem é Deus e por que Ele é digno de adoração. Eles declaram Sua grandeza, e chamam os adoradores para vir com alegre adoração para honrá-Lo.

 

1. O que os exemplos a seguir têm em comum? Sl 90:1, 295:1-6100:1-5


1: Reconhecimento do poder e grandeza de Deus; convite para louvar e adorar o Criador. 

2. O salmo 19 é outra canção de louvor a Deus como criador. Qual é a sua mensagem essencial? Por que ela é tão importante, diante dos argumentos de que existimos apenas como resultado de forças naturais desorientadas, que nos criaram unicamente por acaso?

 

2: As criaturas celestiais e o ser humano celebram a grandeza do Criador e a fidelidade de Suas leis, confirmando Sua obra de criação. 

 

3. Observe como o salmista muda repentinamente da discussão da glória de Deus revelada nos Céus para Sua Palavra revelada. Essa mudança abrupta é intencional. Leia João 1:1-3Colossenses 1:16, 17Hebreus 1:1-3. Que grande verdade o salmista está enfatizando?

 

3: A Palavra de Jesus (o Verbo) criou o mundo, encarnou na Terra e merece nossa adoração. Jesus, Sua lei e Sua Palavra são perfeitos. 

 

O mesmo Deus que criou o mundo com Sua Palavra, também deu as leis morais, físicas e sociais, para governar a família humana. O Antigo Testamento claramente identifica Deus igualmente como criador do mundo e doador da lei escrita. Os escritores do Novo Testamento veem Jesus Cristo como criador e doador da lei, e também como o Verbo que Se fez carne, que viveu entre Suas criaturas, a fim de revelar a elas o Pai e para morrer como seu substituto. Assim, somente Ele é digno de adoração e culto.


Vemos nos Salmos um dos princípios fundamentais da adoração, como vemos na mensagem do primeiro anjo (Ap 14:7). Adoramos o Senhor porque Ele é nosso criador. O fato de ser Ele o criador está diretamente ligado ao Seu papel como Redentor (Ap 14:6). Criador e Redentor: se esses atributos não são razões para louvar e adorar, que outras razões poderíamos ter?

 

Como você pode conhecer melhor o Senhor através de Suas obras criadas?

 


 

Segunda

Ano Bíblico: Is 59–62


Juízo de Seu santuário

 

Enquanto muitos salmos foram escritos para adoração pública, muitos outros são orações de angústia e sofrimento pessoal. Essas lamentações normalmente contêm uma descrição do problema, a súplica do sofredor por ajuda , uma afirmação da confiança do escritor em Deus e suas razões para isso.


No 
Salmo 73, o suplicante fica irado porque, enquanto ele sofre injustiça, os perversos prosperam e vivem sem preocupações.

 

4. Leia o Salmo 73. O que provocou a mudança em sua atitude diante do problema? Que mensagem podemos tirar desse texto, no contexto do ministério de Cristo no santuário celestial, com suas verdades sobre Deus e sobre o plano da salvação? Dn 7:9, 1013, 1425, 26

4: Entrou no santuário e percebeu que Cristo é o nosso intercessor; eficiente advogado dos fieis, mas justo juiz dos perversos, que terão fim. 

 

O juízo nos Salmos, e na Bíblia como um todo, é uma espada de dois gumes: punição merecida sobre os ímpios e defesa dos oprimidos e humildes (Sl 7:9, 109:7-1275:294:1-320-2298:9). O Salmo 68:24 retrata como os ímpios veem Deus entrando no santuário em grande procissão. O trono de Deus, que representa justiça e misericórdia, é simbolizado pela arca da aliança no lugar santíssimo do santuário. Assim, o santuário, o lugar de adoração, se torna um porto de refúgio para os aflitos.


Aqui também vemos o tema do juízo repetido na mensagem do primeiro anjo: "...dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo" (Ap 14:7). Uma das coisas que fazem Deus tão digno da nossa adoração é que podemos realmente crer que, no fim, não somente ocorrerá o juízo, mas que ele será justo e verdadeiro, bem diferente da justiça falível e imperfeita, mesmo sendo administrada nos melhores tribunais humanos. Desde a morte de Abel, cujo sangue clamou da terra (Gn 4:10), até hoje e até o último dia da história da humanidade caída, os crimes, a injustiça e as desigualdades deste mundo certamente clamam por justiça. A boa notícia é que podemos crer que, em Seu tempo e modo, Deus corrigirá tudo, por mais difícil que seja, hoje, percebermos e compreendermos isso (
1Co 4:5).

 

Você já observou injustiças? Já foi vítima de injustiças? De que maneiras você pode aprender a confiar em Deus e na promessa da justiça definitiva e verdadeira, tão rara no mundo de hoje?

 


 

Terça

Ano Bíblico: Is 63–66


"Como os animais que perecem"

 

Como vimos ontem, e como sabemos muito bem, neste mundo reinam grande desigualdade e injustiça. Um percentual relativamente pequeno de pessoas vive no luxo, em contraste com grandes multidões que lutam com dificuldade para sobreviver. O abismo entre ricos e pobres parece crescer constantemente; e o que piora a situação é que, muitas vezes, o rico se torna mais rico explorando o pobre. Na Bíblia, o Senhor advertiu sobre essa exploração e injustiça. Os culpados de tal exploração, que não se arrependerem nem abandonarem essa prática, terão muitas explicações que dar no dia do juízo.

 

5. Como o Salmo 49 se relaciona com o que lemos ontem? Qual é sua mensagem fundamental? Onde podemos encontrar o evangelho nessa passagem? Que esperança suprema é apresentada?

 

5: Apesar das desigualdades e injustiças, todos perecem, da mesma forma que os animais; Deus julgará e remirá os fieis do poder da morte.

 

É tão fácil se apegar às coisas deste mundo, especialmente se você tem muitas coisas, como os ricos. No entanto, como diz o salmo, e como já devemos saber, as coisas deste mundo são fugazes, transitórias e se perdem facilmente. Tudo pelo que você tem trabalhado, tudo que você tem lutado para conseguir, tudo que é importante para você, pode ser tirado, perdido, destruído da noite para o dia. Vivemos à beira de um precipício, pelo menos nesta vida. Felizmente, como esse salmo mostra, e como grande parte da Bíblia atesta, esta vida não é tudo que existe.

 

6. Considere os versos 7-9 do Salmo 49. Dado o contexto imediato, qual é a sua mensagem?

 

6: Ninguém pode salvar uma pessoa da morte. Somente Jesus Cristo, por meio de Seu sangue, pode oferecer vida eterna. 

 

7. De acordo com o salmista, quantos dependem de Cristo para a salvação? Escolha a resposta certa:

 

A) Somente os pobres ( )
B) Somente os ricos ( )
C) Todos precisam ( )

 

7: c 

 

Você já se flagrou sentindo inveja dos que têm mais do que você? Por que é tão importante entregar esses sentimentos ao Senhor? Como tais emoções atrapalham sua vida espiritual, seu relacionamento com Deus e sua fé em geral? Você acha que concentrar a mente em Jesus, na cruz e na salvação libertam a pessoa da inveja?

 


 

Quarta

Ano Bíblico: Jr 1–3


Adoração e o santuário

 

"Suba à Tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina" (Sl 141:2).

 

8. Que imagem está sendo usada nesse verso? O que ela representa?

 

8: Rituais do santuário; intercessão e sacrifício de Cristo por nós; as cerimônias do santuário deviam ser um ato de comunhão com Deus. 

 

Todo o ritual do santuário do Antigo Testamento estava centralizado no conceito de sacrifício. Por mais que o inimigo do ser humano o tenha pervertido, até o ponto em que sacrificavam os próprios filhos a fim de (como eles acreditavam) apaziguar um deus irado (ou deuses), o sistema sacrifical foi destinado a apontar para a morte de Jesus, em favor de toda a humanidade. Ele devia mostrar a futilidade das nossas obras para nos salvar, mostrar que o custo do pecado foi a vida de uma vítima inocente, e que o Senhor tinha um plano pelo qual os pecadores poderiam ser perdoados, purificados e aceitos pelo Senhor, por meio de Sua graça.


Não é de admirar, então, que muitos salmos, tão importantes para a adoração em Israel, utilizassem imagens e exemplos do ritual do santuário. Leia Sl 20:3
43:451:1954:6118:27134:2141:2. Medite no serviço do santuário: o sacrifício de animais, o ministério dos sacerdotes, os móveis no pátio, o lugar santo e o santíssimo.

 

9. Que verdades sagradas podemos tirar do santuário terrestre sobre a obra de Jesus em nosso favor? Por que essas verdades devem ser tão importantes em nossa adoração ao Senhor?

 

9: O sistema sacrifical apontava para a morte de Jesus para nos salvar. Por amor, Ele nos criou e nos redimiu. Por isso O adoramos. 

 

10. Leia o Salmo 40:6-8 e Hebreus 10:1-13. Como Paulo relaciona o Salmo 40:8 com o sistema de sacrifícios?

 

10: Deus inspirou o sistema de sacrifícios, que simbolizava Cristo que, ao dar Sua vida na cruz, fez a vontade de Deus e cumpriu Sua lei. 

 

A ênfase do autor é que temos salvação por meio de Cristo não por intermédio da morte de animais. Somente através de Cristo há verdadeiro perdão dos pecados. Todo o sistema terrestre era apenas um precursor do que Jesus faria em favor da humanidade. Ele estava dizendo a seu público, mais provavelmente judeus crentes em Jesus, que eles precisavam deixar de olhar o sistema terrestre e focalizar sua atenção e adoração em Jesus. Em outras palavras, embora todo o serviço do santuário apontasse para Cristo, eles precisavam, como cristãos, se deslocar dos símbolos para a realidade, que era Jesus e Seu ministério em favor deles no santuá­rio celestial, depois de Sua morte expiatória.

 

11. Como podemos ter certeza de que não tornamos o culto e seus detalhes um fim em si mesmo? Como podemos fazer com que cada aspecto de nossa adoração nos conduza para Jesus e Sua obra em nosso favor?

 

11: Tudo deve nos conduzir para Cristo e Sua obra salvadora. Exaltar mais a Cristo e cuidar para que o ser humano não seja idolatrado. 


 

Quinta

Ano Bíblico: Jr 4–6


Para que não nos esqueçamos!

 

Os salmos 78105 e 106, que estão entre os mais extensos, são hinos impor­tantes que deviam ser cantados ou recitados para lembrar a Israel acerca da liderança de Deus no passado.

 

12. Leia o Salmo 78:1-8. Por que Deus quer que o povo lembre sua história? Leia também Deuteronômio 6:6-9 e 1 Coríntios 10:11. Como podemos aplicar esse princípio em nosso contexto e experiência, que são bem diferentes da história deles?

12: Devemos nos lembrar do cuidado de Deus no passado para manter a confiança e obediência, evitando os erros dos antigos. 

 

Uma das formas pelas quais Deus Se revela é através da história. No entanto, cada geração deve ter uma nova experiência com Ele, com base nessa história. Por essa razão, não apenas a música, mas a proclamação da Palavra de Deus na adoração é vital tanto para as gerações do passado quanto para as novas gerações, para manter diante das pessoas a liderança de Deus no passado. O salmo 78 é uma advertência de que a história não deve se repetir, mas, ao mesmo tempo, é uma lembrança reconfortante da maneira graciosa pela qual Deus lidou com Seu povo rebelde. Parece haver uma urgência na promessa imperativa, "contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o Seu poder" (v. 4). O salmo 105:2 nos convida: "Cantai-Lhe salmos; narrai todas as Suas maravilhas".


O Salmo 119, o mais longo poema no livro de Salmos, contém o frequente refrão: "ensina-me os Teus estatutos", indicando a importância das Escrituras como base para o ensino da piedade e justiça. Paulo repete esse pensamento quando instrui o jovem pregador, Timóteo: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (
2Tm 3:16).


Paulo exorta Timóteo: "Prega a palavra" (
2Tm 4:2). Negligenciar a proclamação da Palavra na adoração é diluir o poder que o evangelho tem de alcançar corações, mudar vidas e enriquecer a experiência de adoração dos fiéis.

 

Quantas vezes você já teve a experiência de algo maravilhoso e miraculoso que o Senhor fez em sua vida, mas se esqueceu logo depois e demonstrou medo e falta de fé, quando uma nova crise surgiu? Seja no culto coletivo ou na sua comunhão particular, como você pode aprender a manter viva em sua mente a direção de Deus em sua vida? Por que isso é tão importante?

 


 

Sexta

Ano Bíblico: Jr 7-9


Estudo adicional

 

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44-51: "A Criação"; Educação, p. 159-168: "Poesia e Cânticos"; Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 107-115: "Esquecimento".

 

O Livro dos Salmos cumpre um papel único na Bíblia. . . [Os salmos] funcionam nas Escrituras como a batida do coração da religião de Israel. Neste livro de orações o povo da aliança encontrou sua escada para o Céu. Ela se estende das mais baixas profundezas da agonia e sofrimento humanos às mais altas alegrias da comunhão com Deus. Lamentos e gritos de desespero se alternam com hinos de gratidão e louvor. . . Esse intercâmbio vivo entre o homem e Deus é talvez a razão mais profunda pela qual o Livro dos Salmos tem sido estimado pelos que buscam a Deus, em todas as gerações, como a joia de valor inestimável na Bíblia hebraica". Além disso, eles são uma "revelação do próprio coração de Deus. Eles permanecem como inspirados exemplos de como Deus deseja que respondamos, pela fé, às revelações autênticas de Si mesmo e de Seus feitos nos livros de Moisés" – Hans K. LaRondelle, Deliverance in the Psalms [Libertação nos Salmos] (Berrien Springs, Mich.: First Impressions [Primeiras Impressões], 1983, p. 3, 4).

 

Perguntas para reflexão
1. Uma coisa é ter confiança na justiça do juízo final de Deus no fim do tempo; temos que confiar nessa esperança e promessa. Ao mesmo tempo, isso significaria que não precisamos trabalhar pela justiça e juízo agora, porque sabemos que isso acabará acontecendo pela ação de Deus? Como alcançar o equilíbrio entre buscar justiça agora e saber que um dia ela ocorrerá?
2. De que maneiras o culto de adoração de sua igreja pode ser melhorado para assegurar que Cristo seja exaltado em todos os aspectos da adoração?
3. Se sua igreja não canta salmos nos cultos, peça a um músico que escreva a música para um salmo que possa ser cantado pela congregação.

 

Respostas Sugestivas: 1: Reconhecimento do poder e grandeza de Deus; convite para louvar e adorar o Criador. 2: As criaturas celestiais e o ser humano celebram a grandeza do Criador e a fidelidade de Suas leis, confirmando Sua obra de criação. 3: A Palavra de Jesus (o Verbo) criou o mundo, encarnou na Terra e merece nossa adoração. Jesus, Sua lei e Sua Palavra são perfeitos. 4: Entrou no santuário e percebeu que Cristo é o nosso intercessor; eficiente advogado dos fieis, mas justo juiz dos perversos, que terão fim. 5:Apesar das desigualdades e injustiças, todos perecem, da mesma forma que os animais; Deus julgará e remirá os fieis do poder da morte.6: Ninguém pode salvar uma pessoa da morte. Somente Jesus Cristo, por meio de Seu sangue, pode oferecer vida eterna. 7: c 8:Rituais do santuário; intercessão e sacrifício de Cristo por nós; as cerimônias do santuário deviam ser um ato de comunhão com Deus. 9:O sistema sacrifical apontava para a morte de Jesus para nos salvar. Por amor, Ele nos criou e nos redimiu. Por isso O adoramos. 10: Deus inspirou o sistema de sacrifícios, que simbolizava Cristo que, ao dar Sua vida na cruz, fez a vontade de Deus e cumpriu Sua lei. 11: Tudo deve nos conduzir para Cristo e Sua obra salvadora. Exaltar mais a Cristo e cuidar para que o ser humano não seja idolatrado. 12:Devemos nos lembrar do cuidado de Deus no passado para manter a confiança e obediência, evitando os erros dos antigos.

 


 FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li732011.html


Ciclo do aprendizado


Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: 
Os Salmos nos ajudam a dialogar com Deus, através das estruturas e imagens da poesia, sobre questões como injustiça, traição, juízo e história, bem como louvor pela criação do mundo e celebração de Seu domínio. Poesia e música são avenidas especialmente adequadas para experiências pessoais e coletivas de adoração.
Só para o professor: Use o seguinte exercício para ajudar a classe a explorar o valor das figuras de linguagem e da poesia em comunicar as verdades de Deus.


Atividade de abertura: William Wordsworth definiu a poesia como "o transbordamento espontâneo de sentimentos poderosos: ela tem sua origem na emoção recolhida na tranquilidade". A poesia é uma linguagem compactada numa forma que comunica muito, ao nosso coração e mente, com poucas palavras. Grande parte do seu poder vem de imagens sensoriais que associamos a experiências inteiras. Por exemplo, quando o 
Salmo 19:4-6 se refere ao Sol como um noivo saindo dos seus aposentos, ou um herói correndo com alegria para a linha de chegada, temos a imagem do Sol como um homem forte, profundamente feliz, cheio de vida e pronto para enfrentar o mundo. Quando essa imagem é associada à Palavra de Deus, Seu poder, energia e glória se espalhando por toda parte, aquecendo o planeta, mesmo em majestade silenciosa, um retrato totalmente novo de Deus é apresentado aos nossos sentidos. Quando essa imagem é estendida para a descrição da lei de Deus, somos mais capazes de compreender um conceito muito abstrato, que em alguns contextos, é assustador e ameaçador.


Comente com a classe: Divida a classe em cinco grupos e distribua a cada grupo alguns versos do 
Salmo 19:7-14. Se possível, incentive o uso de várias versões da Bíblia. Peça que cada grupo desenhe figuras (ou represente por mímica uma ilustração), demonstrando como é a lei de Deus, conforme a descrição dos versos que os integrantes do grupo receberam. Recolha as figuras ou peça que venham à frente os que representaram uma demonstração. Peça que a classe comente essas imagens e como aumentam sua compreensão do Criador como legislador.


Compreensão
Só para o professor: Uma possível forma de apresentar o seguinte material é dividi-lo entre cinco grupos. Peça a cada grupo que comente o tema escolhido e encontre um hino do hinário para ilustrar o assunto. Certifique-se de reservar tempo suficiente para que cada grupo apresente suas descobertas para a classe. Você pode optar por usar representações concretas para o que pode parecer uma lista de conceitos abstratos abordados nos Salmos, para ajudar a classe a se identificar com esses conceitos. Por exemplo, uma folha ou rocha pode ilustrar o tema da natureza, e um simples instrumento musical pode ilustrar louvor e celebração.


Comentário Bíblico


I. Criador do mundo natural
(Recapitule com a classe os 
Salmos 65104 e 139:13-18.)


Muitas vezes, vamos ao mundo natural para ver a presença e o poder de Deus. Em 
Romanos 1:20, Paulo reconhece que todos podem ver na criação os atributos invisíveis de Deus, e isso não deixa ninguém com a desculpa de que não poderia conhecer Deus e Lhe dar glória. Pensar no que Deus tem feito, como refletido no belo ambiente de Sua criação, desperta temor e admiração do poder criativo de Deus, apreciação pelo Seu senso de beleza e perfeição, e alegria por Seus dons generosos.


De acordo com Ellen White, mesmo quando era menino, Cristo gostava de tirar algumas poucas horas de lazer e passá-las na natureza, em comunhão com Seu Pai, orando, estudando as Escrituras e cantando louvores. Ele ficava feliz, rodeado pela beleza e bênçãos da natureza. "Quão amáveis são os Teus tabernáculos", quase podemos ouvi-Lo cantar, "A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor... O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si,... os Teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!" (Sl 84:1-3).


Pense nisto: Que aspectos do mundo natural são mais impressionantes para você e o inspiram a cantar? Como a declaração do nosso apreço pela criação de Deus inspira a fé da comunidade?


II. Justiça e juízo
(Recapitule com a classe os 
Salmos 4973120 e 139.)


Às vezes, um belo hino de louvor, como o 
Salmo 139, é interrompido com explosões apaixonadas contra o perverso. O contraste do jovem pastor que se tornou guerreiro é tão interessante quanto a imagem de Davi cantando um belo e emocionante verso sobre a bondade e presença de Deus a cada momento, até mesmo nas "asas da alvorada", e, de repente, irrompendo em clamores apaixonados contra os malfeitores. "Quem dera matasses os ímpios, ó Deus!", declara. "Acaso não odeio os que Te odeiam, Senhor?" (Sl 139:19, 21, NVI). Depois, em outra mudança rápida de pensamento, Davi termina seu hino com um apelo fervoroso para que Deus sondasse seu coração e erradicasse dele qualquer mal que pudesse estar se insinuando ali.


Parece que Davi foi tão fervoroso em seu ódio pelo perverso quanto em seu amor por Deus. Embora num primeiro momento isso possa chocar nossa sensibilidade, há grande segurança na determinação de Deus em lidar de forma justa com o mal. Davi encontrou não apenas beleza e paz no deserto, mas proteção e segurança contra o mal. Ele não só ansiava por paz e segurança, mas fazia o que podia para tornar possível o tipo de justiça divina e segurança para todos em seu reino. Davi e os demais salmistas reconheciam que, como servos de Deus, devemos nos identificar com Ele e participar de Sua obra de reparar a opressão, em lugar de se identificar com os ímpios e sua obra de destruição.


Pense nisto: Qual é o propósito das promessas de que a justiça e o juízo serão executados sobre os ímpios? Por que esse tema é importante para a adoração coletiva?


III. História
(Recapitule com a classe os 
Salmos 78106 e 114.)


Deus deu a Moisés um cântico para ensinar ao povo justamente antes de sua morte. Era uma longa narração de como Deus havia livrado Israel, suas muitas rebeliões e as lições que tinham aprendido sobre o caráter de Deus durante seus anos de peregrinação no deserto (Dt 31:15–32:47). Em outra ocasião, após o retorno dos exilados a Jerusalém, Esdras organizou um jejum para arrependimento, e os levitas fizeram uma narração semelhante do relacionamento de Deus com Seu povo (Ne 9). Em ambas as circunstâncias, Israel havia chegado ao fim de um amargo exílio de sua terra e estava posicionado na encruzilhada que prometia um novo começo. Era um momento importante para rever sua história.


Essas narrações não eram histórias de indivíduos; eram histórias de como o povo havia chegado à situação em que estava. Eram histórias compartilhadas. Havia grande perigo em esquecer o que Deus havia feito e as lições aprendidas com tão grande custo. Não poderia haver recomeço, a menos que essas lições estivessem vívidas em sua mente e coração.


Pense nisto: Por que é importante que o povo de Deus, hoje, conte sua história compartilhada com o povo de Deus através dos séculos? Que eventos iminentes tornam essencial que conservemos vivas em nossa mente as lições de Deus na história?


IV. Santuário
(Recapitule com a classe os 
Salmos 20:3141:243:3, 484.)


O uso das imagens do santuário nos Salmos enriquece nossa adoração a Deus no lugar santíssimo hoje (Hb 10:19-22). O povo de Israel, como um todo, não era impedido de entrar nos lugares santo e santíssimo, no tabernáculo do deserto. Eles eram chamados a imaginar o que estava acontecendo, enquanto o sacerdote levava o sangue do sacrifício para o altar do incenso, além da menorá (candelabro) e da mesa dos pães da presença, e espargia o sangue sobre as pontas do altar e o véu diante da arca da aliança. O povo podia ver a glória daShekinah acima do topo do tabernáculo e imaginar as orações sendo apresentadas diante de Sua Majestade, o Rei do Universo, que viera habitar com eles e Se encontrar com eles ali, protegidos como estavam do brilho de Sua justiça. Assim devemos, na imaginação, seguir Cristo atrás do véu nas cortes celestiais, enquanto Ele apresenta nossas orações diante do Pai, intercede por nós e nos reclama como Seus por causa de Seu sangue derramado, que nos limpa do pecado.


Pense nisto: Como nossa compreensão do papel que Jesus desempenhou ao comprar nossa redenção com Seu sangue motiva mais a nossa adoração? Por que é importante que cantemos sobre essa relação muito incrível?


V. Louvor e celebração
(Recapitule com a classe os 
salmos 147148149 e 150).


Os anjos gostam de proclamar, repetidas vezes, a santidade de Deus, Seu poder criativo, onisciência, perfeita justiça, a salvação que Ele tem concedido, e Sua dignidade para receber nosso louvor, por causa de toda bênção, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força que pertencem a Ele (
Is 6:3Ap 7:9-12). Na verdade, quando chegarmos ao Céu, todos nós, até a última criatura, nos reuniremos ao redor do trono de Deus e nos alegraremos na maneira pela qual Deus tem sido bondoso. Será uma grande celebração!


Relembre celebrações em grupo, como Miriam liderando o cântico após o livramento no Mar Vermelho (Êx 15), Davi levando a arca em Jerusalém (
2Sm 6:12-22), e o grupo de cantores guiando o exército de Josafá à batalha (2Cr 20:20-28). Embora muitas vezes louvemos a Deus em particular, quanto mais jubilosas são essas celebrações coletivas de livramento! Essa é a diferença entre comemorar seu aniversário sozinho e celebrá-lo com a família e amigos. Nossos hinos de adoração não somente ajudam a consolidar a harmonia do grupo e unidade de propósito na devoção a Deus, como nos dão um poderoso e enobrecedor sentimento de alegria compartilhada, que não encontramos em nenhum outro contexto.


Pense nisto: Que livramento será mais importante em nossa mente, quando nos reunirmos ao redor do trono no Céu, para cantar louvores a Deus?


Aplicação
Só para o professor: 
Use as seguintes atividades para ajudar a tornar claras para a classe as aplicações práticas dos temas dos Salmos.


Atividade
Ouça as músicas preparadas pelos membros da classe nessa semana como parte das tarefas da semana anterior.


Perguntas para consideração
1. Que experiências de livramento sua comunidade compartilha? Comente essas experiências e, em seguida, divida a classe em dois grupos, a fim de fazer a leitura responsiva número 5, Rendei Graças ao Senhor, no Hinário Adventista (Sl 107:1-15). Pergunte como os alunos se sentem ao ler juntos as Escrituras. Por que é tão valiosa para a igreja a experiência de se reunir para celebrar os livramentos operados pelo Senhor?
2. Com que frequência você experimenta em seus cultos de adoração os diversos temas apresentados nos Salmos? Sua igreja tem utilizado as leituras responsivas do Hinário Adventista? Como a programação de sua igreja poderia aumentar as oportunidades para a utilização de poesia, salmos, e músicas extraídas das Escrituras ou das experiências pessoais?


Criatividade
Só para o professor:
 Sugira as seguintes ideias para ajudar a colocar em prática, durante as próximas semanas, as questões analisadas na classe.


1. Escreva uma versão do 
Salmo 136, usando os principais eventos da sua vida como marcos que ilustram como "Seu amor dura para sempre". Compartilhe esse salmo com um membro da família que tem uma história de vida semelhante e que precisa de um impulso extra para a fé nesta semana.
2. Escolha cinco salmos que falam da natureza. Leia um deles a cada dia, antes de sair de casa, e medite sobre essa passagem enquanto faz suas atividades.
3. Que livramentos especiais sua família experimentou? Planeje algumas atividades para celebrar a atuação de Deus em sua vida, como uma refeição comemorativa, um álbum de família ou uma decoração de parede que ajude a lembrar a bondade de Deus.
4. Reescreva alguns trechos de algumas das imagens do santuário nos Salmos, à luz do "novo e vivo caminho" (Hb 10:20) que foi aberto para nos aproximarmos de Deus, e compartilhe com a classe.

 


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Lição 7 – ADORAÇÃO NOS SALMOS


Ruben Aguilar

 

A RELAÇÃO ENTRE ADORAÇÃO E LOUVOR
Pela etimologia dos termos usados nas línguas originais em que a Bíblia foi escrita, adoração é uma atitude de reverência para com o Deus supremo. Uma significação simples e básica desse termo é manter o corpo prostrado, de joelhos dobrados, com a cabeça encostando no chão. Mas, a adoração não se restringe ao significado etimológico do termo, ou do que este pode expressar. Se assim fosse, a adoração não deixaria de ser mais do que uma simples emissão de voz, um som audível que não transmite nenhuma informação ou mensagem. Não se deve desconhecer que toda palavra, para exercer seu objetivo essencial, precisa enunciar um conceito; do contrário, essa palavra será só uma sequência de sons articulados.


A palavra adoração é um substantivo ligado ao relativo verbal adorar, que expressa uma ação. Essa ação é o conceito que a palavraadoração quer expressar; ou seja, é a exposição de formas com as quais a pessoa manifesta a atitude de adorar. Algumas dessas formas são: oração, meditação na grandeza e poder de Deus, leitura das Sagradas Escrituras, louvor, etc. O louvor, especificamente, é uma das formas mais usuais de adoração. É a maneira de expressar reconhecimento dos atributos divinos. Em geral, o louvor se manifesta mediante a exaltação, o elogio, o ato de honrar, o fato de enaltecer, aclamar com júbilo, cantar.  Em todas essas manifestações predomina a vocalização ou o uso da voz. O termo hebraico traduzido como louvor é hallel, usado principalmente para se referir à expressão cantada dos Salmos. O vocábulo hebraico mencionado provém da raiz verbal halal, que literalmente pode ser traduzido comofazer barulho.


Os Salmos são uma forma de adoração a Deus mediante o louvor, ou melhor, mediante a expressão cantada. Na letra dos Salmos o compositor sacro exprime sua adoração para exaltar a misericórdia divina, aclamar os portentosos milagres em favor do povo de Israel, enaltecer os atributos de Deus e Sua Majestade, honrar a glória divina pela concessão do perdão. Não há outra maneira mais pública e sublime de louvar a Deus do que se faz através dos versos melodiosos dos Salmos. Nos poemas dos Salmos, o compositor revela o que há de mais impactante e constrangedor no âmago da sua consciência. Não é a elaboração trivial de uma espontânea exposição de sentimentos efêmeros; ao contrário, a composição de um salmo é fruto de uma bem esforçada proliferação de pensamentos que procuram traduzir a ideia principal do tema a ser cantado.


Nos salmos preservados no registro bíblico, a variedade de temas é vasta, dependendo da experiência religiosa do autor e da ocasião em que foi composto. Alguns salmos são de reconhecimento da grandeza de Deus; outros procuram refletir a realidade espiritual do perdão e aceitação divinos; um bom número procura transmitir numa versão didática os atributos de Deus. Procuremos analisar o tema de alguns salmos.

 

ADOREMOS O SENHOR, NOSSO CRIADOR
Um dos problemas humanos de todas as épocas da história da civilização, e ainda atual, é a origem do Universo e, em forma sequencial, da Terra e do homem. As primeiras civilizações tratavam esse tema em harmonia com as bases de crenças mitológicas que regiam seus princípios comportamentais e modo de vida. Para a maioria desses povos, o Universo era o produto de transformações de seres míticos de um mundo sobrenatural e monstruoso, em realidades naturais. Os gregos foram os primeiros a tratar de forma racional o problema das origens, através das emissões de pensamento dos seus filósofos. Antes de Sócrates, os assim chamados pré-socráticos, como fruto das suas divagações filosóficas, afirmavam que o Universo surgiu por causa das propriedades de certos elementos, que, para uns era a água, para outros, a terra, o fogo, ou o ar. Em última análise, esses pensadores buscavam um elemento natural como causa da origem do mundo.


O filósofo Aristóteles admitia que o problema da origem do Universo poderia ser exposto mediante duas acepções: a do tiqe, o caos; e a do teleos, desígnio; que impelem as ideias do "tiquismo" (admite que a origem do Universo é resultado do acaso caótico de forças da natureza), e a da teleologia, que admite a existência do Universo como uma expressão do desígnio divino. Hoje, a grande maioria da população mundial se inclina a aceitar que o mundo foi originado pela participação de elementos materiais energizados por acaso, em caóticas combinações para formar compostos primitivos. Uma pequena porcentagem da população mundial admite que o Universo é fruto de uma criação por desígnio; ou seja que tudo que existe é produto de um plano de criação executado por Deus. Essa asseveração era a verdade transmitida oralmente pelos primeiros pais da humanidade e durante o período patriarcal. Desde a época de Moisés, a narrativa da criação foi grafada em letras indeléveis, tanto no texto sagrado como na mente dos que andam com Deus.


A narrativa da criação, conforme registrada no Gênesis, é a principal instrução sobre os atributos eternos de Deus.  Nela se refletem claramente Sua onipotência, ao fazer que seres inexistentes viessem à existência; Sua onisciência, ao ditar leis para manter a vasta harmonia do Universo; Seu amor, ao permitir que o homem recebesse uma nítida mostra dos atributos divinos, como a capacidade mental, a experiência espiritual, incluindo a imortalidade antes da transgressão.


As múltiplas funções com que a natureza demonstra sua existência são respostas fiéis ao conteúdo das leis naturais impostas por Deus, o cumprimento das leis físicas em cada partícula atômica e dos órgãos e sistemas biológicos que possibilitam o equilíbrio e a harmonia do mundo; são demonstrações da obediência à vontade divina. Essa obediência se manifesta em forma de louvor audível no farfalhar da frondosa copa de uma árvore, na melodia inimitável de uma correnteza fluvial e a de uma cachoeira extravasando incontáveis volumes de água, na sinfonia da variedade de melodias trinadas das aves canoras, na luminescência dos vagalumes voando nas serenas noites, no brilho intermitente das estrelas do infinito, que advertem aos homens das suas limitações finitas.


Assim como a natureza expressa seu louvor a Deus mediante a obediência às leis físicas, também o homem, como criatura dotada de livre-arbítrio, tem o privilégio de expressar seu louvor ao Infinito mediante voz coletiva, sonora e retumbante entoando salmos e hinos de reconhecimento ao atributo criador de Deus.

 

JUSTIÇA NO SANTUÁRIO
A participação do homem em sociedade está baseada no cumprimento dos princípios de direitos e responsabilidades. Desde esse ponto de vista, são considerados direitos as faculdades legais de praticar ou deixar de praticar uma atividade. As responsabilidades são as obrigações que devem ser cumpridas em resposta às imposições da sociedade. O respeito aos direitos de cada pessoa é uma expressão de justiça. Embora os regimes governamentais garantam a vigência dos direitos da pessoa humana em todos os níveis, desde a simples comunidade familiar ou de bairro, até os da administração política das nações, a gama de conflitos sociais demonstra o desrespeito a tais direitos e, por esse fato, a falta de justiça se torna evidente.


Onde o conflito prevalece, há carência de justiça. É uma realidade inaceitável para toda pessoa que deseja viver em paz e que clama por justiça. Os conflitos no mundo alterado se manifestam de formas variadas, desde simples enganos até atentados contra a vida pessoal e sempre acompanhados de violência. Há atentados contra a pessoa em qualquer lugar sem exclusão de ninguém e, em certa medida, o clamor por justiça é universal. Pode-se admitir que a justiça se manifeste em certos casos e em circunstâncias de precariedade; mas, em geral, a falta de justiça é abrangente e sem limites.


Cristo Jesus, no Seu célebre Sermão da Montanha, patenteou a falta de justiça na experiência de vida das pessoas. Fazendo alusão à sensação vital da sede e fome, Cristo prometeu para esses a plena satisfação dessa necessidade, e de serem fartos de justiça. A verdadeira justiça não pode ser um atributo da natureza humana, pois, esta se encontra afetada e contaminada pelo mal que inibe a manifestação dessa virtude. A verdadeira justiça se expressa mediante a concessão de recompensa aos atos praticados, quer sejam bons ou maus; ou seja, é uma atribuição divina, pois só o Deus sábio e amoroso pode avaliar a qualidade dos atos humanos.


A justiça divina se manifesta no ritual do Santuário. É na solene cerimônia da Expiação que se revela o sacrifício de Cristo, na figura do Cordeiro que morre em lugar do pecador arrependido. No Santuário celestial, Cristo, ao passar do lugar santo para o santíssimo, realiza Sua tarefa de mediação em favor dos crentes e inicia o juízo investigativo que culminará com o juízo final. Esses atos são os que reivindicam a necessidade de justiça, a sede e a fome por justiça.


Sede e fome de justiça é o desejo veemente de ver estabelecida a justiça sobre os atos de cada ser humano. Nessa implantação será extinta toda crueldade, toda forma de violência; não mais se verá a atitude de prepotência assumida pelos dominadores; a arrogância, a ambição de riqueza ao preço de opressão e engano, terão seu fim; "de nada valerá a fuga ao ágil, o forte não usará a sua força, nem o valente salvará a sua vida" (Am 2:14).


Sede e fome por justiça é o desejo humilde do seguidor de Cristo que, manifestando arrependimento, espera trocar sua justiça pela justiça imaculada do Cordeiro morto na cruz. Isso será possível em cumprimento às promessas de salvação.


Quão bela será essa realidade! Digna de ser apregoada em versos majestosos; de ser cantada em infinidade de vezes, ao som de melodias de louvor; de ser entoada em salmos de adoração ao eterno Deus infinito. Exaltar em cantos a justiça divina para satisfazer àquela ansiedade de paz perene, na qual vive o devotado seguidor de Cristo.

 

"COMO OS ANIMAIS QUE PERECEM"
O tópico que antecede os parágrafos seguintes é uma transcrição da última frase do Salmo 49. Esse poema procura colocar num só padrão de valores existenciais o homem e o animal. Quais poderiam ser as diferenças entre o homem e o animal, se ambos terminam de forma semelhante, na morte, e seus corpos se misturam ao pó da terra?


O propósito do Salmo 49 é fazer alusão às semelhanças entre o homem e o animal, mesmo sem especificar as características usadas para asseverar essa realidade e, dessa maneira, colocar em relevo a futilidade da vida estimulada pela procura de riqueza, poder e vaidade que acaba com a morte.


Os homens são "como os animais que perecem", na base estrutural do seu organismo. Homem e animal são fisicamente constituídos por átomos e moléculas que, por sua vez, constituem células, tecidos e órgãos. Por semelhança ou por analogia, tanto os órgãos dos seres humanos, como os dos animais, executam as mesmas funções. Nesse padrão de classificação, não há diferença nenhuma. Para confirmar a semelhança entre o homem e o animal, especialistas em biologia sistemática classificam os vertebrados em mamíferos, os quais são todas as espécies que possuem coluna vertebral e se alimentam do leite materno no primeiro período de vida.


O salmista que emite seu louvor a Deus não pretende destacar essa semelhança física entre o homem e o animal porque, em termos de propósito eterno, isso é irrelevante.  Sua voz de adoração é de advertência contra o despropósito de uma vida orientada à conquista de bens, poder e fama, que podem redundar em benefícios neste mundo; mas que tudo termina na morte e não oferecerá nenhuma transcendência ao interessado nessa opção. O qualificativo implícito nesse raciocínio, e que faz parte da fraseologia do salmo, é de que o homem que age dessa maneira leva uma vida "como os animais que perecem".


Existe outra classificação encontrada na sistemática divina, e identifica o homem que adota uma vida estimulada pelos propósitos que conduzem à eternidade. Esse grupo de seres tem estrutura física de um vertebrado e, quando recém-nascido, aproveita o alimento materno para subsistir; mas mediante o uso do seu intelecto, demonstra capacidade para diferenciar entre o bem e o mal, entre obedecer e seguir seu desatino, entre construir para esta vida ou acumular tesouros para a vida eterna, entre adorar livremente a Deus ou ser escravo do maligno. Esse grupo de pessoas não pertence ao reino animal; mas sim, ao reino de Deus.


Essa revelação é digna de ser enunciada em versos e ser repetida com o fundo ritmado de uma melodia celestial. É tema que deve ser emulado com outras formas de expressão literária e com aquela variedade de sons que comovem o espírito. Assim fazendo, será sempre uma ocasião renovada para elevar a Deus o louvor a Ele devido.  Glorioso é o salmo que transmite esse tão estimulante propósito de vida e, dessa maneira, motiva a exalar um sentimento de adoração ao Deus Eterno!


Adoremos ao Deus Todo-poderoso, entoando salmos que evocam Sua vontade.

 


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COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

 

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 07 – Adoração nos Salmos

Semana de 6 a 13 de agosto

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí - RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br - Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

Verso para memorizar: "Como é agradável o lugar da Tua habitação, Senhor dos Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao DEUS vivo" (Salmo 84:1 e 2, NVI).


Introdução de sábado à tarde

Que frase linda essa: "como é agradável o lugar da Tua habitação..."! Hoje não fazemos idéia de como deve ser atraente o lugar. Mas sabemos de algo interessante. Não só o lugar onde DEUS habita é de indescritível beleza, nem mesmo conseguiremos descrever quando, em perfeição, estivermos lá. E não é só o lugar da habitação de DEUS que possui a mais impressionante beleza do Universo, mas ali a presença de DEUS, que deve ser um Ser lindo por si mesmo, é como o centro de toda a beleza. DEUS é adepto do belo e harmonioso, sendo Ele mesmo assim, e assim também é tudo o que ele faz. Em tudo isto, há mais algo que hoje não podemos imaginar: a sensação de estar perto de DEUS. Ali a atmosfera influencia o corpo e a mente em uma sensação maravilhosa, de estar junto a DEUS. Pode-se sentir a proximidade de DEUS, o que é algo que faz com que não queiramos sair dali. É algo magnífico que emana de DEUS.


  1. Primeiro dia: Adoremos o Senhor, nosso Criador

Como podemos descrever DEUS? O que podemos fazer é uma frágil tentativa, mas descrever DEUS é absolutamente impossível. E é fácil entender a razão: como poderia uma criatura finita descrever um Ser infinito? Então, o que podemos fazer é nos admirar da grandeza de DEUS, que conhecemos em parte.

Vejamos alguns dados do que pôde ser visto pelos aparelhos fabricados pelo ser humano. O tamanho do Universo visível é de 2 bilhões de anos luz. O número de superaglomerados é de 270.000, o número de grupos de galáxias no universo visível em torno de 500 milhões; o número de galáxias grandes no universo visível em torno de 10 bilhões; o número de galáxias anãs no universo visível aproximadamente 100 bilhões; o número de estrelas no universo visível mais de 2.000 bilhões de bilhões. Isso é o que pôde ser visto! A pergunta é, se o Universo for finito, qual é a proporção do que já foi visto? Não sabemos. E se o Universo não tiver limites?

Somente diante do que já pudemos ver, ficamos perplexos em imaginar o poder de quem criou tudo isso. É de se ficar estupefato, sem fôlego. Se o poder de DEUS se limitasse a esse tamanho do Universo, já O deveríamos admirar, pois não existiria outro ser capaz de tanto. Mas DEUS é ainda mais, infinitamente mais. Portanto, outra vez perguntamos, como descrever DEUS? Sim, como descrevê-Lo, se não conseguimos ainda entender de todo, um átomo? Como descrever DEUS, se nem vimos todo o Universo, e o que vimos, não sabemos descrever por inteiro? Quantos livros seriam necessários só para descrever o Universo? Então, em relação a DEUS, quantos seriam necessários para descrever o Criador? Estamos tratando de números infinitos. Tudo o que se refere a DEUS é infinito.

Você consegue dimensionar em sua mente os números acima, sobre o Universo? É evidente que não consegue. Agora imagine outra coisa, um Ser assim, tão poderoso, bem poderia se valer desse poder para subjugar suas criaturas, e fazer com que se mantivessem na linha, conforme seus desejos, por toda a eternidade. Mas não é assim. Ele nos dá liberdade, e quando duas de suas criaturas caíram em desobediência, o que esse DEUS fez? Ele, porque amava demais a essas criaturas, veio morrer por elas.

Aqui está o outro lado do poder de DEUS. Sim, Ele é supremamente poderoso. Mas, ao mesmo tempo, Ele é puro amor, isto é o Seu caráter, a Sua mente. Ele ama ao que faz. Por isso Ele criou um Universo que tem um tamanho enorme, para nos deixar admirados e felizes. O Universo é lindo, ao longo dele deve haver coisas espetaculares, de raríssima beleza, para se ver. Pois isso Ele fez para agradar às Suas criaturas, para que elas tivessem eternamente o que admirar, estudar, entender, interagir. Na perfeição não seremos ociosos, mas eternamente teremos natureza para estudar e nos aprofundar, pois ali encontraremos sempre mais algo novo sobre o amor de DEUS. Isso será maravilhoso, e deixará muito felizes. Teremos a eternidade para essa finalidade.

Agora imagine outra coisa. Esse DEUS, tão grande, que em tudo colocou uma lei perfeita para que houvesse felicidade perpétua, a lei do amor, Ele, tão magnífico em poder, é um Ser humilde. Na perfeição a humildade se manifesta em uma glória espetacular e indescritível a mortais. Mas aqui na Terra, a humildade se manifestou em forma de pobreza e simplicidade. E deve ser assim, pois, que grandeza e magnificência pode haver num ambiente de pecado? Aqui, para cultivarmos a humildade devemos ser simples e viver despojadamente, pois, nada somos, senão pecadores. E que honras merecem os pecadores? Nem JESUS, vivendo aqui na Terra, aceitou honras, pois estava em forma de ser humano mortal sujeito a cometer pecado, se bem que não cometeu. As honras e a glória, deixemo-las para quando DEUS as der, quando JESUS nos vier buscar. Receberemos horas, não porque as mereçamos por termos sido salvos, mas porque DEUS as dá de graça, pelo simples fato de nos amar infinitamente.

Então, aí vai a pergunta final: alguém assim, merece ou não merece ser adorado?


  1. Segunda: Juízo de Seu santuário

Esse mundo é contraditório e um lugar de injustiça. A começar por JESUS, que inocente, aliás, o único ser humano desse planeta que foi totalmente inocente, e no entanto, foi pobre, viveu de forma humilde, e foi morto como um criminoso. O seu julgamento foi uma farsa, e a sua condenação, uma oportunidade de fortalecimento político a Pilatos. O mais intrigante ali é que todos os que estavam envolvidos diretamente no julgamento e na condenação de JESUS sabiam que Ele era inocente. Ele foi julgado culpado (ninguém sabe a razão, pois não havia) por ciúmes, e mandado ser crucificado por dividendos políticos e de poder estatal. Ali estava tudo fora do lugar e tudo errado, menos o cumprimento das profecias.

Hoje também sofremos injustiças. Aqueles que respeitam a lei de DEUS, e guardam o sábado, perdem concursos que são realizados nesse dia. Aqui, nessa Terra, quem é obediente às leis de DEUS e às leis dos homens, sofre muito. Por exemplo, tínhamos uma loja tempos atrás. Sempre cuidamos em observar o sábado e pagar todos os nossos impostos. Não sonegávamos nada. Tivemos que fechar, pois era impossível concorrer com os sonegadores, que podiam vender por preço mais baixo. E os consumidores não querem saber, compram onde o preço for menor, não importa se envolve algum tipo de roubo. Mas nós, com que moral iríamos pregar sobre o Reino de DEUS, e, ao mesmo tempo, sonegar impostos? Aqui, os que sonegam, crescem e vão bem na vida, e os que querem ser honestos, ficam por baixo.

E os nossos jovens? Esses sim é que sofrem! Nesses últimos dias, a nossa juventude sofre demais. É difícil conseguir uma oportunidade de trabalho com sábado livre. Alguns penam por anos, e ficam desanimados. As portas se fecham, e eles oram muito, a sua fé lhes é provada. Eles ficam na situação do Salmo 73, motivo de nosso estudo nesse dia.

Nesse Salmo se retrata a realidade da vida. Chega dar vontade de desistir, mas devemos continuar firmes. Esse salmo, em resumo, retrata a dura realidade. Os maus, os desonestos, os que não respeitam a DEUS, em geral, vão bem na vida financeira. Muitas vezes se dão mal na família, seus filhos vão às drogas, mas financeiramente, navegam em grandes fortunas. É o que eles querem. E quem não quer? Como é bom ganhar bastante dinheiro, ser honesto, e ser bom cristão. Esse é o sonho de todo fiel servo de DEUS. Mas muitos, a maioria, na vida real, nunca chega nem perto do sonho. Enquanto isso, os levianos e despreocupados com DEUS, parece que no bolso deles chovem bênçãos de DEUS.

Esse salmo 73 pode ser bem complementado com outro, o 17. Ali revela algo que todos nós, bons e fiéis servos de DEUS devemos saber. Ali fala (verso 14) que os mundanos tem seu quinhão nessa vida. E é só. Ou seja, nesse salmo está a grande explicação da lógica dessa vida. Quem não vai se salvar, tem alguma alegria nessa vida, bem naquilo que acha tão importante: ser rico. Eles vão bem aqui, seus filhos tem boa herança. Porém, no verso 15, diz que os justos contemplarão a face de DEUS. Afinal, o que vale mais? Ter uma vida regalada aqui na Terra, mas curta e sem futuro? Ou ter a vida eterna, com delícias indescritíveis, junto com O Criador? E acordar da primeira morte e ver-se à semelhança do Criador? O que vale mais?

Esse é um mundo contraditório. Temos que passar por ele, e não ficar nele. Temos que pensar na recompensa, não tanto nos presentes dias. E muita paciência, pois a justiça de DEUS, que vai ocorrer bem no final, e não poderia ser diferente, ela vem, e vai ser completa. Total misericórdia com os que se arrependeram, e total condenação com os que quiseram o mundo e não a DEUS.


  1. Terça: "Como os animais que perecem"

O ser humano tem fortes traços de caráter, não mais do Criador, mas do impostor, satanás. Enquanto está vivo, quer aparentar ser mais que realmente é. Como ele faz isso? Se não tiver muito dinheiro, então o esforço por aparentar tende a ser ainda maior. Faz longas prestações para comprar tênis e roupa de marca cara, para aparentar que tem mais, que se igualar aos famosos, ou simplesmente para que os outros pensem algo superior quanto a sua pessoa. Também recorre a penteados da onda, a celulares mais sofisticados, a idolatria de jogadores de futebol, e assim por diante.

Quem tem um pouco mais de dinheiro, esse recorre ao principal símbolo de status que existe: o automóvel. Tem que ser possante, ou incrementado, ou ter um som potente, ou ser rebaixado, e há muitas outras formas de se diferenciar para aparecer diante dos outros, chamar a atenção ao seu dono. Motocicletas também servem nesse sentido.

Quem tem mais ainda, esse constrói uma residência com o fim de aparecer diante da sociedade, e gerar comentários do tipo: "essa casa é de fulano de tal".

E, em geral, quem não é alto, principalmente sendo mulher, compra um calçado de salto bem alto, e assim, aparenta ser maior que realmente é. Quem se acha meio fora das dimensões, faz cirurgia plástica para exagerar nas dimensões. E apela para a pintura, para os enfeites, para acessórios dos mais diversos, e assim, faz de si, o centro das atenções.

Acontece que nessa corrida por fazer-se notar entre os demais, entra quase toda a população. Há poucas exceções, e isso alegra uma impressionante indústria de consumo. A competição por se fazer aparecer é gigantesca.

Todo aquele que pode, e que quer, junta riqueza. E com esse fim, geralmente vale tudo: sonegação, exploração do trabalhador; enganar o cliente (comprei um aparelho eletrônico dias atrás, e na semana seguinte o mesmo aparelho entrou em promoção, com R$50,00 reais a menos: tem graça isto? me senti enganado e traído, mas, isso parece normal à maioria das pessoas); vender em longas prestações embutindo juros altos, mas em parcelas baixas; maquiar produtos fazendo-os parecer melhores que são; automóveis usados geralmente escondem defeitos que aparecem mais tarde; enfim, vale tudo para ganhar mais dinheiro. Há uma corrida frenética por ganho. É como diz a profetiza Ellen G. White: "Parece estar-se apoderando do mundo, em muitos sentidos, uma intensidade qual nunca antes se viu. Nos divertimentos, no ganhar dinheiro, nas lutas pelo poderio, na própria luta pela existência, há uma força terrível que absorve o corpo, o espírito e a alma. Em meio dessa corrida louca, Deus fala. Ele nos ordena que fiquemos à parte e tenhamos comunhão com Ele. "Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus." Sal. 46:10." (Pela fá pela qual eu vivo, MM 1959, 225, grifo meu)

Mas, o que ganha o homem nesses esforços por proclamar o "eu"? No final, é como nos ensina a lição do dia de hoje, ele, morrendo, se iguala aos animais. Um animal, quando morre, vai se deteriorando, cheira mal, os bichos comem, e com o tempo, dele sobram alguns ossos, e mais um tempo, nem isso. E o homem, qual a diferença? Só uma: ele tem um túmulo, por vezes, até bonito por fora. Mas por dentro, nenhuma diferença com os animais: tudo podre.

Onde ficou a glória que ele se imaginou ter? Desapareceu totalmente. Restou a saudade, bens para os outros usufruírem, ou contas para pagar, e uma história que só se refere ao passado, e cuja continuidade foi interrompida.

Aqui, uma coisa é certa: a morte. Todos estão morrendo uma dia atrás do outro, e cada vez ficando mais velhos. Agora apareceu um cientista dizendo que a ciência vai poder fazer o homem viver uns 1000 anos. Bem, essa parece que era a expectativa de vida dos antediluvianos, com a vitalidade original, mas também eram mortais. Se a ciência é capaz de descobrir como recobrar essa vitalidade, isso não sabemos. Mas se ela conseguir, uma coisa é certa: da morte ela não nos livra, pois ela é incapaz de substituir JESUS na cruz e nos tornar seres sem pecado para assim também sermos imortais.


  1. Quarta: Adoração e o santuário

"Suba à Tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina" (Sal. 141:2).

Pode-se imaginar o sistema de vida nos outros lugares do Universo em que existem seres vivos inteligentes? Vamos tentar? Eles não pedem perdão; eles não oram (falam direto com DEUS), eles não fazem atividade missionária para salvar pessoas, eles não precisam de um Salvador (nunca se perderam), eles não precisam trabalhar para obter seu sustento, etc. Que contraste conosco! Nós estamos separados de DEUS por causa da natureza do pecado. Por isso, não conseguimos falar diretamente com DEUS. E já faz tanto tempo que é assim que até parece algo normal. Mas nós precisamos adorar de forma diferente dos demais seres, nossa adoração é falha, e vai em busca da salvação. Eles adoram porque já estão salvos.

A nossa adoração gira em torno de sacrifício. Desde que Adão e Eva saíram do Éden, sacrificavam para lembrar da vinda do Salvador. Esse sistema, que já existia desde o primeiro dia de pecado, foi bem regulamentado no monte Sinai, quando o povo ia para a terra prometida a Abraão. Muitos séculos eles sacrificaram animais inocentes, um ensinamento de que um inocente teria que morrer pelos pecadores, para que pudessem ser salvos.

A seu tempo, o verdadeiro cordeiro, o Sr. JESUS CRISTO, veio da parte de DEUS, e foi sacrificado. Depois disso, não se fazem mais sacrifícios, isso foi abolido pois, se o sistema de sacrifícios foi estabelecido para apontar para a vinda do Salvador afim de morrer por nós, então, depois que Ele veio, esse sistema não mais é necessário.

JESUS estabeleceu a Sua igreja em substituição àquele sistema. Nela se ensina sobre a segunda vinda do Salvador, não mais para morrer, mas para buscar aqueles que creram n'Ele. Ele instituiu o ritual do lava-pés e a santa ceia, para nos lembrarmos que Ele voltará outra vez, quando, então, poderemos fazer a ceia com Ele, na Nova Terra. Isto temos que ensinar ao mundo todo. Essa é hoje a essência da adoração.

Resumindo, a adoração hoje tem alguns pontos em comum com a adoração de todos os tempos, e outros diferentes. Os diferentes são, no antigo ritual do santuário, que eles aguardavam JESUS pela primeira vez. No atual sistema, aguardamos JESUS, mas pela segunda vez. Os pontos comuns, que permanecem, são principalmente: comunhão com DEUS, obediência, humildade, transformação e santificação. A comunhão, por exemplo, faz parte da adoração dos antediluvianos, dos israelitas e faz parte da adoração dos nossos dias. E até fará parte da adoração quando já estivermos na Nova Terra, assim como faz parte da adoração dos seres não caídos em pecado. Estar junto a DEUS é o natural de todos os seres que amam a DEUS. E quem O ama, O adora, e quer estar com Ele, como Enoque, e quer obedecê-Lo.


  1. Quinta: Para que não nos esqueçamos

A história, que são os fatos do passado, tem, entre outras, duas utilidades vitais aos servos de DEUS: evitar erros já cometidos, pois se conhecem suas conseqüências e aprender com os acertos que pessoas fizeram, pois se conhecem seus benefícios. A história, portanto, ensina, e muito, e a Bíblia é em grande parte relato histórico. Vai desde a queda de Lúcifer e o drama que se sucedeu, até a redenção dos arrependidos, que confiaram no Salvador JESUS CRISTO.

Os erros dos antigos não necessitam nem devem ser repetidos. É sinal de estupidez errar outra vez, onde outros já erraram, e se deram mal. Portanto, a nossa geração é a que mais se beneficia com os relatos da história. E isso acontece bem antes da segunda vinda de CRISTO. Temos a história relatada pelos livros seculares, e temos a relatada pela Bíblia, além dos livros do Espírito de Profecia. Dessas fontes vem muitos ensinamentos que devemos atentar, refletir, e tomar decisões. Veja o que Ellen G. White diz, na citação abaixo:

"O Senhor Jesus está provando os corações humanos, por meio da concessão de Sua misericórdia e graça abundantes. Está efetuando transformações tão admiráveis que Satanás, com toda a sua vanglória de triunfo, com toda a sua confederação para o mal, reunida contra Deus e contra as leis de Seu governo, fica a olhá-las como a uma fortaleza, inexpugnável aos seus e enganos. São para ele um mistério incompreensível. Os anjos de Deus, serafins e querubins, potestades encarregadas de cooperar com as forças humanas, vêem, com admiração e alegria, que homens decaídos, que eram filhos da ira, estejam por meio do ensino de Cristo formando caráter segundo a semelhança divina, para serem filhos e filhas de Deus, e desempenharem um papel importante nas ocupações e prazeres do Céu." (A Igreja Remanescente, 14, grifos meus).

No final da história, quando a podridão desse mundo vai chegando ao seu nível mais baixo, um grupo de pessoas, ensinado por DEUS, se torna, na direção contrária, o grupo mais puro de todos os tempos em que há pecado nesse mundo. Faremos nós parte desse grupo? A resposta depende de que professor estamos escolhendo: O ESPÍRITO SANTO, ou o espírito do maligno.


  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Em nosso mundo quase tudo é motivo de canções. Pode ser homenagem a algum ídolo ou a si mesmo, um time de futebol, uma nação ou a sua bandeira, homenagem a soldados, lembranças da guerra, apologia ao crime, pornografia e principalmente uma pessoa amada. Há muitos outros motivos para canções e músicas em nosso mundo.

Fora de nosso mundo, nas civilizações não caídas em pecado, há um só motivo de canções. Esse motivo é o louvor a DEUS. Todos são hinos de adoração, com músicas de melodia impressionante e fantástica harmonia. É realmente algo muito lindo, de emocionar qualquer ser que os ouça.

No livro dos salmos 73 deles foram compostos pelo rei Davi, outros dois pelo rei Salomão, Moisés escreveu o salmo 90, em Midiã. Homens que conduziam o louvor em Jerusalém, Asafe, Etã e os descendentes de Corá, escreveram 25. E há alguns outros autores desconhecidos que escreveram em torno de um terço desses cânticos.

O primeiro salmo foi escrito por Moisés no 15º século antes de CRISTO. A maior parte deles foi escrita durante o reinado de Saul, Davi e Salomão, e alguns após a volta do cativeiro babilônico, como o Salmo 147:2.

"Nos Salmos, Davi fala de Deus como sendo um refúgio e uma torre forte, refúgio e fortaleza; a Ele podemos correr e ser salvos. Quão precioso é o pensamento de que Deus é o nosso refúgio e Ele será nosso auxílio em todos os momentos e lugares, e de que em toda emergência temos Deus junto conosco. Ele diz que enviará Seus anjos para cuidarem de nós e nos guardarem em todos os nossos caminhos. ... Em nosso Deus temos um ajudador, e nEle confiaremos. Devemos olhar constantemente nessa direção, crendo que os anjos de Deus estão ao nosso redor, e que o Céu está em comunicação conosco, porque esses mensageiros celestes sobem e descem pela escada de brilhante resplendor" (CRISTO triunfante, MM, 2002, 332).

"A arte da melodia sagrada era diligentemente cultivada. Não se ouviam valsas frívolas ou canções petulantes que elogiassem o homem e desviassem de Deus a atenção; ouviam-se, porém, sagrados e solenes salmos de louvor ao Criador, que engrandeciam Seu nome e relatavam Suas obras maravilhosas. Deste modo, fazia-se com que a música servisse a um santo propósito: erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e elevador, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus" (Fundamentos da educação cristã, 97 e 98).

Resta uma pergunta: até que ponto o nosso louvor, em forma de versos ou em forma de melodia, é influenciada pelas letras ou pelas melodias do mundo, cujos motivos são tantos, e que não estão voltados a DEUS?

O 150 salmos todos estão voltados a DEUS.

escrito entre:  06/07/2011 a 12/07/2011 - revisado em 13/07/2011

 Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 

Adoração - Lição 07 - Adoração nos Salmos - (Salmos 19; 49 e 73)

Introdução: Você já notou que nossos últimos estudos sobre adoração se concentraram em nossas razões pessoais para adorarmos a Deus? Nós O adoramos por causa do que Ele tem feito por nós! Estas razões pessoais para a adoração trazem lágrimas de alegria e gratidão aos meus olhos. Mas será que estas razões para adorar são "egoístas"? Afinal de contas, Satanás disse a Deus que a adoração de Jó era por motivos egoístas (Jó 1:9-10). E se você acreditar que Deus te abandonou? E se a vida não está indo bem, mesmo quando você acha que tem sido fiel? Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia para explorar a adoração além de nossas razões pessoais!

I. Os Ímpios e a Adoração

A. Leia Salmos 73:1-3. Por que este seguidor de Deus quase perdeu a sua fé? (Por inveja dos ímpios.)

B. Leia Salmos 73:4-6. Você conhece pessoas assim? Elas vivem bem, tem orgulho de suas conquistas e não deixam ninguém ficar no seu caminho!

C. Leia Salmos 73:9-11. Qual é o relacionamento dessas pessoas orgulhosas com Deus? (Elas fazem declarações espirituais de algum tipo. São populares e bem sucedidas. As pessoas "bebem" aquilo que têm para vender. Na América nós dizemos que "as pessoas estão bebendo seu ki-suco".) {N.T. – A expressão original "the people are drinking their kool aid." É usada para se referir a pessoas que estão sendo enganadas por seu líder. "Kool Aid" é um pó, que é acrescentado à água para dar sabor. É bem barato, mas completamente artificial e nunca poderia substituir um suco de frutas verdadeiro.}

1. O que estes bebedores {de ki-suco} dizem a respeito de Deus? (Se as pessoas orgulhosas e bem sucedidas afirmam seguir um caminho espiritual, por que você acha que Deus teria alguma sabedoria ou conhecimento superior?)

2. Você acha que isto é verdadeiro hoje? (O espiritualismo dos astros de Hollywood {ou das novelas} é que qualquer visão da vida (exceto o cristianismo levado a sério) é igualmente válida.)

D. Leia Salmos 73:13-14. Você já seguiu a Deus pensando que isto não estava fazendo bem para você? De fato, estava tornando a tua vida pior? Você está sendo "afligido o dia inteiro" por estar seguindo a Deus?

E. Como você acha que este tipo de sentimento interfere com a adoração? (Você não poderia sentir gratidão com relação a Deus.)

II. Meditando Sobre o Assunto

A. Leia Salmos 73:15. O que impede nosso amigo em dúvida de expressar esses pensamentos em público? (Ele está preocupado que isto afastará outras pessoas de Deus.)

1. Está certo manter silêncio sobre as tuas dúvidas?

B. Leia Salmos 73:16-17. A resposta veio facilmente? (Não. Ele fala que estava achando o problema "muito difícil". Aparentemente, ele lutou com o assunto.)

1. Há algumas lições atrás, estudamos o santuário. Como ele pode nos ajudar a resolver este problema? (Lembre-se que o santuário é o quadro de Deus sobre o plano da salvação. O cordeiro morre pelo pecado de um ser humano. Jesus, o Cordeiro de Deus, morreu para nos dar a possibilidade da vida eterna.)

C. Vamos continuar nesta linha de pensamento em Salmos 49:10-11. Qual é o destino comum dos sábios e dos tolos? (Eles morrem.)

D. Leia Salmos 49:16-20. Esta é a resposta? Quando estamos sentindo ciúmes dos ímpios que vivem tão bem, deveríamos dizer, "Você vai morrer feito um cachorro e não vai levar nada disso na tua morte"?

1. Que tipo de atitude é esta?

E. Leia Salmos 49:14-15. Uma expressão muito comum é "Vou dormir bastante quando eu morrer". Isto é a mesma coisa que "Vou triunfar quando eu morrer"?

1. Como você expressaria isso da maneira mais positiva possível? (Esta vida é tudo que os ímpios possuem. Os justos são redimidos por Deus para a vida eterna.)

F. Leia Salmos 73:21-22. Que tipo de cristãos nós somos se duvidamos de Deus e deixamos de estudar a Sua palavra para compreender a Sua vontade? (Animais irracionais; insensatos e ignorantes.)

G. Leia Salmos 73:23-24. O que mais Deus nos oferece, além da vida eterna? (Este texto está na parede do meu escritório. Se estudarmos para compreender a vontade de Deus, Ele nos guiará com Seu conselho aqui na terra e depois nos "receberá com honras".)

H. Leia Salmos 73:25-26. De que outras maneiras poderíamos justificar a prosperidade dos ímpios? (Os prazeres deste mundo são limitados. O verdadeiro desejo do nosso coração deveria der para Deus. Ele é a nossa força e a nossa riqueza.)

III. A Declaração

A. Vamos mudar um pouco o nosso foco. Até aqui aprendemos que o seguidor de Deus pode achar que o ímpio acumula mais riqueza e mais glórias aqui na terra, mas o cristão tem o conselho e a companhia de Deus agora e a vida eterna mais tarde. Como podemos saber que essas coisas são verdadeiras? Leia Salmos 19:1. O que você acha que os céus declaram a respeito de Deus?

1. Imagine que a nave espacial mais impressionante aparece na tua cidade. Ela não tem qualquer emenda, nenhum parafuso ou rebite aparente. Formada de algum material nunca visto, parte dela é transparente como o vidro. Ela se move com grande poder, mas sem qualquer ruído. O que você diria a respeito das pessoas que a criaram? (Elas são muito mais sofisticadas tecnologicamente do que nós.)

2. Nosso texto diz que os céus são a "obra" das mãos de Deus. O que você deveria concluir a partir disso? (Que Deus os fez.)

3. Para ter uma idéia melhor sobre o que estamos discutindo, você deveria ir ao YouTube, na Internet, e procurar os vídeos de Louie Giglio, que descrevem o tamanho e a maravilha dos céus {como, por exemplo http://www.youtube.com/watch?v=1KqziOKZ4AE ou http://www.youtube.com/watch?v=cbTMT6SCn3Y (em inglês, sem legendas)}.

4. Um ano luz, a distância que a luz viaja em um ano, é de seis trilhões de milhas, ou 10 trilhões de quilômetros. Louie Giglio fala da Galáxia Whirlpool, que está a 31 milhões de anos luz distante de nós. Ela contém 300 bilhões de estrelas. Então, pense nisto: Deus fez uma coisa que está a 31 milhões de anos luz e contém 300 bilhões de estrelas. Se você fosse adorar um deus, seria um que você fez com as tuas mãos? Ou você adoraria Aquele que fez a Galáxia Whirlpool?

a. Falando de nossas mãos, se eu te pedisse para criar uma galáxia a 31 milhões de anos luz de distância, como você começaria?

B. Leia Salmos 19:2-4. Nós falamos sobre o que concluiríamos a respeito das pessoas que construíram a nossa nave espacial imaginária. O que as pessoas estão ouvindo do universo atualmente?

1. Você já notou que quanto maior o número de pessoas que moram em uma área, menos claro o céu aparece?

2. Nosso texto diz {na versão Almeida} que "uma noite mostra sabedoria a outra noite". Em que sentido isto é verdade? (Os céus demonstram não apenas intelecto e ordem, eles demonstram um poder e recursos além de nossa compreensão.)

3. Quem é incapaz de ouvir as mensagens de Deus? (Ninguém. Elas são ouvidas em cada linguagem e em todas as partes do mundo.)

a. Você acha que esta é a razão pela qual Deus criou os céus?

C. Leia Salmos 19:5-6. Em que sentido o sol é um noivo? (Em um casamento, nós nos concentramos na noiva e no noivo. A noiva coloca as suas esperanças no sucesso do noivo. Nossa terra é dependente do calor e da luz contínua do sol.)

IV. A Ligação Entre os Céus e a Lei

A. Leia Salmos 19:7-8. Por que Davi muda de assunto, dos céus para a lei? Oi Davi está falando do mesmo assunto? (Ele está mudando da astronomia para a teologia, das estrelas para os Dez Mandamentos. Mas ambos operam pelo mesmo conjunto de leis.)

B. Vamos ligar isto ao nosso debate anterior. Qual é o problema enfrentado pelo ímpio? (Eles não estão seguindo a lei de Deus. Eles perdem Seus conselhos e Sua companhia na terra; a vida na terra é tudo o que eles "desfrutam".)

1. Como podemos saber que aquilo que acreditamos a respeito de Deus e Sua lei é verdade? (Se Deus é competente para criar as leis que governam os céus, podemos ter confiança em Suas leis, que governam as nossas vidas.)

2. Note o que Davi diz a respeito da lei – que ela é perfeita. As leis que controlam os céus são perfeitas? (Isto é uma coisa maravilhosa. Evolucionistas compreendem que os céus seguem leis que podem ser expressas matematicamente. Podemos predizer onde os planetas e estrelas estarão no futuro, e determinar onde estavam há séculos atrás. Como resultado, aqueles que defendem que o acaso e a seleção natural são os responsáveis pela criação do universo e tudo o que ele contém, também compreendem que o universo é governado por leis confiáveis. Isto não faz sentido.)

C. Amigo, Davi diz que a lei transforma os "inexperientes" em "sábios". Você gostaria de ser sábio? Se você já é muito inteligente, imagine o que a lei de Deus faria por você! Deus admite que algumas pessoas que O rejeitam se darão bem. Mas, se somos sábios o bastante para vermos o quadro completo, veremos que os ímpios são um grupo triste. Eles estão sem o conselho e a companhia de Deus, tanto agora quanto eternamente. Amigo, você vai escolher hoje estar entre aqueles que buscam andar com Deus?

V. Próxima Semana: Conformidade, Concessão e Crise na Adoração

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – 4º Trimestre 2011 (6 a 13 de agosto)

 

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

 

Comentário: Gilberto G. Theiss

 

SÁBADO, 06 DE JULHO - Adoração nos Salmos - (Sl 84:1,2)

 

            Os Salmos possuíam, além de letras de louvor, um significado inigualável para os povos daquele tempo. É difícil incorporar a dimensão de valor que Israel dava a estes Salmos, talvez por não terem sido uma conseqüência de nossa própria experiência presente. Poderíamos entender melhor este fato utilizando a dor de uma família por perder um ente querido. Somente entenderíamos o significado de tanto sofrimento desta família quando passarmos pela mesma experiência. Infelizmente, as canções se perderam no tempo, e tudo o que temos hoje destes salmos são apenas as letras. De qualquer forma, através do conteúdo transmitido por este livro, podemos ter uma pequena idéia do que representava para o povo ao reproduzir estas canções na nossa própria vida.

            Nesta semana faremos um passeio em alguns desses hinos e tentaremos absorver deles o aprendizado necessário do que permeou o louvor e adoração de Israel e o que era mais significativo para eles no ato de adorar manifestado nestes Salmos. Possivelmente nos encantaremos com a teologia ou com a simplicidade contida nestes versos revestidos de sinceridade e desejo de elevar a Deus Sua dignidade e majestade. Perceberemos também que, possivelmente muitas das palavras que brotavam de suas canções representam na íntegra muitas de nossas próprias palavras.

 

Leitura Adicional

 

            "Os salmos de Davi passam por uma série completa de experiências, desde as profundezas da culpabilidade consciente e condenação própria, até a fé mais sublime e mais exaltada comunhão com Deus. O registro de sua vida declara que o pecado apenas pode trazer ignomínia e desgraças, mas que o amor e a misericórdia de Deus podem alcançar as maiores profundidades, que a fé erguerá a alma arrependida para que participe da adoção de filhos de Deus. De todas as declarações que se contêm em Sua Palavra, é isto um dos mais fortes testemunhos da fidelidade, da justiça e da misericórdia de Deus em Seu concerto. ... Gloriosas são as promessas feitas a Davi e sua casa, promessas essas que visam às eras eternas, e que encontram seu cumprimento total em Cristo" (Patriarcas e Profetas, pág. 754).

 

            "Davi, na beleza e vigor de sua jovem varonilidade, estava se preparando para assumir uma elevada posição, entre os mais nobres da Terra. Seus talentos, como dons preciosos de Deus, eram empregados para exaltar a glória do Doador divino. Suas oportunidades para a contemplação e meditação serviam para enriquecê-lo daquela sabedoria e piedade, que o tornavam amado de Deus e dos anjos. Contemplando ele as perfeições de seu Criador, mais claras concepções de Deus desvendavam-se perante sua alma. Eram iluminados assuntos obscuros, dificuldades eram explanadas, harmonizadas perplexidades, e cada raio de nova luz provocava novas expansões de transportes, e mais suaves antífonas de devoção, para a glória de Deus e do Redentor. O amor que o movia, as tristezas que o assediavam, os triunfos que o acompanhavam, tudo eram assuntos para o seu ativo pensamento; e, ao ver o amor de Deus em todas as providências de sua vida, seu coração palpitava com mais fervorosa adoração e gratidão, sua voz soava com mais magnificente melodia, sua harpa era dedilhada com alegria mais exultante; e o jovem pastor ia de força em força, de conhecimento em conhecimento; pois o Espírito do Senhor estava sobre ele" (Patriarcas e Profetas, págs. 641 e 642).

 

DOMINGO, 07 DE JULHO - Adoremos o Senhor, nosso criador - (Sl 90:1,2; 95:1-6; 100:1-5)

 

            Ao contrário dos nossos dias, parece que os escritores dos Salmos não possuem nenhum conflito cognitivo entre evolução e criação. Todos eles crêem plenamente, sem restrição, que Deus é o autor da existência de todas as coisas, inclusive das leis que regem não apenas a natureza, mas as que também regem a conduta moral.

            A fé, por mais abstrata que seja, é capaz de nos conduzir racionalmente às verdades mais sublimes e ocultas que existem. Por exemplo: Os escritores dos Salmos que enalteceram a Deus pelas maravilhas de Sua criação, não possuíam conhecimentos surpreendentes como hoje podemos conhecer. Eles não sabiam que o núcleo de uma ameba é maior do que os 30 volumes combinados da Enciclopédia Britânica. Não sabiam que o DNA humano, mesmo invisível aos olhos, é um universo de informações complexas. Não conheciam os detalhes da paulatina divisão de um zigoto, célula única que resulta da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que ao longo de nove meses se divide até se transformar nos 100 trilhões de células que formam os 220 tipos de tecidos do corpo humano de maneira extraordinariamente organizada para fazer tudo isso se transformar em um bebê com dois olhos, duas pernas, dois braços, duas mãos, etc – tudo com seu devido encaixe perfeitamente planejado. Bom, poderíamos citar milhares de outras questões que facilmente nos deixaria estarrecidos, pasmos e profundamente admirados.

            Os escritores destas citações, embora não tenham conhecido tanto como conhecemos hoje, não demonstravam possuir crises de incredulidade, tipo, se Deus realmente foi o criador ou não. Isto serve de grande lição para todos nós, pois, carregados de tanta luz e conhecimento, muitos ainda conseguem alimentar a dúvida quanto à nossa existência ter vindo de Deus. A nota tônica da mensagem de hoje é clara e inseri Deus no Seu devido lugar – o de criador absoluto de todas as coisas. Mesmo a ciência que contraria as verdades reveladas na Bíblia, persiste no devido erro por uma questão de pura interpretação. A mesma descoberta que utilizam para desmerecer a existência de Deus e Seu ato criativo, é a mesma descoberta que, naturalmente pode ser interpretada a favor da existência de Deus e de Seu ato criativo. Tudo depende simplesmente da pré-concepção existente. O salmista não possuía uma fé cega, ele possuía convicção racional, pois tudo que existe, determina com indizível solidez que, o que existe não pode ter provocado sua própria existência quando não existia. Para as mentes sensatas, isto significa que Deus existe e ponto final.

 

Leitura Adicional

 

            "O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. "Todos os deuses dos povos são coisas vãs; mas o Senhor fez os céus." Sal. 96:5. "A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas." "Assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra, e a fez; ... Eu sou o Senhor, e não há outro." Isa. 40:25 e 26; 45:18. Diz o salmista: "Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu." "Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou." Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: "Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas." Apoc. 4:11" (O Grande Conflito, p. 436, 437).

 

            "Diz o salmista: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes." Sal. 19:1-3. Podem alguns supor que essas grandes coisas do mundo natural sejam Deus. Não são Deus. Todas essas maravilhas nos céus estão apenas fazendo a obra que lhes é designada. São instrumentos do Senhor. Deus é o superintendente, assim como Criador, de todas as coisas. O Ser Divino empenha-Se em manter as coisas por Ele criadas. A própria mão que sustenta as montanhas e as mantém em posição, guia os mundos em sua misteriosa marcha em volta do Sol.

            Dificilmente se encontra uma operação da natureza à qual a Palavra de Deus não faça referência. A Palavra declara que Deus "faz que o Seu Sol se levante", e que a chuva caia. Mat. 5:45. Ele "faz brotar nos montes a erva". Ele "dá a neve como lã, esparge a geada como cinza. ... Manda a Sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas". Sal. 147:8, 16-18. "Faz subir os vapores das extremidades da Terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros." Sal. 135:7.

            Estas palavras da Santa Escritura nada dizem de leis da natureza independentes. Deus fornece a matéria e as propriedades com as quais executar Seus planos. Emprega Seus instrumentos para que a vegetação cresça. Manda o orvalho e a chuva e o sol, para que a relva germine e estenda sobre a terra seu tapete verde; para que os arbustos e as árvores frutíferas desabrochem os botões e produzam. Não se pode supor que seja posta em ação uma lei para que a semente opere por si mesma, e a folha apareça porque isso tenha que fazer por si mesma. Deus instituiu leis, mas estas são apenas servos pelos quais Ele efetua resultados. É pela imediata atuação de Deus que cada pequenina semente irrompe através da terra e surge para a vida. Cada folha cresce, cada flor desabrocha, pelo poder de Deus" (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 293, 294).

           

SEGUNDA, 08 DE AGOSTO - Juízo de Seu santuário -  (Dn 7:9, 10, 13, 14, 25, 26)

 

            Certa feita, um homem fora julgado e incriminado por um crime hediondo. Sua pena foi não menos do que prisão perpétua nos EUA. Dez anos depois de sua condenação, na prisão, fora friamente assassinado.  No entanto, logo depois de sua morte, veio a bomba – ele era inocente. Injustiças como esta e outras podem estar acontecendo todos os dias em nosso mundo e infelizmente, a única reação que nos cabe diante de tais atrocidades é o simples silêncio.

            O livro de Salmos, especialmente o de Asafe (73), apresenta as injustiças cometidas contra os justos e puros de coração, enquanto que os ímpios que falam enganosamente são revestidos de prosperidades e facilidades na vida. Asafe confessa que seus "pés quase que se desviaram" por contemplar a prosperidade dos ímpios, e em contrapartida o desgaste  e sofrimento dos justos. Mas, a partir do verso 16 ele descreve a realidade que acometerá os ímpios no juízo e vitória dos que foram oprimidos. Asafe percebeu a larga diferença existente entre os justos e ímpios, tanto aqui na terra no contexto do pecado quanto no dia do juízo. "Ele viu que a orientação do Senhor era de valor infinitamente maior que toda a prosperidade temporal do mundo, porque o Senhor mantém os pés do justo nos caminhos que levam à glória eterna! (Signs of the Times, 3 de fevereiro de 1888).

            O desejo pela justiça não está aflorada apenas nos discursos dos salmistas, mas nos lábios de muitos cristãos de hoje. A justiça se tornou um mito em nossos dias, e isto se deve pelo fato de, exatamente, por estarmos tão distante dela. A prática da injustiça é cada vez mais assoberbada e praticada sem nenhuma dor de consciência. Aliás, a injustiça se tornou tão comum que, caso alguém resolva praticar algum ato de justiça, este sim é encarado de maneira estranha. Querendo ou não, todos os humanos um dia terão que enfrentar o grande tribunal de Deus onde toda prática de injustiça será condenada. Deus fará, talvez, o único julgamento mais perfeito e justo que já existiu desde a entrada do pecado no mundo. Por esta razão, poderemos ficar em paz e tranqüilos, pois todos nós seremos reivindicados neste tribunal.

 

Leitura Adicional

 

            "Deus permite que os ímpios prosperem e revelem inimizade para com Ele, a fim de que, quando encherem a medida de sua iniqüidade, todos possam, em sua completa destruição, ver a justiça e misericórdia divinas. Apressa-se o dia de Sua vingança, no qual todos os que transgrediram a lei divina e oprimiram o povo de Deus receberão a justa recompensa de suas ações; em que todo ato de crueldade e injustiça para com os fiéis será punido como se fosse feito ao próprio Cristo" (O Grande Conflito, p. 48).

 

            "Existem ocasiões em que, diante de adversidade e tristeza, os servos de Deus ficam desanimados e deprimidos. Eles se preocupam com as circunstâncias e, contrastando com a condição de prosperidade dos que não têm nenhum pensamento nem cuidado pelas coisas eternas, sentem-se magoados. Manifestam um espírito de censura e suspiram e lamentam sua sorte. Parecem achar que Deus tem a obrigação especial de abençoá-los e fazer prosperar seus empreendimentos e, portanto, quando são colocados em situações de juízo, ficam rebeldes e olham com inveja para os ímpios que prosperam em sua iniqüidade. Eles parecem considerar a condição dos transgressores preferível à deles. Esses pensamentos amargos são sugeridos à mente pelo enganador da humanidade. É seu prazer agitar a rebelião no coração dos filhos de Deus. Ele sabe que isso provoca fraqueza e é fonte de desonra ao seu Deus. Ele deseja nos fazer pensar que é inútil servir a Deus, e que os que não dão atenção às reivindicações do Céu são mais favorecidos que os que se esforçam para obedecer aos mandamentos de Deus.

            O salmista teve essa experiência. Quando ele olhou para a prosperidade dos ímpios, teve inveja de seu sucesso e disse: '...Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas. Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado' (Sl 73:12-14). Mas quando ele entrou no santuário, e conversou com o Senhor, já não desejou a porção dos ímpios, pois, em seguida, entendeu seu fim. Ele viu que seu caminho levava à destruição, finalmente, e seu prazer era apenas temporário. A inveja não teve mais lugar em seu coração. Seu espírito rebelde se curvou em humilde submissão a seu Deus, e ele declarou: 'Tu me guias com o Teu conselho e depois me recebes na glória' (v. 24). Ele viu que a orientação do Senhor era de valor infinitiamente maior que toda a prosperidade temporal do mundo, porque o Senhor mantém os pés do justo nos caminhos que levam à glória eterna! (Signs of the Times, 3 de fevereiro de 1888).

 

TERÇA, 09 DE AGOSTO - "Como os animais que perecem" - (Sl 49)

 

            Certa feita, uma jovem cruzou-se ao meu caminho para desabafar que não consegue ser feliz nesta terra. Prontamente lhe respondi que ela não era a única pessoa a se sentir assim. Há milhares, ou milhões de pessoas que, todos os dias, sentem o fardo de algum tipo de sofrimento. Parece que a dor, seja física ou emocional, nos persegue constantemente. Nem mesmo os ricos escapam destes infortúnios. Só o fato de não possuírem segurança e de serem alvos de bandidos já lhes custam muito caro o viver. Na verdade, não podemos ser felizes neste contexto em que vivemos. Caso conseguíssemos ser felizes neste mundo ou com as coisas que estão ao nosso redor, facilmente nos esqueceríamos das promessas de um mundo melhor. Quanto mais felizes aqui, mais nos acostumamos com este lugar e quanto mais as raízes de nossos sonhos se infiltram nessa terra, mais distante de Deus nos encontramos.

            Ninguém é apreciador do sofrimento e muito menos dos infortúnios da vida, mas, é necessário entender que, às vezes nos acostumamos tanto com o lixo desta Terra que nos esquecemos dos valores eternos prometidos. É muito fácil se apegar a coisas, objetos, pessoas e sonhos deste mundo, e se assim fizermos, correremos o risco de sermos destruídos junto com eles. Outros ainda buscam refúgio e amparo, e talvez até salvação própria em algo desta terra. Ora, se o sacrifício de Cristo não for suficiente, nada mais será! Se o amor de Deus não for nosso amparo, nada mais será! Se a bondade de Deus não for nosso mais terno cuidado, nada mais será! Se as promessas de um mundo melhor não forem nossa esperança diária, nada mais será!

 

Leitura Adicional

 

            "Cristo mostrou-nos que chegará o tempo em que serão invertidas as posições dos ricos que não depositaram sua confiança em Deus, e dos pobres que depositaram sua confiança em Deus. Os que são pobres nos bens deste mundo, mas pacientes no sofrimento e confiantes em Deus, serão um dia exaltados acima de muitos que ocupam as mais elevadas posições que este mundo pode dar.

            O Senhor não lida conosco como os homens o fazem. Ele deu Seu Filho com imenso sacrifício, a fim de que pudesse conquistar-nos para o Seu serviço; e, com Ele, deu todo o Céu. Fez isto para mostrar o valor que atribuiu aos seres criados por Ele" (Manuscrito 81, 1898).

 

            "O mundo favorece os ricos e os considera de maior valor que os pobres honestos; mas os ricos desenvolvem seu caráter pela maneira em que usam os dons que lhes foram confiados. Estão revelando se será ou não seguro confiar-lhes riquezas eternas. Tanto os pobres como os ricos estão decidindo o seu próprio destino eterno e provando se são súditos aptos para a herança dos santos na luz. Os que fazem de sua riqueza uso egoísta neste mundo revelam atributos de caráter que mostram o que fariam se tivessem maiores vantagens e possuíssem os tesouros imperecíveis do reino de Deus. Os princípios egoístas exercidos na Terra não são os princípios que prevalecerão no Céu. Todos os homens estão em pé de igualdade no Céu. ...

            Por que é que as riquezas são chamadas riquezas da injustiça? - E porque Satanás usa os tesouros mundanos para armar laços, enganar e iludir almas, para conseguir a sua ruína. Deus tem dado instruções quanto à maneira em que devem usar Seus bens aliviando as necessidades da humanidade sofredora, fazendo avançar Sua causa, edificando Seu reino neste mundo, enviando missionários para as regiões distantes, disseminando o conhecimento de Cristo em todas as partes do mundo. Se os meios confiados por Deus não são assim aplicados, não julgará certamente Deus por essas coisas? Almas são deixadas a perecer em seus pecados, enquanto membros da igreja que pretendem ser cristãos estão usando o sagrado depósito de meios de Deus na satisfação de apetites não santificados, condescendendo com o eu" (Conselhos sobre Mordomia, p. 133, 134).

 

QUARTA, 10 DE AGOSTO - Adoração e o santuário - (Sl 141:2; Hb 10:1-13)

 

            O santuário é a mais forte evidência teológica da verdadeira adoração. Seus detalhes no que diz respeito aos princípios que norteavam toda a conjuntura da adoração são uma revelação clara de como devemos proceder com Deus e com Sua palavra. Curioso notar que, a santuário é a ponte que estabelece um contato direto com verdades sublimes e importantes. Na verdade, a doutrina do santuário é a base de toda e qualquer verdade expressa na Bíblia. É como se fosse uma maquete de todo o plano de redenção e dos valores, princípios e verdades que dão uma direção exata dos planos de Deus para o homem caído. Poderíamos usar uma roda de bicicleta para exemplificar seu valor aplicando o cubo da roda como sendo o santuário, as raias seriam as doutrinas enquanto que a roda seria a igreja. Se uma dessas raias se quebrar, isto traria grande prejuízo para toda a roda, mas, se o cubo se quebrar (santuário), a destruição de toda a roda (igreja) seria fatal. Certa feita, um dissidente escreveu que, se fôssemos capazes de destruir a doutrina do santuário, facilmente o movimento adventista se despedaçaria.

            Se olharmos atentamente para o santuário, perceberemos que o centro mais importante existente nele é o sacrifício de cordeiros. Jesus, o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo é o centro de toda a estrutura do santuário. Ele está presente em cada símbolo ou figura do templo sagrado. Ele é a água, , Ele é o pão, Ele é o incenso, Ele é o sacerdote e sumo sacerdote, Ele é o sacrifício, enfim, Jesus é a essência de todo o plano de Deus para resgatar o homem culpado. Tudo ali representa a Cristo e absolutamente nada pode ser desviado dEle. Compreendendo o valor e significado desta tão importante doutrina, podemos chegar à conclusão de que, os valores e princípios, inclusive de adoração e louvor contidos no santuário também são importantes e tem muito a nos dizer hoje. Assim como no santuário antigo, nos inserimos na presença de Deus para adorá-lo. Infelizmente, muitos estão tentando transformar os cultos da igreja em lugar de entretenimento e encontros sociais, o que faz destoar totalmente o verdadeiro propósito de estarmos ali. Lembre-se que, não vamos à igreja para participar de um culto, entramos na presença de Deus para oferecer o culto a Ele. Por isso, Jesus deve ser a razão de nossa devoção e submissão total.

 

Leitura Adicional

 

            "A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra de justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim na obra de Cristo pela nossa redenção simbolizada pelo ritual do santuário, "a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram". Sal. 85:10.

Nenhuma linguagem pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário - as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do áureo castiçal, os brilhantes matizes das cortinas ricamente bordadas com seus resplendentes anjos, a mesa e o altar de incenso, brilhante pelo ouro; além do segundo véu a arca sagrada, com os seus querubins, e acima dela o santo shekinah, manifestação visível da presença de Jeová; tudo não era senão um pálido reflexo dos esplendores do templo de Deus no Céu, o grande centro da obra pela redenção do homem" (Patriarcas e Profetas, p. 349).

 

            "Todos os que serviam em conexão com o santuário eram constantemente educados a respeito da intervenção de Cristo em favor da humanidade. Esse serviço era concebido para criar em cada coração o amor pela lei de Deus, que é a lei de Seu reino. Na vítima que sofria e morria, a oferta do sacrifício deveria ser uma lição do amor de Deus revelado em Cristo, que tomou sobre Si o pecado de que o homem era culpado, o inocente sendo feito pecado por nós" (Manuscript Release, v.1, p. 132).

           

QUINTA E SEXTA, 11 e 12  DE AGOSTO - Para que não nos esqueçamos! - (Sl 78, 105, 106; Dt 6:6-9; I Co 10:11)

 

A história faz parte de nossa vida, seja passada, presente ou futura. A história da igreja no passado e a história de Israel, por mais que não tenhamos participado dela, refletem as entranhas ou o cordão umbilical de nossa própria existência. Em outras palavras, é a nossa história. Um povo sem passado é um povo sem existência ou sem identidade. O que nos faz ser o que somos hoje é exatamente o que fomos no passado. No entanto, o mais importante neste fato é que, Deus esteve presente em todo o momento da história do Seu povo. Quando olhamos para o passado para ver as intervenções Dele em favor de seus filhos, podemos nitidamente entender como Ele pode intervir em nossas vidas hoje.

Deus preservou alguns dos fatos passados para que o conheçamos melhor. Seu caráter e seu cuidado são demonstrados claramente nestas narrativas. Para os que olham para Deus como um tirano, pode olhar para a história e perceber que, na verdade, foi muito compassivo e repleto de bondade e amor. Sua compaixão e misericórdia podem ser notadas do começo até o fim. Deus poderia ter lançado este mísero planeta nos confins do universo para nunca mais dele se lembrar, mas, não foi isto que Ele fez. Deus preferiu não poupar Sua própria vida para nos oferecer algo que não merecemos. Isto não é suficiente para provar o quanto somos agraciados por Sua bondade? Se esta realidade não for capaz de extrair de nós a mais profunda certeza do amor de Deus, nada mais será.

Não podemos nos esquecer jamais que, o Deus que foi capaz de oferecer sua vida a nós, pendurado numa cruz entre o Céu e a Terra, é o mesmo que hoje promete retornar para materializar suas promessas de eternidade e glória aos que o amam. Pense nisso.

 

Leitura Adicional

 

"Por vários meios, o Senhor tem procurado preservar o conhecimento de Seu trato com os filhos dos homens. Moisés, pouco antes de sua morte, não só recapitulou para Israel os eventos importantes de sua história mas, pela ordem de Deus, os incorporou em versos sagrados. Assim, as cenas gloriosas e emocionantes da vitória de Israel, as sublimes e terríveis manifestações da infinita majestade e poder, as exigências divinas, as promessas e ameaças, revestidas de toda a beleza do gênio poético, deveriam estar presentes para todas as gerações vindouras. Dessa forma, o registro dos mandamentos de Deus e Seu trato com Israel não pareceriam desinteressantes nem repulsivos, mas atraentes e agradáveis.

O povo de Israel foi solicitado a guardar na memória essa história poética e ensiná-la aos filhos e aos filhos de seus filhos. Essa história devia ser repetida pelo povo enquanto estivesse em suas tarefas diárias. Essa história devia ser cantada pela congregação, quando estivesse reunida para adorar, e também ser repetida pelo povo enquanto estivesse em suas tarefas diárias. Essa música não era apenas histórica, mas profética. Contava o maravilhoso trato de Deus com Seu povo no passado e também antecipava os grandes eventos do futuro, a vitória final dos fiéis, quando cristo aparecer pela segunda vez, em poder e glória.

Era imperioso o dever dos pais de gravar essas palavras na mente sensível dos filhos, para que nunca elas fossem esquecidas [Dt 31:19-21]. (Signs of the Times, 26 de maio de 1881).

                                          

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro "Nisto Cremos" lançado pela "Casa Publicadora Brasileira". Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

 

Postado por Gilberto Theiss às Quinta-feira, Agosto 04, 2011 0 comentários Descrição: http://img1.blogblog.com/img/icon18_email.gifLinks para esta postagem 

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3º Trimestre de 2011 - Adoração
Comentário da Lição 07 - Adoração nos Salmos

 

Sábado, 6/8/2011 - › INTRODUÇÃO

"Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos. A minha alma anela, e até desfalece pelos átrios do Senhor, o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo". – Sl 84:1 e 2 – Nova Versão Internacional.

A música é um poderoso instrumento para influenciar o ser humano. A música atua com poder tanto para o bem como para o mal. Ela pode sublimar, enternecer, elevar, criando o espírito de adoração e envolvimento com o divino, como pode aviltar, corromper, baixar para o mais torpe domínio das paixões pecaminosas. Tudo depende da música que apela e satisfaz o gosto do ouvinte.

Os autores dos Salmos expressam com muita propriedade o poder da música para satisfazer os mais profundos anseios da alma em busca de Deus, bem como no alívio das tensões emocionais que oprimem como um fardo doloroso. Também esclarecem a maneira de Deus lidar com o pecador e o pecado. Em verdade, os Salmos espelham o ensinamento de todo o Velho Testamento. Os ensinos dos profetas eram comunicados ao povo em forma de sermões, discursos em prosa. Nos Salmos, estes ensinos eram transformados em poesia e recebiam melodias para serem cantadas nos serviços espirituais. Deste modo o ensino era repetido e o aprendizado firmado.

Em Israel a música era usada para alcançar estes dois objetivos. Enquanto grande número de Salmos convida para a adoração e exaltação ao Criador e pastor, cuidadoso e vigilante por suas ovelhas, outros tantos trazem mensagens de ânimo, encorajamento, conforto e esperança para as lutas do dia a dia.

Pense: "Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus". – Sl 43:5 - Nova Versão Internacional.

Desafio: "Exaltem o Senhor, o nosso Deus; prostrem-se, voltados para o seu santo monte, porque o Senhor, o nosso Deus, é santo". – Sl 99:9 - Nova Versão Internacional. 



Domingo, 7/8/2011 - › ADOREMOS O SENHOR, NOSSO CRIADOR 

Entre os muitos motivos proclamados pelos Salmos para chamar os seres humanos ao ato de adoração, é que Deus é o Criador. É exaltado como o Criador da terra e dos mares e de todos os seres humanos. Também é aclamado como o pastor que com amor carinhoso cuida de todas as criaturas por Ele criadas. (Sl 90:2, 95:5 e 6 e 100:3).

Outro forte motivo para render-Lhe adoração é a Sua eternidade. Ele é o Deus criador, mas também é eterno. (Sl 90:2). É impossível explicar a Sua origem e a Sua existência. Fatos que nos convidam para adorá-lO em humildade e submissão.

O Salmo 19, declara que as obras criadas de Deus O proclamam como Criador. Alguém declarou que os astros são os oradores mudos de Deus testemunhando a Seu respeito.

Abruptamente o salmista muda o seu tema sobre a criação, para proclamar os conceitos de verdade e justiça do Criador. Exalta os princípios da lei do Criador como perfeitos, dignos de confiança, justos, límpidos, puros, verdadeiros, mais desejáveis do que o ouro e mais doces do que o mel. O que o salmista está dizendo é que tal como é perfeita toda a obra do Criador, obedecendo às leis perfeitas estabelecidas para reger os seus movimentos, também perfeitas são as Suas leis para reger a conduta dos homens.

Paulo declara que todos aqueles que negam a existência de Deus, o Seu poder criador e os Seus conceitos de verdade e justiça, tornam-se indesculpáveis perante Ele, porque o "seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas". – Rm 1:20 – Nova Versão Internacional. 

Pense: "Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes". – Sl 19:121 - Nova Versão Internacional.

Desafio: "Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele". - Cl 1:16 – Nova Versão Internacional. 



Segunda-Feira, 8/8/2011 - › JUIZO DE SEU SANTUÁRIO 

Tremendas dúvidas assaltavam a mente de Davi. Quais os valores que conferem um sentido real para a vida neste mundo de pecado? Os maus têm vida melhor do que os bons, por que então servir a Deus? Davi não podia entender porque os maus aparentemente vivem mais tranquilos do que os bons. Por que os que não servem a Deus prosperam e os que o servem sofrem tribulações? Um dia ele encontrou as razões e a resposta: "Até que entrei no santuário,… O teu caminho, ó Deus, está no santuário". – Sl 73:17 e 77:13 – Almeida Revista e Corrigida.

Deus é o Soberano eterno. Todas as Suas criaturas vivem sob o eterno reino da Sua graça. Mesmo aquelas que não reconhecem a grandeza dessa graça. Nenhuma criatura tem vida inerente, não vive por si mesma, mas todas vivem pela eterna graça manifestada por Deus. Deus é vida, Deus é graça e a vida de Suas criaturas é dádiva de Sua graça.

Quando Davi entrou no santuário para adorar a Deus, ele compreendeu que a graça é uma dádiva que concede perdão e vida eterna para quem a aceita. Em adoração, ele também compreendeu " o destino dos ímpios". Sl 73:17. Serão "destruídos de repente", e passarão "como um sonho". Sl 73:19 e 20.

Se dúvidas espirituais nos assaltam, entremos no santuário, porque o caminho de Deus está no santuário. Ali, em adoração ao Soberano do Universo, todos os valores têm a avaliação correta. Em face de Cristo, a pérola de grande preço, tudo o mais se transforma em lixo.

Entremos no santuário, descubramos a Cristo Jesus, o autor de nossa salvação, e adoremo-Lo como o Senhor de nossa vida e nosso futuro.

Pense: "Tu me diriges com o teu conselho, e depois me receberás com honras". - Sl 73:24 – Nova Versão Internacional.

Desafio: "Mas o tribunal o julgará, e o seu poder lhe será tirado e totalmente destruído para sempre". – Dn 7:26 – Nova Versão Internacional.



Terça-Feira, 9/8/2011 - › "COMO OS ANIMAIS QUE PERECEM" 

Davi somente compreendeu o destino dos justos e dos ímpios quando entrou no santuário para adorar. A adoração Àquele ou àquilo que você adora é que determina a diferença. No Salmo 49, que não é de Davi, é declarado de que aqueles que adoram a si mesmos, a sua sabedoria e a sua importância, são "como os animais que perecem". – Sl 49:10-12.

Não há esperança nem futuro para os ímpios. Todos eles vão para a sepultura e a única lembrança deles que permanece por algum tempo é o nome que deram às suas terras. (Sl 49:11).

Ninguém é salvo da morte por seu próprio mérito. Ninguém pode comprar o resgate de sua vida. "Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição". Sl 49:8 e 9 – Nova Versão Internacional.

No entanto, aqueles que adoram o Deus Criador e Redentor têm uma preciosa esperança: "Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si". – Sl 49:15 – Nova Versão Internacional.

O resgate, a remissão, não tem preço, mas tem valor. O valor é o sangue dAquele que por Sua morte venceu a morte e a sepultura. Todo aquele que pela fé se apodera desse valor, é resgatado. Contudo, a fé precisa conduzir a adoração Àquele a quem pelo valor de Seu sangue pertence o poder para resgatar. "A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro'... e adoraram a Deus". – Ap 7:9 e 10 – Nova Versão Internacional.

A salvação pertence somente a um – a Deus e ao Cordeiro que foi morto. Fora dEle não há nenhum outro e nem outro meio para abrir a sepultura. "Ele se juntará aos seus antepassados, que nunca mais verão a luz". - Sl 49:219 – Nova Versão Internacional.

Pense: "Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus". – Rm 3:23 –Nova Versão Internacional

Desafio: "Seus túmulos serão suas moradas para sempre, suas habitações de geração em geração, ainda que tenham dado seus nomes a terras". – Sl 49:121 - Nova Versão Internacional.



Quarta-Feira, 10/8/2011 - › ADORAÇÃO E O SANTUÁRIO 

Sem o santuário das cerimônias e dos símbolos do Velho Testamento, não teríamos as Boas Novas do evangelho da graça de Cristo do Novo Testamento. O santuário dos símbolos é a mensagem das Boas Novas do evangelho da graça de Cristo em figuras. 

João, no Apocalipse informa que o evangelho das Boas Novas de salvação é o mesmo desde a eternidade. "E vi outro anjo que voava no meio do céu. Ele tinha de proclamar um Evangelho eterno a todos os que habitam sobre a terra: a toda nação, tribo, língua e povo". - Ap 14:6 – Tradução Ecumênica da Bíblia. 

"Proclamar um Evangelho eterno". O que é eterno não sofre alteração em tempo algum. É o mesmo para todos os habitantes da terra através de todos os tempos. O evangelho eterno é o plano da salvação por meio de Cristo Jesus. Este evangelho conclama os pecadores para adorar o Criador e Redentor. Foi revelado no Éden, (Gn 3:15) e seu convite para adorar o Criador, soa até hoje.

No Salmo 40:6-8 Jesus se apresenta como o centro do evangelho: "Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração está a Tua lei". - Almeida Revista e Atualizada. Paulo, escrevendo aos Hebreus, no capítulo 10, aplica esta profecia a Jesus, como Aquele que veio como o sacrifício real para remover os pecados. Depois de citar a profecia supra, continua: "Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas". - Hb 10: 9 e 10 – Almeida Revista e Atualizada. 

Aquele que era adorado pelos israelitas como o Criador e o Redentor prometido, é adorado pelos cristãos como o Criador e o Redentor revelado.

Pense: "A obra de Deus é a mesma em todos os tempos, embora haja graus diversos de desenvolvimento e diferentes manifestações de Seu poder, para satisfazerem as necessidades dos homens nas várias épocas... O Salvador tipificado nos ritos e cerimônias da lei judaica, é precisamente o mesmo que se revela no evangelho". – Patriarcas e Profetas, pág. 373.

Desafio: "Porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados". – Hb 10:14 – Nova Versão Internacional. 



Quinta-Feira, 11/8/2011 - › PARA QUE NÃO ESQUEÇAMOS 

Nos Salmos encontramos vários aspectos a respeito de Deus que são enfatizados como importantes para reconhecê-lO como o Deus que merece a nossa adoração: Ele é o Criador do Universo; executou grandes feitos em favor de Seus filhos para libertá-los da escravidão do Egito, e deu a Seus filhos os Seus mandamentos que determinam a conduta daqueles que O amam.

Em Israel esses aspectos eram ensinados pela palavra falada e por meio dos Salmos que recebiam melodias apropriadas para fazer parte do louvor e da adoração em família. "Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos". – Sl 78:7 – Nova Versão Internacional.

Os israelitas, além de engrandecer a Deus como o Criador, com muita freqüência-- cantavam a sua libertação passada da servidão egípcia. Lembravam as grandes maravilhas operadas por Deus: as pragas sobre os egípcios; a peregrinação através do deserto; as grandes vitórias sobre os habitantes de Canaã e as bênçãos desfrutadas na sua herança.

Nós estamos vivendo a esperança de nossa herança eterna. As mesmas razões devem motivar a nossa adoração. Grandes coisas Deus tem operado em favor da igreja militante, que muito breve se tornará triunfante. Estes são fortes motivos para adorar com alegria. Também incontáveis são as bênçãos com que Deus cumula Seus filhos, cada um de per si. Você encontra motivos em sua experiência espiritual para louvar a Deus em espírito de adoração e alegria? Fale para seus filhos sobre as bênçãos que recebeu e a alegria da salvação os colocará genuflexos para adorar.

Pense: "Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, por toda a eternidade. Que todo, o povo diga: 'Amem!' Aleluia" – Sl 106:48 – Nova Versão Internacional.

Desafio: "O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos ensinaram. Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez". – Sl 78:3 e 4 -,Nova Versão Internacional.



Sexta-Feira, 12/8/2011 - › ESTUDO ADICIONAL 

Como harmonizar adoração solene e reverente, com alegria e júbilo? O profeta declara: -"O Senhor, porém, está no seu santo templo; diante dele fique em silêncio toda a terra". – Há 2:20 – Nova Versão Internacional.

Isaías responde: '"Se você vigiar os seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser, e de falar futilidades, então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai'. É o Senhor quem fala". - Is 58:13 e 14 –Nova Versão Internacional.

Que atitudes, que parecem alegria, não agradam ao Senhor? Profanar o sábado, profanar a adoração, seguindo seu próprio caminho, fazendo o que bem quiser, falando futilidades. Vigie seus pés e fique em silêncio.

O que agrada ao Senhor? Encontrar no sábado, na adoração, delícia, honra, santidade. Neste espírito Deus nos dará a verdadeira alegria da adoração, nos fará cavalgar, exultar, nos altos da terra e nos fará banquetear com a herança de Jacó, a certeza da salvação.

Davi orou: "Devolve-me a alegria da tua salvação". - Sl 51:12. A alegria da adoração não é aquela que nós criamos a nosso modo, mas é uma dádiva de Deus, do Espírito Santo. A alegria da salvação torna a adoração no sábado e na família, deleitosa e santa.

A alegria da salvação que é fundamental na adoração não se manifesta em hilaridades tolas nem gritarias barulhentas, mas em jubiloso louvor ao Autor de nossa salvação. "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos". - Fp 4:4 – Almeida Revista e Atualizada.

Pense: "Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados". – Sl 32:1 – Nova Versão Internacional.

Desafio: "Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa". – Jo 15:11 – Nova Versão Internacional.


Conheça o autor

Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 

www.escolanoar.org.br

© Escola no Ar 2001-2008 • Todos os direitos reservados 
Coordenação › Wanderley Gazeta • Projeto gráfico › Rodrigo Matias

 

FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=12/8/2011

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SÃO DEZ MANDAMENTOS – LEMBRA-TE? GUARDA-SE OS DEZ!

ÊXODO 20:3-17

1º MANDAMENTO

Não terás outros deuses diante de mim.

2º MANDAMENTO

Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

E uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

3º MANDAMENTO

Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

4º MANDAMENTO

LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO, PARA O SANTIFICAR.

Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
MAS O SÉTIMO DIA É O SÁBADO DO SENHOR TEU DEUS.

Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, E AO SÉTIMO DIA DESCANSOU; POR ISSO O SENHOR ABENÇOOU O DIA DO SÁBADO, E O SANTIFICOU.

5º MANDAMENTO

Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

6º MANDAMENTO

Não matarás.

7º MANDAMENTO

Não adulterarás.

8º MANDAMENTO

Não furtarás.

9º MANDAMENTO

Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10º MANDAMENTO

Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO!

4º Mandamento

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.

(Êxodo 20:8-11)

BEM-AVENTURADOS OS QUE OBEDECEM A LEI DE DEUS!


Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Ap. 1:3)

PERSEVERANÇA DOS SANTOS!


Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap. 14:12)

UM SIMPLES CASO DE OBEDIÊNCIA A DEUS OU AO HOMEM!


E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus. (Ap. 12:17)

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap. 14:12)

Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. (Mt 5:18)

Jesus veio cumprir a Lei e não abolir.

Ele "NÃO" veio fazer mudanças na Sua Lei.

Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. (Lucas 24:44)

Veio dizer que aquela forma de adoração a Deus estava errada.

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor. (João 10:16)

Satanás utiliza a igreja (PODER ROMANO = PODER PAPAL) através do homem (PAPA) para mudar a Lei de Deus (DEZ MANDAMENTOS).

Muito em breve (uma questão de dias, meses ou anos, quem viver verá), teremos a promulgação do DECRETO DOMINICAL, já tão encabeçado pela igreja católica, que se auto intitula a representante de Deus na Terra.

O próprio Bush já vê que o papa é Deus. Então falta pouco mesmo.

A Igreja romana e suas filhas (ECUMENÍSMO), apoiada por uma grande nação, os E.U.A. (falsos cristãos e os espíritas), vão impor uma grande perseguição aos verdadeiros cristãos:

O povo de Deus que guarda o SÁBADO!

Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens. (Atos 5:29)

Pense nisto!

É PRECISO OBEDECER 10 MANDAMENTOS?


Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. (Tg 2:10)

A MISERICÓRDIA DE DEUS!

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz. (Nm. 6:24-26)

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Que a graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo, sempre estejam presentes na sua vida, bem como na vida dos seus familiares e amigos.

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Bíblia Sagrada - Revista e Corrigida - SBB

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Atos dos Apóstolos - Ellen G. White - CPB

Profetas e Reis - Ellen G. White - CPB

Patriarcas e Profetas - Ellen G. White - CPB

Primeiros Escritos - Ellen G. White - CPB

Nisto Cremos - Tradução de Hélio L. Grellmann - CPB

O Grande Conflito - Ellen G. White - CPB (Casa Publicadora Brasileira)

O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - (Instituto de Difusão Espirita)

- Minha observação: O Livro dos Espíritos "NÃO" está de acordo com a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada! - Leia mais a "Bíblia" e o livro "O Grande Conflito" para entender melhor quem são os outros espíritos enganadores.

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Nisto Cremos - 27 Crenças

01 As Escrituras Sagradas
02 A Trindade
03 Deus Pai
04 Deus Filho
05 Deus Espírito Santo
06 A Criação
07 A Natureza do Homem
08 O Grande Conflito
09 Vida, Morte e Ressurreição de Cristo
10 A Experiência da Salvação
11 A Igreja
12 O Remanescente e Sua Missão
13 Unidade no Corpo de Cristo
14 O Batismo
15 A Ceia do Senhor
16 Dons e Ministérios Espirituais
17 O Dom de Profecia
18 A Lei de Deus
19 O Sábado
20 Mordomia
21 Conduta Cristã
22 Matrimônio e Família
23 O Ministério de Cristo no Santuário Celestial
24 A Segunda Vinda de Cristo
25 Morte e Ressurreição
26 O Milênio e o Fim do Pecado
27 A Nova Terra

NISTO CREMOS – 28 CRENÇAS FUNDAMENTAIS!

01. As Escrituras Sagradas
02. A Trindade
03. Deus Pai
04. Deus Filho
05. Deus Espírito Santo
06. Deus é o Criador
07. A Natureza do Homem
08. O Grande Conflito
09. Vida, Morte e Ressurreição de Cristo
10. A Experiência da Salvação
11. Crescimento em Cristo
12. A Igreja
13. O Remanescente e sua Missão
14. Unidade no Corpo de Cristo
15. O Batismo
16. A Ceia do Senhor
17. Dons e Ministérios Espirituais
18. O Dom de Profecia
19. A Lei de Deus
20. O Sábado
21. Mordomia
22. Conduta Cristã
23. Matrimônio e Família
24. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial
25. A Segunda Vinda de Cristo
26. Morte e Ressurreição
27. O Milênio e o Fim do Pecado
28. A Nova Terra

NISTO CREMOS

NISTO CREMOS

Crenças Fundamentais

Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo e mantêm crenças fundamentais como ensinam as Sagradas Escrituras. Estas crenças aqui expostas constituem a percepção e expressão que a Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos.

1. As Escrituras Sagradas

As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo.

(II Pedro 1:20 e 21; II Tim. 3:16 e 17; Sal. 119:105; Prov. 30:5 e 6; Isa. 8:20; João 10:35; 17:17; I Tess. 2:13; Heb. 4:12).

2. A Trindade

Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo, e sempre presente.

(Deut. 6:4; 29:29; Mat. 28:19; II Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; I Pedro 1:2; I Tim. 1:17; Apoc. 14:6 e 7).

3. Deus Pai

Deus, O Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade.

(Gên. 1:1; Apoc. 4:11; I Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8; I Tim. 1:17: Êxo. 34:6 e 7; João 14:9).

4. Deus Filho

Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Jesus sofreu e morreu na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez para o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas.

(João 1:1-3 e 14; 5:22; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom. 5:18; 6:23; II Cor. 5:17-21; Lucas 1:35; Filip. 2:5-11; I Cor. 15:3 e 4; Heb. 2:9-18; 4:15; 7:25; 8:1 e 2; 9:28; João 14:1-3; I Ped. 2:21; Apoc. 22:20).

5. Deus Espírito Santo

Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis, são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Concede dons espirituais à Igreja.

(Gên. 1:1 e 2; Lucas 1:35; II Pedro 1:21; Lucas 4:18; Atos 10:38; II Cor. 3:18; Efés. 4:11 e 12; Atos 1:8; João 14:16-18 e 26; 15:26 e 27; 16:7-13; Rom. 1:1-4).

6. Deus é o Criador

Deus é o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras o relato autêntico de Sua atividade criadora. “Em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra” e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira semana.

(Gên. 1;2; Êxo. 20:8-11; Sal. 19:1-6; 33:6 e 9; 104; Heb. 11:3; João 1:1-3; Col. 1:16 e 17).

7. A Natureza do Homem

O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade e com o poder e a liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências.

(Gên. 1:26-28; 2:7; Sal. 8:4-8; Atos 17:24-28; Gên. 3; Sal. 51:5; Rom. 5:12-17; II Cor. 5:19 e 20).
8. O Grande Conflito

Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua Lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu, quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo. Observado por toda a Criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor.

(Apoc. 12:4-9; Isa. 14:12-14; Ezeq. 28:12-18; Gên. 3; Gên. 6-8; II Pedro 3:6; Rom. 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Heb. 1:4-14; I Cor. 4:9).

9. Vida, Morte e Ressurreição de Cristo

Na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expiação, pela fé, possam ter vida eterna, e toda a Criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador.

(João 3:16; Isa. 53; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filip. 2:6-11; I João 2:2; 4:10; Col. 2:15).

10. A Experiência da Salvação

Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação, advém do poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos justificados. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no Juízo.

(Sal. 27:1; Isa. 12:2; Jonas 2:9; João 3:16; II Cor. 5:17-21; Gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Rom. 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; I Cor. 2:5; 15:3 e 4; I João 1:9; 2:1 e 2; Efés. 2:5-10; 3:16-19; Gál. 3:26; João 3:3-8; Mat. 18:3; I Pedro 1:23; 2:21; Heb. 8:7-12).

11. Crescimento em Cristo

Por sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele, que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança de Seu amor. Agora, o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter, mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual.

(Sal. 1:1,2; 23:4; 77:11,12; Col. 1:13, 14; 2:6, 14,15; Luc. 10:17-20; Efés. 5:19, 20; 6:12-18; I Tess. 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Cor. 3:17,18; Filip. 3:7-14; I Tess. 5:16-18; Mat. 20:25-28; João 20:21; Gál. 5:22-25; Rom. 8:38,39; I João 4:4; Heb. 10:25.

12. A Igreja

A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Unimo-nos para prestar culto, para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do Evangelho. A Igreja é a Família de Deus. A Igreja é o corpo de Cristo.

(Gên. 12:3; Atos 7:38; Mat. 21:43; 16:13-20; João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom. 8:15-17; I Cor. 12:13-27; Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15).

13. O Remanescente e sua Missão

A Igreja universal compõe-se de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento.

(Mar. 16:15; Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14).

14. Unidade no Corpo de Cristo

A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de toda nação, tribo, língua e povo. Todos somos iguais em Cristo. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras, partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Essa unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos.

(Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29; Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; João 17:20-23; Tiago 2:2-9; I João 5:1).

15. O Batismo

Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e na ressurreição de Jesus Cristo e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida, sendo aceitos como membros por Sua Igreja. É por imersão na água e segue-se à instrução nas Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos.

(Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6; Gál. 3:27; I Cor. 12:13; Col. 2:12 e 13; I Pedro 3:21).

16. A Ceia do Senhor

A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Senhor e Salvador. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instituiu a Cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo, e para unir nossos corações em amor.

(Mat. 26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; João 6:48-63; Apoc. 3:20; João 13:1-17).

17. Dons e Ministérios Espirituais

Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o Qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pelo Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino.

(Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I Pedro 4:10 e 11; Col. 2:19; Mat. 25:31-36).

18. O Dom de Profecia

Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja.

(Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10).

19. A Lei de Deus

Os grandes princípios da Lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórios a todas as pessoas, em todas as épocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma do julgamento de Deus.

(Êxo. 20:1-17; Mat. 5:17; Deut. 28:1-14; Sal. 19:7-13; João 14:15; Rom. 8:1-4; I João 5:3; Mat. 22:36-40; Efés. 2:8).

20. O Sábado

O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o Sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da imutável Lei de Deus requer a observância deste Sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do Sábado.

(Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17; Lucas 4:16; Heb. 4:1-11; Deut. 5:12-15; Isa. 56:5 e 6; 58:13 e 14; Lev. 23:32; Mar. 2:27 e 28).

21. Mordomia

Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades e posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus, por meio de fiel serviço à Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu Evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua igreja.

(Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Mal. 3:8-12; Mat. 23:23; I Cor. 9:9-14).


22. Conduta Cristã

Somos chamados para ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, só nos envolvemos naquelas coisas que produzirão em nossa vida, pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo.

(I João 2:6; Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9 e10; Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I Pedro 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8).

23. Matrimônio e Família

O Casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus, bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e se casa com outro, comete adultério. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe.

(Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9; João 2:1-11; Efés. 5:21-33; Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e 6; Mar. 10:11 e 12; Lucas 16:18; I Cor. 7:10 e 11).

24. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

Há um santuário no Céu. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos será digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, está preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo advento.

(Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12).

25. A Segunda Vinda de Cristo

A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal.

(Tito 2:13; João 14:1-3; Atos 1:9-11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; Mat. 24; Mar. 13; Lucas 21; II Tim. 3:1-5; Joel 3:9-16; Heb. 9:28).


26. Morte e Ressurreição

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas.

(I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6:23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39; João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; João 5:24).

27. O Milênio e o Fim do Pecado

O milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante este tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores.

(Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Mal. 4:1; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II Pedro 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21).

28. A Nova Terra

Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença.

(II Pedro 3:13; Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15).

Fonte:
http://www.portaladventista.com/site/

ESTUDO BÍBLICO - Ouvindo a Voz de Deus

ESTUDO 01 - Ouvindo a Voz de Deus – A Bíblia Sagrada

ESTUDO 02 - Ouvindo a Voz de Deus – A beleza da criação divina

ESTUDO 03 - Ouvindo a Voz de Deus – A origem do mal

ESTUDO 04 - Ouvindo a Voz de Deus – O plano da salvação

ESTUDO 05 - Ouvindo a Voz de Deus – Fé, arrependimento e confissão

ESTUDO 06 - Ouvindo a Voz de Deus – Sinais da volta de Cristo

ESTUDO 07 - Ouvindo a Voz de Deus – A volta de Cristo

ESTUDO 08 - Ouvindo a Voz de Deus – O Milênio

ESTUDO 09 - Ouvindo a Voz de Deus – A verdade sobre a morte

ESTUDO 10 - Ouvindo a Voz de Deus – A Nova Terra

ESTUDO 11 - Ouvindo a Voz de Deus – Salvação pela graça

ESTUDO 12 - Ouvindo a Voz de Deus – O santuário de Deus

ESTUDO 13 - Ouvindo a Voz de Deus – O Juízo

ESTUDO 14 - Ouvindo a Voz de Deus – As leis na Bíblia

ESTUDO 15 - Ouvindo a Voz de Deus – A lei moral

ESTUDO 16 - Ouvindo a Voz de Deus – O mandamento esquecido

ESTUDO 17 - Ouvindo a Voz de Deus – Do sábado para o domingo

ESTUDO 18 - Ouvindo a Voz de Deus – Princípios de saúde

ESTUDO 19 - Ouvindo a Voz de Deus – O dom de profecia

ESTUDO 20 - Ouvindo a Voz de Deus – O dízimo

ESTUDO 21 - Ouvindo a Voz de Deus – Ofertar, um ato de adoração

ESTUDO 22 - Ouvindo a Voz de Deus – Como identificar a igreja verdadeira

ESTUDO 23 - Ouvindo a Voz de Deus – Por que devo ser batizado

ESTUDO 24 - Ouvindo a Voz de Deus – Princípios de vida cristã

ESTUDO 25 – Ouvindo a Voz de Deus - Educação Cristã

ESTUDO 26 – Ouvindo a Voz de Deus - A Vida no Espírito

ESTUDO 27 – Ouvindo a Voz de Deus - Um ministério para todos

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Lição 1 - Deus quer falar com você

A Bíblia Sagrada é uma coleção de livros impressionante. Por cerca de 1600 anos, mais de 40 autores diferentes a escreveram. Só este fato já chama a atenção: podemos lê-la do começo ao fim, e não encontraremos nenhuma contradição, embora muitos de seus autores jamais tenham se conhecido. Ela é composta por 66 livros (39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento), e é o Livro mais traduzido e lido no mundo.

1. Embora não seja um livro de ciência, a Bíblia traz alguma antecipação científica? (Confira os textos em sua Bíblia ou clique nos textos para lê-los em outra tela.)

Terra redonda –
Isaías 40:22 (texto escrito há mais de 2700 anos); Terra no vácuo – Jó 26:7 (escrito há mais de 3500 anos); Princípio da quarentena – Levítico 13:46.

2. Quem é o personagem central da Bíblia?
João 5:39

3. O que diz Jesus ser a Palavra de Deus? João 17:17

4. Quanto das Escrituras é inspirado por Deus e para que elas servem? II Timóteo 3:16

5. Quem inspirou os escritores da Bíblia? II Pedro 1:21

6. Ao que é comparada a Bíblia? Salmo 119:105

7. O que acontece quando estudamos as Escrituras? II Timóteo 3:15

8. Como estudar a Palavra de Deus? Isaías 28:10 e 13; Lucas 24:27

No caminho para a aldeia de Emaús, Jesus deu um verdadeiro estudo bíblico para os dois discípulos. Em Lucas 24:27 é dito que Jesus usou vários livros da Bíblia para explicar o assunto – Sua morte e ressurreição. Já Isaías 28:10 e 13 nos recomenda comparar texto com texto, “um pouco aqui, um pouco ali”, para compreender o contexto.

9. Basta ler a Bíblia e estudá-la?
Apocalipse 1:3; Tiago 1:22; Mateus 7:21

10. O que precisamos fazer para ter a certeza de que entenderemos a Bíblia e não seremos enganados? João 7:17

11. Para que, principalmente, foi escrita a Bíblia? Romanos 15:4

Minha Decisão:

Em Atos 17:11, Paulo diz o seguinte sobre os moradores de Beréia: “Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a Palavra com toda a avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.” Por isso, reconhecendo que a Bíblia é a Palavra de Deus, aceito-a como regra de fé e prática, e resolvo estudá-la diariamente a fim de, com a ajuda de Deus, praticar seus ensinos.

Lição 2 - Deus quer ouvir você

A escritora cristã Ellen G. White diz que orar é abrir o coração a Deus como a um amigo. Outros ainda dizem que a oração é a “respiração da alma”, querendo com isso indicar a importância de se desenvolver esse hábito. Assim como Deus fala conosco também através da Bíblia, Ele quer ouvir-nos através da oração.

1. O que os discípulos pediram a Jesus com respeito à oração? Lucas 11:1

2. Qual a oração modelo ensinada por Jesus? Mateus 6:9-13

3. Deus ouve mesmo nossas orações? Ele está disposto a atendê-las? Mateus 7:7, 8-11

4. O que é necessário para recebermos o que pedimos em oração? Marcos 11:24

5. Embora Deus sempre nos ouça, por que Ele, às vezes, não nos atende? Tiago 4:3; Provérbios 14:12

É preciso entender que Deus sempre responde nossas orações, pelo menos de três maneiras: “Está bem”, “Espere um pouco” e “Não”. Ele sempre tem em vista nosso bem.

6. Que outra condição é indispensável para sermos atendidos em nossas orações? I João 5:14; Mateus 6:10

7. Sob que condições Jesus Cristo prometeu atender a todos os nossos pedidos? João 15:7

8. Em nome de quem somente devemos orar? João 14:13

9. Qual era o costume de Jesus? Mateus 14:23

10. Que conselho nos dá a Bíblia quanto à oração? I Tessalonicenses 5:17

“Orar sem cessar” não significa ficar de joelhos o dia todo. Devemos estar sempre pensando em Deus e sentindo Sua presença conosco, onde quer que estivermos.

11. Em que momentos especiais do dia o salmista orava? Salmo 55:17

O objetivo principal da oração não é apenas pedir, mas promover um relacionamento de amizade com o Criador.

Minha Decisão:

Entendo que a oração é um privilégio e que o Senhor está disposto a me ouvir, em nome de Jesus. Por isso, decido dedicar tempo todos os dias para conversar com Deus, a fim de tornar a oração um hábito prazeroso.

Como manter comunhão com Jesus

(1) Escolha um lugar habitual para seus momentos de comunhão: o quarto, a sala, o escritório, etc., e um horário apropriado;

(2) faça uma oração curta pedindo a direção divina;

(3) leia uma passagem bíblica – comece, quem sabe, pelos evangelhos;

(4) medite, tentando aplicar a mensagem à sua experiência diária;

(5) fique em silêncio por um momento;

(6) ore, abrindo o coração e conversando com Jesus como se fosse seu melhor amigo. Faça isso todos os dias. Se, por algum motivo, falhar um dia, não desanime; continue no dia seguinte.

Lição 3 - Como é Deus

Certa vez, o próprio Jesus fez a seguinte pergunta a Seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem.” E Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:13 e 16). Noutra ocasião Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que Tu enviaste” (João 17:3). Portanto, é muito importante saber quem é Deus.

1. Segundo a Bíblia, quantos deuses há? Efésios 4:5 e 6; Isaías 45:22

2. Deus Se manifesta através de quantas pessoas? Quais são elas? Mateus 28:19

3. É possível compreender tudo sobre Deus? Deuteronômio 29:29

4. Quem é Jesus e desde quando existia? Romanos 9:5; Miquéias 5:2; João 1:1-3

5. O Espírito Santo é uma Pessoa? Tem intelecto, ou poder de pensar (I Cor. 2:10 e 11); tem sensibilidade, ou poder de sentir (Efésios 4:30; Rom. 15:30); tem vontade própria (I Cor. 12:11).

6. Quem criou o mundo? Gên. 1:26 e 3:22

A utilização do plural “façamos” sugere a existência da Trindade Divina. Aqui não se está falando de anjos, pois eles não são criadores. Só Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – tem poder de criar (João 1:3; Col. 1:15 e 16; Heb. 1:2; Gên. 1:2).

7. Qual é a base do governo de Deus? Salmo 89:14

8. Pode o homem pecador e mortal ver a Deus? Através de quem Ele Se revelou? João 1:18

9. Deus Se preocupa conosco? Salmo 40:1; Tiago 4:8

10. O que Deus deseja que façamos em relação a Ele? Hebreus 4:16; Jeremias 29:13

A parábola do filho pródigo (Lucas 15:11-32), contada por Jesus, deixa claro o desejo que Deus tem de ter-nos perto dEle, não importa o que tenhamos feito no passado.

Minha Decisão:

O Pai, o Filho e o Espírito Santo me amam, por isso desejo conhecer e amar cada vez mais a Deus. Quero confiar nEle e entregar-Lhe meus caminhos e minha vida.

Lição 4 - Quem são os anjos

Angelologia (estudo sobre os anjos) é um assunto bastante discutido atualmente. Centenas de livros e revistas têm sido publicados sobre este tema, expondo as mais diversas opiniões e experiências. No entanto, a única fonte confiável de informações sobre este e outros assuntos semelhantes é a Bíblia Sagrada. O que ela diz sobre os anjos? Quando foram criados? Quantos são? Antes de abrir a Bíblia, não esqueça de orar pedindo a orientação divina.

1. Qual a origem dos anjos? Salmo 148:2 e 5

2. São eles espíritos de mortos? Gênesis 3:24

Já havia anjos antes da morte de um ser humano.

3. Quantos são os anjos? Apocalipse 5:11

4. Que duas classes de anjos há? Apocalipse 12:7 e 9

Miguel, em hebraico, significa “Quem é como Deus”. E esse não é outro, senão Jesus.

5. Quem foi o primeiro anjo a se tornar mau e por quê? Ezequiel 28:13-19; Isaías 14:12-14

Deus não criou Satanás (o inimigo). Criou, sim, um anjo perfeito e livre. Infelizmente – não sabemos por que -, Lúcifer ambicionou o poder e a posição de Deus, no Céu. E o Criador não destruiu o rebelde imediatamente para que os outros anjos pudessem comparar os dois governos e fazer também sua escolha, sem servir a Deus por medo, caso escolhessem ficar ao lado dEle.

6. Além de 1/3 dos anjos (Apoc. 12:3 e 4), a quem mais Lúcifer envolveu em sua rebelião? Gênesis 3:1-6

Envolvendo Adão e Eva, Lúcifer transferiu o palco do grande conflito para a recém-criada Terra. Portanto, Satanás é o responsável direto por tudo o que há de ruim no mundo. E às vezes tem obtido sucesso em atribuir seus atos diabólicos a Deus.

7. Que fazem os anjos maus? II Coríntios 11:14 e 15; Efésios 6:11 e 12; I Timóteo 4:1

8. Que fazem os anjos bons? Salmo 34:7; Salmo 91:11; Eclesiastes 5:6; Daniel 7:10

9. Os anjos bons aceitam adoração? Apocalipse 19:10 (Este texto se refere ao anjo Gabriel)

10. Que farão os anjos bons quando Jesus voltar? Mateus 24:31

Continuamente anjos bons e maus disputam influência sobre nós. A qual deles nos submeteremos? Lembremo-nos de que “não é contra a carne e o sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes” (Efésios 6:12).

Minha Decisão:

Sabendo que existe uma batalha pelo coração de cada ser humano, decido, através do estudo da Bíblia e da oração diária, colocar-me ao lado de Deus, pedindo sempre a proteção de Seus santos anjos.

Lição 5 - Como ser e permanecer salvo

Existe no coração de cada ser humano a sensação inconsciente de estar perdido. “Como obter a salvação? E salvação do quê? Para quê?” – são perguntas comuns. Tome sua Bíblia, faça uma oração e descubra por você mesmo.

1. Quantas pessoas são pecadoras? Romanos 3:23

2. Qual é o salário do pecado? Romanos 6:23; 5:12

3. Como Deus resolveu nosso problema? Romanos 5:8; Isaías 53:6

Note: Você merecia morrer por ser pecador; Jesus não merecia morrer porque nunca pecou; mas Jesus morreu em seu lugar, para que você possa viver. Isto é substituição.

4. Devemos pagar pela salvação ou merecê-la? Efésios 2:8

5. Leia Lucas 19:9 e complete a frase: Um dia Jesus entrou na casa de Zaqueu e afirmou que quem havia entrado era a ...............

6. Se a salvação é Jesus, e Jesus é uma pessoa, o que devemos fazer, então, para ser salvos? João 15:4 e 5

7. Além de Cristo, há algum outro em quem poderíamos encontrar a salvação? Atos 4:12; João 14:14; I Timóteo 2:5-6

8. Qual o primeiro passo para a salvação? Atos 16:31

9. Por que Jesus decidiu morrer por nós? João 3:16

Minha Decisão:

Em Mateus 11:28, Jesus diz: “Vinde a Mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei.” Decido atender a este convite e ir a Jesus diariamente, a fim de manter uma vida de comunhão com Ele.

Estudo Adicional

Como se permanece em Jesus?
 Orando diariamente;
 Lendo e meditando numa passagem bíblica, todos os dias;
 Contando aos outros do amor de Jesus e do que você está aprendendo na Bíblia;
 Assistindo aos cultos na igreja;
 Pensando sempre em Deus.

Lição 6 - O que significa ser cristão

Muitas pessoas acham que cristão é aquele que não rouba, não mente, freqüenta uma igreja, veste-se de forma modesta e decente e não fala coisas inconvenientes. Embora tudo isso seja importante, cristianismo é algo mais profundo, pois tem que ver com a mente e o coração, e não com meras atitudes exteriores. Descubra agora o que significa ser cristão.

1. Considere os seguintes personagens bíblicos e diga por que eles poderiam ter sido chamados de “bons cristãos”:

Enoque (Gênesis 5:24)
Noé (Gênesis 6:9)
Abraão (Gênesis 17:1)
Davi (Salmo 116:9)

Todos eles poderiam ser considerados “bons cristãos” porque ...................

2. O que Jesus perguntou a Pedro, antes de pedir que ele O seguisse? O que devemos fazer, também, antes de seguir e obedecer a Jesus? João 21:15-19

3. O que Pedro disse um dia a Jesus, quando todo mundo estava abandonando o Mestre? João 6:67 e 68

Jesus havia Se tornado tão importante para os discípulos, que, sem Ele, a vida não teria mais sentido.

4. O que Deus quer em primeiro lugar de Seus filhos? Provérbios 23:26

5. Qual é o convite amoroso de Jesus? Mateus 11:28 e 29

Note: Primeiro é preciso entregar o coração a Deus e ir a Jesus como estamos. Depois o jugo (a direção de Cristo) e a obediência à Palavra de Deus se tornam leves.

6. Qual foi a ordem que Jesus deixou aos seus discípulos antes de Sua morte? João 15:4

7. Pode alguém guardar os mandamentos de Deus sem permanecer em Cristo? Marcos 10:17-22

8. Quando alguém tenta guardar os mandamentos sem ter comunhão com Jesus, como Deus considera esse tipo de justiça? Isaías 64:6

9. Pode alguém ter comunhão com Jesus e continuar fazendo coisas erradas? II Coríntios 6:14 e 15. Se não, por que isso acontece? Gálatas 2:20

Minha Decisão:

A vida cristã e a obediência à Palavra de Deus só fazem sentido quando são conseqüência de um relacionamento de amor com Jesus. Decido melhorar minha comunhão com Cristo, orando, lendo a Bíblia e “andando com Ele”, a fim de tornar-me verdadeiro cristão.

Estudo Adicional

 Enoque, Noé, Abraão, Davi e outros, foram homens e mulheres extraordinários porque andavam com Deus.
 O bom comportamento é fruto do cristianismo. Você não é cristão porque se porta bem. Você se porta bem porque é cristão.
 Sozinhos, com um pouco de esforço, podemos mudar nosso comportamento. Se formos a Jesus, Ele mudará nosso coração. Os primeiros cristãos viviam uma vida de tal comunhão com Jesus que Ele era o tema de seus pensamentos e conversas. Por isso acabaram sendo chamados de “cristãos”.
 O que Deus mais quer é manter um relacionamento de amor com você, a tal ponto de você chegar a dizer como Pedro: “A quem iremos nós? Só Tu tens palavras de vida.”

Lição 7 - Veremos jesus

Uma das mais belas promessas bíblicas é a da segunda vinda de Cristo. Em todas as Escrituras há mais de 2500 referências a esse grande evento futuro. Como Jesus voltará? Todas as pessoas O verão? O que Ele vai fazer nessa ocasião? Abra a Bíblia e descubra.

1. Que promessa fez nosso Senhor Jesus antes de subir ao Céu? João 14:1-3

2. Quem mais garantiu que Jesus voltará? Atos 1:11

3. Quem acompanhará Jesus, quando Ele voltar? Mateus 25:31

4. Por que é importante saber exatamente como Jesus voltará? Mateus 24:5, 23 e 24

É muito importante conhecer a forma como Jesus voltará, porque um dos grandes enganos finais de Satanás será imitar a volta de Cristo.

5. Quantos verão Jesus Cristo voltando? Apocalipse 1:7; Mateus 24:30

6. Como será a volta de Jesus? Com o que Ele comparou Sua vinda? Lucas 21:27 e Mateus 24:27

A volta de Cristo será pessoal (Atos 1:11), real (João 20:24-29) e visível (Apocalipse 1:7).

7. Que acontecerá com os que morreram crendo em Jesus? I Tessalonicenses 4:16

8. Que acontecerá com os fiéis que estiverem vivos naquela ocasião? I Tessalonicenses 4:17; I Coríntios 15:51-53

9. Compare a atitude dos ímpios e dos justos, por ocasião da volta de Cristo.
Ímpios (Apocalipse 6:15-17): ..............................
Justos (Isaías 25:9): .....................................

10. Sabendo que Jesus voltará para levar os que O aceitaram como Salvador, que conselho nos dá a Bíblia? Lucas 21:34 e 36

Minha Decisão:

Creio que Jesus em breve voltará, por isso decido me preparar para aquele grande dia, mantendo uma vida de comunhão com Deus, a fim de viver com Ele por toda a eternidade.

Lição 8 - Quando Jesus voltará

Na lição passada, vimos que Jesus voltará de forma pessoal e visível, sendo visto por todas as pessoas do mundo. Embora a Bíblia seja bem clara ao afirmar que “o dia e a hora” da volta de Cristo ninguém sabe (ver Marcos 13:32), ela nos dá informações e profecias que nos ajudam a entender em que momento da história estamos. Falta muito para a volta de Cristo? Que sinais são esses deixados por Jesus? Descubra agora mesmo.

1. Que pergunta interessante fizeram os discípulos a Jesus, sobre o fim do mundo? Mateus 24:3

2. Que sinais deixou Jesus? Leia as passagens e marque um X ao lado dos sinais que estão acontecendo hoje.
( ) Guerras e preparativos de guerra. Mateus 24:6 e 7
( ) Fomes, pestes e doenças. Mateus 24:7
( ) Terremotos em vários lugares. Mateus 24:7
( ) Aumento do crime e da maldade. Mateus 24:10 e 12
( ) Acúmulo de riquezas nas mãos de poucos e maioria pobre. Tiago 5:1-3
( ) Conflitos trabalhistas. Tiago 5:4-6
( ) Falsa segurança e paz incerta. I Tessalonicenses 5:3
( ) Aumento do conhecimento das profecias e da ciência. Daniel 12:4
( ) Temor e angústia com relação ao futuro. Lucas 21:25-27
( ) Busca insaciável de prazeres. II Timóteo 3:1-4
( ) Declínio moral e religioso. Romanos 1:24-27
( ) Abandono das verdades bíblicas em busca de uma religião “fácil”. II Tessalonicenses 2:3
( ) Milagres mentirosos. Apocalipse 16:14
( ) Aumento das falsas religiões. II Pedro 2:1
( ) Ceticismo religioso e volta da crença em fábulas (duendes, cristais, etc.). Lucas 18:8 e II Timóteo 4:4
( ) Falsos cristos e falsos profetas. Mateus 24:24
( ) Tempos difíceis, vida complicada, estresse. II Timóteo 3:1 e Tiago 5:1-3

A intensidade com que estes sinais têm ocorrido em nossos dias aponta para o breve retorno de Cristo.

3. Qual o último sinal a ser cumprido? Mateus 24:14

O avanço evangelístico em países antes inacessíveis é uma boa notícia para os cristãos.

4. Há pessoas que duvidam da volta de Cristo e até zombam daqueles que crêem nisto. Como elas cumprem, também, a profecia? II Pedro 3:3 e 4

5. Ao ver todos esses sinais sendo cumpridos, o que devemos fazer? Marcos 13:28 e 29; Lucas 21:28

6. O que devemos fazer para estar preparados para a volta de Cristo? Lucas 21:36

Devemos vigiar o cumprimento dos sinais e, principalmente, vigiar nosso coração e nossa relação com Cristo hoje.

Minha Decisão:

Em II Pedro 3:9 lemos: “O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham arrepender-se.” Talvez Jesus esteja esperando por você. Não adie seu preparo. Entregue sua vida a Jesus hoje para encontrá-Lo pessoalmente logo mais.

Lição 9 - Mil anos no Céu com Jesus

O que acontecerá depois da volta de Cristo? Para onde irão os salvos? O que você acha de participar de umas “férias” de mil anos, ao lado daqueles a quem você ama e junto com Jesus? Então prepare-se, pois Deus tem reservado as “passagens” dessa viagem maravilhosa para aqueles que mantiveram uma vida de comunhão com Jesus.

1. Para onde Jesus levará os salvos, quando Ele voltar à Terra? João 14:1-3

2. O que acontecerá com os que morreram crendo em Jesus, quando Ele voltar? I Tessalonicenses 4:16

3. E o que ocorrerá com os salvos que estiverem vivos, naquela ocasião? I Coríntios 15:51-53; I Tessalonicenses 4:17

4. Que efeito terá a vinda de Cristo sobre aqueles que escolheram viver sem Deus? II Tessalonicenses 2:8

5. Por quanto tempo os salvos permanecerão no Céu? E o que farão lá? Apocalipse 20:4; I Coríntios 6:2 e 3

6. Enquanto os salvos estiverem reinando com Cristo, no Céu, onde e como estarão os perdidos? Apocalipse 20:5

7. Como permanecerá a Terra durante o Milênio? Jeremias 4:23-26

8. Como ficará Satanás durante os mil anos na Terra? Apocalipse 20:1-3

A prisão de Satanás será uma cadeia de circunstâncias, pois não poderá sair deste planeta e aqui não terá ninguém para enganar, uma vez que os ímpios estarão mortos e os salvos estarão no Céu.

9. No fim do Milênio, qual será o fim de Satanás, seus anjos e os ímpios, ao tentarem tomar a cidade de Deus, que descerá do céu? Apocalipse 20:7-10

10. Depois de eliminados o pecado e os pecadores pelo fogo purificador, o que Deus dará aos salvos? II Pedro 3:10 e 13

11. O que não sofrerão os que ressuscitarem na primeira ressurreição (por ocasião da volta de Cristo)? Apocalipse 20:6

Minha Decisão:

Em Ezequiel 18:23, lemos: “Tenho Eu algum prazer na morte do ímpio? Diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” Somente ficarão fora da Nova Terra aqueles que assim decidirem, pois Deus respeita a decisão humana. Decida estar junto aos remidos de Deus e desfrutar a vida eterna ao lado de Jesus.

Lição 10 - Nosso lar eterno

Você já imaginou como seria o mundo se não houvesse guerras, fome, desastres, injustiças e morte? Consegue imaginar um lugar onde todas as nações vivem em harmonia, num relacionamento de perfeito amor? Agora pense nesse lugar e imagine o próprio Deus conversando com você, face a face. A boa notícia é que esse Lar existe e será nosso após o período de mil anos, em que os salvos estarão no céu.

1. O que Jesus prometeu preparar para Seus seguidores? João 14:1-3

2. Quem é o arquiteto e construtor da Santa Cidade? Hebreus 11:10

Para uma descrição detalhada da Nova Jerusalém, leia Apocalipse 21:9-27.

3. No fim do Milênio, onde estará a Nova Jerusalém? Apocalipse 21:2

4. Que acontecerá com a Terra quando os ímpios receberem o castigo da segunda morte? II Pedro 3:10

5. Que esperamos para depois disso? II Pedro 3:13; Apocalipse 21:1

6. Para quem é a Nova Terra? I Coríntios 2:9

7. Na Nova Terra haverá lembrança das coisas ruins pelas quais aqui passamos? Isaías 65:17

8. Quem habitará a Nova Terra, junto com os salvos? Apocalipse 22:3

9. O que não haverá mais na Nova Terra? Apocalipse 21:4

10. O que é essencial fazer para ter a vida eterna? João 3:16

11. Somente quem entrará no Reino dos Céus? Mateus 7:21

Minha Decisão:

Creio que este mundo será destruído e a Terra será renovada, após o Milênio. Por isso resolvo manter comunhão com Jesus e fazer a vontade de Deus a fim de estar preparado para viver na Nova Terra.

Conceitos que devem ficar bem claros:

1. Nossa passagem pelo céu, a bordo da Nova Jerusalém, levará mil anos.
2. Ao final do Milênio, nosso Lar eterno será finalmente estabelecido neste planeta, porém renovado.
3. A Nova Jerusalém, que descerá sobre o Monte das Oliveiras (Zacarias 14:3 e 4), será a capital da Nova Terra.
4. Deus morará com os remidos para sempre.
5. A vida dos salvos na Nova Terra será repleta de atividades prazerosas. Não haverá mais injustiças, egoísmo, doença, separação ou morte.

Lição 11 - A restauração da verdade

Certamente você já se perguntou por que há tantas igrejas e credos no mundo. Por que alguns guardam um dia para os serviços religiosos enquanto outros observam outro dia? Por que tantas interpretações sobre o que ocorre quando as pessoas morrem? Se a verdade é uma só, por que tantas interpretações? Onde e como começou o problema? Quem desvirtuou a verdade bíblica? Vamos às respostas.

1. Que viu o profeta Daniel em visão? Daniel 8:1-9

a) Um ............... com dois ....................
b) Um ............... com um ......................
c) Quatro ............................... notáveis.
d) Um ............ que saiu de um dos quatro ventos (direção), e que cresceu muito.

2. O que Daniel queria entender? Daniel 8:15

3. Qual o significado, segundo a própria Bíblia?

a) Carneiro ................... (538-331 a.C.) Daniel 8:20
b) Bode ....................... (331 a.C.) Daniel 8:21
c) Chifre grande .............. (Alexandre, o grande) Daniel 8:21
d) Quatro chifres ............. Daniel 8:22

Alexandre morreu em 323 a.C., e seus quatro generais (Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu) dividiram o reino entre si. Da divisão, surgiram: Roma, Grécia, Síria e Egito.

e) Daniel 8:23 ................A Bíblia não identifica este rei pelo nome, mas diz o que haveria de fazer.

4. Que haveria de fazer esse rei?

Daniel 8:10 e 24 ......................
Daniel 8:11 e 25 ...................... (ver I Timóteo 2:5)
Daniel 8:12 ...........................
Daniel 7:25 ...........................

Para descobrir em que esse poder mudou a Lei de Deus, confira Êxodo 20:3-17. Depois compare com os mandamentos do Catecismo (veja abaixo).

5. Que pergunta surgiu e qual foi a resposta? Daniel 8:13 e 14

Ao se acabarem as 2.300 tardes e manhãs, a verdade haveria de ser restaurada na Terra; e no Céu, o Santuário seria purificado.

6. Para que foram dadas as profecias? Provérbios 29:18

Minha Decisão:

Entendo que a verdade Bíblica foi pervertida por um poder humano, na Terra. Por isso peço a Deus forças para continuar descobrindo qual é Sua vontade para minha vida e colocá-la em prática.

Os Dez Mandamentos, conforme o Catecismo (Meu Catecismo, de A. Negromonte, pág. 22)

1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
2. Não tomar Seu santo nome em vão.
3. Guardar domingos e festas.
4. Honrar pai e mãe.
5. Não matar.
6. Não pecar contra a castidade.
7. Não furtar.
8. Não levantar falso testemunho.
9. Não desejar a mulher do próximo.
10. Não cobiçar as coisas alheias.

Os Dez Mandamentos, conforme a Bíblia (Êxodo 20:3-17 – resumidos)

1. Não terás outros deuses diante de Mim.
2. Não farás imagem de escultura ... não te encurvarás a elas.
3. Não tomarás o nome do Senhor ... em vão.
4. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar ... o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho...
5. Honra a teu pai e a tua mãe.
6. Não matarás.
7. Não adulterarás.
8. Não furtarás.
9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
10. Não cobiçarás a casa ... a mulher [ou] ... coisa alguma do teu próximo.

Lição 12 - O santuário terrestre

Na lição passada vimos que houve um poder (representado pelo chifre pequeno que cresceu muito – Daniel 8:9 e 23) que mudou “os tempos e a lei” e “lançou a verdade por terra” (Daniel 7:25 e 8:12). Daniel ficou admirado com a visão e ouviu a seguinte pergunta: “Até quando durará a visão do contínuo sacrifício e da transgressão assoladora, para que seja entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” Em seguida, ouviu a resposta: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (Daniel 8:13 e 14). O estudo do Santuário e das cerimônias que eram realizadas nele, nos dá uma compreensão mais profunda do plano da salvação e da eliminação do mal.

1. Para que Deus ordenou a construção do Santuário? Êxodo 25:8

2. Além do pátio, quantos compartimentos tinha o Santuário? Hebreus 9:2 e 3
O lugar ....................e o lugar ........................

3. O que havia nesses compartimentos?
a) No Santíssimo havia ................... Êxodo 40:20 e 21; 26:33
b) No Santo havia ........................ Êxodo 40:22, 24 e 26
c) No Pátio havia ........................ Êxodo 40:29 e 30

4. Quem entrava em cada compartimento?

a) No Santo ..................... Hebreus 9:6
b) No Santíssimo ................ Hebreus 9:7
c) No Pátio: os pecadores arrependidos.

5. O que se fazia no Santuário?

a) .............................. Números 28:1-4

O sacrifício contínuo simbolizava a salvação à disposição de todos, a cada instante.

b) .............................. Levítico 4:2, 27-31

O sacrifício pelo pecado simbolizava a transferência do pecado, do pecador para o Santuário, via sacerdote, pelo sangue.

c) .............................. Levítico 16:5, 8, 15, 16, 30 e 34

O Dia da Expiação simbolizava a remoção completa dos pecados.

6. A quem representavam todos os sacrifícios do Antigo Testamento? Hebreus 9:9, 13 e 14; João 1:29; Apocalipse 1:5

7. De que o Santuário terrestre era cópia? Êxodo 25:40; Hebreus 8:5; 9:24

8. Quando o Santuário da Terra perdeu a vigência? Mateus 27:50 e 51

9. Que Santuário está em função atualmente? Hebreus 8:1 e 2

Minha Decisão:

Assim como os pecados do antigo Israel eram simbolicamente transferidos para o Santuário terrestre através do sangue dos sacrifícios, desejo que o sangue de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, purifique todos os meus pecados, tornando-me nova criatura.

Lição 13 - O santuário celestial e o juízo

No último estudo analisamos o Santuário terrestre e os rituais que eram nele realizados. Vimos que tudo o que era feito no Santuário (os sacrifícios, a aplicação do sangue dos animais, o serviço dos sacerdotes) era uma representação em símbolo da obra redentora de Cristo. Por isso mesmo, o Santuário terrestre teve validade até o momento em que Cristo morreu na cruz, quando o véu do templo judaico rasgou-se de alto a baixo (Mat. 27:50 e 51). A partir dali entrou “em ação” o Santuário Celestial. Sabendo o que era feito no Santuário terrestre, fica mais fácil compreender a obra de Cristo no Santuário Celestial.

1. O Santuário terrestre era uma cópia do Santuário Celestial. Confira Apocalipse 8:3; 11:19; 15:5; Hebreus 8:2 e 5

2. Quem é o Sacerdote e a vítima (Cordeiro) do Santuário do Céu? Hebreus 4:14 e 7:27

3. Onde entrou Jesus, após Sua morte e para quê? Hebreus 8:1 e 2; 9:24 e 7:25; I João 1:9

4. Que fará Deus? E quem é o Juiz? Eclesiastes 12:14; II Coríntios 5:10; João 5:22 e 27; Atos 17:31

5. Quais são os livros envolvidos no julgamento?

a) Da vida. Apocalipse 20:15; 21:27 – Nele estão registrados os nomes dos salvos.
b) Memorial. Malaquias 3:16 – Registro das atitudes das pessoas.

6. Quando o nome de alguém é inscrito no Livro da Vida? João 5:24

7. Se alguém não confessou ou não abandonou todos os pecados, o que ocorre no Juízo? Êxodo 32:33

8. E se venceu todos os pecados, pelo poder de Cristo? Apocalipse 3:5

9. Se pecarmos, a quem devemos recorrer como nosso advogado ou mediador? I João 2:1

10. Qual será a norma de julgamento para todos? Tiago 2:12

11. Que decreto é feito na conclusão do Juízo? E que fará Jesus logo a seguir? Apocalipse 22:11 e 12

Minha Decisão:

Sabendo que há um Juízo se processando e que preciso abandonar todos os pecados, peço perdão a Cristo e forças para vencer minhas más tendências. Quero que meu nome permaneça no Livro da Vida.

As três fases do Juízo:

1. Juízo Investigativo (ocorre no Céu, para determinar quem dentre os vivos e os mortos estará salvo – I Ped. 4:17 e Apoc. 14:6 e 7).
2. Juízo de Comprovação (realizado por Cristo e pelos salvos, durante o Milênio no Céu, a fim de verificar o caso dos perdidos que ficaram mortos na Terra – Apoc. 20:4 e 6; I Cor. 6:1-3).
3. Juízo Executivo (será aplicado sobre os ímpios e sobre Satanás e seus anjos, no fim do Milênio – Apoc. 20:11-15).

Lição 14 - O tempo do juízo

Em Apocalipse 14:6 e 7 lemos: “E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória; porque é chegada a hora do Seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Na última lição vimos que o juízo de Deus se compõe de três etapas (juízo investigativo, juízo de comprovação e juízo executivo). Neste estudo veremos quando teve início o juízo.

1. No tempo do antigo Israel havia um dia para a purificação do Santuário terrestre (uma vez por ano). Ao final de quanto tempo o Santuário Celestial seria purificado? Daniel 8:14

2. O que a Bíblia quer dizer com “tarde e manhã”?Gênesis 1:5, 8, 13 e 19

3. Quanto vale um dia profético? Ezequiel 4:6 e 7; Números 14:34

A linguagem profética possui muitos símbolos. Em Apocalipse, por exemplo, a palavra “águas” significa “povos”, “multidões” e “nações” (ver Apoc. 17:1 e 15). De maneira semelhante, profeticamente um dia representa um ano literal.

4. Quando começaram os 2.300 anos? Daniel 9:25

De acordo com Esdras 7:7 e 8, o decreto ao qual o livro de Daniel faz referênciaentrou em vigor logo após o retorno de Esdras no 7º ano do rei Artaxerxes, e aHistória registra que esse ano foi 457a.C. (Para mais informações, visite o site
http://www.concertoeterno.com/)

5. Quando terminaram os 2.300 anos?

Contando 2.300 anos a partir de 457 antes de Cristo (e levando em conta que oano zero que não existe entre 1 a.C. e 1 d.C.), chegamos ao ano de 1844.
Portanto, em 1844 teve início o juízo no Santuário Celestial; e na Terra, arestauração da verdade.

6. Prova real da profecia. Daniel 9:24 a 27

a) Após 483 anos (7 + 62 = 69 semanas = 69 x 7 = 483), o Messias seria ungido. Portanto, 483 – 456 = 27, exatamente o ano em que Jesus foi batizado por João Batista (Mat. 3:16; Atos 10:38).

b) Na metade da última semana das 70, o Messias seria morto. Exatamente três anos e meio após Seu batismo, Jesus foi crucificado e morto. A profecia estava confirmada (Daniel 9:24).

c) No fim das 70 semanas (70 x 7 = 490 anos), Paulo se converteu e o evangelho começou a ser pregado também aos gentios. A nação de Israel perdeu o status de povo escolhido.

Minha Decisão:

Sabendo que o juízo investigativo teve início em 1844 e está se processando hoje, decido, pelo poder de Cristo, colocar minha vida em conformidade com a Palavra de Deus.

Lição 15 - A eterna lei de Deus

Quando ocorre um julgamento, entende-se que uma lei foi transgredida. Onde não há lei, não há transgressão. Por outro lado, quando a lei é devidamente cumprida, não há condenação. Neste estudo veremos se a lei de Deus ainda está em vigor, qual sua importância e como cumpri-la.

1. Segundo o plano divino, qual é o segredo de uma vida longa? Provérbios 3:1 e 2

2. Como devemos proceder? Tiago 2:12

3. Que lei é essa? Tiago 2:10 e 11

4. Qual é a lei que tem mandamentos como estes: “Não matarás”, “Não adulterarás”? Êxodo 20:3-17

5. Segundo a Bíblia, quem escreveu os mandamentos entregues a Moisés? Êxodo 31:18

6. Como o apóstolo Paulo considerava a Lei de Deus? Romanos 7:12

7. Jesus mudou ou anulou a Lei de Deus? Mateus 5:17-19

8. Qual foi a atitude de Jesus em relação aos mandamentos de Deus? João 15:10

9. Quem tem fé não precisa obedecer à Lei de Deus? Romanos 3:31

10. A Lei de Deus pode nos salvar? Romanos 3:20

11. Para que serve, então, a Lei de Deus? Tiago 1:23-25

Tiago compara a Lei de Deus a um espelho. Somente através da Lei podemos conhecer nossos defeitos de caráter e pecados. A Lei diagnostica o problema. Cristo o resolve.

12. Como a Bíblia chama a pessoa que diz conhecer a Jesus Cristo mas recusa obedecer-Lhe? I João 2:3 e 4

13. Por quanto tempo durará a Lei de Deus? Mateus 5:17 e 18; Salmo 111:7 e 8; Eclesiastes 3:14

14. Qual o principal motivo para guardarmos (praticarmos) a Lei de Deus? João 14:15

Minha Decisão:

Aceito os Dez Mandamentos como padrão de conduta para minha vida. Creio que, através do poder de Cristo, serei capaz de obedecer a cada um de Seus mandamentos.

Lembre-se: O objetivo da Lei não é salvar, mas mostrar a necessidade de salvação.

Os Dez Mandamentos, conforme a Bíblia (Êxodo 20:3-17 – resumidos)

1. Não terás outros deuses diante de Mim.
2. Não farás imagem de escultura ... não te encurvarás a elas.
3. Não tomarás o nome do Senhor ... em vão.
4. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar ... o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho...
5. Honra a teu pai e a tua mãe.
6. Não matarás.
7. Não adulterarás.
8. Não furtarás.
9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
10. Não cobiçarás a casa ... a mulher [ou] ... coisa alguma do teu próximo.

Lição 16 - Leis em contraste

Na lição passada, vimos que Jesus veio para cumprir a Lei de Deus, a fim de dar-nos exemplo (ver Mateus 5:17-19). O apóstolo Paulo afirma que os mandamentos de Deus são puros, santos e bons (Romanos 7:12). Por que, então, há passagens que parecem depreciar a Lei? Um estudo cuidadoso revelará que a Bíblia faz menção a mais de uma lei, deixando clara a superioridade da Lei de Deus, os Dez Mandamentos.

1. Que título de distinção é dado à Lei de Deus? Tiago 2:8 e 9

2. Por que meio vem o conhecimento do pecado e através de que seremos julgados? Romanos 7:7; Tiago 2:12

A lei que diz “Não cobiçarás” é a dos Dez Mandamentos. E a “lei da liberdade” é, também, a dos Dez Mandamentos, pois nos versículos anteriores a Tiago 2:12 são mencionados os mandamentos “Não matarás” e “Não adulterarás”.

3. Que sistema foi estabelecido em virtude da transgressão da Lei de Deus por parte do homem?
O sistema sacrifical, com seus ritos e cerimônias (como os sacrifícios do Santuário), que apontavam para Cristo.

4. Por quem foi proclamada a lei dos Dez Mandamentos? Deuteronômio 4:12 e 13

5. Como a lei cerimonial foi transmitida a Israel? Levítico 1:1 e 2

6. A lei cerimonial era completa em si mesma? Efésios 2:15

7. Em que Deus escreveu os Dez Mandamentos? Deuteronômio 4:13

8. Em que foram escritas as leis cerimoniais (que continham orientações sobre sacrifícios e holocaustos)? II Crônicas 35:12

9. Onde foram colocadas as tábuas dos Dez Mandamentos? Êxodo 40:20

10. Onde Moisés ordenou que pusessem a lei cerimonial que ele escrevera? Deuteronômio 31:25 e 26

11. Qual a natureza dos Dez Mandamentos, ou lei moral? Salmo 19:7; Romanos 7:14

12. Poderiam as ofertas ordenadas pela lei cerimonial satisfazer ou tornar perfeita a consciência do crente? Hebreus 9:9

13. Até que tempo deveriam ser realizados os serviços cerimoniais no santuário terrestre? Hebreus 9:10

14. Quando foi esse “tempo de reforma” ou “nova ordem”? Hebreus 9:11-14

15. O que a morte de Cristo fez com a lei cerimonial? Colossenses 2:14; Efésios 2:15

16. Por que a lei cerimonial foi ab-rogada (anulada) e o que marcou esse acontecimento? Hebreus 7:18 e 19; Mateus 27:50 e 51

17. Com que palavras o profeta Daniel profetizara isto? Daniel 9:27

18. Por quanto tempo perdurará a lei moral (Dez Mandamentos)? Salmo 111:7 e 8

Minha Decisão:

Reafirmo minha posição de que os Dez Mandamentos estão em vigor e são uma bênção na vida daqueles que, pelo poder de Cristo, colocam-nos em prática. Decido obedecê-los.

Contraste entre as duas leis (Moral e Cerimonial)

Lei moral

É chamada “lei régia” (do Rei) – Tiago 2:8
Foi proferida por Deus – Deuteronômio 4:12 e 13
Foi escrita por Deus em tábuas de pedra – Êxodo 31:18
Foi escrita “pelo Dedo de Deus” – Êxodo 31:18
Foi posta dentro da arca – Êxodo 40:20; I Reis 8:9; Hebreus 9:4
É perfeita – Salmo 19:7
Deverá “permanecer firme para todo o sempre” – Salmo 111:7 e 8
Não foi abolida por Cristo – Mateus 5:17
Devia ser engrandecida por Cristo – Isaías 42:21
Comunica conhecimento do pecado – Romanos 3:20; 7:7

Lei Cerimonial

É chamada “a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” – Efésios 2:15
Foi ditada por Moisés – Levítico 1:1-3
Era em “forma de ordenanças” – Colossenses 2:14
Foi escrita por Moisés num livro – II Crônicas 35:12
Foi posta ao lado da arca – Deuteronômio 31:24-26
“Nunca aperfeiçoou coisa alguma” – Hebreus 7:19
Foi cravada na cruz – Colossenses 2:14
Foi abolida por Cristo – Efésios 2:15
Foi anulada por Cristo – Colossenses 2:14
Foi instituída em conseqüência do pecado – Levítico 3-7

Lição 17 - O verdadeiro dia de guarda

As recomendações de Deus sempre visam ao nosso bem-estar. Ao colocar em Sua Lei um mandamento específico sobre a santificação de um dia da semana, Ele, na verdade, estava nos prevenindo a respeito da correria em busca de posses e do desgaste físico e mental que dela advém. Hoje, poderíamos dizer que, ao obedecer ao quarto mandamento, estamos, na verdade, melhorando nossa qualidade de vida e evitando o estresse.

1. Que três coisas fez Deus quando acabou de criar o mundo? Gênesis 2:1-3

2. Você acha que Deus descansou porque estava cansado? Isaías 40:28

Jesus não precisava ser batizado porque não tinha pecados, mas fez isso para dar-nos exemplo. Da mesma forma, Deus nos deu exemplo “descansando” no sétimo dia.

3. Por que Deus separou o sábado como dia especial? Marcos 2:27

4. Além de abençoar o sábado, Deus o santificou. Como deveria o ser humano agir diante de algo santo? Êxodo 3:5

5. Que dia da semana é o sábado? Êxodo 20:8-11; Levítico 23:3; Mateus 28:1

6. Além de ser o quarto mandamento, o que mais é o sábado? Ezequiel 20:12 e 20

7. Será que o sábado foi estabelecido apenas para o povo judeu? Isaías 56:6 e 7; Eclesiastes 12:13

Segundo o livro de Gênesis (ver pergunta nº 1), o sábado foi estabelecido na Criação, quando só havia Adão e Eva. Não havia judeus e nem outro povo qualquer.

8. Que dia Jesus guardava? Lucas 4:16

9. Que dia o apóstolo Paulo guardava? Atos 16:13; 17:2

10. Que dia Maria, mãe de Jesus, e as mulheres seguidoras de Cristo guardavam? Lucas 23:56

11. Quando começa o sábado, segundo a Bíblia? Neemias 13:19; Gênesis 1:19; Marcos 1:32; Levítico 23:32

12. Como Deus deseja que guardemos o sábado? Isaías 58:13 e 14; Mateus 12:12

13. Após a morte de Jesus, seria o sábado observado pelos Seus seguidores? Mateus 24:20

Jerusalém foi destruída no ano 70 depois de Cristo. Portanto, mais de 30 anos depois da previsão de Jesus, Ele vê Seus fiéis seguidores ainda guardando o sábado.

14. Adianta guardar nove mandamentos? Tiago 2:10; I João 2:4

15. Que dia será santificado na Nova Terra? Isaías 66:22 e 23

Minha Decisão:

Resolvo guardar o sábado como um sinal do reconhecimento de que Deus é meu Criador e Salvador. Decido reservar as horas do sábado somente para a adoração e para obras em favor de meu próximo.

Como tornar o sábado deleitoso

• Programe-se para receber o sábado, desde o início da semana.
• Espere o sábado como o dia especial de comunhão com Jesus.
• Ao pôr-do-sol de sexta-feira, reúna sua família, cantem, orem e recebam o sábado juntos.
• No sábado pela manhã, vá à igreja como fazia Jesus.
• Prepare (se possível na sexta-feira) uma refeição diferente e deliciosa para o almoço de sábado.
• À tarde, se tiver filhos pequenos, programe um passeio por um parque ou outro local em que possam conversar sobre o poder e o amor de Deus manifestados na natureza.
• Ao pôr-do-sol de sábado reúna novamente a família para orar e se despedir do sábado, pedindo as bênçãos de Deus para a semana que se inicia.

Nota: A palavra “Domingo” não se encontra na Bíblia. No entanto, há oito referências ao primeiro dia da semana no Novo Testamento (Mateus 28:1; Marcos 16:1 e 2; Lucas 24:1; João 20:1; Marcos 16:9; João 20:19; Atos 20:7; I Coríntios 16:2). Basta lê-las para perceber que em nenhuma delas há qualquer indicação de ser o domingo um dia diferente dos demais ou santificado. O cardeal Gibbons, arcebispo de Baltimore e primaz da Igreja Católica nos EUA, disse: “Podereis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos” (Faith of Our Fathers, pág. 89).

O primeiro dia da semana era dedicado ao culto do Sol, pelos antigos babilônios. Em 274 d.C., o imperador Aureliano adotou o culto do Sol como a religião oficial do Império Romano. Ao culto do Sol foi dedicado o primeiro dia da semana (em inglês, domingo ainda significa “Dia do Sol” – Sunday; e em alemão, também – Sonntag). Com o tempo, esse dia santo dos pagãos foi sendo adotado pela cristandade, até que no dia 7 de março de 321, o imperador Constantino assinou um decreto que oficializava o domingo como dia de guarda, o que foi aprovado pela Igreja Católica no ano 364. Porém, sempre houve fiéis que não aceitaram as tradições humanas, permanecendo leais às Escrituras e sendo perseguidos por isso.

Lição 18 - A Bíblia e a saúde

A Palavra de Deus nos traz importantes recomendações quanto ao estilo de vida apropriado ao cristão. Na verdade, é o estilo de vida ideal para o ser humano, através do qual se pode ter uma vida mais longa e saudável.

1. Quando o ser humano foi criado, que alimentos foram indicados no regime alimentar original dado por Deus? Gênesis 1:29

2. Quando foi permitido ao homem comer carne? Gênesis 9:1, 3 e 4

Após o Dilúvio e antes de as plantas crescerem, numa situação de emergência, Deus permitiu que Noé e sua família comessem carne (de animais “limpos”, que estavam em maior quantidade na arca).

3. Quais as duas característica dos animais limpos indicados por Deus? Levítico 11:3; Deuteronômio 14:2-8

A cisticercose e a triquinose são graves problemas oriundos da utilização da carne de porco.

4. Quais as duas características dos peixes limpos? Deuteronômio 14:9

A Bíblia não faz diferenciação entre peixes e crustáceos, por exemplo. Portanto, camarão, lagosta e siri são também considerados imundos, ou inapropriados para alimentação humana.

5. A Bíblia aprova o consumo de bebidas alcoólicas? Provérbios 20:1; Isaías 5:11 e Efésios 5:18

Está cientificamente provado que o álcool, mesmo ingerido em pequenas quantidades, interfere na atividade cerebral. O cérebro é nossa “antena” de comunicação com Deus, e não deve ser prejudicado com qualquer substância nociva.

6. Qual o fim dos que comem e bebem aquilo que Deus proibiu? Isaías 66:17

7. O que devemos ter em mente em tudo o que fazemos, inclusive no comer e no beber? I Coríntios 10:31

8. Qual o principal motivo por que devemos cuidar da saúde? I Coríntios 3:16 e 17; 6:19

Devemos descartar todos os alimentos, bebidas e hábitos que prejudiquem nosso corpo. Os estimulantes como o café e o chá preto, por exemplo, também devem ser evitados por aqueles que buscam uma melhor saúde física e mental.

9. Por que devemos glorificar a Deus em nosso corpo? I Coríntios 6:20

10. Como devemos apresentar nosso corpo a Deus? Romanos 12:1

11. Qual o desejo de Deus quanto à nossa saúde? III João 2

12. Resumindo: O que devemos fazer para ter saúde? Êxodo 15:26

Minha Decisão:

Creio que a intemperança acarreta enfermidades. Decido seguir as recomendações bíblicas de saúde para ser sadio, feliz e favorecer minha comunhão com Deus.

Remédios naturais de Deus:

Temperança (equilíbrio em tudo); regime alimentar apropriado (o mais natural possível); uso abundante de água (6 a 8 copos por dia, entre as refeições); ar puro; luz solar em horários apropriados; exercício físico e repouso; confiança em Deus.

Lição 19 - O que é a morte

O último inimigo com o qual o homem se deparara na vida é a morte. Ninguém consegue escapar dela. Talvez por isso exista tanta preocupação em torno do assunto. Há muitas teorias sobre o que ocorre com o ser humano após a morte. Para onde vão os que morrem? Eles sabem alguma coisa a nosso respeito? É possível manter contato com os mortos? Jesus – que morreu e ressuscitou – é o único autorizado a falar sobre o assunto. E Ele o fez na Bíblia.

1. Para entender o que ocorre na morte, é preciso saber como o homem foi criado. Que dois elementos Deus usou para criar o homem, no sexto dia da Criação? Gênesis 2:7
.................... e .....................

É importante notar que o texto diz que “somos” uma alma vivente e não que “temos” uma alma. A palavra “alma”, no original hebraico, é “nephesh”, que significa “ser vivente”. Portanto: Pó da terra + Fôlego de vida = Alma vivente (ser vivo).

2. O que ocorreu com a alma vivente (o ser humano) quando pecou? Romanos 5:12

3. O que voltamos a ser depois de mortos? Gênesis 3:19

Pó da terra – fôlego de vida = Alma deixa de existir (pó volta ao pó; fôlego volta a Deus)

4. Então a alma pode morrer? Ezequiel 18:4

Como já vimos, no momento em que o ser humano morre, o fôlego (espírito) volta a Deus e o pó volta a terra. A alma vivente deixa de existir – morre.

5. Somente quem é imortal? I Timóteo 6:15 e 16

6. Os mortos sabem alguma coisa do que se passa com os vivos ou podem se comunicar? Eclesiastes 9:5 e 6; Salmo 146:4

7. Ao que Jesus comparou a morte? João 11:11-14

8. Onde e como começou a mentira de que o homem não morre? Gênesis 2:16 e 17 e 3:4

9. Quando os mortos ressuscitarão? I Tessalonicenses 4:16; I Coríntios 15:51

10. Em quem podemos ter a vida eterna? I João 5:12; João 3:16

11. Qual deve ser nossa atitude diante da morte? I Tessalonicenses 4:13 e 14

12. O que Deus prometeu dar àqueles que são amigos Seus? Romanos 2:7

14. Como serão as condições da vida eterna? Apocalipse 21:4

Minha Decisão:

Creio no que ensina a Bíblia: que sou mortal e que só terei a imortalidade pela fé em Jesus. Espero viver eternamente, pois creio em Jesus e O tenho como meu Salvador e Amigo.

Lição 20 - Deus guia Sua igreja

A Bíblia é o grande guia da igreja de Deus. Deve ser para ela como uma bússola a indicar o caminho. Mas é interessante notar a forma como Deus usou os profetas para orientar Seu povo. Nos grandes momentos da História Deus suscitou grandes homens e mulheres para serem portadores de mensagens especiais – antes do Dilúvio, Noé; antes do Êxodo, Moisés; antes do início do ministério terrestre de Jesus, João Batista. E em nossos dias, que precedem a segunda vinda de Cristo, suscitaria Deus um profeta?

1. Devemos crer em qualquer um que se diz profeta? I João 4:1

2. Como distinguir o falso do verdadeiro profeta?

• Crê na encarnação de Jesus (I João 4:1-3)
• Pelos seus frutos – vida e atitudes (Mateus 7:15-23)
• Suas profecias se cumprem (Deuteronômio 18:21 e 22; Jeremias 28:9)
• Seus ensinamentos não desviam o povo da Bíblia (Deuteronômio 13:1-3)
• Obedece a Lei de Deus e fala guiado pelo Espírito Santo (Isaías 8:19 e 20; II Pedro 1:21)

3. Que fenômenos físicos ocorrem durante a verdadeira manifestação do dom de profecia?

• O profeta fica de olhos abertos, alheio ao que se passa ao seu redor (Números 24:4 e Apocalipse 1:11)
• Outras pessoas não vêem o que ele vê (Daniel 10:7)
• O profeta vê, sente e fala (Daniel 10:16)
• O profeta não respira enquanto está em visão (Daniel 10:17)

4. Que haverá nos últimos dias? Mateus 24:24

A declaração de Jesus dá a entender que haveria, também, o verdadeiro profeta. Do contrário, seria como advertir as pessoas para terem cuidado com as notas de R$ 13,00 falsas.

5. Haverá também o verdadeiro dom profético nos últimos dias? Efésios 4:8, 11 e 12; Joel 2:28-32

6. Quais as duas características da igreja verdadeira? Apocalipse 12:17

7. O que é o Testemunho de Jesus? Apocalipse 19:10

8. O dom de profecia se manifestou na Igreja Adventista? Quando estudamos a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia e vemos como em meio de um impressionante emaranhado de riscos e de dificuldades as mensagens inspiradas que chegavam por meio da Sra. Ellen G. White deram estabilidade, crescimento e solidez ao remanescente fiel, chegamos à conclusão de que a profecia bíblica se cumpre. Durante 70 anos, por meio de mais de duas mil visões e sonhos, Ellen White orientou o sólido sistema educacional e de saúde adventista. Embora não tivesse estudo formal, escreveu best-sellers reconhecidos mundialmente, sobre educação, medicina, religião e psicologia.

9. Qual a promessa para os que levam em conta a mensagem dos profetas? II Crônicas 20:20; Apocalipse 22:7

10. Para que nos foram dadas as profecias? Provérbios 29:18

11. Que apelo nos é feito em I Tessalonicenses 5:20 e 21?

Minha Decisão:

Creio que o dom de profecia foi dado por Deus para orientar Seu povo. Acredito que, assim como Deus usou a muitos no passado, usou Ellen G. White como Sua mensageira do tempo do fim. Decido dar atenção a seus escritos e, principalmente, às mensagens proféticas contidas na Bíblia.

Nota:

Conheça mais sobre Ellen White, seus escritos e ministério na seção
"Missão Profeta".

Lição 21 - Qual a igreja verdadeira

Há milhares de igrejas espalhadas pelo mundo, e a cada dia surgem outras. Uma das tarefas mais difíceis para as pessoas é descobrir qual delas é a verdadeira, já que todas alegam possuir a verdade. A essas alturas não seria surpresa para você dizermos que a Bíblia apresenta uma igreja como a portadora da verdade (embora todas as denominações religiosas mereçam nosso respeito e consideração).

1. Onde podemos encontrar a pura verdade divina? João 17:17

A Tua ..................... é a ........................

2. Quantos credos Deus reconhece como verdadeiros? Efésios 4:4-6

3. Como a Bíblia apresenta a verdadeira igreja de Deus? I Timóteo 3:15

4. Que verdade essa igreja sustenta e prega?

• Deus – o Autor da ......................... (Jeremias 10:10; Salmo 31:5; João 17:3)
• Jesus Cristo – o verdadeiro meio da salvação (João 14:6; Atos 4:12; I Timóteo 2:5)

• Espírito Santo – Guia do crente em toda a verdade (João 16:13; 3:5; Romanos 8:2; Tito 3:5; I Pedro 1:2)

• Bíblia – verdadeira orientação para a salvação (João 17:17; 5:39; II Timóteo 3:15 e 16)
• A .......................... é a verdade (Salmo 119:142; Romanos 2:12; 3:20; 7:7; Tiago 2:12; I João 3:4)

• Todos os Dez Mandamentos – verdadeiro padrão de conduta dos salvos (Salmo 119:86 e 151; Eclesiastes 12:13-14; Mateus 19:17; Tiago 2:10)

Teste as igrejas atuais com estas verdades bíblicas. A igreja verdadeira sustenta todas elas.

5. Que outra regra Jesus nos deu para conhecermos a igreja verdadeira? Mateus 7:16

6. Quais a duas principais características da igreja verdadeira? Apocalipse 12:17. O que é o Testemunho de Jesus? Apocalipse 19:10

7. O que Deus pede aos que descobrem estar em caminho errado? Apocalipse 18:4

No Apocalipse, Babilônia (confusão – Apoc. 14:8) representa simbolicamente todo sistema religioso em desacordo com a Bíblia.

8. Como é o caminho que conduz à vida eterna? Mateus 7:14

9. Quem somente entrará no Reino dos Céus? Mateus 7:21

Minha Decisão:

Decido unir-me à Igreja de Deus na Terra, a que guarda os mandamentos de Deus e tem o Testemunho de Jesus.

A verdadeira igreja de Deus...

1. Possui unidade – consenso de doutrina e crença (Atos 2:46; Efésios 4:3 e 13)
2. É universal – prega o evangelho ao mundo todo (Hebreus 12:23; Apocalipse 14:6; Marcos 16:15)
3. Está de acordo com a doutrina dos apóstolos – apostolicidade (Atos 2:42)
4. Guarda todos os dez mandamentos (Apocalipse 14:12; Êxodo 20:3-17)
5. Possui o dom de profecia (Apocalipse 12:17; 19:10)
6. Surgiu na época designada na profecia (Daniel 8:14; Apocalipse 14:6-12)
7. Não é maioria fácil, popular (Apocalipse 12:17; Romanos 9:27; Lucas 12:32)
8. Ensina a salvação pela fé em Jesus Cristo, pois prega o Evangelho Eterno (Apocalipse 14:6; 1:5)

Esperança para o pequeno povo – Isaías 41:14-16

Lição 22 - Como vive o cristão genuíno

Jesus Cristo, além de ser nosso Salvador, quer ser também nosso Senhor. Para aqueles que não mantêm uma relação de amizade com Ele, Suas recomendações e conselhos na Bíblia podem parecer um fardo. No entanto, aqueles que reconhecem a Jesus como amigo, percebem que Seus mandamentos e conselhos têm em vista nossa felicidade e bem eterno.

1. Como deve viver o cristão? Leia o texto a seguir e escreva aquilo que mais lhe chama a atenção. Romanos 12:9-21

2. Qual deve ser a única dívida do cristão? Romanos 13:8

3. Que conselhos dá a Bíblia aos:

a) Pais .......................................... Efésios 6:4; I Timóteo 5:8
b) Filhos ............................................................ Efésios 6:1-3
c) Empregados ........................................................ Efésios 6:5 e 6
d) Patrões ........................................................... Efésios 6:9
e) Maridos ....................................... Efésios 5:25; Colossenses 3:19
f) Esposas ....................................... Efésios 5:22; Provérbios 31:30

4. Com que tipo de pessoas devemos nos associar? I Coríntios 5:9 e 11

5. O que a Bíblia fala sobre namoro e casamento? I Coríntios 7:39; Deuteronômio 7:3; Malaquias 2:11; I Tessalonicenses 4:4-7; Provérbios 5:3 e 8

6. Como deve ser o vestuário do cristão? I Timóteo 2:9; I Pedro 3:3; Êxodo 33:6

7. Que lugares devemos freqüentar? Tiago 4:4: I João 2:15-17

8. Qual a vontade de Deus para nós? I Tessalonicenses 4:2-5 e 7

9. Que fruto Deus quer que manifestemos em nossa vida? Gálatas 5:22-23

Se o fruto é do Espírito, o que temos que fazer para tê-lo em nossa vida é manter uma viva e íntima comunhão com Deus, mediante a leitura da Bíblia e a oração.

Minha Decisão:

Decido colocar minha vida em conformidade com as recomendações bíblicas, pedindo a Deus forças para fazê-lo.

Lição 23 - Dons do Espírito

Antes de subir ao Céu, Jesus concedeu dons à igreja, para que os crentes pudessem levar avante a obra de pregar o evangelho ao mundo. Saiba um pouco mais sobre esses dons e sobre a falsificação deles nos dias atuais estudando mais esta lição.

1. A respeito de que devemos estar informados? I Coríntios 12:1

2. O que Cristo deu aos seres humanos antes de subir ao Céu? Efésios 4:8

3. Quais foram alguns desses dons que Jesus concedeu aos que O servem? Efésios 4:11; I Coríntios 12:28

4. Com que finalidade foram esses dons concedidos à igreja? Efésios 4:12-14

5. Qual o resultado final de se utilizar os dons na igreja? Efésios 4:13

6. Embora os dons sejam muitos e diversos, quem mantém a unidade dos crentes? I Coríntios 12:4

7. Quem escolhe os dons para as pessoas? Devem todos ter ou buscar o mesmo dom? I Coríntios 12:11, 29 e 30

É interessante notar que, em I Coríntios 12, Paulo compara a igreja com um corpo, deixando claro que todas as partes (órgãos e membros) do corpo são importantes e indispensáveis, e que não devemos querer ser todos uma só parte, pois assim o corpo não sobreviveria.

8. Devem os dons do Espírito permanecer para sempre? Quando não serão mais necessários? I Coríntios 13:8 e 10

Hoje em dia, um dos dons mais polêmicos é, sem dúvida, o “dom de línguas”. Para identificar a verdadeira manifestação desse dom, é preciso estudar com atenção alguns textos bíblicos e seus contextos. Leia o texto a seguir e descubra por si mesmo qual é o verdadeiro dom de línguas bíblico.

Minha Decisão:

Decido usar meu/meus dons em favor do povo de Deus e na pregação do evangelho, para que Cristo possa logo voltar.

Complemento: O DOM DE LÍNGUAS NA BÍBLIA

A LÍNGUA DE ÉFESO (Atos 19)
Primeiramente é preciso saber que Éfeso era a capital da Ásia Menor. Uma cidade pagã (Atos 19:27) e portuária e, por isso, muito carente da mensagem cristã. Mas como uma igreja tão fraca, despreparada e pequena (uns doze homens, Atos 19:7) poderia pregar em uma cidade na qual se falavam tantas línguas? Além de tudo, esses poucos homens haviam apenas sido batizados no batismo de João (Atos 19:3), e nunca haviam ouvido a respeito do Espírito Santo (Atos 19:2). Era um desafio e tanto!

A primeira imediata providência seria o rebatismo em nome da Trindade para poderem receber o poder celestial, e o receberam: “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam” (Atos 19:6).

Paulo impôs as mãos, mas os irmãos não se contorceram, nem abriram a boca numa vozeria inconseqüente, emitindo ruídos incompreensíveis. Não. Eles, pelo poder do Espírito Santo, passaram a possuir o dom de línguas (verdadeiro) e o dom de profecia para edificar a Igreja. Estavam, portanto, aqueles doze homens capacitados para a implantação do Evangelho na pagã Éfeso.

Deus não os capacitou para satisfazer caprichos ou vaidades, ou porque queriam o dom a qualquer custo, mas para uma obra definida, necessária e urgente. Ninguém deve se valer deste texto para afirmar que existe a doutrina do falar línguas como um sinal do recebimento do Espírito Santo. Além do Pentecostes (comentaremos sobre isso mais à frente), que foi uma situação muito especial, e de Cornélio, em Cesaréia, só há este texto de Efésios em que ocorreu a posse imediata deste dom através do poder do Espírito Santo.

A posse do dom de línguas em Éfeso foi semelhante a de Pentecostes, pois a situação era praticamente a mesma: uma cidade com pessoas de várias nacionalidades e línguas precisando ser evangelizada. E Deus os capacitou para a missão.

A LÍNGUA DE CESARÉIA (Atos 10 e 11)“E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque se ouviam falar línguas e magnificar a Deus. Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós, o Espírito Santo?” (Atos 10:44-47).

A enfática “também receberam como nós” é uma expressão afirmativa, bem como comparativa (Pedro está se reportando à descida do Espírito Santo em Jerusalém, sete anos antes – Atos 2). O Pentecostes repetiu-se com Cornélio, romano que sofria a discriminação dos judeus “da circuncisão”. Assim, a concessão do dom aos gentios cumpriu um duplo propósito: a demonstração clara de que Deus não faz acepção de pessoas e a pregação do Evangelho em uma cidade que, também, abrigava pessoas de muitas nacionalidades por ser residência de procuradores romanos (Atos 10:1). Em Cesaréia, deu-se a repetição do Pentecostes.

A LÍNGUA DOS ANJOS (I Coríntios 13:1)
A “língua dos anjos” é mencionada uma única vez no Novo Testamento (I Coríntios 13:1) e é uma comparação de idiomas feita por Paulo, entre o Céu e a Terra, para enfatizar o fato de que o amor a tudo supera. Não há, tampouco, nenhuma conotação com o pseudo “fenômeno” descrito em I Coríntios 14:2. E, de passagem, deve ficar claro que Paulo também não falava a tal língua do anjos, pois afirmou: “Ainda que eu falasse ... a língua dos anjos” (I Cor. 13:1). Essa concessiva “ainda que” traduz uma negação. E Paulo diz mais: “Conheço um homem em Cristo que ... foi arrebatado até o terceiro céu ... e ouviu palavras inefáveis, que ao homem, não é lícito falar” (II Cor. 12:2-4). Embora não lhe fosse lícito falar, Paulo identifica palavras e não sons totalmente estranhos.

I CORÍNTIOS 14:2
“Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (I Cor. 14:2).

Os pentecostais fazem deste texto a principal “prova” de que têm o verdadeiro dom de línguas. O vocábulo “estranha” aqui, adquire para eles uma aura de mistério, impenetrável, ininteligível. Dizem, por isso, ser a língua dos anjos ou celestial.

Primeiramente, é importante notar que a palavra “estranha” não aparece em todas as versões bíblicas e, nas que aparece, vem grifada no texto, indicando que a palavra não existe no original grego da Bíblia. Foi uma adição especial dos tradutores para dar a idéia de algo desconhecido ou estrangeiro. Por exemplo: o fato de uma pessoa ser estranha não quer dizer que seja misteriosa, anormal ou extraordinária. Ela é, na verdade, desconhecida. Além do mais, este verso (I Cor. 14:2) não pode ser isolado de seu contexto geral, o qual analisaremos mais detidamente no final.

Veja o que diz Isaías sobre as línguas estranhas: “Não verás mais aquele povo cruel ... de língua estranha que não se pode entender” (Isaías 33:19). Se se pudesse entender deixaria de ser estranha, ou estrangeira. Portanto, língua estranha “que não se pode entender” é o idioma de uma outra nação, o qual é desconhecido para nós. Contudo, ele deixa de ser estranho quando o aprendemos

Mas aqui há outro problema, se ninguém entende, senão Deus, então os pentecostais erram ao dizer que se trata de língua dos anjos. Se só Deus entende, e ninguém mais, como pode ser “língua dos anjos”? E o pior é que alguns escritores pentecostais como Emílio Conde (O Testemunho dos Séculos, págs. 50, 51, 115, 139, 140, 152 e 156) e Brumback (Que Quer Isto Dizer, págs. 102 e 103) dizem que, algumas vezes, foram faladas línguas estranhas que alguém entendeu! Tremenda contradição.

No contexto de I Coríntios 14, fica claro o que o texto quer dizer: “Ninguém – NA IGREJA – entende”. É como se um japonês chegasse a uma igreja onde todos falam português e resolvesse orar em voz alta. Nenhum dos presentes iria entender palavra alguma, somente Deus, pois foi Ele quem criou os idiomas. Para os de fala portuguesa, portanto, o japonês “falaria de mistérios” enquanto ouviriam sem nada entender, embora o japonês não seja uma língua misteriosa para os que a conhecem.

A LÍNGUA DE CORINTO (I Coríntios 14)
É sabido que a Igreja de Corinto se caracterizava pela presença de problemas. Lendo esta carta de Paulo aos coríntios percebemos situações desconcertantes como: dissenção (I Cor. 1:11; 11:18); demandas (I Cor. 6:6 e 7); adultério (I Cor. 5:1); carnalidade (I Cor. 3:1 e 3); e outros problemas como prostituição (II Cor. 12:19-21); uso do véu (I Cor. 11:5 e 6); cabelo (I Cor. 11:15 e 16); usura (II Cor. 11:8 e 9); desvirtuação da Santa Ceia (I Cor. 11:20-34). Obviamente não era o melhor dos lugares para a descida do Espírito Santo e não é de se admirar que, justamente em Corinto, Paulo tenha enfrentado o problema do falso dom de línguas. Paulo estava convencido de que aqueles cristãos estavam, também, desvirtuando o dom de línguas, pois procediam de forma contrária ao que determinava o Espírito Santo. Desejavam o dom a qualquer custo, ainda que despreparados. Esqueciam-se de que o doador dos dons é Deus, e Ele os dá a quem Ele desejar (I Cor. 12:11).

“Quando checamos à condição espiritual da igreja de Corinto, e quando procuramos interpretar a natureza do dom de línguas, defrontamo-nos com o fato de que algo está radicalmente errado. Pela primeira vez na história cristã o falar em línguas tornou-se um problema. Isto levanta a pergunta: se a manifestação era genuíno dom do Espírito, ou era uma farsa – uma manifestação demoníaca, ou uma forma de histeria. Se bem que Paulo não denuncie essa manifestação, procura reprimi-la. Ela se havia tornado causa de embaraço. Devemos crer que no meio da desordem e confusão da igreja eles eram guiados pelo Espírito Santo?” (Dr. Eduard Heppenstall, professor de Teologia e Filosofia cristã da Universidade de Loma Linda, EUA. O Atalaia, março de 1976, pág. 12). Por isso são tão interessantes as restrições feitas por Paulo ao “dom” de línguas dos coríntios. Pena que os faladores de línguas atuais não dêem atenção a elas.

Mas, afinal, que restrições são essas? Como distinguir o verdadeiro do falso dom de línguas? Existem pelo menos sete princípios para verificá-lo:

1. Deve ser um idioma conhecido ou “idioma das nações”, conforme o do Pentecostes, onde cada um ouvia falar na sua própria língua materna: “...e começaram a falar em outras línguas ... e os ouvimos, cada um na nossa própria língua em que nascemos” (Atos 2:4 e 8).

2. Que seja para a edificação, isto é, que haja quem entenda o que se fala. “Assim também vós: se a vossa linguagem não se exprime em palavras inteligíveis, como se há de compreender o que dizeis? Estareis falando ao vento” (I Coríntios 14:9).

3. É um sinal para os ímpios, ou para a pregação do evangelho: “Por conseguinte, as línguas são um sinal não para os que crêem, mas para os que não crêem” (I Coríntios 14:22).

4. Que falem dois ou, no máximo, três a cada reunião da igreja: “Se há quem fale em línguas, falem dois ou, no máximo, três...” (I Coríntios14:27).

5. Estes dois ou três não devem falar juntos, ao mesmo tempo, mas sim um por vez: “...falem dois ou, no máximo, três, um após o outro” (I Coríntios14:27).

6. Além de falar “um após o outro”, deve-se ter um intérprete ao lado para que traduza tudo para a fala comum da congregação: “...e que alguém as interprete” (I Coríntios14:27).

7. Se não há tradutor, não se deve falar línguas na igreja, mas sim ficar calados: “Se não há intérprete, cale-se o irmão na assembléia; fale a si mesmo e a Deus” (I Coríntios14:28).

8. Se se usa I Coríntios 14 para se fundamentar o dom de línguas (o falso), é preciso que se dê atenção, também, à instrução de Paulo, dada nos versos 34 a 35. No entanto, não é o que se vê hoje nas igrejas pentecostais (a maioria, pelo menos), pois perece que são justamente as mulheres que mais falam línguas. É lógico que Paulo não é machista pois ele mesmo diz, em Romanos 2:11 e Efésios 6:9, que Deus não faz acepção de pessoas. A questão aqui era outra.

O Dom de Línguas numa igreja onde todos falam a mesma língua e ainda por cima não havendo intérprete, é como o dom de curas onde não há nenhum doente. O Espírito não desperdiça dons.

Para os pentecostais o Dom de línguas é um aspecto fundamental na vida cristã. Mas o que dizer dos: Samaritanos (Atos 8:15-17), João Batista (Lucas 1:15), Maria (Lucas 1:35), Isabel, prima de Maria (Lucas 1:41), Zacarias, pai de João Batista (Lucas 1:67), Jesus Cristo (Lucas 3:22), os sete diáconos da Igreja apostólica (Atos 6:1-7), Estêvão (Atos 6:5; 7:55)? Todos estes foram inegavelmente cheios do Espírito Santo, mas não falaram línguas. Os próprios apóstolos, em outra ocasião em que o Dom de Línguas não se fez necessário, mas indubitavelmente cheios do Espírito, não falaram línguas (ver Atos 4:31). “Paulo falava mais idiomas do que os membros da igreja de Corinto. Entretanto, ele diz ser o Dom de Profecia superior, pois os seus resultados atravessam os séculos, tais como as profecias de Daniel, enquanto a facilidade de falar outros idiomas, como os apóstolos em Atos, teve uma aplicação limitada a uns poucos anos de vida da pessoa” (Segue-Me, pág.232).

“A razão pela qual Paulo tratou da questão dos dons espirituais em I Coríntios 12 a 14 era que a igreja de Corinto fazia do ato de falar em línguas uma das provas de maturidade espiritual. Ele combateu essa prática incorreta dizendo que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, conquanto estejam envolvidos em aspectos diferentes do ministério, ainda mantêm Sua unidade (I Coríntios 12:4-6). O apóstolo reforçou esse argumento declarando que o ‘corpo é uma unidade, embora se componha de muitas partes’ (verso 12 – New International Version). Assim, ele demonstrou que o ideal de Deus não é uniformidade, mas unidade na diversidade ... Paulo escreveu à igreja de Corinto sobre os dons do Espírito Santo para que eles não concentrassem a atenção num só dom, em detrimento dos outros. Deus age de muitas maneiras, por meio de instrumentos diferentes mas unidos, para a edificação do corpo de Cristo” (Lição da Escola Sabatina, Jan.-Março, 1994, págs.120 e 121).

A LÍNGUA DO PENTECOSTES (Atos 2)
Basta ler Atos 2:1-11 para perceber a enorme diferença entre o verdadeiro dom de línguas manifestado entre os discípulos de Jesus e o falso dom de línguas defendido pelos pentecostais de hoje.

A concessão do dom de línguas em Atos 2 foi a maravilhosa capacitação dos discípulos para cumprirem a ordem de ir e pregar o Evangelho a todo o mundo (Mat. 28:19). O grande desafio era: como homens simples – os discípulos – poderiam pregar o Evangelho para pessoas de tão diferentes nacionalidades, reunidas para a festa do Pentecostes? A promessa de Cristo: “Ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”, cumpriu-se perfeitamente no momento em que “todos [os discípulos] foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:4).

Note que essas “outras línguas” não eram estranhas, pois os povos (16 idiomas) presentes entendiam o que os discípulos diziam: “Todos os temos ouvido em nossas próprias línguas...” (Atos 2:11). Este é o verdadeiro dom de línguas. O que difere disso, pode ser tudo, menos bíblico.

"Sons e enunciações ininteligíveis sempre foram características do paganismo, e hoje são comuns nas reuniões espíritas, nos candomblés e centros umbandistas. Ali são faladas também línguas estranhas" (Lourenço Gonzalez. Assim Diz o Senhor, pág. 156).

É uma pena que muitas pessoas sinceras sejam levadas ao desespero pelo fato de buscarem uma “experiência” que consideram a presença do Espírito Santo. Acham que, por não falarem “línguas estranhas”, não têm o Espírito de Deus. Mas como se sabe, então, que alguém tem ou não o Espírito Santo?

Jesus disse: "Pelos seus frutos os conhecereis" (Mat. 7:16) e Paulo diz que "o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gál. 5:22-23). Falar línguas e não apresentar esses atributos é, no mínimo, contraditório.

É interessante que muitos dos que afirmam possuir o Espírito Santo ignoram uma de Suas funções: "Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo" (João 16:8). E a Bíblia diz que "pecado é a transgressão da lei" (I João 3:4). Sabemos que existem muitos que violam conscientemente os dez mandamentos, além de poluir o "templo do Espírito Santo" [o corpo] com alimentos proibidos pela Bíblia (ver Levítico 11) e drogas como a cafeína. E, mesmo assim, falam "línguas estranhas"!

Para se ter uma compreensão correta do que é o verdadeiro dom de línguas, além de se ler Atos 2, é preciso ler os capítulos 12, 13 e 14 de I Coríntios. Qualquer leitor sincero, sem idéias preconcebidas, perceberá o seguinte: (1) Verdadeiro dom de línguas: capacidade de falar outros idiomas sem os haver estudado. Recurso divino para facilitar a pregação do Evangelho aos estrangeiros; (2) falso dom de línguas: “palavras” complicadas, esquisitas, incompreensíveis, proferidas por alguém em delírio, em transe, ou mesmo em estado normal (neste caso, por pura vaidade, condicionamento da mente ou exibicionismo).

Lembre-se: o Espírito Santo só atua assim: No silêncio absoluto (Hab. 2:20); sem confusão (I Cor. 14:33); com decência e ordem (I Cor. 14:40); com reverência (Heb. 12:28); e sem gritaria (Efés. 4:31).

Lição 24 - Contribuindo na obra de Deus

Quando criou este mundo, Deus confiou ao homem a tarefa de administrá-lo. Há um pensamento popular que expressa bem esta verdade: “Não sou dono do mundo; sou filho do Dono.” Portanto, é dever nosso aprender a usar com sabedoria o tempo, os talentos, o corpo e os tesouros que Deus nos empresta. Nesta lição estudaremos sobre a importância do Dízimo e seu papel na pregação do evangelho. Deus ama a quem dá com alegria, porque estes sabem que, com sua fidelidade, estarão apressando o retorno de Cristo.

1. A quem pertencemos com tudo o que temos? Salmo 24:1; Ageu 2:8

2. Quem dá ao ser humano capacidade para adquirir bens? Deuteronômio 8:18

3. Que porcentagem de nossa renda Deus pede? Levítico 27:30 e 32

4. Que apelo Deus nos faz e o que Ele promete aos fiéis? Malaquias 3:10 e 11

5. Deus é o dono de todo o Universo. Então por que Ele pede 10% de nossa renda? Para que serve o dízimo? I Coríntios 9:13 e 14

6. Cristo aprovou o dízimo? Onde Ele diz que devemos depositar nossos bens? Mateus 23:23; 6:19-21

7. Que fez Abraão, o “pai dos crentes”? Hebreus 7:1 e 2

8. Que ocorre com muitos? Ageu 1:6

9. Como são chamados os que não devolvem o dízimo? Malaquias 3:8 e 9

10. E o que ocorre ao justo? Salmo 37:25

Minha Decisão:

Decido contribuir com a obra de Deus na Terra através da devolução do santo dízimo e de minhas ofertas voluntárias, dando-as com alegria e amor.

Lição 25 - O verdadeiro batismo cristão

Uma das cerimônias mais bonitas do cristianismo é o batismo. Seu simbolismo é muito significativo e representa, basicamente, o início de uma nova vida ao lado de Cristo. Quem deve ser batizado, quando e como? Descubra as respostas para estas perguntas neste estudo.

1. De acordo com a Bíblia Sagrada, quantas formas de batismo há? Efésios 4:5

2. Em que três partes do sacrifício de Jesus o batizado mostra a sua fé? Romanos 6:3 e 4

3. Que simboliza o batismo? Romanos 6:10 e 12

4. De acordo com o apóstolo Paulo, o que acontece ao sermos batizados em Jesus Cristo? Gálatas 3:27

5. Quantas coisas, das que Jesus ordenou, devem ser ensinadas e praticadas pelos que são batizados? Mateus 28:20

6. Descreva o batismo de Jesus no Rio Jordão. Mateus 3:16

7. Como foi batizado o eunuco, funcionário da rainha da Etiópia? Atos 8:38

8. Por que o verdadeiro batismo bíblico deve ser por imersão na água? O que isso representa? Colossenses 2:12

9. Segundo Jesus, quem será salvo para o Reino de Deus? Marcos 16:16. Baseado neste texto, você acha correto batizar crianças?

10. Quão essencial é que a pessoa seja batizada na água? João 3:5

11. O batismo é para “remissão dos pecados”. Jesus não tinha pecados, então por que foi batizado? Mateus 3:13-17

Assim como Deus não Se cansa mas “descansou” no sétimo dia para dar-nos exemplo, Jesus foi batizado para dar-nos exemplo também.

12. O que devemos fazer antes de ser batizados? Atos 2:38

13. Como devemos viver depois de batizados? Romanos 6:4; Colossenses 3:1 e 2

14. Que pergunta ajudou Paulo a tomar a mais importante decisão de sua vida e demonstra que não é bom adiarmos nossas decisões nesse assunto? Atos 22:16

Minha Decisão:

Creio que existe apenas um tipo de batismo verdadeiro – o bíblico. E entendo que crer e não querer ser batizado é como amar e não querer casar-se; assumir compromisso. Decido ser batizado por imersão, como Jesus foi, e pertencer à Igreja Adventista do Sétimo Dia.

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Extraído do livro “101 Razões Porque Sou Adventista do 7º Dia”, do prof. Gilson Medeiros.

1. A IASD crê que Deus tem uma Lei moral e eterna.

Infelizmente, aqueles que professam o Cristianismo em nossos dias, em sua grande maioria, pregam um desprezo à Lei de Deus, que beira a blasfêmia. Deus escreveu, com Seu próprio dedo, em tábuas de pedra, os 10 princípios que deveriam ser seguidos pelo Seu povo em todas as eras, pois tal Lei é o próprio reflexo do caráter do Senhor (cf. Êx 31:18; Jr 31:33; Hb 8:10). Por toda a Bíblia vemos que Ele sempre transmitiu mensagens de chamado à obediência para com a Lei moral. Através dos escritores bíblicos, muitas foram as mensagens que deveriam servir de motivação para que o povo nunca se afastasse do cumprimento da Lei (cf. Sal. 89:30-32; todo o Sal. 119; Êx 16:14; Pv 7:2; Jr 9:13; 16:11; Os 8:1, 12; etc.). Hoje em dia, porém, muitos alegam que “a Lei passou”, pois vivemos no chamado “tempo da graça”. Ora, isso soa estranho aos ouvidos de quem realmente conhece a Bíblia, pois a Lei e a graça sempre andaram juntas. A graça não existiu somente a partir do ministério terrestre de Jesus (cf. Sal. 6:4; 13:5; 40:10-11; 62:12; 66:20; 69:13; 89:14; Is 60:10; Zc 12:10; etc.); bem como a Lei moral não foi abolida na Cruz (cf. Mt 5:17-19; At 24:14; Rm 2:13; 3:20, 31; 7:7-8, 12; Tg 1:25; todo o cap. 2 de Tiago; 1Jo 3:4; etc.).

Importantes estudiosos não-adventistas têm afirmado que não devemos rejeitar o Antigo Testamento e seus ensinos, dando valor apenas ao Novo Testamento, especialmente porque eles estão intimamente ligados. Dentre estes teólogos, quero citar D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris, que na sua Introdução ao Novo Testamento (ver Bibliografia) dizem o seguinte:
“... Não há nenhum indício de que os escritores do Novo Testamento queiram rejeitar alguma parte do Antigo Testamento canônico sob a alegação de ser incompatível com sua fé cristã em desenvolvimento. Paulo chega a insistir em que o motivo pelo qual as ‘Escrituras’ foram escritas foi a instrução e o encorajamento dos cristãos (Rm 15:3-6)” (p. 546). Aqueles que estudam a Bíblia destituídos de preconceitos, verão claramente que há uma Lei que nunca passou, nem passará, pois como poderíamos imaginar um Deus Criador e Mantenedor que não tem uma Lei para dirigir e julgar a vida do Seu povo?! Chega a ser um absurdo pensar assim! Porém, eu gostaria de convidar o caro leitor a ponderar comigo sobre um fato que observo entre aqueles que esbravejam com tanto zelo a mensagem de que a “Lei passou”.

Se você indagar qualquer pessoa que considera que a Lei de Deus não mais deve ser observada pelos cristãos atuais, você verá, assim como tenho visto inúmeras vezes, que a questão não é a Lei em si, pois há 9 pontos da Lei Moral que os protestantes aceitam sem pestanejar, enquanto que os católicos, apenas 8. Em qualquer igreja evangélica, uma pessoa que cometer adultério, assassinato, furto, idolatria, etc., certamente passará por alguma sanção disciplinar, podendo ser até mesmo excluída da comunhão da igreja.

Ora! Se “a Lei” passou, então porque condenar as pessoas que a transgridem? Se vivemos hoje no chamado “tempo da graça”, porque então a quebra dos Mandamentos não é imediatamente perdoada e relevada, uma vez que, como dizem, tal Lei não mais existe como norma para o povo de Deus dos nossos dias? Por que os protestantes condenam os católicos romanos pela adoração de imagens, se os primeiros acreditam que a Lei não vale mais (cf. Êx 20:4-6)?
Os católicos romanos, pelo menos aqui, são mais sinceros, pois não ficam dizendo que os 10 Mandamentos passaram; o que aconteceu, dizem os católicos romanos, foi que a igreja deles simplesmente mudou a Lei – basta conferir no Catecismo. Ou seja, tanto os católicos romanos, quanto os protestantes contrários à Lei, estão no mesmo barco, pois desprezam as claras palavras que o Todo-Poderoso do Universo escreveu com Sua própria caligrafia divina (cf. Êx 31:18) – a única parte da Bíblia que Deus não permitiu ao homem escrever por si mesmo! Pense nisso!

Vemos, então, que aqueles que afirmam que a Lei passou, na verdade, estão agindo de má fé, pois o que eles querem atacar não é a Lei como um todo, pois está evidente que as igrejas protestantes continuam seguindo 9 Mandamentos da Lei moral. O que está realmente na mente destas pessoas é a nulidade do 4º Mandamento, exatamente o que requer a adoração ao Senhor no dia em que Ele determinou – o sábado do sétimo dia (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-5; 20:8-11). É muito claro nas páginas das Escrituras, como vimos até aqui, que a Lei moral dos 10 Mandamentos nunca passou, e permanece até hoje como a norma pela qual o Senhor “medirá” o caráter daqueles que professam o nome de Cristo em suas vidas (cf. Tg 2:10-12; Mt 7:21-23; Jo 14:15; 1Jo 2:4).

Por esta razão, os Adventistas levantam bem alto a bandeira da guarda incondicional dos 10 Mandamentos da Lei moral de Deus, não como meio de salvação (como já expliquei antes), mas como demonstração de amor e gratidão pela graça que Deus derrama abundantemente em nossas vidas, e mais ainda porque Ele mesmo nos concede o poder necessário para guardarmos a Sua santa Lei (cf. Sal. 37:25; 1Pe 1:2; Dt 28:13; Tt 3:3-7; Ef 2:10).

2. A IASD ensina que haviam leis cerimoniais, que perderam o sentido de existir a partir do sacrifício da cruz.

Basta uma olhada rápida na Bíblia para percebermos que os seus escritores tratam de mais de um tipo de Lei, pois em alguns momentos ela é considerada abolida por Cristo (cf. Ef 2:15), mas em outros ela é chamada de “lei da liberdade” (cf. Tg 2:12). Há alguma contradição no texto bíblico? Os autores estão ensinando doutrinas opostas? Ou será que eles estão tratando de leis diferentes?! Tomemos o exemplo de Paulo:
Em Ef. 2:5 o apóstolo diz que Jesus “aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças”. Porém, no mesmo livro, em 6:1-3, Paulo aconselha os filhos a seguirem um Mandamento da Lei moral, que trata da honra devida ao pai e à mãe (cf. Êx 20:12). Como é possível!? A lei foi ou não abolida com o sacrifício de Cristo? Paulo está se contradizendo? Ou será
que ele está tratando de duas leis diferentes...?
Parece-me que esta última é a única alternativa lógica para solucionarmos tão “aparente” discrepância bíblica. É claro que o grande apóstolo da graça tinha conhecimento de que existiam leis diferentes que conduziam a vida do povo de Deus, na época representando por Israel.

Haviam as leis civis, que tratavam de assuntos ligados ao dia-a-dia comercial, político, econômico, familiar, pecuniário, etc (cf. Lv 25:35-38; Dt 15:12-18; etc.); haviam as leis de higiene, destinadas a manter um ambiente livre de contaminações (cf. Dt 23:9-14); tinham também as leis destinadas à distinção entre animais limpos e imundos (cf. Lv 11); também aquelas referentes aos sacrifícios expiatórios do santuário, com todo o seu ritual e símbolos que apontavam ao Messias – eram as chamadas “leis cerimoniais” (podem ser vistas, por exemplo, em quase todo o livro de Levítico); assim como também havia a Lei moral, baseada nos 10 Mandamentos entregues a Moisés no Sinai (cf. Êx 20).
Dessas leis, a que Jesus “cravou na cruz” foi a que tratava dos aspectos simbólicos que deveriam retratar o Messias vindouro, o “Cordeiro” que resgataria o povo de Deus da escravidão do pecado (cf. Is 53). Todo esse cerimonialismo (ofertas de animais, derramamento de sangue inocente,
purificações, rituais do santuário, etc.), TUDO se cumpriu no sacrifício perfeito e eficaz que o Senhor Jesus Cristo realizou por nós no Calvário. Era dessa lei que Paulo estava tratando em Ef 2:15, uma lei baseada em “ordenanças” – figuras.

Porém, a Lei moral, firmada em tábuas de pedra, escrita pelo dedo do Criador e Redentor do mundo, nunca passou. Ela reflete dois princípios básicos, sobre os quais deve estar firmada a vida do servo de Deus:

1. Amar a Deus sobre todas as coisas (cf. Dt 6:5; Mt 22:37-38). Isto está perfeitamente traçado nos primeiros 4 Mandamentos, pois através do cumprimento deste grupo de preceitos demonstramos, realmente, se amamos a Deus acima de tudo – trabalho, família, riquezas, prazeres, amigos, etc.
Muitos, por exemplo, não querem guardar o santo sábado para não perderem um emprego ou algum recurso financeiro que é conquistado aos sábados (feiras, comércio, etc.). Esses não estão amando a Deus sobre todas as coisas, pois estão demonstrando uma fé vacilante (cf. Sal. 37:25).

2. Amar ao próximo como a nós mesmos (cf. Lv 19:18; Mt 22:39; Tg 2:8). Neste princípio divino baseiam-se os outros 6 Mandamentos da Lei moral. Guardando tais Mandamentos, estaremos demonstrando amor, respeito e consideração pelo nosso próximo, a começar pela própria família, especialmente os pais.

Jesus, de forma sábia (como Lhe era peculiar), mostrou que destes dois grandes princípios dependem não só a Lei, mas toda a Bíblia (cf. Mt 22:40).
Os Adventistas crêem neste maravilhoso ensino de Jesus, de que o amor é o cumprimento da Lei de Deus – primeiro para com Ele, e depois para com Suas criaturas. Muitos hoje dizem que amam a Deus, mas suas vidas demonstram que este é um amor frágil e conveniente, pois está baseado em um falso sentimento de “liberdade” para desobedecer a Sua Lei.

Amar também envolve obedecer, pois a Bíblia é até “dura” ao chamar de “mentiroso” aquele que afirma amar e conhecer a Deus, mas que não está disposto a obedecê-Lo na guarda dos Mandamentos, custe o que custar (cf. 1Jo 2:4; Jo 14:15). Os que pensam assim (que a graça os liberta da obediência aos Mandamentos), encaixam-se perfeitamente na descrição bíblica sobre os apóstatas do primeiro século, que estavam transformando a graça de Deus em “libertinagem” (cf. Jd 4). Veja que coisa horrível! Espero que você, caro leitor, analise com carinho e paciência este tema tão importante, pois envolve aspectos eternos. Você acredita que uma pessoa que não obedece a Deus pode considerar-se um “servo” dEle?

3. A IASD crê que o sábado do 4º mandamento deve ser observado em nossos dias, assim como os outros 9 mandamentos da Lei do Senhor.

Vimos no tópico anterior que aqueles que combatem a validade eterna da Lei moral de Deus, na verdade, aceitam 9 Mandamentos, e rejeitam apenas um – o 4º (cf. Êx 20:8-11). Este Mandamento trata da “guarda”, ou seja, da santificação do sétimo dia da semana, separando-o exclusivamente para atividades de cunho espiritual.
Não encontramos em NENHUM lugar das Escrituras qualquer ordem, conselho, orientação, exortação ou insinuação de que o sábado deixou de ser um dia especial de adoração ao Criador. Pelo contrário; em toda a Bíblia, o povo de Deus SEMPRE preocupa-se com a santidade desse dia (cf. Êx 16:22-35; Ne 9:14; Is 56:2; Jr 17:27; Lc 23:56; At 16:13; etc.). Muito menos vemos
qualquer ensinamento na Bíblia de que o sábado era destinado só para os judeus, pois ele foi iniciado desde o Éden, quando não existia nenhum judeu, Adventista, católico, batista, metodista, etc., mostrando que o sábado foi criado como uma bênção para toda a humanidade (cf. Gên. 2:1-3).

Alguns até dizem que o sábado foi criado somente no Sinai, especialmente para os judeus, mas isto não é verdade, pois vemos que a Bíblia fala que o povo guardava o sábado antes mesmo de Deus ter inserido este mandamento nas tábuas da lei (cf. Êx 16). Isaías também afirma que o sábado era para
todo o mundo, e não apenas para o povo de Israel (cf. Is 56:1-8). Dizer que o sábado foi só para os judeus é uma prova de desconhecimento do texto bíblico ou, o que é pior, de uma tremenda falta de sinceridade e humildade diante da Palavra do Senhor.
Se a Lei moral de Deus nunca passou, é evidente que o sábado também não. Este mandamento está colocado numa posição de honra na Lei, pois ele é o único que diz o motivo pelo qual Deus deve ser honrado: “em seis dias fez o Senhor...” (cf. Êx 20:11). Santificando o sábado do sétimo dia, estaremos admitindo que Deus é o Senhor em nossa vida, e nossos filhos têm uma oportunidade semanal de aprenderem que Ele merece toda nossa honra, pois cria e mantém Seu povo em meio às adversidades desse mundo. Ao pôr-do-sol da sexta-feira, o povo de Deus deve reunir-se para receber o santo sábado, e permanecer durante todo este dia em um estado de comunhão e adoração
ao Senhor que nos criou, mantém e redime (cf. Lv 23:32; Ne 13:15-22; Lc 4:16, 31, 40; 23:54-26).

É interessante notar como a Bíblia destaca que o sábado é considerado por Deus como um “selo”, um “sinal” de fidelidade entre Ele e Seus filhos (cf. Ez 20:12, 20). De que forma podemos entender isso? Vamos fazer como Cristo fazia (cf. Mt 13:24-30, por exemplo), e utilizar uma ilustração para clarear nosso entendimento:

Deus passa a semana observando a movimentação de Suas criaturas aqui nesta Terra – trabalho, estudo, deveres familiares, participação em algum culto religioso, etc. Durante a semana (de domingo à sexta-feira), tudo é igual para todos, com pequenas variações de um para outro. Porém, no sábado, o Senhor fica esperando para ver aqueles que vão honrá-Lo neste dia em particular. Ele
observa para ver os que vão deixar de lado o trabalho, a escola, o cuidado normal do lar, e vão para Sua Casa – a Igreja – buscando uma adoração mais completa e integral.
É dessa maneira que o sábado funciona como um “sinal” de fidelidade. A grande maioria das pessoas faz do sábado um dia comum, igual aos outros, não dando qualquer conotação santa e reservada para este dia, desprezando, assim, as claras orientações de Deus. Em outras palavras, estão mostrando para o Senhor que não se importam com Sua vontade.

Na maioria das denominações cristãs o sábado é um dia em que os templos estão fechados. Como o costume de Jesus era freqüentar a Casa de Deus neste dia (cf. Lc 4:16), Ele não teria como adorar o Pai nestas igrejas, pois suas portas permanecem rebeldemente fechadas! Aquelas que abrem as portas no sábado, o fazem para realizar a faxina, lavar o templo ou alguma reunião, mas sem uma preocupação com a santidade deste dia especial. Estas igrejas trocaram a guarda do sábado pela do domingo, teimosamente em oposição ao que o Senhor determina em Sua Palavra.
É por isso que Jesus advertiu de que nem todo o que diz adorar o Seu “nome” entrará no reino do céu, mas apenas aqueles que “fazem a vontade” de Deus (cf. Mt 7:21). É muito maravilhoso analisar profundamente o texto bíblico, e descobrir que nesta mesma passagem, Jesus diz que tais pessoas que se confiam apenas no fato de falarem no nome dEle, mas não realizam a vontade de Deus, serão “apartadas” do Reino eterno do Senhor (cf. Mt 7:23); e o motivo que Ele apresenta é que elas praticam a “iniqüidade” (versão Almeida Revista e Atualizada).

A palavra grega que foi traduzida por iniqüidade nesta passagem é ANOMIA, a mesma utilizada em 1Jo 3:4 para descrever o que seja pecado (“transgressão da Lei”). Ou seja, o que Jesus estava realmente querendo dizer aqui, é que muitos ficarão fora do Reino de Deus por desprezarem a Sua Lei, achando que apenas pelo fato de falarem no nome de Jesus já garantem a salvação e a bênção do Espírito. Esta é a passagem mais triste de toda a Bíblia (Mt 7:21-
23), pois aqui não vemos Jesus criticando o procedimento de viciados, prostitutas, ateus, apóstatas, etc.
Não! Nesta passagem Jesus está advertindo pessoas que se consideram salvas e cheias de poder; que freqüentam igrejas que realizam curas, milagres, exorcismos, e tudo feito “em nome de Jesus”; mas que, na verdade, são rebeldes e arrogantes, por acharem que podem desprezar a Lei do Senhor e ainda serem aceitos no Reino de Deus (cf. Pv 28:9). Este é o mais terrível engano de satanás para estes últimos dias!

Pena que a grande maioria de cristãos da atualidade, tanto católicos quanto protestantes, insistem em não aceitarem tão límpida e cristalina mensagem bíblica – a guarda do sábado. Arrogam-se o direito de mudar um dia que a Bíblia, em nenhum lugar, autoriza tal mudança, e pensam que mesmo assim Deus os abençoa e envia Seu Santo Espírito.

Só há dois motivos para agirem dessa maneira – ou estão terrivelmente cegos, e não conseguem ver a beleza da verdade sobre o sábado do Senhor (cf. Jo 8:32), ou são arrogantes e rebeldes, preferindo servir a Deus à sua maneira, em vez de humildemente aceitar a orientação de Sua Palavra (cf. Marcos 7:7-8). Espero que você, estimado leitor, não esteja entre estes que serão, finalmente, desmascarados pelo Senhor, e colocados de lado, sendo impedidos de adentrarem os portais perolados da Cidade Santa (cf. Mt 7:21-23; Ap 21:1-8).

4. A IASD crê que Jesus não aboliu o sábado nem autorizou esta mudança.

Os que insistem em pregar que o sábado passou, e que os cristãos estão hoje desobrigados de sua observância, afirmam apoiarem-se nos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos para justificarem tal mudança na Lei. Mas Jesus realmente ensinou que o sábado não mais deveria ser guardado? Aboliu
o Senhor este mandamento, e colocou o domingo em seu lugar, como o dia de adoração para os cristãos? Vejamos o que diz a Palavra do Senhor, pois o sábado aparece mais de 60 vezes no Novo Testamento.

Vamos analisar agora as passagens dos evangelhos que tratam sobre o sábado:
a) Mt 12:1-14 (cf. Mc 2:23-3:6; Lc 6:1-11) Nesta passagem Jesus é interrogado por estar colhendo espigas no sábado. São os fariseus que condenam esta ação, pois eles haviam sobrecarregado o sábado com inúmeras “mini-leis”, que
deveriam disciplinar a observância desse dia. Jesus, então, responde com a famosa frase: “O Filho do Homem é Senhor do sábado”. Ora, Jesus é Senhor de tudo, INCLUSIVE do sábado.
Esta declaração não dá nenhuma margem para que o sábado fosse abolido ou minimizado; apenas demonstra que Jesus possuía (e possui) uma autoridade superior àquela que os fariseus estavam dando a Ele, ou seja, para os fariseus Jesus não passava de um impostor, mas o Mestre demonstrou o erro dos “doutores”, ao declarar que o sábado era um dia criado por Ele, por isso, apenas Ele tinha total autoridade sobre esse dia.
Em seguida, surge a situação da cura do homem da mão ressequida. Jesus já sabia muito bem que os fariseus não concordariam com uma cura realizada no sábado, mas o Senhor conhecia o coração hipócrita desses líderes, que estavam dispostos a sacrificar uma vida humana (especialmente se fosse a de um pobre), mas não achavam errado socorrer um animal ferido no sábado, quando isso pudesse trazer algum ganho financeiro.
A passagem em questão termina de forma bastante interessante (cf. Mt 12:14), pois os fariseus estavam acusando Jesus de “transgredir” a Lei, mas eles próprios não estavam se dando conta de que um mandamento também dizia para “não matar”, e eles tramavam a morte de Jesus. Que ironia! O evangelho de Marcos (2:27) acrescenta a declaração de Jesus de que o “sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”.
Isto é perfeitamente compreensível e verdadeiro, pois tudo neste mundo (natureza, animais, igreja, família, sexo, salvação, sábado, perdão, etc.) foi criador pelo Senhor para benefício da Sua mais importante criatura – o homem. Tudo foi feito “por causa”, ou seja, em benefício do homem. Dizer que nesta declaração Jesus está afirmando que não precisamos obedecer ao mandamento do sábado é, no mínimo, um desprezo às mais elementares regras de interpretação.
b) Mt 24:20 Esta é uma passagem que demonstra a verdadeira noção de importância que Jesus dava ao dia de sábado. Nesta profecia, o Senhor declara que a fuga dos discípulos nos períodos de tribulação não deveria ocorrer no sábado, pois isto certamente os encontraria desprevenidos por estarem envolvidos na preparação e santidade deste dia.
Jesus foi tão preciso em Sua profecia, que o exército romano entrou e destruiu Jerusalém no ano 70 d.C., ou seja, aproximadamente 40 anos após Jesus ter feito a declaração de Mt 24:40. Que importante e inquestionável testemunho da validade que o sábado tem na vida de adoração do crente, mesmo após a ressurreição do Salvador. Jesus desejava que o sábado permanecesse como
dia de adoração, mesmo após Sua morte e ressurreição, como fica evidente pela leitura desta passagem.
Este é um dos muitos versos que os inimigos do sábado nem mencionam em seus argumentos, pois não conseguem explicá-lo sem distorcer o real sentido da passagem.
c) Mt 28:1-10 (cf. Mc 16:1-11; Lc 24:1-12; Jo 20:1-10) Este texto trata da ocasião em que Jesus foi crucificado e ficou durante o sábado na sepultura.
Novamente, em nenhum momento há qualquer menção sobre a abolição do sábado para os cristãos.
Há o relato histórico de que foi numa sexta-feira (chamado de “dia da preparação” para o sábado – Mc 15:42) que Jesus foi crucificado, permanecendo durante todo o sábado na sepultura, e ressuscitando apenas na madrugada do domingo. Interessante notar que o sábado foi o único dia em
que Jesus ficou integralmente na sepultura, descansando do mesmo modo como havia feito na Criação (cf. Gên. 2:1-3; Jo 1:1-14).
d) Lc 4:16 Que texto maravilhoso! Uma declaração absolutamente clara de que era “costume”, ou seja, era um hábito normal de Jesus estar na sinagoga (a igreja da época) no dia de sábado. Ele, como Criador e Mantenedor de tudo, não poderia deixar de lado algo que Ele mesmo criou, santificou e abençoou como exemplo para toda a humanidade. Este é outro texto que os inimigos do sábado não conseguem contra-argumentar, sem distorcer o que a Bíblia está ensinando.
e) Lc 13:10-14:6 (cf. Jo 5:9-9:16) Novamente Jesus é interrogado sobre a legalidade de se realizarem curas no sábado. É evidente que não se pode usar o sábado como desculpa para não operar o bem ao próximo. Os fariseus, porém, atolados em sua hipocrisia e ganância, preferiam “fechar os olhos” para algo tão claro, revelado no amor de Deus. O texto é muito explícito em dizer que os fariseus “nada puderam responder” a Jesus (cf. Lc 14:6).
f) Lc 23:56 Outro verso para o qual os inimigos do sábado não conseguem dar uma explicação eficaz e verdadeira, sem distorcer o texto bíblico. Se Jesus REALMENTE havia ensinado ou insinuado que o sábado era desnecessário na nova aliança, e que o “tempo da graça” havia chegado, por que estas mulheres continuaram guardando-o? Não havia chegado a hora de colocar este “jugo” de lado, como o dizem muitos hoje? Estas santas mulheres, que permaneceram ao lado de Jesus durante Seu ministério terrestre; que ouviram os ensinamentos divinos dos lábios do próprio Senhor do Universo; que sabiam das respostas que Jesus havia dado aos fariseus acerca do tema do sábado, como vimos anteriormente; que presenciaram a crucifixão do Seu Mestre; estas mulheres não abandonaram o mandamento do sábado quando Jesus morreu, e muito menos adoraram no domingo, como fazem os pseudo-seguidores
de Jesus da atualidade. Elas permaneceram fiéis à Lei do Senhor, e “descansaram segundo o mandamento” (cf. Êx 20:8-11). Mais claro que isso é impossível...

Eu já li muitos livros escritos pelos inimigos do sábado que sempre citam a passagem de João 20:19 para apoiarem sua teoria de que os discípulos trocaram o sábado pelo domingo, após a ressurreição de Cristo. Basta uma leitura sincera do texto para ver que o motivo que levou os seguidores de Jesus a estarem reunidos naquele dia era o “medo dos judeus”. Não estavam ali
fazendo uma missa ou culto de adoração, mas estavam era se escondendo da perseguição que já se iniciava.

É muito fácil distorcer o texto bíblico, ou qualquer outro texto interpretativo, para favorecer um pensamento pessoal de um indivíduo ou denominação. Mas o Espírito Santo ajuda àqueles que, sinceramente, buscam descobrir a verdade acerca do viver que agrada ao Senhor. Não encontramos em nenhum lugar da Bíblia a palavra “domingo”, nem qualquer menção à mudança do sétimo para
o primeiro dia da semana, nem por Jesus, nem pelos Seus apóstolos (como veremos adiante). Se você deseja seguir o exemplo de Jesus e das pessoas que O seguiam, então você não pode mais desprezar a santidade do sábado, e deve procurar imediatamente consertar sua vida com o Senhor, pedindo perdão a Ele pela “cegueira” que fez com que este dia fosse menosprezado em sua vida.

Os Adventistas do Sétimo Dia sentem-se felizes e aliviados por terem a plena certeza de que a bênção do Senhor está sempre sobre aqueles que fazem Sua vontade, apesar de possíveis perseguições, humilhações, escárnios ou o desprezo daqueles que fecham os olhos para o claro ensino bíblico acerca do verdadeiro dia do Senhor – o sábado (cf. Ap 1:10: Is 58:13; Jo 20:1, 19).
Nosso próprio nome já é um testemunho ao mundo de que Jesus é o Senhor da Igreja Adventista (cf. Ez 20:12, 20).

5. A IASD crê que os apóstolos não ensinaram a abolição do sábado do sétimo dia.

Os atuais inimigos do sábado insistem em afirmar que, após a ressurreição, os discípulos não mais guardavam o sábado, trocando-o pelo primeiro dia da semana. Isto é verdade? Vejamos...

O SÁBADO NO LIVRO DE ATOS

Este livro é muito esclarecedor porque nos mostra um resumo de como era a vida na Igreja que estava iniciando seus primeiros passos. Certamente é no livro de Atos que poderemos encontrar alguma base de autoridade para a rejeição atual do sábado do sétimo dia, se é que existe tal base.

1:12 – Esta é a primeira menção ao sábado no livro de Atos, apenas fazendo referência ao costume de andar uma curta distância durante este dia (aproximadamente 1 Km).
13:14 – Os discípulos procuram uma sinagoga para pregar. São acolhidos com atenção e aproveitam para pregar sobre Jesus (vv. 16-41), acrescentando que em todos os sábados são lidos os ensinamentos de Deus nas sinagogas (v. 27).
13:42 – Os discípulos receberam o convite para retornar no outro sábado, e continuar a maravilhosa pregação sobre Jesus.
13:44 – Quase toda a cidade veio no sábado para ouvir o que os discípulos tinham ainda para falar. Percebemos que não eram todos judeus (como os inimigos do sábado dizem hoje), pois estes estavam tentando desfazer a pregação dos discípulos diante da multidão (v. 45).
15:12-21 – Esta é uma passagem reveladora, pois o Concílio determinou algumas coisas que não mais poderiam ser impostas sobre os gentios conversos ao cristianismo. Pergunta-se: Por que os apóstolos não incluíram o sábado entre os temas proibidos? Não dizem hoje que eles trocaram o
sábado pelo domingo, logo após a ressurreição?! Fica evidente que os inimigos do sábado hoje em dia estão mais interessados em tradições humanas, do que em seguir os princípios que os discípulos de Jesus demonstravam em sua própria vida.
16:11-15 – Alguns dizem que os discípulos pregavam no sábado apenas para aproveitar as sinagogas judaicas. Mas a passagem em questão revela claramente que não era este o real motivo.
Paulo, como você sabe, foi um apóstolo que não conviveu pessoalmente com Jesus, tendo sido convertido alguns anos após a ressurreição do Mestre. Paulo é encontrado aqui neste texto procurando “um lugar de oração”, no sábado, afastado da cidade? Por que??????????? Será que o Espírito Santo não havia orientado o apóstolo a abandonar os “rudimentos” do judaísmo, como dizem os inimigos do sábado? Fica muito claro para o leitor sincero que Paulo, um dos maiores apóstolos de Cristo, nunca ensinou a abolição do sábado do sétimo dia, e ele mesmo vivia a santidade deste dia especial por onde quer que andasse.
17:1-3 – Novamente, Paulo é visto aproveitando o sábado para pregar a salvação em Cristo àquelas cidades.
18:1-4 – O apóstolo da graça e dos gentios tinha uma profissão – fazer tendas. Mas o texto é claro ao dizer que Paulo fechava sua oficina no sábado (ou será no domingo, e a pessoa que digitou a Bíblia era Adventista e mudou a digitação para “sábado”?). Paulo adorava o Senhor Jesus no dia de sábado, como fica evidente pelo texto bíblico, e se dirigia ao local de adoração para pregar sobre
a salvação em Jesus. Percebe-se facilmente (basta ler sem preconceitos) que não era apenas para encontrar os judeus que Paulo ia à sinagoga no sábado, pois o próprio texto afirma que ele pregava também aos gregos neste dia, e bem sabemos que os gregos não santificavam o sábado.
19:17-27 – Nesta passagem, Paulo afirma enfaticamente que estava de consciência limpa porque ensinara TUDO que era importante para os gentios viverem uma vida de verdadeiros cristãos, bem como mostrara para eles TODO o desígnio de Deus para suas vidas. Mas em NENHUM momento
ele fala para eles abandonarem o sábado e adorarem o Senhor no domingo. Que interessante!

O SÁBADO NAS EPÍSTOLAS PAULINAS

Vamos analisar duas passagens nas quais Paulo refere-se ao sábado, sendo muito utilizadas pelos inimigos do 4° Mandamento para “provarem” que o apóstolo não aceitava a guarda deste dia, trocando-o pelo domingo.

1) Col. 2:16 – Paulo está dizendo aqui que o sábado não é importante para o crente da nova aliança? É mesmo isso que o texto está ensinando? É muito fácil para aqueles que agem com falsidade e infidelidade para com a Bíblia, simplesmente isolarem um texto de seu contexto, e ensinarem deturpações doutrinárias que a Bíblia nunca autorizou.
Eu conheço diversas denominações que surgem dessa forma, através da interpretação equivocada ou destituída de sinceridade com que alguns ensinam algum texto bíblico (por exemplo: batismo pelos mortos, arrebatamento secreto, dom de línguas, prosperidade material, imortalidade da alma, comer de tudo, uso de véu pelas mulheres, guarda do domingo, mariolatria, etc... apenas para citar algumas).
O contexto da passagem de Col. 2:16 revela claramente que o tema não era propriamente o sábado do sétimo dia. O verso 17 acrescenta que o que havia sido mencionado no v. 16 (lua nova, festas, sábados) era apenas uma SOMBRA de coisas futuras. Pergunto: O sábado do 4º mandamento (cf. Êx 20:8-11) era sombra de quê? De absolutamente nada!
Quando Paulo fala em Colossenses que o sábado era uma “sombra”, certamente ele se referia aos dias sabáticos cerimoniais (cf. Lv 23), que apontavam para a redenção que o Messias operaria em Israel, cujo cumprimento veio na Pessoa Divino-Humana de Jesus Cristo. No próximo tópico vamos analisar melhor estes “sábados” que apontavam ao Messias.

2) Hebreus 4:1-13 - Não é nosso propósito tratar aqui sobre as provas da autoria paulina do livro de Hebreus. A Igreja Adventista crê que foi Paulo quem escreveu este livro, dirigido especialmente aos primeiros cristãos de origem hebraica (utilizarei como base para a explicação a seguir, a interpretação do Comentário Adventista sobre esta passagem).
Alguns pensam que nesta passagem o autor indica que os cristãos devem deixar de guardar o sábado semanal, próprio dos judeus, trocando-o por algum outro “repouso” espiritual de Deus - possivelmente o domingo, ou mesmo a “graça”. Esta interpretação não encontra embasamento sólido nas Escrituras. A passagem simplesmente emprega uma figura, a do repouso do sábado, com
todas suas bênçãos e símbolos, para ilustrar a idéia do repouso de Deus.

A epístola aos Hebreus está dirigida a quem observava o sábado e gozava de suas bênçãos, entendendo perfeitamente o que o autor estava dizendo.
Este texto contém um convite aos cristãos hebreus de darem ao repouso sabático semanal uma amplitude maior: reconhecê-lo como uma referência clara do repouso eterno que Deus promete. O mesmo convite é para os cristãos observadores do sábado nos dias atuais. O Comentário Adventista
apresenta o seguinte resumo para o tema do “descanso de Deus” em Hb 4:
a) O “repouso” de Deus como originalmente foi prometido ao antigo o Israel, incluía: (1) um estabelecimento permanente na terra de Canaã; (2) uma transformação de caráter que faria da nação um adequado representante dos princípios do reino de Deus; e (3) faria deles o agente escolhido de Deus para a salvação do mundo.
b) A geração a qual originalmente foi feita a promessa do “repouso”, fracassou; não entrou em Canaã devido à “incredulidade” (cf. Hb 3:19) e “desobediência” (cf 4:6).
c) Josué presidiu a geração passada na entrada à terra que se lhes tinha sido prometida (cf. 3:11), mas como eram espiritualmente duros de coração, ele não pôde fazê-los entrar no “repouso” espiritual que Deus queria que desfrutassem (cf. 4:7-8).
d) A mesma promessa foi repetida nos dias do Davi (v. 7). Isto demonstra que Israel ainda não tinha entrado no “repouso” espiritual, e também que seu fracasso nos dias do Moisés e Josué não tinha invalidado a promessa original.
e) É seguro o cumprimento final dos propósitos de Deus apesar do fracasso de sucessivas gerações (cf. vv. 3 e 4).
f) O autor suplica ao povo de Deus dos dias apostólicos que entre “naquele repouso” (vv. 11 e 16). É uma comprovação a mais de que continuava a validez do convite, e de que o povo de Deus não havia entrado junto nesse “repouso”, nem mesmo nos tempos apostólicos.
g) Em conclusão, continua a validez da promessa de entrar no “repouso” espiritual de Deus (vv. 6 e 9), e os cristãos devem procurar “entrar naquele repouso” (v. 11). Deve notar-se que o “repouso” nos tempos do cristianismo é o mesmo “repouso” espiritual prometido originalmente a Israel (cf. v. 3).

O SÁBADO EM APOCALIPSE

1:10 – Alguns querem defender que este verso indica que o “dia do Senhor” é o domingo. Porém um estudo apurado do texto no seu original grego demonstra que traduzir “dia do Senhor” por “domingo”, como acontece com algumas versões tendenciosas da Bíblia, é um equívoco. A expressão que aparece no texto grego de Ap 1:10 é KURIAKÊ EMÊRA, que significa apenas “dia
do Senhor”, nada tendo a ver com o “domingo”. Relembremos qual era o dia que os discípulos consideravam como sendo o “dia do Senhor”. Basta ler alguns textos-chave, como João 20:1, 19, por exemplo, para vermos que João considerava o sábado semanal como sendo o verdadeiro “dia do Senhor”. Traduzir o verso de Apoc. 1:10, colocando a palavra “domingo” como sendo a correspondente de KURIAKÊ EMÊRA, é uma tentativa desesperada de incluir na Bíblia alguma base para a guarda de um dia, cuja Palavra de Deus nunca autoriza a ser guardado, muito menos em substituição ao sábado do sétimo dia.

14:6-7 – Interessante notar que a mensagem que o 1º anjo recebeu para levar a todo o mundo era uma exortação para adorarem a Deus como “Criador” de todas as coisas. O mais curioso é que o único mandamento que revela o motivo pelo qual o Senhor deve ser adorado é o 4º - o do sábado (cf. Gên. 2:1-3; Êx 20:8-11), e praticamente a mesma seqüência de palavras é utilizada em ambas as passagens (cf. Êx 20:11; Ap 14:7), ou seja, devemos adorar Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo o mais. Coincidência? Não. A Bíblia é um livro de “providências”. Certamente o 1° anjo simboliza a mensagem de retorno da humanidade à obediência do santo sábado do Senhor. Os santos de Deus, no Apocalipse, são retratados como sendo aqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (cf. 12:17; 14:12; Sal. 119:152). E a Bíblia considera a guarda dos mandamentos como sendo válida SOMENTE quando TODOS eles são obedecidos, inclusive o 4º (cf. Tg 2:10-11). Como pudemos ver no texto bíblico, não há uma única palavra autorizando a abolição do sábado do sétimo dia; pelo contrário, vemos que TODOS os discípulos de Cristo continuaram guardando este dia, mesmo muitos anos após a Sua morte, como foi o caso de Paulo, por exemplo.

Há algumas passagens que tratam do primeiro dia da semana. Mas, será que elas autorizam alguma mudança? Vejamos...

a) “No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” (Mt 28:1). O verso apenas diz que elas foram ao sepulcro no primeiro dia da semana, após o sábado, pois elas já haviam descansado no sábado em obediência ao mandamento (cf. Lc 23:54-56). O verso nada fala sobre a santidade do domingo após a ressurreição de Jesus.
b) “E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo” (Mc 16:2). Outro verso que apenas traz o relato de que as mulheres foram ao sepulcro no primeiro dia da semana, e apresenta ainda que só foram neste horário porque o sábado já havia passado (cf. Mc 16:1). Nada fala sobre a “santidade” do domingo, e ainda confirma que elas guardavam o sábado do
Senhor - o sétimo dia.
c) “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios” (Mc 16:9). Apenas mais um relato sobre o momento histórico no qual Jesus ressuscitou. Mais uma vez, nada é apresentado sobre a pseudo-santidade do domingo como dia da ressurreição de Cristo.
d) “Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado” (Lc 24:1). Como o último verso do cap. 23 deixa claro que aquelas mulheres guardavam o sábado, foi só passar o pôr-do-sol e elas foram ao sepulcro realizar o trabalho que havia sido deixado por fazer, para não se transgredir as horas santas do sábado do Senhor (cf. Lc 23:54-56). Você vê algo neste verso que autorize a santidade do domingo? Nem eu...
e) “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida” (Jo 20:1). Apenas a repetição das passagens anteriores. Ninguém está questionando que Jesus ressuscitou no domingo, mas dizer que por este motivo este dia agora ficou no lugar do sábado, é acrescentar palavras que não estão no texto inspirado da
Bíblia. Até aqui ainda estou esperando para ver onde está a tal “autorização” para mudar o sábado para o domingo...
f) “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco” (Jo 20:19). O texto é muito claro em afirmar o motivo pelo qual eles estavam reunidos: o medo dos judeus. Não tinha nada que ver com um culto ou missa dominical. O v. 26 diz que oito
dias depois Jesus Se apresentou novamente para os discípulos. Jesus encontra-os ainda escondidos dos judeus, com as portas trancadas, e aproveita para apresentar-Se a Tomé, que estava ainda duvidando de Sua ressurreição. Nada ainda encontramos sobre a autoridade de mudar o sábado para o domingo. E olha que este seria um bom momento para Jesus aproveitar e ensinar para os discípulos que o domingo agora deveria ser o dia de guarda. Mas... se você encontrar tal ordem na sua Bíblia avise-me, pois eu ainda
não a encontrei.
g) “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20:7). O motivo pelo qual os discípulos estavam reunidos neste primeiro dia da semana é revelado no próprio texto bíblico: Paulo estava para viajar no dia seguinte. Nada mais. Não era um culto
semanal “dominical”, pois já vimos que Paulo adorava o Senhor no sábado (cf. At 16:11-15; 18:1-4; etc.). Ainda nenhuma palavra sobre a mudança do sábado para o domingo. Será que não vamos encontrá-la?!
i) “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1Co 16:2). Este é o ÚLTIMO dos oito únicos versos do Novo Testamento que fala sobre o primeiro dia da semana. Já vimos que as sete passagens anteriores nada falam sobre a autorização para os cristãos mudarem o sábado para o domingo. Resta agora analisar esta última passagem. Paulo está falando sobre uma ajuda que seria enviada para os irmãos da Judéia (v. 1; cf. At 11:28-30). Os irmãos não são orientados a se reunirem no primeiro dia da semana para adorarem ao Senhor. O apóstolo dá uma indicação para separarem sua contribuição “em casa”, muito provavelmente junto com as provisões semanais da própria família. Quando Paulo visitasse a cidade, as ofertas já deveriam estar todas prontas, evitando atrasos. O fato de os discípulos se reunirem em um dia específico, além do sétimo semanal, não faz de tal dia um substituto do sábado do 4º mandamento, pois eles se reuniam diariamente (cf. At 5:42). O que torna um dia “santo” é a determinação de Deus, e isto acontece na Bíblia SOMENTE para o sábado (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-10: 20:8-11).

Analisamos as passagens do Novo Testamento que tratam do sábado, e vimos que TODOS os discípulos e seguidores de Jesus guardaram este dia normalmente, pois fazia parte do seu dia-a-dia. Não há nenhuma cogitação entre os discípulos sobre a mudança do sábado para outro dia qualquer. Infelizmente, tal pensamento só existe na mente dos que não querem obedecer aos mandamentos do Senhor, opondo-se arrogantemente à Palavra de Deus.
Já encontrei pessoas que se defendem de uma maneira muito “engenhosa”. Dizem que concordam com a guarda do sábado, mas que cada um escolhe o seu próprio “sétimo dia”. Ou seja, eu posso trabalhar de terça a domingo, e fazer da segunda o meu “sábado”. Quanta “ginástica mental”, apenas para não se submeter ao que Deus determinou em Sua Palavra! Pense comigo...

Se o devêssemos realmente guardar um dia em lembrança da ressurreição de Cristo, por que deveria ser “todo” domingo? Não seria mais razoável guardar “um domingo” anual, como se fosse um aniversário da ressurreição, como fazemos com a Páscoa, Natal, etc.? Ou seja, não há sentido em abolir o sábado do sétimo dia com a alegação de que devemos guardar o domingo em memória da ressurreição. Se nossa base de fé estiver unicamente na Bíblia, e não na tradição ou mandamentos de homens (cf. Mc 7:13; At 5:29), então o único dia semanal que devemos separar para adorar ao Senhor, deixando de lado afazeres seculares e comuns, é o sábado do sétimo dia.

Seja fiel, e Deus abençoará grandemente sua vida, afinal: “Grande paz têm os que amam a Tua Lei; para eles não há tropeço” (Sal. 119:165). Os Adventistas, sim, podem confiantemente saudar a todos com a “paz do Senhor”, pois ela
acompanha APENAS aqueles que não se desviam da Lei do Príncipe da Paz (cf. Pv 28:9).

6. A IASD crê que haviam os sábados cerimoniais, que não podem ser confundidos com os sábados semanais da Lei moral.

Uma razão porque muitos confundem o tema do sábado na Bíblia é que não entendem (ou não querem entender) que ela fala de dois “tipos” diferentes de sábados:

1. os do 4º mandamento, que ocorria no sétimo dia de cada semana, e não tinha nenhum aplicação transitória (cf. Gên. 2:1-3; Êx 20:8-11; Is 56:1-8; Ez 20:12, 20; Lc 4:16; At 18:1-4; etc.);
2. os sábados festivos, que eram as comemorações que o povo de Israel realizava anualmente, e que podiam cair em qualquer dia da semana, cuja aplicação era passageira, pois apontava ao trabalho futuro do Messias como Libertador do povo de Deus (cf. Col. 2:16; Os 2:11; Lv 23; etc.).

Os sábados do 4º mandamento, como vimos exaustivamente nos tópicos anteriores, nunca passaram. Porém, os sábados “cerimoniais” tiveram seu cumprimento na vida, morte e ressurreição de Cristo. Vejamos mais detalhes...
A palavra SÁBADO (ou SHABBATH) significa “descanso”, algo parecido com os nossos “feriados”. Assim como no Brasil, os israelitas tinham alguns “sábados” (feriados) anuais, os mais importantes estão descritos abaixo. Durante estes dias, eles não realizavam qualquer trabalho, pois eram considerados dias de “santa convocação”. A melhor referência que encontramos sobre os sábados cerimoniais encontra-se no cap. 23 de Levítico, onde são identificados cada um deles.

Vejamos...
Lv 23:1-2 – Deus declara que as “festas fixas” serão momentos de convocação do povo à santidade e reflexão, pois eram festas que tinham uma aplicação espiritual muito forte para o povo.
23:3 – Antes de entrar nos sábados cerimoniais, Deus relembra o povo sobre a santidade do sábado do sétimo dia. Veja que o Senhor mostra a distinção deste sábado semanal para os outros, que são anuais e podem cair em qualquer dia da semana.
23:4-8 – A Páscoa, que era comemorada no 14º dia do 1º mês (NISAN, equivalente a março e abril do nosso calendário).
23:9-14 – As Primícias, que eram comemoradas no período da colheita.
23:15-25 – O Pentecostes, comemorado no 1º dia do 7º mês (TISRI, equivalente a setembro e outubro no Brasil).
23:26-32 – Dia da Expiação, comemorado no 10º dia do 7º mês. Era o encerramento do ano religioso, com a purificação do santuário.
23:33-36 – Festa dos Tabernáculos, comemorada do 15º ao 22º dias do 7º mês. Era toda uma semana de festas. O v. 38 deixa muito claro que estas “festas fixas”, ou “sábados”, eram diferentes dos “sábados do Senhor”, que eram os sábados semanais do sétimo dia.

Um estudo sincero da Bíblia mostrará que havia estes dois grupos de sábados. Os que passaram foram os sábados “cerimoniais”, constituídos por estas festas anuais. Porém o sábado do 4º mandamento, que o Senhor sempre chama de “os Meus sábados” (cf. Ez 20:12, 20; 44:24; Êx 31:13; Lv 19:3, 30; Is 56:4; etc.), nunca passou, sendo exemplificado na vida de Jesus e dos santos apóstolos, como vimos anteriormente (cf. Lc 4:16; 23:54-56; At 16:1-5; etc.).

www.elpisteologia.net
Novembro/2007

SÁBADO X DOMINGO

SÁBADO X DOMINGO

(Êxodo 20:8) Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Você encontra abaixo os links necessários para acompanhar parte de um debate sobre o Sábado e o domingo, entre um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia e um pastor da Igreja Batista, que foi transmitido pela RIT ou veja direto no blog na seqüência que se segue:

1ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=c3eYVuCCE8M&feature=related

2ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=36OCuwLxQaE&feature=related

3ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=RQJ0dwPBGU0&feature=related

4ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=SKQqLoKIrfk&feature=related

5ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=ENvo-hvFLWs&feature=related

6ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=DSMHlmY6okw&feature=related

7ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=_VkR_slzI2c&feature=related

8ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=FLdMgadyG1Q&feature=related

9ª PARTE
http://br.youtube.com/watch?v=hWqTc0_RWwo&feature=related

Ainda ficou com alguma dúvida? Você gosta de ouvir a Verdade? Você precisa entender melhor, qual o dia que Deus mandou guardar nos DEZ MANDAMENTOS. Ele mesmo escreveu com o Seu dedo e em tábuas de pedras.

Eu lhe convido a ler mais a Bíblia, isto é, se você acredita que Ela (a Bíblia) realmente é a Palavra de Deus. Não vá na conversa do seu pastor, do seu ancião, do seu presbítero, do seu diácono, do seu pai, etc. Não guarde um dia porque eles lhes disseram que o dia de guarda é aquele outro que não o Sábado. Tire suas dúvidas!

Lembre-se de uma coisa: a falta de conhecimento (leitura da Bíblia) não vai lhe eximir de responder a Deus no dia do juízo, sobre a sua escolha entre o Sábado ou o domingo.

Vale salientar que Sábado ou Sábados não salva ninguém.

Quem salva é JESUS CRISTO! Nosso Salvador, Senhor, Intercessor, Mediador, Juiz, Advogado e melhor Amigo.

Se você ama verdadeiramente a Jesus, certamente vai escolher guardar o Sábado. É dEle a doutrina da guarda dos Mandamentos. E Ele não aboliu o QUARTO MANDAMENTO, nem deu essa autoridade para nenhuma igreja, ou homem na face da Terra.

Qual a sua escolha? Obedecer a Deus ou ao homem? Eis a questão!

F E L I Z S Á B A D O!

Pense nisto!

Autor: Adams Roberto Santos

SÁBADO X DOMINGO - 1ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 2ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 3ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 4ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 5ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 6ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 7ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 8ª Parte

SÁBADO X DOMINGO - 9ª Parte

DEZ MANDAMENTOS – LEMBRA-TE? GUARDA-SE OS DEZ!

ÊXODO 20:3-17

1º MANDAMENTO

Não terás outros deuses diante de mim.

2º MANDAMENTO

Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

E uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

3º MANDAMENTO

Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

4º MANDAMENTO

LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO, PARA O SANTIFICAR.

Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; MAS O SÉTIMO DIA É O SÁBADO DO SENHOR TEU DEUS.

Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, E AO SÉTIMO DIA DESCANSOU; POR ISSO O SENHOR ABENÇOOU O DIA DO SÁBADO, E O SANTIFICOU.

5º MANDAMENTO

Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

6º MANDAMENTO

Não matarás.

7º MANDAMENTO

Não adulterarás.

8º MANDAMENTO

Não furtarás.

9º MANDAMENTO

Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10º MANDAMENTO

Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

NISTO CREMOS – 28 CRENÇAS FUNDAMENTAIS

Recentemente eu publiquei no blog 27 doutrinas, mas quero deixar agora para o seu estudo mais profundo as 28 crenças fundamentais que os Adventistas do Sétimo Dia seguem, lembrando que a Bíblia é a nossa regra de fé.

Crenças Fundamentais

Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo e mantêm crenças fundamentais como ensinam as Sagradas Escrituras. Estas crenças aqui expostas constituem a percepção e expressão que a Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos.

1. As Escrituras Sagradas

As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo.

(II Pedro 1:20 e 21; II Tim. 3:16 e 17; Sal. 119:105; Prov. 30:5 e 6; Isa. 8:20; João 10:35; 17:17; I Tess. 2:13; Heb. 4:12).

2. A Trindade

Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo, e sempre presente.

(Deut. 6:4; 29:29; Mat. 28:19; II Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; I Pedro 1:2; I Tim. 1:17; Apoc. 14:6 e 7).

3. Deus Pai

Deus, O Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade.

(Gên. 1:1; Apoc. 4:11; I Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8; I Tim. 1:17: Êxo. 34:6 e 7; João 14:9).

4. Deus Filho

Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Jesus sofreu e morreu na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez para o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas.

(João 1:1-3 e 14; 5:22; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom. 5:18; 6:23; II Cor. 5:17-21; Lucas 1:35; Filip. 2:5-11; I Cor. 15:3 e 4; Heb. 2:9-18; 4:15; 7:25; 8:1 e 2; 9:28; João 14:1-3; I Ped. 2:21; Apoc. 22:20).

5. Deus Espírito Santo

Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis, são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Concede dons espirituais à Igreja.

(Gên. 1:1 e 2; Lucas 1:35; II Pedro 1:21; Lucas 4:18; Atos 10:38; II Cor. 3:18; Efés. 4:11 e 12; Atos 1:8; João 14:16-18 e 26; 15:26 e 27; 16:7-13; Rom. 1:1-4).

6. Deus é o Criador

Deus é o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras o relato autêntico de Sua atividade criadora. “Em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra” e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira semana.

(Gên. 1;2; Êxo. 20:8-11; Sal. 19:1-6; 33:6 e 9; 104; Heb. 11:3; João 1:1-3; Col. 1:16 e 17).

7. A Natureza do Homem

O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade e com o poder e a liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências.

(Gên. 1:26-28; 2:7; Sal. 8:4-8; Atos 17:24-28; Gên. 3; Sal. 51:5; Rom. 5:12-17; II Cor. 5:19 e 20).

8. O Grande Conflito

Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua Lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu, quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo. Observado por toda a Criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor.

(Apoc. 12:4-9; Isa. 14:12-14; Ezeq. 28:12-18; Gên. 3; Gên. 6-8; II Pedro 3:6; Rom. 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Heb. 1:4-14; I Cor. 4:9).

9. Vida, Morte e Ressurreição de Cristo

Na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expiação, pela fé, possam ter vida eterna, e toda a Criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador.

(João 3:16; Isa. 53; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filip. 2:6-11; I João 2:2; 4:10; Col. 2:15).

10. A Experiência da Salvação

Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação, advém do poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos justificados. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no Juízo.

(Sal. 27:1; Isa. 12:2; Jonas 2:9; João 3:16; II Cor. 5:17-21; Gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Rom. 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; I Cor. 2:5; 15:3 e 4; I João 1:9; 2:1 e 2; Efés. 2:5-10; 3:16-19; Gál. 3:26; João 3:3-8; Mat. 18:3; I Pedro 1:23; 2:21; Heb. 8:7-12).

11. Crescimento em Cristo

Por sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele, que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança de Seu amor. Agora, o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter, mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual.

(Sal. 1:1,2; 23:4; 77:11,12; Col. 1:13, 14; 2:6, 14,15; Luc. 10:17-20; Efés. 5:19, 20; 6:12-18; I Tess. 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Cor. 3:17,18; Filip. 3:7-14; I Tess. 5:16-18; Mat. 20:25-28; João 20:21; Gál. 5:22-25; Rom. 8:38,39; I João 4:4; Heb. 10:25.

12. A Igreja

A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Unimo-nos para prestar culto, para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do Evangelho. A Igreja é a Família de Deus. A Igreja é o corpo de Cristo.

(Gên. 12:3; Atos 7:38; Mat. 21:43; 16:13-20; João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom. 8:15-17; I Cor. 12:13-27; Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15).

13. O Remanescente e sua Missão

A Igreja universal compõe-se de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento.

(Mar. 16:15; Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14).

14. Unidade no Corpo de Cristo

A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de toda nação, tribo, língua e povo. Todos somos iguais em Cristo. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras, partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Essa unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos.

(Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29; Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; João 17:20-23; Tiago 2:2-9; I João 5:1).

15. O Batismo

Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e na ressurreição de Jesus Cristo e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida, sendo aceitos como membros por Sua Igreja. É por imersão na água e segue-se à instrução nas Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos.

(Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6; Gál. 3:27; I Cor. 12:13; Col. 2:12 e 13; I Pedro 3:21).

16. A Ceia do Senhor

A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Senhor e Salvador. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instituiu a Cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo, e para unir nossos corações em amor.

(Mat. 26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; João 6:48-63; Apoc. 3:20; João 13:1-17).

17. Dons e Ministérios Espirituais

Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o Qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pelo Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino.

(Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I Pedro 4:10 e 11; Col. 2:19; Mat. 25:31-36).

18. O Dom de Profecia

Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja.

(Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10).

19. A Lei de Deus

Os grandes princípios da Lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórios a todas as pessoas, em todas as épocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma do julgamento de Deus.

(Êxo. 20:1-17; Mat. 5:17; Deut. 28:1-14; Sal. 19:7-13; João 14:15; Rom. 8:1-4; I João 5:3; Mat. 22:36-40; Efés. 2:8).

20. O Sábado

O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o Sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da imutável Lei de Deus requer a observância deste Sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do Sábado.

(Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17; Lucas 4:16; Heb. 4:1-11; Deut. 5:12-15; Isa. 56:5 e 6; 58:13 e 14; Lev. 23:32; Mar. 2:27 e 28).

21. Mordomia

Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades e posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus, por meio de fiel serviço à Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu Evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua igreja.

(Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Mal. 3:8-12; Mat. 23:23; I Cor. 9:9-14).

22. Conduta Cristã

Somos chamados para ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, só nos envolvemos naquelas coisas que produzirão em nossa vida, pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo.

(I João 2:6; Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9 e10; Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I Pedro 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8).

23. Matrimônio e Família

O Casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus, bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e se casa com outro, comete adultério. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe.

(Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9; João 2:1-11; Efés. 5:21-33; Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e 6; Mar. 10:11 e 12; Lucas 16:18; I Cor. 7:10 e 11).

24. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

Há um santuário no Céu. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos será digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, está preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo advento.

(Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12).

25. A Segunda Vinda de Cristo

A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal.

(Tito 2:13; João 14:1-3; Atos 1:9-11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; Mat. 24; Mar. 13; Lucas 21; II Tim. 3:1-5; Joel 3:9-16; Heb. 9:28).

26. Morte e Ressurreição

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas.

(I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6:23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39; João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; João 5:24).

27. O Milênio e o Fim do Pecado

O milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante este tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores.

(Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Mal. 4:1; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II Pedro 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21).

28. A Nova Terra

Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença.

(II Pedro 3:13; Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15).

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O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz. (Num. 6:24-26)

Que a graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo, sempre estejam presentes na sua vida, bem como na vida dos seus familiares e amigos.

OBRIGADO POR SUA VISITA E VOLTE SEMPRE!


Que a graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo, sempre estejam presentes na sua vida, bem como na vida dos seus familiares e amigos.

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz. (Num. 6:24-26)

Um abraço com muito carinho, uma feliz semana, fraternalmente,
Adams